domingo, 27 de setembro de 2026
Visita às exposições de pintura e de desenho de Artur Bual, em 26.9.2026
sábado, 19 de setembro de 2026
Até logo, Ricardo!
Com 36 anos de idade, o Ricardo Monteiro era um expoente da nova geração de ativistas sociais que, felizmente, despontam constantemente no contexto das associações, dos clubes, das autarquias e dos movimentos de base, em Lisboa e no resto do país.
Em Santos-o-Velho, onde nasceu, na Estrela, nos Olivais e em tantos outros locais da cidade de Lisboa em que militou, o Ricardo era um exemplo de dinamismo e criatividade que arrastava tudo à sua volta.
A doença, implacável, acaba de o levar... Estamos todos com uma enorme consternação, e com grande comoção com os seus familiares, amigos e companheiros!
Estivemos hoje dois membros dos órgãos sociais da Aldraba a exprimir, na igreja e no cemitério onde decorreram as homenagens, a nossa solidariedade, em particular ao pai - Luís Filipe Monteiro -, infatigável autarca da região ocidental de Lisboa.
Honra à memória do Ricardo, e que o seu exemplo brilhante possa frutificar!
JAF
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
15.ª visita a espaços de interesse para o património – Exposição “O Amor é Redondo”, na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora, no sábado 26.9.2026, às 15h
O centenário do
nascimento do pintor, desenhador, escultor e ceramista Artur Bual, completou-se
no passado mês de agosto de 2026.
Assinalando esse
aniversário, a associação Aldraba leva a efeito no último sábado
deste mês, 26 de setembro, às 15 horas, uma visita guiada à sua exposição de
pintura “O amor é redondo”, que está patente na Galeria Municipal Artur
Bual, na Amadora.
A visita vai ser
acompanhada e guiada pela filha do artista, Maria João Bual.
Depois da visita à
exposição de pintura, poderemos ainda visitar a exposição de desenhos do Artur
Bual que está em exibição na Biblioteca Municipal Piteira Santos, muito próxima
da Galeria.
* * *
O Artur Bual foi
um expoente artístico do nosso séc. XX, que necessita de ser mais conhecido e
valorizado. Acerca dele, já se escreveu:
“A serena
inquietação dos seus gestos e movimentos poisa como pássaro de nenhum lugar nas
telas, indiciando a universalidade do traço de transpirações luminosas, com a
existência esvaindo-se em gritos festivos de raiva e amor.
Ele é unicamente
um ser original e truculento, sábio e criança, ingénuo e emotivo, mordaz e
perturbante, a fervilhar pela rua das conversas, na tasca da esquina ou à hora
de criação, sorvendo a essência de tudo, para na cara dos outros em cada poro
poder sentir que o sangue ainda está quente (…).
O Bual nunca
caberá nas definições fervorosas dos admiradores do seu trabalho, e será também
o sorriso maroto e aqueles dedos manchados de café e tinta, no frenesi de
saborear histórias sobre o rosto dos guardanapos depois de petiscar moelas, com
casqueiro e vinho da casa”.
* * *
A Galeria
Municipal Artur Bual fica na Rua Luís de Camões, 2 - Venteira, 2700-535
Amadora, próximo da estação ferroviária da Amadora, e é bem servida também por
transportes coletivos rodoviários.
Convidam-se todos
os associados e amigos da Aldraba a aparecerem e participarem nesta visita, e a
trazerem consigo outros amigos e familiares.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Longa vida ao GDE "Os Combatentes"!
Com uma pequena cerimónia - que incluiu o hastear das bandeiras da coletividade, da CPCCRD, da cidade de Lisboa e de Portugal - iniciaram-se ontem à noite as comemorações dos 120 anos do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", que decorrem ao longo dos meses de setembro e outubro de 2026 e de que daremos notícias oportunamente.
A fotografia regista a presença ontem do presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa, Artur Botão, com o presidente da Assembleia Geral e vários membros da Direção d'"Os Combatentes".
A Aldraba, que tem há muito tempo um protocolo de amizade e cooperação com o GDEC, deseja as maiores felicidades a esta notável coletividade popular de Lisboa.
JAF
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
A trança
Reproduzimos, com a devida vénia, um texto da nossa amiga Natércia Duarte que ela publicou há dias na sua página de facebook:
Ela tinha o cabelo prateado, da cor que a lua tem quando está alta. Era macio e tão comprido que, quando liberto da trança, lhe afagava a cintura, também ela fina, apesar da idade e dos muitos filhos que a tinham abraçado por dentro.
Durante
o dia, o seu cabelo vivia aprisionado no alto da sua cabeça, como se um
encantamento o tivesse transformado em flor. Flor redonda e bela. Tão quieta.
Mas
quando a noite chegava, quebrava-se o feitiço, e nas sombras do candeeiro ou na
luz coada do luar, as pétalas daquela flor desfaziam-se e transformavam-se em
rio.
-
Posso pentear-te, avó?
Guiado pela minha mão direita, o pente descia devagar, distribuindo os fios de prata pelas costas… a mão esquerda descia atrás, acariciando os fios mais rebeldes…
Por fim, os dedos da minha avó, transformados em agulhas de bordar, dividiam o
rio em três ribeirinhos que sabiam dançar a dança de entrelaçar cabelos.
-
Já está, vamos dormir. – dizia a avó, dando o último retoque na atadura da
trança.
-
Está bem, avó. Mas não se esqueça do conto.
Os lençóis de linho lavados na ribeira cheiravam a sabão e a esteva.
Eu
aconchegava-me no calor morno da sua pele, ouvia a sua voz tecendo palavras de
contar histórias e adormecia sonhando que a trança era uma corda para salvar
princesas da torre, para descer a poços fundos e negros em busca de tesouros ou
para subir aos telhados como os gatos que namoram as estrelas.
Natércia Duarte, 24/8/2026
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
O acervo documental da Aldraba (8bis): Doçaria e gastronomia
Ao longo dos 20 anos em que tem vindo a ser publicada, a revista "Aldraba" divulgou já dezenas de especialidades doceiras e gastronómicas da nossa terra.
Em 21/7/2013, no post n.º 8 desta série, indicámos aqui os 9 artigos publicados até essa altura na revista relativamente a doces, comidas e bebidas portuguesas.
Atualizamos hoje essa lista, incluindo todos os textos que entretanto foram publicados e que se referem aos dois descritores temáticos em causa:
Augusto Fernandes, “Viagem à terra do vinho dos mortos”, n.º 19 (Abr.2016), p.13
Carlos
Cunha, “Pastel de feijão de Torres
Vedras”, n.º 3 (Jun.2007), p.18
Carlos Vicente, “Os fornos do povo - catedrais
do pão”, n.º 34 (Out.2023), p.6
Fernando Estevens, “Entre alimentação e comida,
até à memória de cheiros esquecidos”, n.º 28 (Out.2020), p.2
João Coelho, “A confeção tradicional da broa numa aldeia
beirã”, n.º 23 (Abr.2018), p.16
José Manuel Prista, “A
ASAE e os sabores”, n.º 5 (Jul.2008), p.19
Luís Afonso, “ASAE”,
n.º 5 (Jul.2008), verso da capa
Luís Afonso, “Dinheiros
públicos”, n.º 8 (Dez.2009), verso da capa
Luís Afonso, “Nouvelle cuisine”, n.º 18
(Out.2015), verso
da capa
Luís Ferreira, “Açorda de alho”, n.º 23 (Abr.2018), p.18
Luís Filipe Maçarico, “Afonso Miranda do ‘Sino Doce’ de Almada:
Uma vida de muito trabalho ambicionando a qualidade”, n.º 26 (Out.2019),
p.23
Luís Filipe Maçarico, “Batata doce - Associativismo em tempos de contenção. O singular caso
da ADPHA”, n.º 27 (Abr.2020), p.18
Luís Filipe Maçarico, “Gastronomia
alentejana: tradição identitária com alguma instabilidade”, n.º 39 (Abr.2026), p.18
Luís
Reis Ágoas, “A caneja de infundice na
Ericeira”, n.º 12 (Out.2012), p.15
Manuel Mamede Pereira, “Ser alfacinha”, n.º 13 (Abr.2013), p.15
Margarida Alves, “Queijadas
de Sintra”, n.º 7 (Jul.2009), p.15
Maria de Lurdes Pereira, “Licor
Beirão: biografia de um sabor português”, n.º 39 (Abr.2026), p.16
Nuno Roque da Silveira, “As cavacas de Mação”, n.º 37 (Abr.2025), p.24
Nuno Roque da Silveira, “Grandes artistas do efémero”, n.º 8 (Dez.2009), p.17
Nuno Roque da Silveira, “O
queijo da Serra de Fornos de Algodres”, n.º 20 (Out.2016), p.22
Nuno Roque da Silveira, “Tigeladas e outros doces”, n.º 38 (Out.2025), p.14
Olga
Cavaleiro, “As confrarias gastronómicas
de Portugal”, n.º 25 (Abr.2019), p.14
Vanda Oliveira, “Os
fofos de Belas”, n.º 6 (Dez.2008), p.9
Como sempre, qualquer associado ou amigo que deseje aceder a algum ou alguns destes artigos pode solicitá-lo por um simples mail para aldrabaassociacao@gmail.com, e teremos todo o gosto em o(s) reproduzir e enviar.
JAF
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Mamíferos selvagens em Portugal (6) - Veados
Ocupemo-nos hoje da 6.ª espécie zoológica incluída entre os 19 animais referenciados em 17/9/2025, no primeiro post desta série, como mamíferos selvagens avistados em Portugal nos últimos anos.
É chegada a vez dos veados, cientificamente designados como cervus elaphus, de pelagem castanho-acinzentada no inverno e mais avermelhada no verão, que são considerados como o maior mamífero em estado selvagem em Portugal, chegando a medir mais de dois metros de comprimento e a pesar mais de 170 kgs.
Nos últimos 50 a 70 anos e após um forte decréscimo, a espécie tem consolidado a sua presença no nosso país, em alguns casos com apoio humano, como aconteceu no programa de reintrodução do veado na Serra da Lousã, que o biólogo e investigador Carlos Fonseca acompanha desde 1995. Além desta população, entre as maiores estão a do Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano, a do Tejo Internacional e a da Tapada Nacional de Mafra.
Este herbívoro encontra descanso e refúgio em zonas florestais e de habitats com densa cobertura, das quais sai para se alimentar em áreas mais descobertas, de matos e pastagens.
É nas áreas abertas que se torna mais fácil avistá-los durante os meses de outono, quando ocorre a "brama" - nome relacionado com os bramidos que os veados machos emitem durante a época de reprodução, que acontece todos os anos entre setembro e novembro, durando cerca de um mês. Os sons fortes e guturais servem para afastar outros machos e atrair as fêmeas. Os comportamentos e fortes vocalizações da brama são comuns de madrugada e ao crepúsculo.
É nestes períodos que decorrem habitualmente as visitas de observação do veado na natureza, que devem fazer-se com o apoio de operadores especializados e guias.
Os jovens machos ganham as suas primeiras hastes, umas pequenas protuberâncias ainda não ramificadas, no primeiro ano de vida, embora só se estreiem na brama após os dois ou três anos de idade. À medida que os anos passam, a armação vai alterando o seu tamanho, espessura e número de ramificações. O desenvolvimento máximo acontece por volta dos oito a doze anos de idade.
JAF (foto e informações recolhidas na internet)











