quarta-feira, 6 de abril de 2011

Balanço de 3 fins-de-semana em actividade intensa (I)




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Na senda do que se propôs fazer e dando cumprimento aos seus objectivos programáticos, a Aldraba tem continuado a desenvolver a sua actividade repartindo-se por diversas e distintas frentes no conhecimento, na divulgação e na defesa do património popular.

Das três últimas iniciativas levadas a efeito nos últimos fins-de-semana, salientamos:

9º Jantar tertúlia na Sociedade Musical Ordem e Progresso (26Março2011)

Para além de privilegiar as relações com colectividades e/ou associações de base popular, como sempre aconteceu, e de reconhecer a importância do associativismo no desenvolvimento e coesão das comunidades, neste caso particular salientamos a grande satisfação por estarmos perante um conjunto de jovens cheios de força e que “arregaçando as mangas” tudo estão a fazer para que a SMOP não feche as portas.

Obrigada pelo serão que nos proporcionaram. Poderão contar sempre com o nosso apoio!

MEG, com fotografias de Francisco Martins

segunda-feira, 4 de abril de 2011

2ª Rota da Aldraba - do Castelo à Mouraria


Vamos realizar a 2ª Rota da Aldraba “Do Castelo à Mouraria”, dando continuidade aos percursos pela cidade de Lisboa, em busca de referências que sobressaem seja pela sua relevância, seja pelo exemplo que são da preservação (ou não) do património da cidade.

O convite fica feito para o próximo dia 10 de Abril de 2011 (domingo), com concentração às 10.30 horas na Rua do Chão da Feira, junto ao Arco de entrada do Castelo de S. Jorge, de onde desceremos até à Mouraria.

Em apoio ao percurso, contamos com o acompanhamento e a intervenção do olisipógrafo e nosso associado Dr. Carlos Consiglieri.

quarta-feira, 16 de março de 2011

9º Jantar-tertúlia na Sociedade Ordem e Progresso, Lisboa, dia 26Mar2011


No próximo dia 26 de Março, sábado, pelas 20 horas, realizaremos mais um jantar-tertúlia, desta vez na Sociedade Musical Ordem e Progresso, na Rua do Conde, 77, 1º andar, em Lisboa (junto ao Museu Nacional de Arte Antiga e ao Jardim da Rocha do Conde Óbidos).

O preço do jantar, por pessoa, será de 10€, e a ementa constará de feijoada à transmontana (alternativas possíveis mais leves, a pedido), sobremesa, vinhos, águas, sangria e café.

Contaremos com a presença de alguns associados e dirigentes da SMOP, que nos falarão do rico percurso cultural, recreativo e desportivo da colectividade, do seu presente, e do futuro que estão a preparar. Entre os participantes, estará o jovem Gonçalo Freitas, recentemente eleito presidente da Direcção da “Ordem e Progresso”, e que é também associado da ALDRABA.

Esta colectividade nasceu em 1 de Junho de 1898, reinava em Portugal D. Carlos I, criada por operários da construção naval e por estudantes (havia uma "Estudantina" no bairro).

Os fundadores “procuraram, através do nome, mostrar as suas convicções republicanas, indo buscar ao lema da República Brasileira a sua motivação, para construírem um futuro melhor, onde o recreio e a cultura fossem estimulantes”.

As inscrições para o jantar deverão ser feitas, até ao próximo dia 24 de Março, 5ªfeira, para Margarida Alves - tlm 966474189; e-mail margarida.alves@gmail.com, M.Eugénia Gomes - tlm 919647195; e-mail megomes2006@gmail.com, ou Círia Brito - tlm 969067494; e-mail ciriabrito@sapo.pt
JAF

domingo, 6 de março de 2011

Património imaterial, uma causa nobre “servida” por pessoas indignas


A comunicação social acaba de dar notícia da extinção, pelos Ministros da Cultura e das Finanças, do grupo de trabalho oficial criado há um ano atrás “para fazer o levantamento dos bens culturais imateriais, mas que apenas se reuniu uma vez e não desenvolveu qualquer actividade de campo” (Público, 6.3.2011).

Um grupo de trabalho fantasma, que tinha uma missão importante, e que nada fez ao fim de muito tempo, é mais que justo que acabem com ele e que peçam contas aos responsáveis.

Infelizmente, não é essa a atitude saudável que sobressai das notícias saídas na imprensa. Bem pelo contrário, o que ressaltam são as evasivas, as “desculpas de mau pagador”, as recriminações recíprocas entre alguns dos membros do grupo, o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e o Secretário de Estado da Cultura.

Entretanto, 209 mil euros dispendidos em salários aos cinco membros do grupo de trabalho, três dos quais eram directores regionais de Cultura até 2009, substituídos pela nova Ministra quando assumiu funções…

Era missão do grupo preparar a criação da Comissão para o Património Cultural Imaterial, prevista no Decreto-Lei nº 139/2009, de 15 de Junho. Ou seja, na legislação nacional de implementação da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Imaterial, por cuja ratificação por Portugal tantos pugnaram – entre os quais a Associação ALDRABA.

Um mau começo…

Diz o IMC que a Comissão está agora constituída. Que caminho irá ela seguir?

Nós, e todos os que genuinamente querem a salvaguarda das ”práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões que as comunidades, os grupos e os indivíduos reconhecem como seu património cultural” (artº 2º da Convenção), continuaremos a defender métodos de trabalho limpos e escorreitos, sem concessões ao desnorte, ao arranjismo e aos interesses particulares de quem quer que seja.

JAF

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lisboa capital do insólito


Publicado em Dezembro de 2010, o livro Lisboa capital do insólito, da autoria de Pedro Preto e Nuno Pereira, foi objecto de recente sessão de lançamento na livraria Círculo das Letras com uma brilhante apresentação a cargo de Carlos Consiglieri, grande amante e conhecedor de Lisboa e associado da Aldraba.
Trata-se de uma publicação de grande qualidade e saudável irreverência, em que os autores associaram a cada uma das 265 fotografias legendas explicativas que reproduzem provérbios e expressões populares.
De acordo com a opinião dos autores "... corremos Ceca e Meca, deixando que a cidade se revelasse diante dos nossos olhos, como quem segreda revelações envergonhadas..."
MEG

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nuno Teotónio Pereira, Aurora Rodrigues: dois testemunhos, duas memórias









Na passada semana (4ª feira, 2 de Fevereiro, e sábado, 5 de Fevereiro), realizaram-se sessões públicas em que estes cidadãos, de percursos e gerações bem diferentes, foram homenageados e em que foram lembradas as suas ricas experiências de vida. Em ambos os casos, centenas de participantes vibraram com esses testemunhos e partilharam memórias que são estímulos para o futuro e não um saudosismo vazio.
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Aurora Rodrigues, hoje de 58 anos de idade e magistrada do Ministério Público, lançou no dia 2 o seu livro “Gente comum – uma história na PIDE”, que descreve o tempo dos finais do Estado Novo em que, sendo estudante de Direito e militante de extrema-esquerda, foi presa e torturada barbaramente pela PIDE (espancamentos e dois períodos de tortura do sono, de 16 e 4 dias).
A Aurora era uma jovem frágil, nascida numa aldeia do Baixo Alentejo e filha de pais humildes, que aderiu e lutou pelos ideais do fim da ditadura e da guerra colonial, tendo conseguido resistir aos tratamentos brutais da polícia, mantendo-se sem colaborar com ela e fiel aos segredos da sua organização.
A sessão em causa realizou-se num local simbólico, o auditório da Prisão de Caxias, onde a Aurora tinha sido presa e torturada em 1973. Na mesa que presidiu aos trabalhos, estavam a actual directora da cadeia, Hermínia Pacheco, e os professores universitários Paula Godinho, Miguel Cardina e Fernando Rosas, que apresentaram interessantíssimas exposições sobre o contexto social e político da luta da juventude estudantil contra o regime fascista e contra o colonialismo.
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Nuno Teotónio Pereira, arquitecto já de idade avançada (89 anos) e saúde muito debilitada, esteve no salão da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, em sessão subordinada à memória das cooperativas culturais Pragma e Confronto nos últimos anos da ditadura fascista.
O Nuno foi fundador e promotor dessas iniciativas, nascidas no quadro do chamado catolicismo progressista dos anos 1960’s, e que desempenharam (respectivamente em Lisboa e no Porto) um importante papel de consciencialização dos meios urbanos para a reivindicação pela liberdade e pela democracia.
O Nuno Teotónio era oriundo de uma família abastada, muito ligada ao Estado Novo, e constitui um exemplo brilhante de ruptura individual com o contexto onde fora nascido e criado, por via da compreensão do sofrimento e da opressão a que o nosso povo estava submetido.
Profissional respeitado e com assinalável obra construída, nunca hesitou em emprestar as suas energias às movimentações pela democracia e contra a guerra, tendo acabado por ser preso pela PIDE durante meses, estando detido em Caxias aquando do 25 de Abril de 1974.
A sessão de homenagem, no dia 5 de Fevereiro, contou com intervenções calorosas de uma mesa com a professora Joana Lopes, o dr. Jorge Sampaio, e os activistas da Confronto Mário Brochado Coelho e Júlio Pereira, tendo terminado com um emocionante testemunho do próprio Nuno Teotónio, apelando ao empenho das novas gerações na transformação da sociedade.
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O nosso respeito e a nossa gratidão pelos testemunhos de vida da Aurora e do Nuno.

JAF (texto e fotos)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os nomes das localidades em azulejos (cont.3)















Logo a seguir ao post que aqui publicámos em Janeiro, em que demos a conhecer a fotografia que um amigo captou e nos mandou, com a placa em azulejos de Figueira de Castelo Rodrigo, uma outra amiga da Aldraba sentiu-se estimulada com o desafio, tendo registado e tendo-nos disponibilizado a foto de uma placa que sobrevive no Monte da Caparica, implantada, aliás, em parede que é hoje de cor bastante berrante…

Muito obrigado, pois, à Maria do Céu Ramos, por este curioso registo do distrito de Setúbal.

Pouco a pouco, vamos assim contribuindo para esta saga da recuperação de um interessante património dos princípios do século XX.

Apeteceu-nos então voltar a procurar na blogosfera mais fotos de placas toponímicas em azulejos, que outros entusiastas têm publicado nos últimos meses, e que nos propomos aqui reproduzir, com a devida vénia a esses nossos companheiros de aventura.
No “Diário de Bordo”, de Maria Teresa Oliveira, e em sucessivos posts, encontrámos agora belas fotografias de placas de Alapraia, Alcabideche, Areia, Cabo Raso, Colares, Galiza, S.Pedro de Sintra e Vilar (distr.Lisboa), e Barbacena (distr.Évora).
Em “www.panoramio.com”, fomos encontrar uma foto da placa que assinala Santa Bárbara de Nexe, no distrito de Faro.
Por seu turno, o blogue “Vila do Ferro” regista a placa dessa localidade do distrito de Castelo Branco, e publica na oportunidade um interessante texto sobre esta temática.
Por último, a já referida M.T.Oliveira reproduz - e nós fazemos o mesmo…- quatro registos fotográficos da sua amiga Susana Rodrigues: Barcarena, Sintra e Tercena (distr.Lisboa), e Vendinha (distr.Évora).

Curiosidade: as placas que reproduzimos de Sintra e S.Pedro de Sintra testemunham a antiga grafia “Cintra”, e a de Tercena dá conta do nome “Torcena”, que foi usado até 1930.

JAF