Assinalámos oportunamente a eleição do eucalipto de Contige (Viseu), como “árvore portuguesa de 2023”, da camélia-japoneira de Guimarães, como “árvore portuguesa de 2024”, e da “figueira dos amores” da Quinta das Lágrimas (Coimbra), como “árvore portuguesa de 2025”.
Este ano, adquiriu essa distinção o cedro da igreja de Runa
(Torres Vedras), botanicamente designado como “Cedro-do-buçaco” e Cupressus
lusitanica.
O belo espécime arbóreo de Runa obteve 3080 votos na recente
votação pública nacional, seguido da árvore da borracha australiana, de Ponta
Delgada, com 2890 votos, e da canforeira da ESAC, de Bencanta (Coimbra), com
1901 votos.
Quanto ao cedro de Runa, pode ler-se na respetiva
candidatura:
“Plantado no início dos anos 1950 pelo Sr. Alfredo, o
Cedro da Igreja de Runa, hoje com cerca de 75 anos, é parte essencial da
história e identidade local. Inicialmente frágil e amarelado, foi cuidado e
protegido pelo seu plantador, sobrevivendo contra todas as expectativas.
Testemunhou partidas, regressos, celebrações e silêncios, tornou-se no ponto de
encontro da saudade e dos abraços de todos os Runenses. Hoje, merece afirmar-se
como símbolo da aldeia de Runa e do concelho de Torres Vedras.”
Ainda uma nota acerca da localidade onde se encontra
plantada a árvore premiada.
Em 14/10/2024, no post (cont.43) da nossa série “Nomes
de localidades em azulejos”, escreveu-se aqui que Runa é “localidade da atual
União de Freguesias de Dois Portos e Runa, no concelho de Torres Vedras, do
distrito de Lisboa e da atual sub-região do Oeste”.
Informação esta que está agora incorreta, pois Runa, na
mini-restauração de freguesias aprovada pela Assembleia da República em 2025,
recuperou o estatuto de freguesia autónoma.
Por todas as razões, parabéns da Aldraba aos runenses!
JAF

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