domingo, 22 de janeiro de 2023

13ª visita a espaços de interesse para o património - Museu do Dinheiro (Lisboa), domingo, 29.1.2023, 10h30


 








Nesta nova atividade que a Associação ALDRABA pretende proporcionar aos seus associados e amigos, agendámos para o domingo, dia 29 de janeiro de 2023, a partir das 10h30, uma visita ao Museu do Dinheiro (incluindo o espaço das ruínas da Muralha de D. Dinis), que está situado no Largo de São Julião, mesmo ao lado da Praça do Município em Lisboa.

O Museu apresenta o tema do dinheiro, a sua história e evolução, em Portugal e no mundo. 

Tendo sido fundado e mantido pelo Banco de Portugal, o Museu abriu as portas ao público em 19 de abril de 2016. 

O Museu do Dinheiro considera imperdíveis algumas das suas peças e instalações, em que destaca: 

Uma barra de ouro (12,6 kg de ouro refinado, que é possível tocar pelos visitantes), o Hermes solar (deus grego do comércio e das trocas, num robô que apresenta de forma interativa a troca direta de bens que são outras formas de dinheiro), um mapa mundi interativo (permite navegar no tempo e no espaço e conhecer factos importantes sobre a história do dinheiro no mundo), o terço de estáter (primeira moeda no ocidente, surgida no século VII a.C.), a nota chinesa que foi a primeira nota do oriente (surgida no século IX d.C.), o “português” de D. Manuel I (moeda de ouro cunhada entre 1499 e 1521, representativa da importância política e económica do estado português na época dos descobrimentos), a “realidade aumentada” (ecrã interativo que permite ao utilizador manipular, rodar e ampliar as moedas expostas), o morabitino de D. Sancho II (único exemplar conhecido no mundo), a nota de 500 escudos de Alves dos Reis (que lhe deu o reconhecimento como um dos maiores burlões da história de Portugal), a dobra de 24 escudos (a maior e mais pesada moeda de ouro da história portuguesa), uma nota e uma moeda personalizadas (experiência interativa que permite "cunhar" uma moeda e "emitir" uma nota com o rosto de cada visitante), uma nota de 1000 escudos D. Maria II (que engloba vários elementos alusivos à história do Banco de Portugal). 

São também considerados imperdíveis: a exposição “Compreender o Banco de Portugal”, que permite conhecer a missão de um banco central, as suas principais responsabilidades, e o impacto da sua atividade na vida dos cidadãos; o filme multimédia “A memória do sítio”, que ilustra a evolução histórica da área onde se encontra a sede do Banco de Portugal e o Museu do Dinheiro desde a época medieval, passando pela reconstrução pombalina até à cidade atual; e o Núcleo de Interpretação da Muralha de D. Dinis, classificada como Monumento Nacional.

Todo este riquíssimo espólio, apresentado de forma muito atrativa com recurso às ferramentas expositivas mais modernas, está pois à disposição da ALDRABA, com um guia profissional dedicado, durante a manhã do próximo domingo 29 de janeiro, sendo as entradas gratuitas.

Divulguem aos vossos familiares e amigos, e compareçam na entrada do Museu uns 10 minutos antes da hora da visita!

JAF

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

"Árvore portuguesa de 2023" é um eucalipto do distrito de Viseu


 












O património popular de que a Aldraba se reivindica inclui o nosso património natural, seja ele animal, vegetal ou mineral.

Neste contexto, e com o propósito de contribuir para a divulgação e valorização do acervo arbóreo português, aqui se reproduz a informação difundida na imprensa de hoje, segundo a qual árvore portuguesa de 2023 é o eucalipto de Contige, situado na freguesia e concelho de Sátão, no distrito de Viseu. Com um perímetro de tronco de 11 metros, este eucalipto foi o escolhido na sexta edição do Concurso Nacional Árvore do Ano.

O eucalipto da aldeia de Contige conquistou o primeiro lugar do concurso nacional com 3046 votos. Logo a seguir, no segundo lugar, com 2879 votos, ficou uma azinheira de São Brás de Alportel, com 250 anos e 17 metros. Com 2863 votos, o terceiro classificado foi um castanheiro gigante de 500 anos, de Guilhafonso, em Pêra do Moço, na Guarda. Nos restantes lugares (ordem decrescente),  ficaram a oliveira de Pedras d'el Rei, Tavira, o plátano do Palácio da Anadia, Mangualde, a oliveira de Mouriscas, Abrantes, um metrosídero de Mafra, uma oliveira milenar de Lagoa, uma oliveira de Casais de São Brás, Santarém, e um carvalho de Calvos, Póvoa de Lanhoso. Ao todo, as dez árvores reuniram 20.073 votos online, de acordo com o comunicado da União da Floresta Mediterrânica – UNAC, que organiza o concurso em Portugal. 

O "Eucalipto de Contige” tem a altura de 43 metros e um largo tronco de 11 metros de perímetro. É considerada ‘a maior árvore classificada de Portugal’ pela Universidade de Aveiro. Fica localizada à beira da antiga EN 229, e a sua plantação remontará a 1878, quando se abriu a Estrada das Donárias”. O percurso da EN 229 foi desenhado de forma a manter-se esta árvore.

A monumentalidade deste eucalipto fez com que uma estrada se partisse em duas. É isso que é salientado por António José Carvalho, presidente da Junta de Freguesia de Sátão: “O perfil da estrada faz a devida vénia a esta árvore monumental, desenhando uma estrada com um perfil quase semicircular à volta deste espécime”.

António José Carvalho conta ainda que a ligação entre este eucalipto e a população de Contige é “muito estreita”. “É um espécime que cimenta uma relação quase histórica de Contige com o eucalipto”. Também é esta árvore que tem tornado a aldeia conhecida nas redondezas. “É algo que torna Contige bastante conhecido nesta freguesia e nas freguesias limítrofes, engrandecendo as relações entre as pessoas, porque identifica a aldeia no concelho e fora do concelho”.

JAF

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

O que valem os horóscopos?


Numa semana do ano em que muitas pessoas recorrem às "previsões astrológicas" para 2023, reproduzimos a parte principal de um interessante artigo do neurocientista Jorge Almeida, publicado na edição de 27.12.2023 do jornal "Público":

O que valem os horóscopos?

(…) Qual golpe de magia bem orquestrado, os horóscopos (e outras coisas que tal) casam às mil maravilhas com a nossa necessidade de, como seres humanos, procurarmos explicações para as coisas do nosso dia-a-dia.

É aqui que entra a psicologia e a ciência cognitiva, o estudo das heurísticas que a nossa mente usa para facilitar o processo de compreender o nosso mundo, e os erros cognitivos (a que chamamos vieses cognitivos) que decorrem da necessidade de fazermos todo este processo de forma rápida e dentro das limitações da nossa mente.

Para começar, há que olhar para o modo como os horóscopos são escritos – são tipicamente uma descrição suficientemente vaga que inclui eventos e traços de personalidade aplicáveis ao comum dos mortais num ou noutro ponto da sua vida, referindo aspetos positivamente transformativos.

De forma interessante, o psicólogo Bertram Forer, em 1948, demonstrou precisamente, que este tipo de descrições é interpretado como sendo verdadeiro e único de quem as lê. A isso chamamos o “efeito de Barnum”.

Este efeito relaciona-se com um dos vieses cognitivos do qual a nossa mente é vítima – o viés da validação subjetiva.

Este viés leva a que uma afirmação (falsa ou verdadeira) seja vista como tão mais verídica quanto mais significado pessoal tiver e quanto mais positivamente for apresentada.

Até parece que a nossa mente criou este viés para facilitar a crença nos horóscopos (ou, aliás, os horóscopos é que tiram partido, de forma soberba, deste viés cognitivo).

Mas há, claro, outros processos mentais que conferem “veracidade” à leitura de um horóscopo, e que se aplicam na mesma medida às fake news ou ao populismo político que nos tem assolado. Um exemplo é a tendência para explicar o nosso comportamento como dependente de fatores externos – “Eu não fui sair porque estava a chover” – e o comportamento dos outros como traços de personalidade – “Ele não foi sair porque é preguiçoso”. Este viés de atribuição confere à astrologia ainda mais poder – que melhor fator externo do que o alinhamento dos astros para explicar os nossos comportamentos?

Outro aspeto explorado pelos astrólogos é o que chamamos “falácia/engodo do apelo à autoridade – a maior parte dos astrólogos são “professores” ou “mestres”. Este apelo à autoridade valida os horóscopos não pela veracidade dos mesmos, mas porque é uma autoridade que or propõe.

Assim se explica cientificamente o apelo da astrologia e dos seus horóscopos.

Claro está que me parece que a sociedade se deve defender destes esoterismos, assim como das fake news e dos populismos.

Isto passa por mais e melhor informação científica – por um verdadeiro investimento na literacia científica. ()

Jorge Almeida

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

20 associados e amigos da Aldraba confraternizaram no jantar de Natal









Um simpático grupo de associados e amigos da Aldraba - uma parte dos quais tinham estado antes na Casa-Museu Medeiros e Almeida a disfrutar do seu riquíssimo património artístico - juntaram-se este sábado 17/12 na Rua do Salitre, em Lisboa, para aquele que já é o nosso habitual jantar-tertúlia da quadra natalícia.

Este encontro era para se ter realizado na Floresta do Salitre, mas foi reagendado para o Forno Velho (porta ao lado), por problemas logísticos supervenientes. Sem dificuldades, e tirando benefícios da mudança, pois fomos excelentemente recebidos pelo Sr. Manuel, pela sua irmã Elsa e pela equipa de jovens colaboradores que nos atendeu. Os nossos sinceros agradecimentos.

A confraternização foi muito calorosa, onde se salientou o regresso às atividades da Aldraba de diversos amigos que nos últimos anos estiveram menos presentes, e onde se exprimiu o desejo de alguns presentes se associarem.

Foi igualmente expressa a intenção de serem apresentadas propostas de novas iniciativas para o Plano de Atividades de 2023, que são firmemente incentivadas pela Direção para serem submetidas à Assembleia Geral do início do novo ano.

Boas festas para todos!

JAF (fotos Jorge Graça) 

sábado, 10 de dezembro de 2022

34.º Jantar-tertúlia da Aldraba - Restaurante "Floresta do Salitre", 17dez2022, sábado, a partir das 19horas


 

Vamos levar a efeito no sábado 17 de dezembro de 2022, a partir das 19 horas, o jantar-tertúlia da associação Aldraba em que procuraremos reunir os nossos associados e amigos, como habitualmente, na quadra do ano em que as famílias e amigos costumam confraternizar.

Juntamo-nos desta vez num estabelecimento popular onde almoçámos já noutra ocasião, na Rua do Salitre, 42D, em Lisboa, um pouco abaixo do local da atividade cultural que realizamos nessa tarde na Casa Museu Medeiros e Almeida.

O jantar terá entradas, sopa, prato típico português, pão, bebidas, sobremesa e café, ao preço único de 20 € por pessoa.

Os interessados em participar deverão manifestar-se, até 5ªfeira, 15.12, por escrito ou telefone, para aldraba@gmail.com, para José Alberto Franco (jaffranco@gmail.com ou 963708481) ou para Luís Maçarico (lmacarico@gmail.com ou 967187654).

JAF

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

12ª visita a espaços de interesse para o património - Casa-Museu Medeiros e Almeida (Lisboa), sábado, 17.12.2022, 15h30

 

Depois de uma interrupção de mais de dois anos, imposta pela pandemia, a Associação ALDRABA volta a propor aos seus associados, familiares e amigos oportunidades de contacto com espaços privilegiados onde se registam a história, a vida e a criatividade do nosso povo.

 

O nosso conceito de património popular não se confina às manifestações de artesanato ou de outras expressões artísticas das populações rurais, por maior interesse e dignidade de que elas se revistam. Não. Estão igualmente incluídas as criações artísticas mais sofisticadas destinadas, enquanto consumo, à aristocracia ou à alta burguesia, mas cujos produtores efetivos são os artistas e os trabalhadores dos estratos mais pobres…

 

É nesse contexto que vos propomos uma visita à CASA-MUSEU MEDEIROS E ALMEIDA, situada no centro de Lisboa, na Rua Mouzinho da Silveira, nº6, fazendo gaveto para a Rua Rosa Araújo, nº41, não muito longe do Marquês do Pombal.

 

O edifício que alberga a instituição foi mandado construir em 1896, tendo sido adquirido em 1943 por António Medeiros e Almeida (1895-1986), que, após obras de remodelação, a transformou na sua habitação. No início da década de 1970, o empresário, colecionador e benemérito, ampliou a casa construindo uma ala nova sobre o jardim, de modo a poder albergar toda a sua coleção de artes decorativas.

 

O edifício que alberga a Casa-Museu passou por diversas campanhas de obras (construção, remodelação e ampliação) até 2001, altura em que a Casa-Museu foi aberta ao público.

 

Tendo começado a colecionar nos anos 1930, no auge da sua carreira profissional no pós-guerra, permitiu-lhe adquirir nas mais afamadas casas leiloeiras e antiquários europeus e reunir uma importante coleção de artes decorativas.

 

Em 1972, foi criada a Fundação Medeiros e Almeida, tendo como objetivo permitir a fruição pública da coleção. O acervo reflete um gosto eclético e cosmopolita que se ajusta ao ambiente da casa. A escolha das obras de arte, direcionada para uma vivência pessoal e social, foi sempre dirigida por um critério de excelência que se revela nomeadamente em duas coleções para as quais o colecionador projetou salas dedicadas: a de relógios e a de porcelana da China.

 

Na coleção de cerâmica chinesa incluem-se as mais díspares peças, desde a raridade das terracotas chinesas da dinastia Han (206 a.C.-220), aos primeiros vidrados da dinastia Tang (618-907) e às depuradas peças Song (960-1279) sendo o núcleo mais significativo o das chamadas “primeiras encomendas”, as primeiras peças de porcelana encomendadas na China para o Ocidente, com cerca de 500 anos, que ostentam as armas reais de Portugal e de D. Manuel I.

 

A sofisticação e apuro técnico estão presentes nas peças de relojoaria francesa, inglesa e suíça, salientando-se o relógio inglês, de noite do século XVII, com iluminação interior por candeia de azeite, do relojoeiro da corte de Carlos II de Inglaterra, Edward East (1602-1697), ainda em funcionamento, uma ampulheta em âmbar e marfim, com assinatura “Michael Schödelock fecit Gedani”, feita em Gdansk (na altura na Prússia), datada de cerca de 1660 e ainda cerca de 25 relógios Breguet, uma das mais famosas casas relojoeiras do mundo.

 

Nesta sequência, destacam-se ainda o mobiliário português e francês, a coleção de pinturas holandesas e flamengas dos séculos XVI e XVII, os retratos ingleses do século XIX, os adereços de joalharia, as baixelas de prata inglesa, a ourivesaria sacra e as tapeçarias flamengas e francesas dos séculos XVI, XVII e XVIII.

 

OS INTERESSADOS EM PARTICIPAR NESTA VISITA DEVEM COMPARECER NA RECEÇÃO DA CASA-MUSEU UNS 15 MINUTOS ANTES DAS 15H30 DO SÁBADO 17 DE DEZEMBRO. Tarifa de ingresso de 4 euros para maiores de 65 anos, 6 euros para mais novos.

 

JAF

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

60 participantes na sessão de 29.11.2022, na Casa do Alentejo


 






O belo salão Vítor Santos da Casa do Alentejo em Lisboa esteve repleto neste fim de tarde de novembro com inúmeros associados e amigos da Aldraba, que quiseram homenagear, de forma muito expressiva e emocional, a pessoa e o percurso da Maria Eugénia Gomes, e também assistir à apresentação no novo n.º da nossa revista.

Na evocação da companheira que partiu no passado mês de outubro, tivemos uma intervenção inicial do Luís Maçarico, a que se seguiram muitos testemunhos dos presentes, designadamente, do Fernando Duarte, da Rosa Calado, do Nuno Silveira, do João Coelho, do Rodrigo Dias e do Pedro Martins, todos sublinhando o exemplo de dedicação e de afetividade que a Maria Eugénia deixou em todo o lado onde esteve.

A amiga Rita Rato fez-nos depois uma introdução à nova edição da revista "Aldraba", enaltecendo a importância de um trabalho continuado de divulgação e valorização do património popular, indispensável para contrariar os que pretendem apagar as memórias da criatividade e da resistência das populações e confinar as questões do património a um exercício das elites.

Uma sessão magnífica de partilha e de reforço do nosso espírito coletivo, que também permitiu identificar algumas pistas para trabalho futuro da associação Aldraba.

JAF (fotos de Eugénio Ruivo)