quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Não!


Pré-publicação do editorial do n.º 40 da revista "Aldraba":

Hoje, o editorial da nossa Aldraba tem um título: NÃO!

Nós, os da Aldraba, sentimos e fazemos um grande esforço em contribuir para o esclarecimento e defesa do nosso património (material e imaterial). Somos gente que valoriza as pequenas coisas, mas também por isso não deixamos de levantar a voz, de soltar um grito de protesto perante tanta agressão que vai acontecendo, mas tão silenciada pelos poderes que, por vezes quando damos conta, estamos perante um aterro a céu aberto, uma perfuração num penedo da serra ou qualquer outra malfeitoria que nos amargura e entristece!

Assim sendo, e como estou entre amigos, permitam-me este momento de reflexão e também de revolta face a acontecimentos tão feios e que, para muitos, infelizmente, serão “virtuais”!...

E começo com um exemplo/consequência das intempéries que aconteceram no início do ano. A devastação havida nas áreas florestais (como no Pinhal de Leiria), com milhares de árvores derrubadas e que por isso deixaram de fazer barreira ao vento, ali ficaram, caídas, transformadas num volume enorme de perfeito combustível para incêndios. Nada foi feito para prevenir uma tragédia e ela aconteceu! Vieram os incêndios que trouxeram destruição e morte!

Outra razão para a zanga que sinto é a situação que vivemos numa área importante do Parque Natural da Arrábida, mas com silêncios tão cúmplices que nos indignam! Existe da parte dos proprietários da Herdade da Comenda a tentativa de se apropriarem dos estreitos caminhos para as praias que atravessam os empreendimentos e terrenos privados, impedindo assim o cidadão anónimo de desfrutar do areal! O acesso às praias e caminhos públicos desde sempre foi democraticamente utilizado por todos, constitui um direito colectivo!

Outro exemplo da minha revolta e contestação é o projecto “Royal China Clay”, na Serra d’El Rei. É uma proposta para a criação de uma exploração mineira, a céu aberto, para extracção de caulino e argilas, numa área de mais de cinquenta hectares! Em consulta pública, mereceu pareceres desfavoráveis das Câmaras de Peniche e Óbidos e forte contestação das populações.

Outro exemplo: no Entroncamento, a população contesta a instalação de uma unidade industrial de biometano, próximo de áreas residenciais!

Infelizmente, poderia falar-vos de muitas outras situações, mas estes casos concretos já nos dão uma ideia de quão grave é o atentado ao ambiente, à qualidade de vida de todos nós!

Grupos económicos apresentam dezenas de projectos que visam a construção de centrais de energia renovável ou de exploração mineral, muitos em terrenos agrícolas ou até em áreas protegidas.

Pretende-se a simplificação dos licenciamentos ambientais, da agricultura e do mar. Nessa reestruturação, serão os negócios a determinar a política de ordenamento do território!

E nós, cheios de razão, dizemos, gritamos: NÃO!

Tenho presente, com muita tristeza, a recordação da minha recente viagem ao Alentejo! Campos e campos, terra imensa, cheia de amendoeiras e oliveiras, tudo alinhado, direitinho, eram riscas no horizonte! Culturas intensivas, lucros para o capital, maioritariamente estrangeiro.

E pensava: para onde foram as velhas oliveiras, os campos de cereais, as papoilas vermelhas, tão vermelhas, cor de sangue, cor de esperança! Onde estão?

E peço ajuda ao poeta e canto:

“Levanta-te, meu povo, não é tarde/ Agora é que o mar canta e o sol arde/ Pois quando o povo acorda é sempre cedo.”

Maria Odete Roque

sábado, 31 de outubro de 2026

O n.º 40 da revista "Aldraba" está no prelo








Encontra-se para impressão na gráfica, e sairá em breve, o número 40 da nossa revista, cujo plano se divulga desde já:


EDITORIAL

Não!

Maria Odete Roque


OPINIÃO

Um olhar sobre as migrações humanas (II Parte)

Myriam Jubilot de Carvalho

Fradique Mendes – o amor e a escrita epistolar

João Coelho

Humilde sabedoria do sobreiro-poeta Luís Maçarico

Carlos Vicente

ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO


Património do movimento associativo desportivo


Carlos Rodrigues


RITUAIS, TRADIÇÕES E REALIDADE

As Missas do Parto no Curral das Freiras

Inês Pessoa

MEMÓRIAS DO TRABALHO

O fabrico de meias de lã no Coentral (Castanheira de Pera)

Joaquim Ferreira

PATRIMÓNIO EDIFICADO

O restaurante Leão de Ouro – Lisboa que desaparece

Nuno Roque da Silveira

À CONVERSA COM…

Helena Gil Coutinho - dirigente da Tertúlia João de Araújo Correia

Luís Filipe Maçarico


VULTOS A ADMIRAR

120º aniversário de Fernando Lopes Graça - bosquejos de uma biografia

Leonor Lains


A serena inquietação - no centenário de Artur Bual


Luís Filipe Maçarico


CRÓNICAS DO QUOTIDIANO

O testamento da velha criada

Nuno Roque da Silveira

Festas do Povo de Campo Maior

Joaquim e Nazaré Avó

ALDRABA EM MOVIMENTO


Maio a outubro de 2026


José Alberto Franco

 

O Tio Moreno – Valdanta - Chaves (7)

Rodrigo Dias


Migrante

Myriam Jubilot de Carvalho


JAF

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

XLVI Encontro temático da Aldraba - "Património e democracia", Arruda dos Vinhos, 7.nov.2026






A associação Aldraba vai realizar no sábado, dia 7 de novembro de 2026, o seu 46.º Encontro temático na vila de Arruda dos Vinhos, pequeno concelho de cerca de 14 000 habitantes, que faz parte da comunidade intermunicipal do Oeste, e que está situado entre os concelhos de Torres Vedras, Alenquer, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço e Mafra.

Esta atividade será organizada em parceria com os nossos amigos da "Alma Nova - Associação Irene Lisboa", e terá ainda a colaboração da Câmara Municipal da Arruda dos Vinhos.

O Encontro começa às 9 horas da manhã, sendo os participantes acolhidos pela Alma Nova e pela Câmara, no largo da vila frente à Câmara Municipal.

É assegurado pela CMAV um autocarro para nos conduzir, durante toda a manhã, pela denominada Rota Irene Lisboa (visita e evocação da vida e obra desta grande poetisa arrudense) e por uma viagem guiada às fortalezas das Linhas de Torres situadas no território do concelho.

Pelas 12.30 horas, paramos no restaurante Mercadoria do Prato, para um bem servido almoço.

No mesmo local, realizaremos da parte da tarde, a partir das 14.30 horas, um debate subordinado ao tema "Património e democracia", para o qual temos efetuados alguns convites a personalidades amigas .

Os associados e amigos da Aldraba que queiram participar neste Encontro da Arruda dos Vinhos devem manifestar-se, telefonicamente ou por escrito, até à 2.ª feira, 2 de novembro de 2026, para o e-mail aldrabaassociacao@gmail.com, ou junto do Luís Maçarico (TM 96 718 76 54) ou do José Alberto Franco (TM 96 370 84 81).

JAF

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Mamíferos selvagens em Portugal (7) - Esquilos


Registamos hoje mais uma das 19 espécies animais selvagens inventariadas em setembro de 2025 no primeiro post desta série.

O esquilo scirius vulgaris é a espécie tradicional da Península Ibérica e de grande parte da Europa. 

Em Portugal, esta espécie adapta-se bem a bosques de carvalho, pinheiro-bravo, pinhal, matagal e zonas urbanas com cobertura arbórea. 

Caracteriza-se por uma pelagem que varia entre tons avermelhados e acastanhados, com uma cauda farta que funciona como leme de equilíbrio durante os saltos entre ramos. 

Este esquilo é diurno, ativo pela manhã e ao final da tarde, e utiliza as tocas criadas no tronco de árvores para guardar alimento e abrigar filhotes. A sua presença  em Portugal está associada a habitats com diversidade de árvores, disponibilidade de sementes, folhas e fungos, bem como a áreas com relativa estabilidade climática. 

JAF (foto e texto extraídos da internet)

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Pãezinhos típicos com um nome pitoresco





A Aldraba soube recentemente que, no corrente ano de 2026, foi certificada pelos serviços da Comissão Europeia com a distinção de DOP - Denominação de Origem Protegida mais uma especialidade portuguesa de pastelaria/padaria/confeitaria.

Essa especialidade dá pelo nome de caralhotas de Almeirim!

Estes pãezinhos são a 9.ª confeção portuguesa reconhecida pela UE, após os ovos moles de Aveiro, o pastel de Tentúgal, o pastel de carne de Chaves, o pão de ló de Ovar, a fogaça da Feira, o folar de Valpaços, a amêndoa coberta de Moncorvo e o pastel de feijão de Torres Vedras. Portugal (ex-aequo com a República Checa) ocupa o 4.º lugar entre os 27 países da União com mais produtos certificados nesta especialidade, só ultrapassado pela Itália, pela França e pela Alemanha.

Debrucemo-nos então um pouco sobre esta preciosidade de padaria regional, que passa a estar juridicamente protegida contra a imitação, a utilização e as referências enganosas em todo o espaço comunitário.

Segundo o site oficial da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, as caralhotas de Almeirim são pequenos pães, com um diâmetro médio de 15 cm, de forma arredondada, côdea quebradiça e estaladiça, de tonalidade acastanhada, e miolo rústico, com olhos pequenos a médios. Os pães são amassados e obtidos através de métodos típicos da região de Almeirim, do distrito de Santarém.

As matérias-primas utilizadas no fabrico das caralhotas de Almeirim são farinha de trigo de tipo 55 ou tipo 65 ou similar; fermento de padeiro e/ou “pão acrescentado”, ou seja, massa que ficou de véspera a levedar (cerca de 1% por cada 100 kg de farinha); água (50-65% por cada 100 kg de farinha) e sal (1,5% por cada 100 kg de farinha). A produção passa pela mistura dos ingredientes e amassadura, depois a massa é levedada e por fim as “caralhotas" são cozidas em forno, geralmente no forno tradicional a lenha.

O nome “caralhota” é como se chama ao borboto das camisolas de lã, na região de Almeirim. A história deste pão, segundo o transmitido oralmente de geração em geração, é a de que havia uma velhinha que estava a cozer pão e a filha raspou o alguidar de barro e fez uma bolinha com os restos. Quando a senhora perguntou o que ela estava a fazer, respondeu: ‘Uma caralhota, mãe!’ E ficou assim...

As caralhotas de Almeirim, segundo relatos dos historiadores do concelho, deverão ter surgido entre o século XIX e princípios do século XX.

“Há 40 e tal anos que faço pão. Ando sempre com a caralhota na mão. Não tenho férias, não vou para lado nenhum”. A citação é de Dona Emília David, que vai para 50 anos que leva ao forno as caralhotas de Almeirim e é a padeira mais popular da cidade onde o pão acompanha a Sopa da Pedra.

Foi em particular a restauração que deu fama a este pão redondo, com côdea estalica e o miolo rústico.

“As pessoas diziam-me que eu sabia fazer várias coisas e comecei a fazer a caralhota doce que é recheada com canela, maçã e noz, é muito boa. Faço ainda de torresmos, outra versão é de azeitona, orégão, azeite e alho, e também só com alho, farinheira, chouriça, e temos a caralhota da pedra. É a última e é muito boa.”

JAF 

domingo, 27 de setembro de 2026

Visita às exposições de pintura e de desenho de Artur Bual, em 26.9.2026







































Um grupo interessado e interveniente de associados e amigos da Aldraba ocupou a tarde de sábado, 26 de setembro de 2026, a visitar a bela exposição de pintura de Artur Bual que tem estado patente na Galeria Municipal da Amadora, e ainda tiveram ocasião de saborear a exposição de desenhos do mesmo autor no auditório da biblioteca municipal.

A acompanhar-nos esteve a incansável Maria João Bual, filha do autor, que nos transmitiu histórias preciosas sobre a vida e o trabalho deste grande artista plástico do séc. XX português, e que, no final, presenteou a nossa associação com uma serigrafia do pai (reprodução de um inspirado Cristo), e com um exemplar do magnífico álbum fotográfico "Extractos da Obra".

A nossa gratidão, querida Maria João!

JAF (fotos de LFM e JNarciso) 



sábado, 19 de setembro de 2026

Até logo, Ricardo!


 














Com 36 anos de idade, o Ricardo Monteiro era um expoente da nova geração de ativistas sociais que, felizmente, despontam constantemente no contexto das associações, dos clubes, das autarquias e dos movimentos de base, em Lisboa e no resto do país.

Em Santos-o-Velho, onde nasceu, na Estrela, nos Olivais e em tantos outros locais da cidade de Lisboa em que militou, o Ricardo era um exemplo de dinamismo e criatividade que arrastava tudo à sua volta.

A doença, implacável, acaba de o levar... Estamos todos com uma enorme consternação, e com grande comoção com os seus familiares, amigos e companheiros!

Estivemos hoje dois membros dos órgãos sociais da Aldraba a exprimir, na igreja e no cemitério onde decorreram as homenagens, a nossa solidariedade, em particular ao pai - Luís Filipe Monteiro -, infatigável autarca da região ocidental de Lisboa.

Honra à memória do Ricardo, e que o seu exemplo brilhante possa frutificar!

JAF

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

15.ª visita a espaços de interesse para o património – Exposição “O Amor é Redondo”, na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora, no sábado 26.9.2026, às 15h





















O centenário do nascimento do pintor, desenhador, escultor e ceramista Artur Bual, completou-se no passado mês de agosto de 2026.

Assinalando esse aniversário, a associação Aldraba leva a efeito no último sábado deste mês, 26 de setembro, às 15 horas, uma visita guiada à sua exposição de pintura “O amor é redondo”, que está patente na Galeria Municipal Artur Bual, na Amadora.

A visita vai ser acompanhada e guiada pela filha do artista, Maria João Bual.

Depois da visita à exposição de pintura, poderemos ainda visitar a exposição de desenhos do Artur Bual que está em exibição na Biblioteca Municipal Piteira Santos, muito próxima da Galeria.

*   *   *

O Artur Bual foi um expoente artístico do nosso séc. XX, que necessita de ser mais conhecido e valorizado. Acerca dele, já se escreveu:

“A serena inquietação dos seus gestos e movimentos poisa como pássaro de nenhum lugar nas telas, indiciando a universalidade do traço de transpirações luminosas, com a existência esvaindo-se em gritos festivos de raiva e amor.

Ele é unicamente um ser original e truculento, sábio e criança, ingénuo e emotivo, mordaz e perturbante, a fervilhar pela rua das conversas, na tasca da esquina ou à hora de criação, sorvendo a essência de tudo, para na cara dos outros em cada poro poder sentir que o sangue ainda está quente (…).

O Bual nunca caberá nas definições fervorosas dos admiradores do seu trabalho, e será também o sorriso maroto e aqueles dedos manchados de café e tinta, no frenesi de saborear histórias sobre o rosto dos guardanapos depois de petiscar moelas, com casqueiro e vinho da casa”.

*   *   * 

A Galeria Municipal Artur Bual fica na Rua Luís de Camões, 2 - Venteira, 2700-535 Amadora, próximo da estação ferroviária da Amadora, e é bem servida também por transportes coletivos rodoviários.

Convidam-se todos os associados e amigos da Aldraba a aparecerem e participarem nesta visita, e a trazerem consigo outros amigos e familiares.

JAF 


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Longa vida ao GDE "Os Combatentes"!


 

Com uma pequena cerimónia - que incluiu o hastear das bandeiras da coletividade, da CPCCRD, da cidade de Lisboa e de Portugal - iniciaram-se ontem à noite as comemorações dos 120 anos do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", que decorrem ao longo dos meses de setembro e outubro de 2026 e de que daremos notícias oportunamente.

A fotografia regista a presença ontem do presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa, Artur Botão, com o presidente da Assembleia Geral e vários membros da Direção d'"Os Combatentes".

A Aldraba, que tem há muito tempo um protocolo de amizade e cooperação com o GDEC, deseja as maiores felicidades a esta notável coletividade popular de Lisboa.

JAF

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A trança


Reproduzimos, com a devida vénia, um texto da nossa amiga Natércia Duarte que ela publicou há dias na sua página de facebook:


Ela tinha o cabelo prateado, da cor que a lua tem quando está alta. Era macio e tão comprido que, quando liberto da trança, lhe afagava a cintura, também ela fina, apesar da idade e dos muitos filhos que a tinham abraçado por dentro.

Durante o dia, o seu cabelo vivia aprisionado no alto da sua cabeça, como se um encantamento o tivesse transformado em flor. Flor redonda e bela. Tão quieta.

Mas quando a noite chegava, quebrava-se o feitiço, e nas sombras do candeeiro ou na luz coada do luar, as pétalas daquela flor desfaziam-se e transformavam-se em rio.

- Posso pentear-te, avó?

Guiado pela minha mão direita, o pente descia devagar, distribuindo os fios de prata pelas costas… a mão esquerda descia atrás, acariciando os fios mais rebeldes… 

Por fim, os dedos da minha avó, transformados em agulhas de bordar, dividiam o rio em três ribeirinhos que sabiam dançar a dança de entrelaçar cabelos.

- Já está, vamos dormir. – dizia a avó, dando o último retoque na atadura da trança.

- Está bem, avó. Mas não se esqueça do conto.

Os lençóis de linho lavados na ribeira cheiravam a sabão e a esteva. 

Eu aconchegava-me no calor morno da sua pele, ouvia a sua voz tecendo palavras de contar histórias e adormecia sonhando que a trança era uma corda para salvar princesas da torre, para descer a poços fundos e negros em busca de tesouros ou para subir aos telhados como os gatos que namoram as estrelas.


Natércia Duarte, 24/8/2026

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O acervo documental da Aldraba (8bis): Doçaria e gastronomia

Ao longo dos 20 anos em que tem vindo a ser publicada, a revista "Aldraba" divulgou já dezenas de especialidades doceiras e gastronómicas da nossa terra.

Em 21/7/2013, no post n.º 8 desta série, indicámos aqui os 9 artigos publicados até essa altura na revista relativamente a doces, comidas e bebidas portuguesas.

Atualizamos hoje essa lista, incluindo todos os textos que entretanto foram publicados e que se referem aos dois descritores temáticos em causa:


Augusto Fernandes, “Viagem à terra do vinho dos mortos”, n.º 19 (Abr.2016), p.13

Carlos Cunha, “Pastel de feijão de Torres Vedras”, n.º 3 (Jun.2007), p.18

Carlos Vicente, “Os fornos do povo - catedrais do pão”, n.º 34 (Out.2023), p.6

Fernando Estevens, “Entre alimentação e comida, até à memória de cheiros esquecidos”, n.º 28 (Out.2020), p.2

João Coelho, “A confeção tradicional da broa numa aldeia beirã”, n.º 23 (Abr.2018), p.16

José Manuel Prista, “A ASAE e os sabores”, n.º 5 (Jul.2008), p.19

Luís Afonso, “ASAE”, n.º 5 (Jul.2008), verso da capa

Luís Afonso, “Dinheiros públicos”, n.º 8 (Dez.2009), verso da capa

Luís Afonso, “Nouvelle cuisine”, n.º 18 (Out.2015), verso da capa

Luís Ferreira, “Açorda de alho”, n.º 23 (Abr.2018), p.18

Luís Filipe Maçarico, “Afonso Miranda do ‘Sino Doce’ de Almada: Uma vida de muito trabalho ambicionando a qualidade”, n.º 26 (Out.2019), p.23

Luís Filipe Maçarico, “Batata doce - Associativismo em tempos de contenção. O singular caso da ADPHA”, n.º 27 (Abr.2020), p.18

Luís Filipe Maçarico, “Gastronomia alentejana: tradição identitária com alguma instabilidade”, n.º 39 (Abr.2026), p.18

Luís Reis Ágoas, “A caneja de infundice na Ericeira”, n.º 12 (Out.2012), p.15

Manuel Mamede Pereira, “Ser alfacinha”, n.º 13 (Abr.2013), p.15

Margarida Alves, “Queijadas de Sintra”, n.º 7 (Jul.2009), p.15

Maria de Lurdes Pereira, “Licor Beirão: biografia de um sabor português”, n.º 39 (Abr.2026), p.16

Nuno Roque da Silveira, “As cavacas de Mação”, n.º 37 (Abr.2025), p.24

Nuno Roque da Silveira, “Grandes artistas do efémero”, n.º 8 (Dez.2009), p.17

Nuno Roque da Silveira, “O queijo da Serra de Fornos de Algodres”, n.º 20 (Out.2016), p.22

Nuno Roque da Silveira, “Tigeladas e outros doces”, n.º 38 (Out.2025), p.14

Olga Cavaleiro, “As confrarias gastronómicas de Portugal”, n.º 25 (Abr.2019), p.14

Vanda Oliveira, “Os fofos de Belas”, n.º 6 (Dez.2008), p.9


Como sempre, qualquer associado ou amigo que deseje aceder a algum ou alguns destes artigos pode solicitá-lo por um simples mail para aldrabaassociacao@gmail.com, e teremos todo o gosto em o(s) reproduzir e enviar.


JAF  

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Mamíferos selvagens em Portugal (6) - Veados


 


Ocupemo-nos hoje da 6.ª espécie zoológica incluída entre os 19 animais referenciados em 17/9/2025, no primeiro post desta série, como mamíferos selvagens avistados em Portugal nos últimos anos.

É chegada a vez dos veados, cientificamente designados como cervus elaphus, de pelagem castanho-acinzentada no inverno e mais avermelhada no verão, que são considerados como o maior mamífero em estado selvagem em Portugal, chegando a medir mais de dois metros de comprimento e a pesar mais de 170 kgs.

Nos últimos 50 a 70 anos e após um forte decréscimo, a espécie tem consolidado a sua presença no nosso país, em alguns casos com apoio humano, como aconteceu no programa de reintrodução do veado na Serra da Lousã, que o biólogo e investigador Carlos Fonseca acompanha desde 1995. Além desta população, entre as maiores estão a do Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano, a do Tejo Internacional e a da Tapada Nacional de Mafra.

Este herbívoro encontra descanso e refúgio em zonas florestais e de habitats com densa cobertura, das quais sai para se alimentar em áreas mais descobertas, de matos e pastagens.

É nas áreas abertas que se torna mais fácil avistá-los durante os meses de outono, quando ocorre a "brama" - nome relacionado com os bramidos que os veados machos emitem durante a época de reprodução, que acontece todos os anos entre setembro e novembro, durando cerca de um mês. Os sons fortes e guturais servem para afastar outros machos e atrair as fêmeas. Os comportamentos e fortes vocalizações da brama são comuns de madrugada e ao crepúsculo. 

É nestes períodos que decorrem habitualmente as visitas de observação do veado na natureza, que devem fazer-se com o apoio de operadores especializados e guias.

Os jovens machos ganham as suas primeiras hastes, umas pequenas protuberâncias ainda não ramificadas, no primeiro ano de vida, embora só se estreiem na brama após os dois ou três anos de idade. À medida que os anos passam, a armação vai alterando o seu tamanho, espessura e número de ramificações. O desenvolvimento máximo acontece por volta dos oito a doze anos de idade.

JAF (foto e informações recolhidas na internet)

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Ecos do PAN de Vilarelhos de 24/26.7.2026










 


























Alguns registos fotográficos do Festival/Encontro de Vilarelhos, que decorreu com muita animação nesta aldeia de Trás-os-Montes, de 24 a 26 do corrente mês de julho.
Não faltaram a poesia - com o percurso noturno a inaugurar mais placas com poemas pelas ruas da freguesia, e o habitual sarau -, sessões evocativas de artistas que comemoram em 2026 o seu centenário, e muita música!
Parabéns à organização, com particular destaque para o Franscisco José Lopes, o António Sá Gué e o Carlos Videira.

JAF 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Nomes de localidades em azulejos (cont.48)






Foi agora localizada, e aqui reproduzimos com todo o gosto, a placa toponímica de Vila do Conde, com que o Automóvel Club de Portugal assinalou nos princípios do sec. XX esta dinâmica cidade do Norte de Portugal.

Vila do Conde é sede de concelho e fica situada no distrito do Porto, na sub-região NUTS III Área Metropolitana do Porto (que o correspondente descritor temático da Aldraba designa de Grande Porto).  

A fotografia desta bela placa de azulejos foi-nos enviada pela nossa amiga Susana Rodrigues, que prossegue assim uma colaboração connosco de anos a fio, que muito nos estimula e que daqui saudamos.

A área do país onde fica Vila do Conde está ainda insuficientemente representada no nosso blogue, pois apenas temos, até ao presente, 5 placas divulgadas do distrito do Porto (2 de Baião, 2 da Maia e esta de V.Conde). Um apelo aos residentes e visitantes dessa área para que localizem e fotografem outras placas que ainda sobrevivam... 

Com a publicação de hoje, atingimos um total de 208 placas de azulejos divulgadas no nosso blogue, afetas a 182 diferentes localidades, situadas em 94 concelhos de todos os 18 distritos do continente português. 

JAF

domingo, 19 de julho de 2026

Festival PAN em Morille e em Vilarelhos no mês de julho de 2026




Como acontece regularmente há vários anos, realiza-se no corrente mês o PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural, nas suas duas edições geminadas (17-19.7, em Morille-Salamanca/Castela, e 24-26.7, em Vilarelhos-Alfândega da Fé/Trás-os-Montes).

A Aldraba volta a participar na edição de Vilarelhos, através de alguns dos seus dirigentes e ativistas, que foram convidados a diversos títulos, e desafia todos os seus associados e amigos a aparecerem em algumas das atividades previstas.

Programa resumido (consultar o programa integral em https://heyzine.com/flip-book/0c835dd216.html ) :

Sexta-feira – 24 de julho.

15.30 – Casa do Alpendre. ABERTURA. Momento musical. 16.00 – Visita às exposições. 17.30 – Escola Primária de Vilarelhos. TERTÚLIA: Poetas e Escritores do PAN – livros e projetos. 20.00 – Jantar 21.30 – Casa do Alpendre. Projeto VILARELHOS – ALDEIA DA POESIA. Percurso Urbano de Poesia. Acompanhamento musical.

Sábado – 25 de julho.

09.30 – Casa do Alpendre. TERTÚLIA: Poetas e Escritores do PAN – livros e projetos. 13.00 – Almoço 15.30 – Casa da Cultura Mestre José Rodrigues. Abertura da exposição coletiva, “Longe de perto”. 18.00 – Largo do Solar do Morgado de Vilarelhos. SARAU DE POESIA. Momento musical. 20.30 – Jantar 21.30 – Palco exterior do Pavilhão Multiusos. NOITE MUSICAL.

Domingo – 26 de julho.

09.30 – Pavilhão Multiusos Roteiros da Escrita e da Arte. ARTUR BUAL-100 ANOS; JOÃO DE ARAÚJO CORREIA. 12.00 – Pavilhão Multiusos. Projeto PLACA. 13.30 – Almoço. 17.00 – Pavilhão Multiusos. TEATRO . 20.30 – JANTAR COMUNITÁRIO. 22.00 – Palco exterior do Pavilhão Multiusos. ARRAIAL.

Em paralelo, vão estar acessíveis, durante os 3 dias, diversas EXPOSIÇÕES de pintura, manifestações de inúmeros POETAS-ESCRITORES-ASSOCIATIVISMO, outros ARTISTAS e muitos MÚSICOS.

JAF

segunda-feira, 6 de julho de 2026

O acervo documental da Aldraba (29) - Trás-os-Montes

Retomamos a divulgação (e disponibilização) dos trabalhos publicados na revista Aldraba, relativos aos temas patrimoniais de que a nossa associação se vem ocupando ao longo dos seus 21 anos de existência.

Desta vez, debruçamo-nos sobre a região de Trás-os-Montes, que é um território do Nordeste de Portugal de enorme riqueza humana e social.

O descritor temático "Trás-os-Montes", para a Aldraba, inclui as sub-regiões estatísticas NUTS III Terras de Trás-os-Montes, Alto Tâmega e Lindoso, e Douro, e abrange os seguintes 34 municípios: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais - nas Terras de Trás-os Montes; Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar - no Alto Tâmega e Lindoso; e Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real, no Douro.

Na nossa revista, publicámos sobre Trás-os-Montes os seguintes artigos:

Augusto Fernandes, “Viagem à terra do vinho dos mortos”, n.º 19 (Abr.2016), p.13

Francisco José Lopes, “Vilarelhos – terra de poesia e arte de vanguarda em meio rural”, n.º 32 (Out.2022), p.23

Luís Filipe Maçarico, “A história de um encontro do património transfronteiriço”, n.º 24 (Out.2018), p.11

Luís Filipe Maçarico, “Couto Misto, uma república entre dois reinos”, n.º 33 (Abr.2023), p.2

Maria Hercília Agarez, “Amadeu Ferreira, um cibo de Trás-os-Montes”, n.º 17 (Abr.2015), p.22

Ondina Albino, “O linho”, n.º 28 (Out.2020), p.24

Rodrigo Dias, “Sobre a luz e o escuro: Valdanta – Chaves [1]”, n.º 28 (Out.2020), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Sobre a luz e o escuro: Valdanta – Chaves [2]”, n.º 30 (Out.2021), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Valdanta – Chaves – Trás-os-Montes [3]”, n.º 32 (Out.2022), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Amoras silvestres - Valdanta – Chaves [4]”, n.º 33 (Abr.2023), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “Como se a noite fosse uma evaporação escura da terra - Valdanta – Chaves [5]”, n.º 34 (Out.2023), verso da contracapa

Rodrigo Dias, “O Tio Moreno – Valdanta - Chaves [6]”, n.º 39 (Abr.2026), verso da contracapa

Shawn Parkhurst, “A constelação chamada Douro chama”, n.º 21 (Abr.2017), p.8

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JAF