quinta-feira, 30 de abril de 2026
21.º aniversário muito animado
terça-feira, 28 de abril de 2026
Alterações climáticas
Pré-publicação do editorial do n.º 39 da revista "Aldraba":
Alterações climáticas
Nos passados meses de janeiro e fevereiro, tempestades brutais varreram largas zonas do Centro de Portugal, deixando atrás de si um cortejo de devastação, desolação, sofrimento humano, algumas vítimas e muita destruição de casas, de infraestruturas e, até, de algum património cultural – como no edificado religioso (que obrigarão a um gigantesco esforço de reconstrução).
É inevitável que todos associemos estes factos, e outros que se vêm sucedendo pelo mundo fora, às chamadas alterações climáticas, entendidas como as variações dos padrões meteorológicos de longo prazo na Terra, como a temperatura, os níveis do mar e a precipitação de chuva, com causas (ou, pelo menos, fatores de aceleração) na atividade humana.
A associação Aldraba e a sua
revista, atentas a tudo quanto afeta e preocupa as nossas populações, não podem
deixar de dar aqui um pequeno contributo para a obrigatória reflexão coletiva a
este respeito.
Alguns negacionistas continuam
a tentar semear dúvidas e minorar os problemas. Absurdo! Como muito bem
escreveu, recentemente, Adolfo Mesquita Nunes, “o consenso científico é
robusto: as alterações climáticas são reais, estão a acontecer e têm causas
humanas identificáveis. Negar isto é negar décadas de dados empíricos,
recolhidos e analisados por milhares de investigadores de todo o mundo,
sujeitos a revisão por pares e a replicação independente”.
O aumento da temperatura média
da Terra é um exemplo de alteração climática. A temperatura na Terra é regulada
pelo chamado efeito de estufa: parte da radiação que o planeta recebe do Sol é
refletida de volta para a atmosfera e, aí, é absorvida pelos “gases com efeito
de estufa”, aquecendo a Terra. Isto veio intensificar mudanças nos padrões
meteorológicos, como a precipitação, e a frequência e intensidade de fenómenos
extremos, como secas, ondas de calor, inundações, cheias e furacões.
A queima de combustíveis
fósseis como o petróleo, o carvão e o gás natural, junto com a agricultura, a
pecuária e a desflorestação, emitem crescentemente para a atmosfera gases com
efeito de estufa (dióxido de carbono, óxido nitroso e metano) e diminuem a
extensão dos processos de remoção do carbono.
Em face desta constatação,
todos os cidadãos conscientes e solidários que, como a Aldraba tem vindo a
modestamente preconizar, se preocupam com o futuro, com a sustentabilidade das
suas terras e com a felicidade das novas gerações, têm de adotar nas suas
práticas individuais e coletivas comportamentos adequados.
Não é possível inverter as
alterações climáticas, mas podemos, cada um de nós, contribuir para atenuar os
seus efeitos, diminuindo a quantidade de emissões de dióxido de carbono libertadas
para a atmosfera, com mudanças drásticas em setores como os transportes, a
energia, a indústria, a habitação, a gestão dos resíduos e a agricultura, tornando
a nossa sociedade mais resiliente, designadamente na utilização mais eficiente
dos recursos hídricos escassos, na adaptação das práticas agrícolas e
florestais e na garantia de que os edifícios e as infraestruturas serão capazes
de resistir às condições climáticas e aos eventos extremos do futuro.
Somos todos desafiados a mudar
as nossas atitudes no dia-a-dia, como seja na redução da produção de resíduos,
no evitar das deslocações em veículos motorizados, no dar prioridade às viagens
em grupo em lugar das individuais, no uso dos transportes coletivos em vez do
automóvel pessoal, etc..
No que se refere aos
transportes coletivos, o economista Lino Fernandes alertava-nos há dias nas
redes sociais, num tom otimista, que o efeito na substituição dos combustíveis
fósseis pode ser mais rápido no caso português, porque os meios coletivos, no
essencial, já estão eletrificados. A rede de comboios tem uma elevada taxa de
eletrificação nas zonas metropolitanas e não só, e o transporte fluvial urbano também
deu um grande salto na eletrificação, podendo ambos aumentar, rapidamente, o
número de passageiros transportados.
É certo que os autocarros de
passageiros têm, entre nós, uma taxa de eletrificação menor, mas temos produção
nacional de veículos elétricos que pode ser aumentada.
Assim, que a nossa ação cívica,
como seja, junto das autarquias e de outras entidades locais, se oriente pela
reivindicação de investimentos que carecem de ser feitos na correção de
infraestruturas e na maior produção de veículos limpos, e numa decidida
transformação da oferta de serviços de transportes, satisfazendo, em termos de
frequência e de cobertura dos dias da semana, as reais necessidades das
populações.
No que se refere ao transporte
de mercadorias, em que as viaturas rodoviárias pesadas queimam quase metade dos
combustíveis líquidos consumidos, a aposta tem de ser decididamente na ferrovia
para os percursos médios e longos, combinada com as viaturas elétricas ligeiras
para a distribuição fina.
Como se vê, coloca-se à nossa
frente um largo e exigente campo de intervenção, para todos os cidadãos que
queiram efetivamente ser atores nas transformações obrigatórias a introduzir
nas nossas sociedades doentes.
José Alberto Franco
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Jantar comemorativo dos 21 anos da associação Aldraba
No
próximo dia 25 de abril de 2026, sábado, completam-se 21 anos sobre a
Assembleia Geral constituinte que fundou a nossa Associação.
Nesse
dia, além do grande desfile popular do 25 de abril pela Avenida da Liberdade,
realizam-se muitas outras atividades comemorativas que tornariam difícil
promovermos uma celebração autónoma da Aldraba.
Assim,
optou-se por organizar um jantar comemorativo do nosso 21.º aniversário
na quarta-feira seguinte, dia 29 de abril de 2026, a partir das 19 h, na Casa
do Concelho de Alvaiázere (sita na rua Eça de Queirós, 13, em Lisboa,
numa transversal da av. Duque de Loulé, próximo do Marquês do Pombal).
O
menu do jantar incluirá entradas de azeitonas, queijo e pão, prato de
lombo assado com migas de chícharo, vinho/água, sobremesa e café, ao preço
único de 20€, com outras bebidas pagas à parte.
Os
interessados em participar neste jantar de aniversário devem manifestar-se até
3.ª feira, 28 de abril, junto de aldrabaassociacao@gmail.com, ou junto do Albano Ginja (albanoginja@gmail.com ou
T.914773956) ou ainda do José Alberto Franco (jaffranco@gmail.com ou
T.963708481).
JAF
domingo, 19 de abril de 2026
Para breve o n.º 39 da revista "Aldraba"
O número 39 da revista "Aldraba" está em composição na gráfica, e estima-se para breve a sua publicação e divulgação.
Desde já se dá a conhecer o plano desta edição:
EDITORIAL
As alterações climáticas
José Alberto Franco
OPINIÃO
Entre memória, território e experiência
Sandra Oliveira
60 000 anos a sobrevoar o imaginário
humano
Miguel de Lemos Peixoto
Um olhar sobre as migrações humanas (I
Parte)
Myriam Jubilot de Carvalho
PATRIMÓNIO IMATERIAL
O legado de Albino Moura
Luís Filipe Maçarico
ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO
Associação Do Fundo à Superfície
Manuel Camacho
50 anos da Constituição da República
Portuguesa
Laurinda Figueiras
SABORES COM HISTÓRIA
Licor Beirão: biografia de um sabor
português
Maria de Lurdes Pereira
Gastronomia alentejana: tradição
identitária com alguma instabilidade
Luís Filipe Maçarico
DESABAFOS
Foi a 25 de abril que tudo finalmente
mudou!
Rosário Narciso
CRÍTICA DE LIVROS
Mais do que um livro, “é uma poética da
paisagem”
Ana Isabel Veiga
ALDRABA EM MOVIMENTO
O impacto da Aldraba na comunidade
Luís Filipe Maçarico e José Alberto
Franco
Novembro de 2025 a abril de 2026
José Alberto Franco
O tio Moreno – Valdanta - Chaves (6)
Rodrigo Dias (Verso da contracapa)
Amor de Maio
Jorge Serra de Almeida (Contracapa)
JAF
sábado, 28 de março de 2026
Mamíferos selvagens em Portugal (4) - Castores
No passado ano de 2025,
reapareceu em Portugal o castor europeu (castor fiber), segundo dá conta
a associação Rewilding Portugal, organização privada sem fins lucrativos,
fundada em janeiro de 2019 na Guarda, com a missão de promover a conservação da
natureza por meio de medidas de “rewilding” em Portugal, e que trabalha
atualmente na Beira Alta e em Riba-Coa (onde, segundo afirma, “as altas
taxas de abandono de terras criaram oportunidades para trazer a natureza de
volta”).
A “rewilding”, ou renaturalização,
propõe-se ser uma abordagem progressista para a conservação, deixando a
natureza cuidar de si mesma, ao permitir que os processos naturais moldem a terra
e o mar, reparem ecossistemas danificados e restaurem paisagens degradadas.
Há anos que a Rewilding Portugal (RP)
acompanhava sinais da aproximação do castor a partir de Espanha, cuja última
presença confirmada em Portugal remontava ao final do século XV. Desde então, a
espécie desaparecera devido à caça intensiva e à destruição do seu habitat.
Nessas ações de monitorização,
foram identificadas marcas de roedura em árvores e estruturas típicas de
manipulação da água. Câmaras confirmaram depois a presença de um jovem castor
já em solo português.
“Estávamos atentos a este
avanço há já alguns anos, e agora é com enorme entusiasmo que confirmamos este
regresso. O castor é um aliado natural no restauro da saúde dos nossos rios e
zonas húmidas e tem um papel fundamental a desempenhar nos nossos ecossistemas
fluviais”, afirmou Pedro Prata, líder da equipa da RP, em comunicado de
imprensa.
Verdadeiro “engenheiro dos
ecossistemas”, o castor constrói represas, escava canais e transforma as
margens dos rios. Estas alterações aumentam a retenção de água no solo,
melhoram a qualidade da água e criam habitats ricos em biodiversidade. As
estruturas criadas pelos castores contribuem ainda para mitigar cheias,
combater a erosão e ajudar no armazenamento de água.
“O regresso do castor a
Portugal é um símbolo de esperança e de mudança. Mostra que, se deixarmos
espaço e tempo à natureza, ela responde. Cabe-nos agora garantir que este
regresso seja bem acolhido e protegido”, reforçou Pedro Prata.
Apesar dos benefícios, a presença
de castores pode gerar conflitos, sobretudo com atividades humanas junto aos
rios, como agricultura e infraestruturas mal adaptadas. No entanto, vários
países europeus (Suécia, Alemanha, Suíça e França) têm já estratégias eficazes
para garantir a coexistência, seja no apoio a agricultores afetados, seja na
implementação de infraestruturas de proteção.
Em Portugal, as autoridades foram
alertadas pela RP para a chegada iminente do castor, propondo a criação de um
plano de preparação e diálogo com as comunidades locais. Estes esforços merecem
toda a nossa simpatia e apoio.
JAF
quarta-feira, 25 de março de 2026
23 participantes no 3.º Encontro de Poesia e 42.º Jantar-tertúlia
sexta-feira, 13 de março de 2026
42.º Jantar-tertúlia, na Casa do Concelho de Tondela, 6.ªfeira, 20.3.2026, 20 horas
Todos os associados e amigos da Aldraba são desafiados a participar em mais esta saborosa refeição de convívio, que se realizará a seguir ao 3.º Encontro de Poesia na Casa do Concelho de Tondela, no fim do dia de 20 de março próximo, 6.ª feira, pelas 20 horas.
Recorda-se a localização da Casa de Tondela em Lisboa: Rua Miguel Torga, 21 Loja A, 1070-183 Lisboa, em Campolide (Telefone 21 383 05 99).
A ementa do jantar incluirá sopa de espinafres, jardineira de choco, bebidas, doce de cenoura com chocolate, café e digestivo, tudo pelo preço único de 15 euros.
Os interessados em participar no jantar devem inscrever-se até 4.ª feira, 18 de março, pelo mail aldrabaassociacao@gmail.com, ou junto do Luís Maçarico (lmacarico@gmail.com ou T.967187654) ou do J.Alberto Franco (jaffranco@gmail.com ou T.963708481).
JAF





















