sábado, 13 de agosto de 2011

Novo livro da associada Rosa Dias



Saudamos a edição do novo livro da poetisa e amiga Rosa Dias, intitulado "Novo Amanhecer".

O lançamento terá lugar no Coreto do Jardim Municipal de Campo Maior, no próximo sábado dia 20 de Agosto, pelas 21 horas, por ocasião das Festas do Povo.

A Aldraba assinala com entusiasmo este novo amanhecer, pelo que ele significa do renascer de que a Rosa tem sido, ao longo da sua vida, um exemplo.

Aqui deixamos o apelo para que muitos se possam juntar à Rosa em mais um dia importante para ela e para a poesia popular.

MEG

sábado, 30 de julho de 2011

Inauguração do Museu da Ruralidade - Entradas, Castro Verde














Instalado no espaço que foi a habitação do caseiro da Leda – propriedade onde se cultivava o trigo, a cevada e as pastagens para o gado que também aí se criava, o Museu da Ruralidade inaugurado ontem, dia 29 de Julho, pretende preservar, promover e dar a conhecer o mundo rural e incentivando a procura da memória, dos objectos e dos fazeres da ruralidade com especial enfoque nas terras campaniças da região de Castro Verde.


Ao assistir à inauguração do Museu, tivemos o privilégio de apreciar a exposição “Máquinas, objectos e memórias da ruralidade”, conhecer e conviver com alguns dos artesãos cujos trabalhos lá se encontram expostos, saborear os petiscos servidos no pátio e na Taberna, e, lá para o fim da tarde, ouvir histórias passadas e as cantigas como sempre acontece quando estamos juntos…


Ao assentar a sua filosofia no binómio “património material/património imaterial”, o Museu irá continuar a enriquecer o seu espólio com documentos áudio e vídeo de narrativas de vida e dos saberes, histórias, contos e lendas, e registos do cante e do toque da viola campaniça.

Os nossos parabéns às gentes de Entradas pelo novo equipamento cultural de que dispõem a partir de agora, ao Presidente do Município Francisco Duarte, e à equipa que deu forma a este projecto - em especial aos amigos Paulo Nascimento, Miguel Rego e Manuel Passinhas.


MEG, com fotografias de JAF

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA











No ano em que se comemora o 1º Centenário da implantação da República em Portugal, a Região Centro do país acaba de beneficiar da abertura de um raro Museu – o MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA - debruçado sobre as temáticas da República e da Maçonaria portuguesas, com incidência nos aspectos da sua expressão política e social mais popular e genuína.
Partindo de variados objectos de uso quotidiano, mostra-se nesse novo espaço museológico como o povo assimilou as ideias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade - que remontam à Revolução Francesa - e as divulgou junto da comunidade envolvente, favorecendo a mudança de mentalidades e atitudes na senda da implantação de um novo regime mais humano e justo, que acentue a valia popular, a cidadania e o progresso.
O Museu em questão é composto por três acervos principais:
O primeiro, relativo às personalidades que estão na origem da República portuguesa, assim como por objectos de uso corrente e outros relacionados com momentos politicamente mais relevantes, cartazes, fotografias e postais ilustrados, etc..
O segundo acervo evidencia objectos de cerimonial maçónico, como escapulários e aventais dos vários graus, canhões em vidro e pratos em faiança utilizados nos ágapes de confraternização, espadas rituais, diplomas e credenciais de várias Lojas, etc..
O terceiro acervo aborda o regime do Estado Novo, sublinhando-se sobremodo a ideia de poupança, a par de um breve enfoque nos períodos da 2ª Grande Guerra e da Guerra Civil de Espanha, com uma mostra de figuras alusivas aos políticos da época (Churchill, Hitler, etc.) produzidas nas principais fábricas de cerâmica nacionais (Caldas da Rainha, Sacavém e Coimbra).
Numa região particularmente carenciada de património monumental classificado, bem como de grandes meios de animação e ocupação dos tempos livres, que atraiam e cativem os turistas por amplos períodos, o projecto museológico de Villa Isaura assume a maior importância para a Região Centro, ao dotá-la com um edifício de características neo-medievais, erguido a partir do criterioso reaproveitamento de materiais genuínos, com mais de 500 anos de existência, salvados a tempo dos desmandos que o valioso Centro Histórico de Pedrógão Grande foi alvo na última década.No ambiente natural do Vale do Zêzere, de frescura e cor, que deslumbra e maravilha quem o visita, Villa Isaura, em Troviscais Cimeiros, e o seu MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA, são mais um motivo de interesse e de orgulho para o concelho de Pedrógão Grande, na área do território das Aldeias do Xisto, e uma oportunidade única para o turista pernoitar e reviver a História de Portugal nos seus últimos 100 anos.

Texto e fotografias de Aires Henriques

Villa Isaura - Troviscais Cimeiros (Pedrógão Grande)



Em Maio do ano passado, a Aldraba realizou o seu XVI Encontro – “O povo ratinho e os saberes ancestrais” em terras de Pedrógão Grande, de que demos conta em:
http://aldrabaassociacao.blogspot.com/2010/05/aldraba-por-terras-de-pedrogao-grande.html.

Pedrógão Grande, situada nas imediações do Zêzere e cujos limites se estendem até aos frondosos montes e vales que circundam a Serra da Lousã, é uma vila antiquíssima onde História e Lenda, por vezes, se confundem.

Ao longo dos tempos, soube manter as suas principais características medievais, o seu traçado urbano, a harmonia arquitectónica e o aspecto genuíno que exibe, sendo ainda hoje considerada como «uma das mais curiosas do distrito de Leiria, com as suas ruas estreitas e as suas casas com o tipo arquitectónico do Séc. XV(...)».

Pela mão do nosso associado Aires Henriques, conhecemos então a Villa Isaura/Solar do Povo Ratinho (Troviscais Cimeiros) e os interessantíssimos materiais museológicos que nela foram sendo arrecadados. Colecções sobre temas diversos, de que se destacam os que se ligam à saga dos antigos migrantes ratinhos, designadamente instrumentos pastoris e têxteis, aos primeiros tempos da República, à Maçonaria, etc..

A Villa Isaura abriu as suas portas em 1993, como um projecto de alojamento turístico e cultural, dando forma a uma ideia que, não só iria contribuir para o desenvolvimento turístico do Vale do Zêzere, mas sobretudo poderia proporcionar aos muitos emigrados da região condições de acolhimento adequadas, propícias à recordação dos bons momentos, que antecederam a partida das suas aldeias e meio familiar.

Casa de lavoura, característica da arquitectura beirã e com mais de cem anos de existência, assume-se como verdadeiro eco-museu e alberga, neste momento, o recém-criado Museu da República e da Maçonaria.


MEG, com fotografia de Aires Henriques

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nomes de localidades em azulejos (cont.5)


















Cá estamos de novo, com mais 8 placas toponímicas do ACP, que diversos blogues foram coligindo e que, com a nossa vénia aos respectivos impulsionadores, aqui se republicam.

Do “Diário de Bordo”, retomamos fotografias de quatro localidades, colhidas por Manuel Campos Vilhena, em Cadafais (distr. Lisboa), Ourique (distr. Beja), Portimão (distr. Faro) e Vila Nova da Rainha (distr. Lisboa), e de duas outras localidades, captadas pela própria Teresa Oliveira, em Ervedal e Figueira de Barros (distr. Portalegre).

A nossa amiga Susana Rodrigues chamou-nos a atenção para a placa de Valpaços (distr. Vila Real), publicada no blogue “Valpassos D’Oje”.

Por último, reproduzimos a placa do Murtal (distr. Lisboa), que saiu no blogue "Notas & Comentários", de José d'Encarnação.

Assinale-se que, com o post de hoje, ultrapassou-se já a fasquia da meia centena de placas toponímicas reproduzidas por A ALDRABA. Mais exactamente, divulgámos até ao presente 55 placas de 53 localidades diferentes, de 10 distritos.

JAF

segunda-feira, 27 de junho de 2011

10º Jantar-tertúlia no Sport Palmense na próxima 6ª feira, 1 de Julho



A ALDRABA volta a convidar os seus associados e amigos para mais uma sessão de convívio e de partilha com as realidades da cultura e recreio popular, designadamente nas colectividades da cidade de Lisboa.

Na próxima 6ª feira, dia 1 de Julho, a partir das 20 horas, iremos jantar no restaurante do Sport Futebol Palmense, tradicional e respeitado clube desportivo do Bairro de Palma de Baixo, em Lisboa. Trata-se de uma colectividade já centenária (criada em 25 de Fevereiro de 1910), e que se tem destacado nas modalidades de futebol e hóquei em campo, com muito trabalho desenvolvido nas camadas jovens.

O jantar terá como ementa entradas, grelhada mista, vinhos e refrigerantes, sobremesa e café, pelo preço de 12 euros por pessoa. Estarão connosco o Presidente ou a Vice-Presidente da direcção do Palmense, contando-nos particularidades da história e do trabalho do clube, e dos seus projectos futuros.

O restaurante fica na Rua Direita de Palma de Baixo, junto ao parque de jogos do clube. O bairro de Palma, verdadeira “aldeia dentro de Lisboa”, situa-se entre o hospital de Santa Maria, a Universidade Católica e a Estrada da Luz.

As inscrições devem ser feitas telefonicamente, até 5ª feira, dia 30 de Junho, às 14 horas, junto da Margarida Alves (tel. 966474189) ou do Nuno Silveira (tel. 962916005).

MEG

sábado, 11 de junho de 2011

Amo-te, Portugal




Miguel Esteves Cardoso, talentoso cronista e escritor, publicou no "Público" a 10.6.2011, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, uma inspirada carta de amor.


O Portugal a quem MEC endereça a sua carta de amor é, seguramente, o conjunto dos portugueses, da sua história e da sua cultura, que são também o objecto e o centro de atenções da nossa associação. Pelo menos, admitamos que esta carta de amor, descontada a sua sugestiva forma literária, tem mesmo esse destinatário...


Fica aqui a reprodução parcial da carta de amor do Miguel, remetendo-se os nossos leitores para o citado jornal diário para conhecerem a respectiva versão integral.


JAF (foto de arspblica.blogspot.com)



“Lisboa, 10.6.2011

Estou há que séculos para te escrever. A primeira vez que dei por ti foi quando dei pela tua falta.

Eu não queria ficar preso a ti, queria correr mundo. Passei a querer correr para ti – e foi para ti que corri, mal pude.

Teria preferido chegar à conclusão que te amava por uma lenta acumulação de razões, emoções e vantagens. Mas foi ao contrário. Apaixonei-me de um dia para o outro, sem qualquer espécie de aviso, e, desde esse dia, que remédio, lá fui acumulando, lentamente, as razões por que te amo, retirando-as uma a uma dentre todas as outras razões para não te amar, ou não querer saber de ti.

Custou-me justificar o meu amor por ti. És difícil. És muito bonito e és doce, mas és pouco dado a retribuir o amor de quem te ama.

Que remédio tinha eu senão começar a convencer-me que havia razões para te amar.

Encontram-se sempre. E, a partir de certa altura, quando já são seis ou sete razões que se foram arranjando ao longo dos anos, deixamos de amaldiçoar este amor que nos prende a ti e, inevitavelmente, começamos a sentir-nos, muito estúpida e secretamente, vaidosos por te amarmos, Como se fôssemos nós que tivéssemos sido escolhidos.

Não sou só eu, somos muitos. Possivelmente todos. Tragicamente todos, um bocadinho. Se calhar estamos todos, de vez em quando, um bocadinho apaixonados por ti.

Pois hoje vou-te dizer porque é que te amo.

Amo-te, primeiro, por não seres outro país. Amo-te por seres Portugal e estares cheio de portugueses a falar português. Não há nenhum outro país, por muito bom ou bonito, onde isso aconteça.

Mesmo que não achasse em ti senão defeitos e razões para deixar de te amar, preferiria isso mesmo, deixando de te amar, a que não existisses.
Se deixasses de existir, o meu olhar ficava de luto e nunca mais podia olhar para o resto do mundo com os olhos inteiramente abertos ou secos ou interessados.

Esta é a única verdadeira prova de amor: fazer tudo para que sobreviva quem se ama.

Mesmo que não houvesse em ti um único pormenor que não houvesse nos restantes países do mundo, mesmo assim eu amar-te-ia como se fosses o único país do muno, diferente em tudo.

Amo-te tanto que, quando perguntas porque é que te amo, não fico nervoso, nem irritado. Não preciso tentar dar uma razão convincente. Amo-te à mesma, fiques ou não convencido.

Como vês, não preciso de razões para te amar. Mas tenho muitas. E boas. A primeira delas é secreta e embaraça-me confessá-la: amo-te, Portugal, porque, não sei contra todas as provas e possibilidades, acho que és o melhor país do mundo.

Como vês, não sou o romântico que estava a fingir ser, que te ama sem precisar de razões para isso. Tenho uma razão muito interesseira para te amar: acho que és o melhor país do mundo. Por muito relativista que seja noutras coisas, acho mesmo que tive sorte de nascer aqui. Em ti. Aqui, entre nós.

Mesmo assim, insistes em perguntar: que tens tu de tão especial, que os outros países não têm?

Essa íntima vaidade, por exemplo. Tu não és orgulhoso. Mas, muito bem disfarçada, tens uma vaidade sem fim. Dizes-te feio e vestes-te mal mas, quando passas por um espelho, espreitas e achas-te giro. E se alguám te diz que és feio e estás mal vestido, não ficas ofendido – achas que aquela pessoa é obviamente estúpida e não tem olhos na cara.

Sabes que a tinta fresca salta muito à vista e que é cansativa. Esperas, despreocupado, pela beleza que há-de vir com a passagem dos tempos.

É a tua maneira, Portugal amado, de garantir que continuaremos a tentar retratar-te. Tanto te faz que o retrato seja feio ou bonito, desde que seja de ti.

Eu amo-te porque mereces. Eu amo-te pelas tuas qualidades. Preferias não tê-las. Para que o amor fosse mais puro, mais contraditório, mais injustificável. Mas tens qualidades.

Desculpa lá dizer-te isto, Portugal, mas amar-te é uma coisa simples.

Amo-te, aconteça o que acontecer. Amo-te por causa de ti. Não é apesar de ti. É por causa de ti. Não há outra razão. Nem podia haver uma razão mais simples.

Por muito que te custa ouvir (apesar de eu saber que não só não te custa nada como gostas de ouvir…), digo-te: é tão grande o meu amor por ti que até consigo amar-te sem dar por isso.

Já viste?

Miguel”