sexta-feira, 13 de março de 2026

42.º Jantar-tertúlia, na Casa do Concelho de Tondela, 6.ªfeira, 20.3.2026, 20 horas

 





 




Todos os associados e amigos da Aldraba são desafiados a participar em mais esta saborosa refeição de convívio, que se realizará a seguir ao 3.º Encontro de Poesia na Casa do Concelho de Tondela, no fim do dia de 20 de março próximo, 6.ª feira, pelas 20 horas.

Recorda-se a localização da Casa de Tondela em Lisboa: Rua Miguel Torga, 21 Loja A, 1070-183 Lisboa, em Campolide (Telefone 21 383 05 99).

A ementa do jantar incluirá sopa de espinafres, jardineira de choco, bebidas, doce de cenoura com chocolate, café e digestivo, tudo pelo preço único de 15 euros.

Os interessados em participar no jantar devem inscrever-se até 4.ª feira, 18 de março, pelo mail aldrabaassociacao@gmail.com, ou junto do Luís Maçarico (lmacarico@gmail.com ou T.967187654) ou do J.Alberto Franco (jaffranco@gmail.com ou T.963708481).

JAF





terça-feira, 10 de março de 2026

3.º Encontro de Poesia da Aldraba - dia 20mar2026, 6.ªfeira, 18h30, na Casa do Concelho de Tondela

 
















Aproxima-se mais um Dia Mundial da Poesia, e a Aldraba volta a organizar uma sessão este ano, voltada para os seus associados e amigos que cultivam e amam a poesia.

O nosso 3.º Encontro terá lugar na 6.ª feira, 20.3.2026, às 18.30 horas, e como nos dois anos anteriores, realiza-se na Casa do Concelho de Tondela em Lisboa - uma associação regionalista nossa amiga situada na Rua Miguel Torga, 21 Loja A, 1070-183 Lisboa, em Campolide (Telefone 21 383 05 99), dirigida pelo incansável Elísio Luís Chaves.

Todos os associados e amigos da Aldraba, em particular os que escrevem e lêem poesia, são calorosamente convidados a comparecerem e a partilharem na sessão 3 ou 4 poemas da sua escolha.

JAF  

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Nomes de localidades em azulejos (cont.46)



 







Continuando a saga...

Hoje, duas diferentes placas ACP colocadas em pontos distintos da vila de Caminha, situada no concelho de Caminha, na sub-região estatística do Alto Minho e no distrito de Viana do Castelo.

As duas placas têm a particularidade curiosa de terem sido fixadas em oblíquo, em paredes onde havia pouco espaço disponível.

As fotografias foram recolhidas por Graça Regueira, que as cedeu a Maria Teresa Oliveira, a qual as publicou no seu blogue "Diário de Bordo", de onde a Aldraba as reproduz, com a devida vénia.

Com estas duas placas, atingimos um total de 205 placas de azulejos divulgadas no nosso blogue, afetas a 179 diferentes localidades, situadas em 93 concelhos de todos os 18 distritos do continente português.

JAF

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Memórias da lua cheia




Com a devida vénia, voltamos a divulgar um belo texto de memórias da nossa amiga Natércia Duarte, de Castro Verde, neste caso publicitado ontem na sua página de facebook:


A lua cheia traz-me sempre a lembrança do céu estrelado das noites de férias em casa da minha avó.

Não havia céu mais belo do que aquele. Assim que o sol desaparecia, as ruas da aldeia pintavam-se de negro e as pessoas sacudiam as trevas das casas com candeeiros a petróleo que criavam fantasmas bamboleantes em todas as paredes de cal - pequenas luzes, que não ofuscavam o impacto das estrelas e da lua no lago profundo da noite.

Depois do jantar íamos para a rua e ficávamos a apanhar o fresco, como sempre dizia a avó. Eu deitava-me na terra ainda morna, pousava a cabeça no travesseiro de xisto negro da soleira da porta de entrada e olhava, fascinada, aquele céu negro enfeitado de inúmeras estrelas.

- Há uma coisa escura no meio da lua. O que é, avó?

- É um velho carregado com um feixe de lenha às costas. Estás a ver? – perguntava ela, de dedo esticado em direção à lua. - Vai curvado com o peso da lenha. Diz-lhe adeus.
Acenei-lhe, tentando desvendar o seu rosto, descobrir os braços voltados para trás para abraçar a lenha, a curvatura das suas costas, o desenho deixado na lua pelo arrastar dos seus pés cansados... Não consegui, mas acreditei.

A avó conhecia todas as ervas e flores do campo, todas as pessoas dos montes vizinhos, todos os caminhos de terra, mesmo aqueles quase apagados pelo nascer das estevas. Também conhecia todas as mezinhas para as dores e febres, para as tosses e catarros, as benzeduras para o mau-olhado, para o golpe de sol e para o nervo torcido…

A avó sabia tudo, até sabia de cor o segredo da terra e do pão. Por isso, no meu entender, não era de admirar que também conhecesse aquele habitante lunar.

E então, com esta certeza, transformada em gato enamorado, comecei a esperar as primeiras sombras da noite para acenar à lua. Era tão bom imaginar que o velho, ao ver-me olhar para ele, soltava o feixe de lenha por um instante, endireitava as costas, sorria e levantava uma das mãos para me dizer adeus.

Natércia Duarte, 17/2/2026

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Assembleia Geral discutiu e aprovou Relatório e Contas de 2025 e Plano e Orçamento para 2026










Como previsto estatutariamente, a Assembleia Geral ordinária da associação Aldraba reuniu no fim de tarde do dia 12 de fevereiro de 2026, cumprindo todos os objetivos para os quais fora convocada.

Apesar da tempestade que continuou a assolar o país nesse dia, um número expressivo de 24 pessoas quiseram manifestar, com a sua presença, quão importante consideram apoiar e estimular este projeto associativo.

A reunião foi dirigida pelo presidente da mesa da Assembleia Geral, Jorge Branco, coadjuvado pela Lúcia e pelo Ezequiel Gonçalves.

O detalhado relatório das atividades desenvolvidas em 2025, apresentado pelo presidente da direção, e as respetivas contas, apresentadas pela tesoureira Odete Roque, foram discutidos e aprovados. Registe-se que o exercício do ano anterior teve um total de proveitos financeiros  de  2 836,70 €  e  um  total  de  despesas  de     1 232,60 €, de que resulta um saldo positivo de 1 604,10 €. A Assembleia ouviu e tomou em consideração o parecer favorável do Conselho Fiscal, apresentado pelo seu presidente Leonel Costa.

De seguida, a Assembleia Geral ouviu o projeto de plano de atividades para 2026 da direção, apresentado pelo seu vice-presidente Luís Maçarico, que discutiu e aprovou, bem como a adição de um ponto 19 ao texto proposto. A tesoureira da direção apresentou, e foi aprovado, o orçamento de 2 400,00 € para o novo ano.

JAF (fotos LFM) 

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Assembleia Geral da associação Aldraba no dia 12 de fevereiro de 2026, às 18 h












Foi enviada a todos os associados da Aldraba, subscrita pelo Presidente da MAG Jorge Branco, a convocatória da sessão ordinária de 2026 da Assembleia Geral relativa ao Relatório e Contas de 2025 e ao Plano e Orçamento do novo ano.

A sessão foi marcada para 12 de fevereiro próximo, 5.ª feira, pelas 18 horas, na Casa do Alentejo em Lisboa.

Apela-se à presença e participação ativa de todos os associados.

JAF 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Mamíferos selvagens em Portugal (3) - Linces




O lince ibérico, com o nome científico de Lynx pardinus, é uma espécie da família dos felídeos que apresenta orelhas peludas, pernas longas, cauda curta e um colar de pelo que se assemelha a uma barba, uma cor castanho-amarelada com manchas, tendo comprimento da cabeça e do corpo de 85 a 110 centímetros, com a pequena cauda a acrescentar um comprimento adicional de 12 a 30 centímetros. O macho é maior que a fêmea e podem pesar até cerca de 27 kg. A longevidade máxima na natureza é de treze anos.

O lince ibérico foi uma espécie em perigo crítico até 2015, e até 2024 considerada uma espécie em perigo. A reprodução em cativeiro e os programas de reintrodução têm aumentado o seu número. Em 2022, a população era já de 1 668 exemplares, dos quais 261 em Portugal. Em 2024, a população aumentou para 2 021 espécimes, levando à sua reclassificação de espécie em perigo para espécie vulnerável.

O nosso post de hoje constitui uma homenagem a Pedro Sarmento, biólogo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que acaba de falecer aos 59 anos.

Pedro Sarmento foi o motor da reintrodução do lince ibérico em Portugal. Quando os primeiros linces ibéricos foram libertados em Portugal, em 2015, Pedro Sarmento passou dias e noites no terreno, a acompanhá-los, a garantir que se adaptavam ao novo território sem percalços. “Estive quase um ano só a acampar, a seguir linces 24 horas por dia”, recordava ele numa entrevista que deu em junho de 2025.

Assinala agora o ICNF que o Pedro amava os linces, que eram a sua razão de viver. Quando em 16 de dezembro de 2014 se libertou o primeiro casal de linces ibéricos – a Jacarandá e o Katmandú –na Herdade das Romeiras, em Mértola – o Pedro permaneceu durante várias noites no exterior do cercado, velando para que nada de anormal acontecesse aos linces recém-chegados, ela proveniente do CNRLI (Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico), em Silves, e ele originário de Zarza de Granadilla, na Estremadura espanhola.

Foram muitas as noites mal dormidas e incontáveis os dias em que o Pedro percorreu quilómetros atrás de quilómetros, a pé e em viatura, dando tudo o que tinha, muitas vezes excedendo-se, para que o regresso do lince ibérico a Portugal não falhasse e viesse a revelar-se, aos dias de hoje, o projeto de conservação da natureza de maior sucesso em Portugal e na Península Ibérica.

JAF