quinta-feira, 23 de julho de 2026

Nomes de localidades em azulejos (cont.48)






Foi agora localizada, e aqui reproduzimos com todo o gosto, a placa toponímica de Vila do Conde, com que o Automóvel Club de Portugal assinalou nos princípios do sec. XX esta dinâmica cidade do Norte de Portugal.

Vila do Conde é sede de concelho e fica situada no distrito do Porto, na sub-região NUTS III Área Metropolitana do Porto (que o correspondente descritor temático da Aldraba designa de Grande Porto).  

A fotografia desta bela placa de azulejos foi-nos enviada pela nossa amiga Susana Rodrigues, que prossegue assim uma colaboração connosco de anos a fio, que muito nos estimula e que daqui saudamos.

A área do país onde fica Vila do Conde está ainda insuficientemente representada no nosso blogue, pois apenas temos, até ao presente, 5 placas divulgadas do distrito do Porto (2 de Baião, 2 da Maia e esta de V.Conde). Um apelo aos residentes e visitantes dessa área para que localizem e fotografem outras placas que ainda sobrevivam... 

Com a publicação de hoje, atingimos um total de 208 placas de azulejos divulgadas no nosso blogue, afetas a 182 diferentes localidades, situadas em 94 concelhos de todos os 18 distritos do continente português. 

JAF

domingo, 19 de julho de 2026

Festival PAN em Morille e em Vilarelhos no mês de julho de 2026




Como acontece regularmente há vários anos, realiza-se no corrente mês o PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural, nas suas duas edições geminadas (17-19.7, em Morille-Salamanca/Castela, e 24-26.7, em Vilarelhos-Alfândega da Fé/Trás-os-Montes).

A Aldraba volta a participar na edição de Vilarelhos, através de alguns dos seus dirigentes e ativistas, que foram convidados a diversos títulos, e desafia todos os seus associados e amigos a aparecerem em algumas das atividades previstas.

Programa resumido (consultar o programa integral em https://heyzine.com/flip-book/0c835dd216.html ) :

Sexta-feira – 24 de julho.

15.30 – Casa do Alpendre. ABERTURA. Momento musical. 16.00 – Visita às exposições. 17.30 – Escola Primária de Vilarelhos. TERTÚLIA: Poetas e Escritores do PAN – livros e projetos. 20.00 – Jantar 21.30 – Casa do Alpendre. Projeto VILARELHOS – ALDEIA DA POESIA. Percurso Urbano de Poesia. Acompanhamento musical.

Sábado – 25 de julho.

09.30 – Casa do Alpendre. TERTÚLIA: Poetas e Escritores do PAN – livros e projetos. 13.00 – Almoço 15.30 – Casa da Cultura Mestre José Rodrigues. Abertura da exposição coletiva, “Longe de perto”. 18.00 – Largo do Solar do Morgado de Vilarelhos. SARAU DE POESIA. Momento musical. 20.30 – Jantar 21.30 – Palco exterior do Pavilhão Multiusos. NOITE MUSICAL.

Domingo – 26 de julho.

09.30 – Pavilhão Multiusos Roteiros da Escrita e da Arte. ARTUR BUAL-100 ANOS; JOÃO DE ARAÚJO CORREIA. 12.00 – Pavilhão Multiusos. Projeto PLACA. 13.30 – Almoço. 17.00 – Pavilhão Multiusos. TEATRO . 20.30 – JANTAR COMUNITÁRIO. 22.00 – Palco exterior do Pavilhão Multiusos. ARRAIAL.

Em paralelo, vão estar acessíveis, durante os 3 dias, diversas EXPOSIÇÕES de pintura, manifestações de inúmeros POETAS-ESCRITORES-ASSOCIATIVISMO, outros ARTISTAS e muitos MÚSICOS.

JAF

segunda-feira, 6 de julho de 2026

O acervo documental da Aldraba (29) - Trás-os-Montes

Retomamos a divulgação (e disponibilização) dos trabalhos publicados na revista Aldraba, relativos aos temas patrimoniais de que a nossa associação se vem ocupando ao longo dos seus 21 anos de existência.

Desta vez, debruçamo-nos sobre a região de Trás-os-Montes, que é um território do Nordeste de Portugal de enorme riqueza humana e social.

O descritor temático "Trás-os-Montes", para a Aldraba, inclui as sub-regiões estatísticas NUTS III Terras de Trás-os-Montes, Alto Tâmega e Lindoso, e Douro, e abrange os seguintes 34 municípios: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais - nas Terras de Trás-os Montes; Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar - no Alto Tâmega e Lindoso; e Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real, no Douro.

Na nossa revista, publicámos sobre Trás-os-Montes os seguintes artigos:

Augusto Fernandes, “Viagem à terra do vinho dos mortos”, n.º 19 (Abr.2016), p.13

Francisco José Lopes, “Vilarelhos – terra de poesia e arte de vanguarda em meio rural”, n.º 32 (Out.2022), p.23

Luís Filipe Maçarico, “A história de um encontro do património transfronteiriço”, n.º 24 (Out.2018), p.11

Luís Filipe Maçarico, “Couto Misto, uma república entre dois reinos”, n.º 33 (Abr.2023), p.2

Maria Hercília Agarez, “Amadeu Ferreira, um cibo de Trás-os-Montes”, n.º 17 (Abr.2015), p.22

Ondina Albino, “O linho”, n.º 28 (Out.2020), p.24

Rodrigo Dias, “Sobre a luz e o escuro: Valdanta – Chaves [1]”, n.º 28 (Out.2020), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Sobre a luz e o escuro: Valdanta – Chaves [2]”, n.º 30 (Out.2021), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Valdanta – Chaves – Trás-os-Montes [3]”, n.º 32 (Out.2022), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Amoras silvestres - Valdanta – Chaves [4]”, n.º 33 (Abr.2023), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Como se a noite fosse uma evaporação escura da terra - Valdanta – Chaves [5]”, n.º 34 (Out.2023), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “O Tio Moreno – Valdanta - Chaves [6]”, n.º 39 (Abr.2026), verso da contracapa

Shawn Parkhurst, “A constelação chamada Douro chama”, n.º 21 (Abr.2017), p.8

Qualquer associado ou amigo que deseje aceder a algum ou alguns destes artigos pode solicitá-lo por um simples mail para aldrabaassociacao@gmail.com, e teremos todo o gosto em o(s) reproduzir e enviar.


JAF  

domingo, 28 de junho de 2026

A Aldraba confraternizou no arraial de Os Combatentes


 













Alguns associados e amigos da Aldraba aceitaram o desafio para vir confraternizar em mais um arraial popular na coletividade nossa amiga de Campo de Ourique, o Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", que este ano comemora o seu 120.º aniversário.

Na noite de 26 de junho de 2026, a mesa que reservámos foi muito bem servida de caldos verdes, caracóis, bifanas, chouriço assado e sardinhas, tudo regado a cerveja, vinho e sangria...

Entre as atrações da época que partilhámos, destacou-se o animado desfile da Marcha Infantil de Alcântara, em que nos encantaram dezenas de miúdas e miúdos muito bem vestidos, bem ensaiados e com muita convicção!

JAF (foto AIVeiga) 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

A Aldraba vai ao arraial dos Combatentes - 6.ª feira, 26jun2026, a partir das 20 h


Assinalando os Santos Populares de 2026, a Aldraba organiza uma ida ao Arraial da nossa coletividade amiga GDEC - Grupo Dramático e Escolar Os Combatentes, na próxima 6.ª feira, dia 26 de junho, no amplo espaço em que estas festividades vêm decorrendo - entrada pela Rua Possidónio da Silva, n.º 206, Campo de Ourique, em Lisboa.

Temos reservada uma mesa em que poderão participar quaisquer associados e amigos da Aldraba (sem necessidade de inscrição prévia) que apareçam para petiscar e conviver, com garantia de serviço à mesa, bastando dirigir-se à zona que está assinalada em nosso nome.

Poderemos encomendar e consumir sardinhas assadas, bifanas, moelas, chouriço assado, morcela, entremeada, caracóis ou outros petiscos, e beber cerveja, vinho, sangria ou sidra. O pagamento será feito individualmente, em função dos consumos concretos.

Música ao vivo, marchas populares e dança abrilhantarão a noite.

Esta atividade é considerada como o 43.º jantar-tertúlia da Aldraba.

Apareçam e tragam familiares e amigos!

JAF

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Mamíferos selvagens em Portugal (5) - Doninhas

O nome científico da doninha comum é mustela nivalis

As doninhas possuem corpo alongado e esguio, com comprimento variando entre 17 e 55 cm, dependendo da espécie, e cauda proporcionalmente curta ou longa, podendo chegar a 20 cm em algumas espécies.

São predadores noturnos e solitários, caçando principalmente pequenos roedores, como ratos, mas também aves, ovos, insetos, répteis e, ocasionalmente, peixes. A sua habilidade de entrar em buracos e túneis estreitos permite capturar presas escondidas, tornando-os eficazes no controle de populações de roedores, o que beneficia ecossistemas e atividades humanas.

Segundo o investigador Francisco Álvares, especializado em mamíferos carnívoros, a doninha é “o carnívoro de menores dimensões da fauna portuguesa”.

Aparecem “numa grande variedade de ambientes, desde florestas mediterrâneas até prados alpinos, selecionando os habitats pela sua abundância de micromamíferos”, segundo o Atlas de Mamíferos de Portugal.

Em Portugal, os cientistas acreditam que as doninhas estão distribuídas por todo o território continental, “embora com grandes descontinuidades”, e também em algumas ilhas dos Açores. No entanto, como se trata de “uma espécie de difícil deteção”, havendo hoje um baixo número de registos, são necessários mais estudos sobre a presença deste mamífero, indica o Atlas.

JAF (foto e informações recolhidas da Internet)



sábado, 13 de junho de 2026

Ainda acerca do lenço dos namorados do Minho














Depois do post que aqui publicámos em 29 de maio último, com informação sobre a realidade etnográfica dos lenços de namorados do Minho, temos a notícia animadora de que esta preciosidade popular portuguesa acaba de ser registada no quadro jurídico da União Europeia para produtos artesanais e industriais, passando a ser protegida e reconhecida com Indicação Geográfica na UE (sistema que começou a ser aplicado em 1 de dezembro de 2025).

Segundo comunicado do Instituto da Propriedade Inteletual da União Europeia (EUIPO), divulgado no jornal Público, "Portugal é o país mais ativo no âmbito do novo sistema de proteção do património artesanal e industrial a nível europeu"...

Surpresa muito agradável, que saudamos calorosamente, e que contrasta com tanta indiferença e incúria que se tem observado sobre estes temas na nossa terra!

O diretor executivo do EUIPO, João Negrão, afirma que esta inscrição dos lenços de namorados do Minho evidencia "a riqueza e a diversidade cultural que o novo sistema europeu de indicações geográficas para produtos artesanais e industriais procura proteger".

E afirma ainda que se trata de "um símbolo importante da identidade portuguesa e da sua história, mas também de um exemplo de como as indicações geográficas podem ajudar a preservar o saber-fazer local, apoiar os artesãos e reforçar as economias em toda a Europa".

Os lenços de namorados do Minho fazem parte do primeiro grupo de produtos registados na União Europeia, a par com outros produtos solicitados pela Eslováquia, pela República Checa, pela Suécia, pela Eslovénia e pela França.

Na lista de produtos portugueses com processos de reconhecimento em curso estão bordados de Guimarães e das Caldas da Rainha, o fio de seda de Freixo de Espada à Cinta, a tecelagem de ponto alto da ilha de S. Jorge, os bonecos de Estremoz, a viola amarantina e a camisola poveira.

Informa o EUIPO que, durante os primeiros 6 meses de aplicação do novo regime, recebeu 74 pedidos de registo, o que reflete "o interesse contínuo e a crescente sensibilização dos produtores locais para a importância de combater a contrafação e a imitação".

JAF