domingo, 27 de setembro de 2026
Visita às exposições de pintura e de desenho de Artur Bual, em 26.9.2026
sábado, 19 de setembro de 2026
Até logo, Ricardo!
Com 36 anos de idade, o Ricardo Monteiro era um expoente da nova geração de ativistas sociais que, felizmente, despontam constantemente no contexto das associações, dos clubes, das autarquias e dos movimentos de base, em Lisboa e no resto do país.
Em Santos-o-Velho, onde nasceu, na Estrela, nos Olivais e em tantos outros locais da cidade de Lisboa em que militou, o Ricardo era um exemplo de dinamismo e criatividade que arrastava tudo à sua volta.
A doença, implacável, acaba de o levar... Estamos todos com uma enorme consternação, e com grande comoção com os seus familiares, amigos e companheiros!
Estivemos hoje dois membros dos órgãos sociais da Aldraba a exprimir, na igreja e no cemitério onde decorreram as homenagens, a nossa solidariedade, em particular ao pai - Luís Filipe Monteiro -, infatigável autarca da região ocidental de Lisboa.
Honra à memória do Ricardo, e que o seu exemplo brilhante possa frutificar!
JAF
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
15.ª visita a espaços de interesse para o património – Exposição “O Amor é Redondo”, na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora, no sábado 26.9.2026, às 15h
O centenário do
nascimento do pintor, desenhador, escultor e ceramista Artur Bual, completou-se
no passado mês de agosto de 2026.
Assinalando esse
aniversário, a associação Aldraba leva a efeito no último sábado
deste mês, 26 de setembro, às 15 horas, uma visita guiada à sua exposição de
pintura “O amor é redondo”, que está patente na Galeria Municipal Artur
Bual, na Amadora.
A visita vai ser
acompanhada e guiada pela filha do artista, Maria João Bual.
Depois da visita à
exposição de pintura, poderemos ainda visitar a exposição de desenhos do Artur
Bual que está em exibição na Biblioteca Municipal Piteira Santos, muito próxima
da Galeria.
* * *
O Artur Bual foi
um expoente artístico do nosso séc. XX, que necessita de ser mais conhecido e
valorizado. Acerca dele, já se escreveu:
“A serena
inquietação dos seus gestos e movimentos poisa como pássaro de nenhum lugar nas
telas, indiciando a universalidade do traço de transpirações luminosas, com a
existência esvaindo-se em gritos festivos de raiva e amor.
Ele é unicamente
um ser original e truculento, sábio e criança, ingénuo e emotivo, mordaz e
perturbante, a fervilhar pela rua das conversas, na tasca da esquina ou à hora
de criação, sorvendo a essência de tudo, para na cara dos outros em cada poro
poder sentir que o sangue ainda está quente (…).
O Bual nunca
caberá nas definições fervorosas dos admiradores do seu trabalho, e será também
o sorriso maroto e aqueles dedos manchados de café e tinta, no frenesi de
saborear histórias sobre o rosto dos guardanapos depois de petiscar moelas, com
casqueiro e vinho da casa”.
* * *
A Galeria
Municipal Artur Bual fica na Rua Luís de Camões, 2 - Venteira, 2700-535
Amadora, próximo da estação ferroviária da Amadora, e é bem servida também por
transportes coletivos rodoviários.
Convidam-se todos
os associados e amigos da Aldraba a aparecerem e participarem nesta visita, e a
trazerem consigo outros amigos e familiares.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Longa vida ao GDE "Os Combatentes"!
Com uma pequena cerimónia - que incluiu o hastear das bandeiras da coletividade, da CPCCRD, da cidade de Lisboa e de Portugal - iniciaram-se ontem à noite as comemorações dos 120 anos do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", que decorrem ao longo dos meses de setembro e outubro de 2026 e de que daremos notícias oportunamente.
A fotografia regista a presença ontem do presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa, Artur Botão, com o presidente da Assembleia Geral e vários membros da Direção d'"Os Combatentes".
A Aldraba, que tem há muito tempo um protocolo de amizade e cooperação com o GDEC, deseja as maiores felicidades a esta notável coletividade popular de Lisboa.
JAF
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
A trança
Reproduzimos, com a devida vénia, um texto da nossa amiga Natércia Duarte que ela publicou há dias na sua página de facebook:
Ela tinha o cabelo prateado, da cor que a lua tem quando está alta. Era macio e tão comprido que, quando liberto da trança, lhe afagava a cintura, também ela fina, apesar da idade e dos muitos filhos que a tinham abraçado por dentro.
Durante
o dia, o seu cabelo vivia aprisionado no alto da sua cabeça, como se um
encantamento o tivesse transformado em flor. Flor redonda e bela. Tão quieta.
Mas
quando a noite chegava, quebrava-se o feitiço, e nas sombras do candeeiro ou na
luz coada do luar, as pétalas daquela flor desfaziam-se e transformavam-se em
rio.
-
Posso pentear-te, avó?
Guiado pela minha mão direita, o pente descia devagar, distribuindo os fios de prata pelas costas… a mão esquerda descia atrás, acariciando os fios mais rebeldes…
Por fim, os dedos da minha avó, transformados em agulhas de bordar, dividiam o
rio em três ribeirinhos que sabiam dançar a dança de entrelaçar cabelos.
-
Já está, vamos dormir. – dizia a avó, dando o último retoque na atadura da
trança.
-
Está bem, avó. Mas não se esqueça do conto.
Os lençóis de linho lavados na ribeira cheiravam a sabão e a esteva.
Eu
aconchegava-me no calor morno da sua pele, ouvia a sua voz tecendo palavras de
contar histórias e adormecia sonhando que a trança era uma corda para salvar
princesas da torre, para descer a poços fundos e negros em busca de tesouros ou
para subir aos telhados como os gatos que namoram as estrelas.
Natércia Duarte, 24/8/2026
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
O acervo documental da Aldraba (8bis): Doçaria e gastronomia
Ao longo dos 20 anos em que tem vindo a ser publicada, a revista "Aldraba" divulgou já dezenas de especialidades doceiras e gastronómicas da nossa terra.
Em 21/7/2013, no post n.º 8 desta série, indicámos aqui os 9 artigos publicados até essa altura na revista relativamente a doces, comidas e bebidas portuguesas.
Atualizamos hoje essa lista, incluindo todos os textos que entretanto foram publicados e que se referem aos dois descritores temáticos em causa:
Augusto Fernandes, “Viagem à terra do vinho dos mortos”, n.º 19 (Abr.2016), p.13
Carlos
Cunha, “Pastel de feijão de Torres
Vedras”, n.º 3 (Jun.2007), p.18
Carlos Vicente, “Os fornos do povo - catedrais
do pão”, n.º 34 (Out.2023), p.6
Fernando Estevens, “Entre alimentação e comida,
até à memória de cheiros esquecidos”, n.º 28 (Out.2020), p.2
João Coelho, “A confeção tradicional da broa numa aldeia
beirã”, n.º 23 (Abr.2018), p.16
José Manuel Prista, “A
ASAE e os sabores”, n.º 5 (Jul.2008), p.19
Luís Afonso, “ASAE”,
n.º 5 (Jul.2008), verso da capa
Luís Afonso, “Dinheiros
públicos”, n.º 8 (Dez.2009), verso da capa
Luís Afonso, “Nouvelle cuisine”, n.º 18
(Out.2015), verso
da capa
Luís Ferreira, “Açorda de alho”, n.º 23 (Abr.2018), p.18
Luís Filipe Maçarico, “Afonso Miranda do ‘Sino Doce’ de Almada:
Uma vida de muito trabalho ambicionando a qualidade”, n.º 26 (Out.2019),
p.23
Luís Filipe Maçarico, “Batata doce - Associativismo em tempos de contenção. O singular caso
da ADPHA”, n.º 27 (Abr.2020), p.18
Luís Filipe Maçarico, “Gastronomia
alentejana: tradição identitária com alguma instabilidade”, n.º 39 (Abr.2026), p.18
Luís
Reis Ágoas, “A caneja de infundice na
Ericeira”, n.º 12 (Out.2012), p.15
Manuel Mamede Pereira, “Ser alfacinha”, n.º 13 (Abr.2013), p.15
Margarida Alves, “Queijadas
de Sintra”, n.º 7 (Jul.2009), p.15
Maria de Lurdes Pereira, “Licor
Beirão: biografia de um sabor português”, n.º 39 (Abr.2026), p.16
Nuno Roque da Silveira, “As cavacas de Mação”, n.º 37 (Abr.2025), p.24
Nuno Roque da Silveira, “Grandes artistas do efémero”, n.º 8 (Dez.2009), p.17
Nuno Roque da Silveira, “O
queijo da Serra de Fornos de Algodres”, n.º 20 (Out.2016), p.22
Nuno Roque da Silveira, “Tigeladas e outros doces”, n.º 38 (Out.2025), p.14
Olga
Cavaleiro, “As confrarias gastronómicas
de Portugal”, n.º 25 (Abr.2019), p.14
Vanda Oliveira, “Os
fofos de Belas”, n.º 6 (Dez.2008), p.9
Como sempre, qualquer associado ou amigo que deseje aceder a algum ou alguns destes artigos pode solicitá-lo por um simples mail para aldrabaassociacao@gmail.com, e teremos todo o gosto em o(s) reproduzir e enviar.
JAF
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Mamíferos selvagens em Portugal (6) - Veados
Ocupemo-nos hoje da 6.ª espécie zoológica incluída entre os 19 animais referenciados em 17/9/2025, no primeiro post desta série, como mamíferos selvagens avistados em Portugal nos últimos anos.
É chegada a vez dos veados, cientificamente designados como cervus elaphus, de pelagem castanho-acinzentada no inverno e mais avermelhada no verão, que são considerados como o maior mamífero em estado selvagem em Portugal, chegando a medir mais de dois metros de comprimento e a pesar mais de 170 kgs.
Nos últimos 50 a 70 anos e após um forte decréscimo, a espécie tem consolidado a sua presença no nosso país, em alguns casos com apoio humano, como aconteceu no programa de reintrodução do veado na Serra da Lousã, que o biólogo e investigador Carlos Fonseca acompanha desde 1995. Além desta população, entre as maiores estão a do Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano, a do Tejo Internacional e a da Tapada Nacional de Mafra.
Este herbívoro encontra descanso e refúgio em zonas florestais e de habitats com densa cobertura, das quais sai para se alimentar em áreas mais descobertas, de matos e pastagens.
É nas áreas abertas que se torna mais fácil avistá-los durante os meses de outono, quando ocorre a "brama" - nome relacionado com os bramidos que os veados machos emitem durante a época de reprodução, que acontece todos os anos entre setembro e novembro, durando cerca de um mês. Os sons fortes e guturais servem para afastar outros machos e atrair as fêmeas. Os comportamentos e fortes vocalizações da brama são comuns de madrugada e ao crepúsculo.
É nestes períodos que decorrem habitualmente as visitas de observação do veado na natureza, que devem fazer-se com o apoio de operadores especializados e guias.
Os jovens machos ganham as suas primeiras hastes, umas pequenas protuberâncias ainda não ramificadas, no primeiro ano de vida, embora só se estreiem na brama após os dois ou três anos de idade. À medida que os anos passam, a armação vai alterando o seu tamanho, espessura e número de ramificações. O desenvolvimento máximo acontece por volta dos oito a doze anos de idade.
JAF (foto e informações recolhidas na internet)
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Ecos do PAN de Vilarelhos de 24/26.7.2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Nomes de localidades em azulejos (cont.48)
Foi agora localizada, e aqui reproduzimos com todo o gosto, a placa toponímica de Vila do Conde, com que o Automóvel Club de Portugal assinalou nos princípios do sec. XX esta dinâmica cidade do Norte de Portugal.
Vila do Conde é sede de concelho e fica situada no distrito do Porto, na sub-região NUTS III Área Metropolitana do Porto (que o correspondente descritor temático da Aldraba designa de Grande Porto).
A fotografia desta bela placa de azulejos foi-nos enviada pela nossa amiga Susana Rodrigues, que prossegue assim uma colaboração connosco de anos a fio, que muito nos estimula e que daqui saudamos.
A área do país onde fica Vila do Conde está ainda insuficientemente representada no nosso blogue, pois apenas temos, até ao presente, 5 placas divulgadas do distrito do Porto (2 de Baião, 2 da Maia e esta de V.Conde). Um apelo aos residentes e visitantes dessa área para que localizem e fotografem outras placas que ainda sobrevivam...
Com a publicação de hoje, atingimos um total de 208 placas de azulejos divulgadas no nosso blogue, afetas a 182 diferentes localidades, situadas em 94 concelhos de todos os 18 distritos do continente português.
JAF
domingo, 19 de julho de 2026
Festival PAN em Morille e em Vilarelhos no mês de julho de 2026
Como acontece regularmente há vários anos, realiza-se no corrente mês o PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural, nas suas duas edições geminadas (17-19.7, em Morille-Salamanca/Castela, e 24-26.7, em Vilarelhos-Alfândega da Fé/Trás-os-Montes).
A Aldraba volta a participar na edição de Vilarelhos, através de alguns dos seus dirigentes e ativistas, que foram convidados a diversos títulos, e desafia todos os seus associados e amigos a aparecerem em algumas das atividades previstas.
Programa resumido (consultar o programa integral em https://heyzine.com/flip-book/
Sexta-feira – 24 de julho.
15.30 – Casa do Alpendre. ABERTURA. Momento musical. 16.00 –
Visita às exposições. 17.30 – Escola Primária de Vilarelhos. TERTÚLIA: Poetas e
Escritores do PAN – livros e projetos. 20.00 – Jantar 21.30 – Casa do Alpendre.
Projeto VILARELHOS – ALDEIA DA POESIA. Percurso Urbano de Poesia. Acompanhamento
musical.
Sábado – 25 de julho.
09.30 – Casa do Alpendre. TERTÚLIA: Poetas e Escritores do
PAN – livros e projetos. 13.00 – Almoço 15.30 – Casa da Cultura Mestre José
Rodrigues. Abertura da exposição coletiva, “Longe de perto”. 18.00 – Largo do
Solar do Morgado de Vilarelhos. SARAU DE POESIA. Momento musical. 20.30 –
Jantar 21.30 – Palco exterior do Pavilhão Multiusos. NOITE MUSICAL.
Domingo – 26 de julho.
09.30 – Pavilhão Multiusos Roteiros da Escrita e da Arte. ARTUR
BUAL-100 ANOS; JOÃO DE ARAÚJO CORREIA. 12.00 – Pavilhão Multiusos. Projeto
PLACA. 13.30 – Almoço. 17.00 – Pavilhão Multiusos. TEATRO . 20.30 – JANTAR
COMUNITÁRIO. 22.00 – Palco exterior do Pavilhão Multiusos. ARRAIAL.
Em paralelo, vão estar acessíveis, durante os 3 dias,
diversas EXPOSIÇÕES de pintura, manifestações de inúmeros POETAS-ESCRITORES-ASSOCIATIVISMO,
outros ARTISTAS e muitos MÚSICOS.
JAF
segunda-feira, 6 de julho de 2026
O acervo documental da Aldraba (29) - Trás-os-Montes
Retomamos a divulgação (e disponibilização) dos trabalhos publicados na revista Aldraba, relativos aos temas patrimoniais de que a nossa associação se vem ocupando ao longo dos seus 21 anos de existência.
Desta vez, debruçamo-nos sobre a região de Trás-os-Montes, que é um território do Nordeste de Portugal de enorme riqueza humana e social.
O descritor temático "Trás-os-Montes", para a Aldraba, inclui as sub-regiões estatísticas NUTS III Terras de Trás-os-Montes, Alto Tâmega e Lindoso, e Douro, e abrange os seguintes 34 municípios: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais - nas Terras de Trás-os Montes; Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar - no Alto Tâmega e Lindoso; e Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real, no Douro.
Na nossa revista, publicámos sobre Trás-os-Montes os seguintes artigos:
Augusto Fernandes, “Viagem à terra do vinho dos mortos”, n.º 19 (Abr.2016), p.13
Francisco
José Lopes, “Vilarelhos – terra de poesia
e arte de vanguarda em meio rural”, n.º
32 (Out.2022), p.23
Luís
Filipe Maçarico, “A história de um
encontro do património transfronteiriço”, n.º 24 (Out.2018), p.11
Luís Filipe Maçarico, “Couto Misto, uma república entre dois
reinos”, n.º 33 (Abr.2023), p.2
Maria Hercília Agarez, “Amadeu Ferreira, um cibo de Trás-os-Montes”,
n.º 17 (Abr.2015), p.22
Ondina
Albino, “O linho”, n.º 28 (Out.2020),
p.24
Rodrigo Dias, “Sobre a luz e o escuro: Valdanta – Chaves
[1]”, n.º 28 (Out.2020), verso da contracapa
Rodrigo Dias, “Sobre a luz e o escuro: Valdanta – Chaves
[2]”, n.º 30 (Out.2021), verso da
contracapa
Rodrigo Dias, “Valdanta – Chaves – Trás-os-Montes [3]”, n.º 32 (Out.2022), verso da contracapa
Rodrigo Dias, “Amoras
silvestres - Valdanta – Chaves [4]”, n.º 33 (Abr.2023), verso da contracapa
Rodrigo Dias, “Como
se a noite fosse uma evaporação escura da terra - Valdanta – Chaves [5]”, n.º
34 (Out.2023), verso da contracapa
Rodrigo Dias, “O Tio Moreno
– Valdanta - Chaves [6]”, n.º 39
(Abr.2026), verso da contracapa
Shawn Parkhurst, “A constelação chamada Douro
chama”, n.º 21 (Abr.2017), p.8
Qualquer associado ou amigo que deseje aceder a algum ou alguns destes artigos pode solicitá-lo por um simples mail para aldrabaassociacao@gmail.com, e teremos todo o gosto em o(s) reproduzir e enviar.
JAF
domingo, 28 de junho de 2026
A Aldraba confraternizou no arraial de Os Combatentes
Alguns associados e amigos da Aldraba aceitaram o desafio para vir confraternizar em mais um arraial popular na coletividade nossa amiga de Campo de Ourique, o Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", que este ano comemora o seu 120.º aniversário.
Na noite de 26 de junho de 2026, a mesa que reservámos foi muito bem servida de caldos verdes, caracóis, bifanas, chouriço assado e sardinhas, tudo regado a cerveja, vinho e sangria...
Entre as atrações da época que partilhámos, destacou-se o animado desfile da Marcha Infantil de Alcântara, em que nos encantaram dezenas de miúdas e miúdos muito bem vestidos, bem ensaiados e com muita convicção!
JAF (foto AIVeiga)
segunda-feira, 22 de junho de 2026
A Aldraba vai ao arraial dos Combatentes - 6.ª feira, 26jun2026, a partir das 20 h
Assinalando os Santos Populares de 2026, a Aldraba organiza uma ida ao Arraial da nossa coletividade amiga GDEC - Grupo Dramático e Escolar Os Combatentes, na próxima 6.ª feira, dia 26 de junho, no amplo espaço em que estas festividades vêm decorrendo - entrada pela Rua Possidónio da Silva, n.º 206, Campo de Ourique, em Lisboa.
Temos reservada uma mesa em que poderão participar quaisquer associados e amigos da Aldraba (sem necessidade de inscrição prévia) que apareçam para petiscar e conviver, com garantia de serviço à mesa, bastando dirigir-se à zona que está assinalada em nosso nome.
Poderemos encomendar e consumir sardinhas assadas, bifanas, moelas, chouriço assado, morcela, entremeada, caracóis ou outros petiscos, e beber cerveja, vinho, sangria ou sidra. O pagamento será feito individualmente, em função dos consumos concretos.
Música ao vivo, marchas populares e dança abrilhantarão a noite.
Esta atividade é considerada como o 43.º jantar-tertúlia da Aldraba.
Apareçam e tragam familiares e amigos!
JAF
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Mamíferos selvagens em Portugal (5) - Doninhas
O nome científico da doninha comum é mustela nivalis.
São predadores noturnos e solitários, caçando principalmente pequenos roedores, como ratos, mas também aves, ovos, insetos, répteis e, ocasionalmente, peixes. A sua habilidade de entrar em buracos e túneis estreitos permite capturar presas escondidas, tornando-os eficazes no controle de populações de roedores, o que beneficia ecossistemas e atividades humanas.
Segundo o investigador Francisco Álvares, especializado em mamíferos carnívoros, a doninha é “o carnívoro de menores dimensões da fauna portuguesa”.
Aparecem “numa grande variedade de ambientes, desde florestas mediterrâneas até prados alpinos, selecionando os habitats pela sua abundância de micromamíferos”, segundo o Atlas de Mamíferos de Portugal.
Em Portugal, os cientistas acreditam que as doninhas estão distribuídas por todo o território continental, “embora com grandes descontinuidades”, e também em algumas ilhas dos Açores. No entanto, como se trata de “uma espécie de difícil deteção”, havendo hoje um baixo número de registos, são necessários mais estudos sobre a presença deste mamífero, indica o Atlas.
JAF (foto e informações recolhidas da Internet)
sábado, 13 de junho de 2026
Ainda acerca do lenço dos namorados do Minho
Depois do post que aqui publicámos em 29 de maio último, com informação sobre a realidade etnográfica dos lenços de namorados do Minho, temos a notícia animadora de que esta preciosidade popular portuguesa acaba de ser registada no quadro jurídico da União Europeia para produtos artesanais e industriais, passando a ser protegida e reconhecida com Indicação Geográfica na UE (sistema que começou a ser aplicado em 1 de dezembro de 2025).
Segundo comunicado do Instituto da Propriedade Inteletual da União Europeia (EUIPO), divulgado no jornal Público, "Portugal é o país mais ativo no âmbito do novo sistema de proteção do património artesanal e industrial a nível europeu"...
Surpresa muito agradável, que saudamos calorosamente, e que contrasta com tanta indiferença e incúria que se tem observado sobre estes temas na nossa terra!
O diretor executivo do EUIPO, João Negrão, afirma que esta inscrição dos lenços de namorados do Minho evidencia "a riqueza e a diversidade cultural que o novo sistema europeu de indicações geográficas para produtos artesanais e industriais procura proteger".
E afirma ainda que se trata de "um símbolo importante da identidade portuguesa e da sua história, mas também de um exemplo de como as indicações geográficas podem ajudar a preservar o saber-fazer local, apoiar os artesãos e reforçar as economias em toda a Europa".
Os lenços de namorados do Minho fazem parte do primeiro grupo de produtos registados na União Europeia, a par com outros produtos solicitados pela Eslováquia, pela República Checa, pela Suécia, pela Eslovénia e pela França.
Na lista de produtos portugueses com processos de reconhecimento em curso estão bordados de Guimarães e das Caldas da Rainha, o fio de seda de Freixo de Espada à Cinta, a tecelagem de ponto alto da ilha de S. Jorge, os bonecos de Estremoz, a viola amarantina e a camisola poveira.
Informa o EUIPO que, durante os primeiros 6 meses de aplicação do novo regime, recebeu 74 pedidos de registo, o que reflete "o interesse contínuo e a crescente sensibilização dos produtores locais para a importância de combater a contrafação e a imitação".
JAF
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Lenço dos namorados do Minho
O lenço dos namorados, também conhecido por lenço de pedido, lenço de conversados, lenço de comprometimento ou lenço de amor, é um lenço cuja origem é atribuída ao Minho, feito a partir de um pano de linho fino ou de lenço de algodão, bordado com motivos variados. É no entanto uma peça de artesanato e vestuário típica do Minho, com uma tradição local bastante marcada nas localidades de Vila Verde, Viana do Castelo, Guimarães e Amares, sendo tradicionalmente usado por mulheres vistas como tendo idade de casar.
Pensa-se que a origem dos lenços esteja ligada à nobreza portuguesa dos séculos XVII e XVIII, que se adornava de rendas e motivos bordados, que terão sido imitados pelas mulheres do povo, que criaram estes lenços. Os primeiros lenços deste tipo de que há testemunho datam de finais do século XIX.
Era hábito as raparigas bordarem lenços para entregar aos
seus amados quando este se fosse ausentar - e que por vezes os rapazes mandavam
bordar para oferecer às namoradas. O lenço servia tanto como prova de amor e
compromisso, como instrumento de proteção. No entanto, existem também lenços em
que a autora revela a disponibilidade do seu coração, e lenços de amor não
correspondido. Nos lenços poderiam ter bordados versos, para além de vários
desenhos, alguns padronizados, tendo simbologias próprias.
Era usado como ritual de conquista. Depois de confecionado,
o lenço acabaria por chegar à posse do homem amado, que o passaria a usar em
público - normalmente dobrado ao pescoço - como modo de mostrar que tinha dado
início a uma relação. Se o namorado (também chamado de conversado)
não usasse o lenço publicamente e o devolvesse, era sinal que tinha decidido
não dar início a ligação amorosa.
Os lenços são habitualmente quadrados e bordados em linho
ou algodão brancos, e variam em tamanho entre quinze e cinquenta centímetros de
lado. São normalmente bordados de forma simétrica do centro para as pontas, e
contêm inscrições (que incluem nomes, datas, frases e quadras), e elementos
gráficos. Inicialmente usavam ponto-cruz, mas mais tarde outros tipos de
ponto foram adicionados, como o ponto-espinha, o ponto cheio, o ponto pé-de-flor, o ponto nó, o ponto canutilho,
o ponto em cadeia,
o ponto de areia, o crivo, o ponto de recorte,
ilhós. Os lenços mais
antigos apresentam também um bordado mono ou bicromático, com a policromia atual
desenvolvida mais tarde. Podem ainda apresentar bainhas abertas e picot.
Os motivos gráficos dos lenços estão normalmente ligados
ao amor: casal de namorados, silva, chave, corações; à fidelidade: pombas,
cães; ao casamento, através do uso de símbolos religiosos: cruzes, vasos, cibórios, custódias, candelabros.
Para além destes, usam-se também motivos relacionados com a vida agrícola, com
principal destaque para as vindimas: cestas, escadas, cântaros, barris, e também motivos alusivos à
emigração: navios, pombas com cartas.
(Extraído da Wikipédia).
domingo, 24 de maio de 2026
Apresentação do n.º 39 da revista "Aldraba"
Na belíssima Sala Bento Martins, da Junta de Freguesia de Carnide, teve lugar em 22 de maio de 2026 a sessão de apresentação e lançamento do n.º 39 da revista "Aldraba".
A autarca Maria Vilar, com a também carnidense e nossa amiga Teresa Bispo, fizeram a apresentação calorosa do conteúdo da revista, acompanhada de forma interessada pelos 20 associados e amigos presentes.
JAF (fotos LFM)
terça-feira, 19 de maio de 2026
Nomes de localidades em azulejos (cont.47)
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Maria Vilar vai apresentar o n.º 39 da revista "Aldraba", dia 22.5.2026, 18h, em Carnide
As alterações climáticas
José Alberto Franco
OPINIÃO
Entre memória, território e experiência
Sandra Oliveira
60 000 anos a sobrevoar o imaginário humano
Miguel de Lemos Peixoto
Um olhar sobre as migrações humanas (I Parte)
Myriam Jubilot de Carvalho
PATRIMÓNIO IMATERIAL
O legado de Albino Moura
Luís Filipe Maçarico
ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO
Associação Do Fundo à Superfície
Manuel Camacho
50 anos da Constituição da República Portuguesa
Laurinda Figueiras
SABORES COM HISTÓRIA
Licor Beirão: biografia de um sabor português
Maria de Lurdes Pereira
Gastronomia alentejana: tradição identitária com alguma instabilidade
Luís Filipe Maçarico
DESABAFOS
Foi a 25 de abril que tudo finalmente mudou!
Rosário Narciso
CRÍTICA DE LIVROS
Mais do que um livro, “é uma poética da paisagem”
Ana Isabel Veiga
ALDRABA EM MOVIMENTO
O impacto da Aldraba na comunidade
Luís Filipe Maçarico e José Alberto Franco
Novembro de 2025 a abril de 2026
José Alberto Franco
O tio Moreno – Valdanta - Chaves (6)
Rodrigo Dias (Verso da contracapa)
Amor de Maio
Jorge Serra de Almeida (Contracapa)
JAF































