domingo, 29 de setembro de 2019

Excelente jantar-tertúlia na SFUCO
































Na 6ª feira, 27 de setembro, 20 associados e amigos jantaram na esplanada da Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense, num ambiente de sadia camaradagem.

O presidente da SFUCO, Joaquim Silva, acolheu-nos e acompanhou-nos com toda a simpatia, e, após o jantar, reuniu connosco numa das salas da escola de música da Filarmónica.

Aí pudémos conhecer com mais detalhe o trabalho notável que coletividades como esta desenvolvem em prol da cultura popular, substituindo os poderes públicos e tantas vezes incompreendidas por estes últimos...

No final, ainda deu para assistirmos a uma parte do ensaio que a banda tinha naquela noite, e para convivermos com os amigos que se encontravam na sede.

JAF 

domingo, 22 de setembro de 2019

27º Jantar-Tertúlia na SFUCO – Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense, na próxima 6ªfeira, 27 de setembro de 2019 .














A nossa associação volta a realizar um jantar de convívio com associados, familiares e amigos, novamente numa coletividade popular de Lisboa com muita história de dedicação à cultura.

Vamos estar na SFUCO – Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense, sita na Rua Alferes Santos Sasso 26, 1800-009 Lisboa (junto à Piscina dos Olivais, telef: 218510038).

Trata-se de uma filarmónica mais que centenária, fundada em 1 de junho de 1886, e que tem desenvolvido um trabalho notável na prática da música, e também no domínio do ensino musical, que conduz a que sejam antigos alunos a quase totalidade dos seus executantes.

O jantar vai realizar-se na próxima 6ªfeira, 27 de setembro, às 19 horas, na esplanada da sede da SFUCO (se o tempo não permitir, jantaremos em zona coberta), e será constituído por grelhada mista de carnes, bebidas, sobremesa e café, pelo preço único de 15 €.

Seremos recebidos pelo presidente da direção da SFUCO, o amigo Joaquim Silva, que comerá connosco e animará a tertúlia sobre a história, as dificuldades e as perspetivas da filarmónica.

Depois do jantar, poderemos assistir a uma parte do ensaio semanal da banda da SFUCO.

Os interessados em participar no jantar devem manifestar-se até 5ªfeira, dia 28.9, junto do José Alberto Franco (jaffranco@gmail.com, TM 963708481), do Albano Ginja (albanoginja@hotmail.com, TM 914773956), ou da associação Aldraba (aldraba@gmail.com).

JAF

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Nomes de localidades em azulejos (cont. 37)











As placas toponímicas de azulejos colocadas pelo Automóvel Clube de Portugal, há cerca de 100 anos, à entrada das localidades portuguesas da altura, já restam muito poucas "em pé".

Nos últimos anos, a ALDRABA foi procurando colaborar nesta tarefa de registo das placas existentes, seja fotografando as que vão sendo encontradas, seja reproduzindo as que terceiros (devidamente identificados) foram também encontrando.

Desta vez, o nosso amigo Jorge Torres fotografou e enviou-nos a placa de Cortiçô da Serra, localidade beirã da atual União de Freguesias de Cortiçô da Serra, Vide-Entre-Vinhas e Salgeirais, no concelho de Celorico da Beira, distrito da Guarda.

Muito obrigado, Jorge, por mais esta prestimosa colaboração.

Com esta placa, completamos o número de 170 placas divulgadas, de todos os 18 distritos do continente.

JAF

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Apocalipse












Aqui se reproduz o belíssimo texto do último capítulo do Apocalipse, livro com que fecha o Novo Testamento da Bíblia.

As tradições ortodoxa, católica e protestante atribuem a autoria do Apocalipse ao apóstolo João.

Recorremos à tradução laica de Frederico Lourenço, que tem vindo a ser publicada pela editora Quetzal, feita a partir da versão grega dos "Septuaginta":

APOCALIPSE (capítulo 22, versículos 1-21)

E mostrou-me um rio de água viva, brilhante como cristal, fluindo do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua rua e do rio, de um lado e de outro, estava uma árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto consoante cada mês; e as folhas da árvore servem para cura das nações.
E toda a coisa maldita já não existirá. E o reino de Deus e do Cordeiro estará nela; e os escravos dele servi-lo-ão e verão o seu rosto; e o nome dele estará nas suas testas. E já não haverá noite e não precisarão de luz da candeia e de luz solar, porque o Senhor Deus iluminá-los-á; e reinarão pelos séculos dos séculos.
E disse-me: “Estas palavras são confiáveis e verdadeiras e o Senhor Deus dos espíritos dos profetas enviou o seu anjo para mostrar aos seus escravos o que deve acontecer depressa. E eis que chego depressa. Bem-aventurado o que observa as palavras da profecia deste livro”.
E eu, João, sou quem ouve e vê estas coisas. E quando ouvi e vi, caí ao chão para me prostrar diante dos pés do anjo que me mostrava estas coisas. E diz-me: “Olha – não! Sou escravo como tu assim como os teus irmãos, os profetas, e os que observam as palavras deste livro. Prostra-te diante de Deus”.
E diz-me: “Não seles as palavras da profecia deste livro, pois o tempo está próximo. Que o injusto pratique ainda injustiça; que o imundo seja ainda imundo; e que o justo pratique ainda a justiça; e que o santo seja ainda santo”.
“Eis o que chega depressa. E a minha recompensa chega comigo, para dar a cada segundo a sua obra. Eu sou o alfa e ómega, o primeiro e o último, o princípio e o fim”.
Bem-aventurados os que lavam as suas vestes, para que obtenham direito à árvore da vida e pelos portões entrem na cidade. De fora ficam os cães e os feiticeiros e os fornicadores e os assassinos e os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testemunhar estas coisas nas assembleias. Eu sou a raiz e a descendência de David, a estrela brilhante da manhã”.
E o espírito e a noiva dizem: “Vem!” E que ouve que diga: “Vem!” E quem tenha sede, que venha, e quem queira, que tome gratuitamente água da vida.
Testemunho perante todo o ouvinte as palavras do profeta deste livro. Se alguém acrescentar a estas coisas, Deus acrescentar-lhe-á as pragas escritas neste livro. E se alguém retirar algo às palavras do livro desta profecia, Deus retirar-lhe-á a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, escrita neste livro.
Diz quem testemunha estas coisas: “Sim, chego depressa”.
Amém. Vem, Senhor Jesus!
A graça do Senhor Jesus esteja com todos.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Visitando o Museu Etnográfico Louzã Henriques














Nesta hora triste do falecimento do Manuel Louzã Henriques, a ALDRABA quer recordar o artigo acerca do museu com o seu nome que publicámos em outubro de 2016, no número 20 da nossa revista, da autoria da associada Zulmira Bento:


UM HOMEM SÁBIO

Entrar no MUSEU ETNOGRÁFICO LOUZÃ HENRIQUES, na Lousã, é entrar no tempo silencioso da História, é percorrer o modus vivendi das corajosas gentes que nos precederam, é beber a valiosa essência patrimonial que chegou até nós pela mão generosa deste vulto da cultura portuguesa.

O Dr. Louzã Henriques, um ilustre psiquiatra residente em Coimbra - e que tive a honra de conhecer - é dessas raras figuras que têm o dom de nos surpreender pela sabedoria que delas emana. 

Conversar com o Dr. Louzã Henriques é conversar com a própria História, é ler vários livros ao mesmo tempo, tal a diversidade de conhecimentos que, como ninguém, sabe transmitir.

Este homem ecléctico revelou-se um apaixonado investigador na área da Etnografia e da Antropologia. Todavia, não se ficou pelo estudo teórico desses assuntos. Com efeito, dedicou grande parte do seu tempo e do seu pecúlio a coleccionar objectos oriundos da nossa matriz cultural, parte dos quais constituem o acervo do Museu com o seu nome que a Câmara Municipal da Lousã erigiu e, em boa hora, abriu ao público em 2005. 

A circunstância de o Museu se situar na Lousã explica-se pela forte ligação deste estudioso à região da Lousã, que vínculos familiares reforçaram. Lousã, Coimbra e Portugal inteiro bem podem orgulhar-se da obra ímpar desta personalidade notável que, ao longo de toda a vida, reuniu um número quase infinito de peças que retratam a realidade rural portuguesa e não só.

Senhor de rara grandeza ética, cultural e humana, esta figura singular seria merecedora do reconhecimento nacional - embora saibamos quão avesso é a homenagens -, já que tão maltratado foi pelo anterior regime que o silenciou na prisão de Peniche e o impossibilitou de prosseguir a carreira académica na Universidade de Coimbra e de exercer Medicina em hospitais públicos.

NO MUSEU

No rés-do-chão, extasiamo-nos com a grandiosidade do espaço e do que se nos oferece ao olhar: muitos carros de bois (e também de mula), dos mais diversificados modelos.
As paredes encontram-se revestidas com um elevado número de cangas – mais de quarenta – de proveniências variadas. Há cangas para todos os gostos, das mais simples, usadas no dia a dia, às cangas de festa.
Num outro sector, as paredes exibem um número inimaginável de modelos de foices, de enxadas e de forquilhas, enquanto no solo se alinham diferentes tipos de trilhos, utensílios com que se debulhavam os cereais na eira.

Noutros espaços, uma infinidade de cestos de verga e uma verdadeira montra de cerâmica/olaria.

Neste mesmo piso, muitas outras unidades despertam a nossa atenção, entre elas: arados, albardas, padiolas, coalheiras e até uma colecção de instrumentos musicais também pertença do Dr. Louzã Henriques e aqui colocada para assinalar o Dia Mundial da Música.

Sendo o 1º piso ocupado por uma Sala de Exposições Temporárias, onde artistas mostram as suas obras, no 2º andar, a exposição permanente encontra-se agrupada nos seguintes núcleos: COZINHA SERRANA, PÃO, APICULTURA, LINHO/LÃ e FERREIRO.

No alto da escadaria, deparamos com a COZINHA SERRANA incluindo todos os seus apetrechos, sem esquecer as panelas de ferro e, bem acima delas, os paus nos quais se enfiavam os enchidos para curtimento pelo fumo. Vejam-se os antigos moinhos de café e a pequena mesa posta.

A ilustrar o tema PÃO, dois painéis ostentam manguais ou malhos e pás de padejar na eira enquanto expositores mostram crivos e medidas de cereal e ainda bilhas para medir o azeite. Neste departamento, sobressai a erguedeira que servia para separar o grão da palha.

No sector da APICULTURA, todos os utensílios inerentes, a saber: cortiços, máscara e fumigadores.

No espaço dedicado ao LINHO/LÃ, atrai a atenção um curioso engenho, de nome ripo, utilizado para separar a baganha (onde se encontram as sementes) dos molhos de linho. Refira-se ainda a dobadoura para fazer novelos de linho ou de lã e a caneleira com roda de fiar.

Na secção do FERREIRO, o olhar recai no grande fole que servia para atear o fogo na forja e num painel com outros objectos usados neste ofício.

Este andar oferece outros centros de interesse, designadamente: cestos, cangalhas (usadas sobre os burros), mós manuais para transformar o grão em farinha, francelas, utilizadas para amassar o queijo e deixar escorrer o soro, tripeças e objectos com os quais se separavam as fibras têxteis da palha, uma interessante peça que servia de medida para pagamento da côngrua e outros.

De referência obrigatória, a mesa de sapateiro e todos os seus pertences.

O vestuário característico das diferentes regiões é uma constante. Permito-me destacar o fato de pastor, a croça, constituída por um colete, caneleiras e uma capa.

Quem se deslocar a esta região do país, não deixe de visitar este museu, fruto do espírito empreendedor e do amor sem limites do Dr. Louzã Henriques!

A minha homenagem ao homem, ao médico, ao pedagogo, ao investigador, ao coleccionador de uma vida inteira, pelos horizontes do conhecimento que nos abriu.

Zulmira Bento


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Memória de um sábio (Manuel Louzã Henriques)
















Que se pode dizer quando morre um sábio?

Que joeiramos no garimpo do ouro das palavras, dessas que Ernesto Sábato dizia ser preciso cavar fundo se quisermos descobri-las, para fazermos "a narrativa de um homem", como Manuel Louzã Henriques?

É essa perplexidade que me assalta quando a notícia da sua morte chega, dizendo que terminara a sua agonia hospitalar dos últimos dias.

Ninguém, como ele, sabia navegar no mar das palavras, fazendo da conversa uma arte sublime.

Ninguém, como ele, tomava o fio da fala projectando o conhecimento e o pensamento como actos superiores de dignidade e de libertação.

Ninguém, como ele, na peugada de Jorge Dias, Leite de Vasconcelos, Ernesto Veiga de Oliveira ou Michel Giacometti, sabia ouvir os outros.

Ninguém, como ele, sabia as confluências da cultura erudita e da cultura tradicional, do sangue arterial que corria entre elas, e de como uma era tributária da outra.

(Um dia, ouvi-lhe dizer que aquela mulher franzina que se chamava Catarina Chitas, bodeira e camponesa, analfabeta, exímia tocadora de adufe e poeta, era “um monumento enorme da cultura portuguesa”)

Ninguém, como ele, nunca abdicando da coerência das ideias (comunista, cidadão republicano) fazia da exigência de deixarmos um mundo melhor aos que vierem depois de nós, uma prática quotidiana, que ele pregava à boa paz da tolerância. O que se aprendia com ele!

Estou a vê-lo -- é essa imagem que quero reter – com o mar revolto dos seus cabelos, o seu olhar vivíssimo, os gestos largos nas mãos, a explicar as coisas num discurso que fluía e parecia interminável, que o Ti Manel (como lhe chamávamos afectuosamente) sabia tecer a pedagogia da realidade relacionando ideias, acontecimentos, figuras, rostos.

Todos nós que tivemos o privilégio de ouvir muitas vezes, aprendendo sempre, aprendendo, guardamos essa riqueza no bornal da memória, lembrando sempre o fascínio de termos convivido com um sábio.

Fernando Paulouro Neves

sábado, 27 de julho de 2019

A Aldraba em Vilarelhos e em Morille








Nas duas edições do Encontro/Festival PAN 2019, respetivamente em Vilarelhos e em Morille nos fins-de-semana 5/7 e 19/21 de julho, a nossa Associação esteve amplamente representada.

Seja através dos nossos associados e ativistas que aí apresentaram livros de poesia ou de património de sua autoria (Fernando Duarte, João Coelho, Laurinda Figueira, Luís Maçarico e Zulmira Bento), seja através da divulgação da nossa atividade, em duas comunicações de José Alberto Franco que obtiveram assinalável impacto.

Ficam imagens da nossa presença nas duas localidades, em complemento dos abundantes registos que os participantes têm vindo a partilhar nas redes sociais.

JAF (fotos MEG, LFM e JAC)