segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Notícias transumantes

















Na festa do ano passado, a Nádia e o Gonçalo disseram poemas meus na Capela do Leão, durante o lançamento do meu livro 15º de poesia que a Câmara Municipal do Fundão editou: "Ar Serrano" (mencionado nas páginas 55 e 124 da revista anual do Município).

Dois jovens que descobriram Alpedrinha através do meu olhar e que voltaram à Festa dos Chocalhos neste Setembro de 2007.

A Nádia que voltou em Novembro, com Eugénio de Andrade na mochila, trouxe nesta sua 3ª vez mais amigos. Comemos todos, os petiscos e a sopa da Maria dos Anjos na tasquinha que o Lourenço animou.

Acompanhou-nos em vários percursos, em algumas refeições e na taberninha da Dona Maria (maravilhosa ginja com elas!), o presidente da direcção da Aldraba, José Alberto Franco.

O rebanho tornou a descer a Gardunha pelo caminho romano. Os espectáculos e os desfiles sucederam-se e causou sensação "As Pifaradas do Álvaro", vindo de Unhais com os executantes vestidos com uma indumentária que lembrava romanos ou índios...

Foi giro ver o pequeno Miguel a acompanhar os Zabumbas. Os elementos do rancho folclórico da Casa do Povo local trouxeram memórias nos seus gestos e houve ainda vários gaiteiros, harmónicas de Ponte de Sor, o acordeonista Sertório, os Cotas Club (jazz).

Concertos de música clássica e uma conversa com a directora do Museu da Transumância de Abruzzo, em Itália enriqueceram o programa da Festa.

Mas o privilégio maior foram as conversas que tive com dois homens incontornáveis: o vereador da Cultura Paulo Fernandes, que está atento à requalificação do Palácio do Picadeiro, e o pastor Lopes, cujos terrenos que possui comprou com trabalho e honra no tempo em que a palavra tinha valor.

Nota curiosa: ninguém de Alpedrinha participou na descida da serra e aqueles que vieram do Fundão, ao chegarem à vila que a marquesa de Alorna apelidou de "Sintra da Beira", meteram-se numa camioneta e regressaram à origem.

Texto e fotos de LFM

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 21:33 1 comentários

COMENTÁRIOS
Estórias bem sonhadas disse...
E mais uma vez...Como foi bom lá estar!...
Obrigada por tudo!
Nádia
03 Outubro, 2007 20:23

domingo, 23 de setembro de 2007

Festa dos Chocalhos 2007











Sábado voltei a Alpedrinha após um interregno de muitos meses.

Uma vez mais cumpriu-se o calendário e a festa reinventada que é que é a Festa dos Chocalhos, atraiu desta feita largas dezenas de milhar de visitantes.

Este ano houve algumas novidades: uma exposição de penicos e clisteres, o grupo do Paúl Toc'Avakalhar.

Foi tempo de rever amigos e percorrer os recanto da terra, com mais gente que nunca lá tinha ido.

E de considerar que o evento terá de sofrer alterações para o ano, para não perder o espírito festivo e original que o projectou além Gardunha.

Fotos e texto: LFM

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 23:15 1 comentários

COMENTÁRIOS
Ana disse...
Sempre uma boa ocasião para voltar e viver essas festividades tão etnográficas! BjsAna
24 Setembro, 2007 22:47

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Rua Vieira da Silva em Lisboa









Batentes, espelhos de fechadura, aldrabas, trancas... Há um pouco de tudo nesta rua, em termos da linguagem da porta.

Sobreviveram à rapina e às fúrias da ignorância, que esvaziam a cidade de uma parte do património identitário.

Efectivamente, estes objectos acompanharam aquelas pessoas na sua caminhada. Pertencem ao seu imaginário, às recordações de toda uma vida...

Gostaria que a Junta de Freguesia dos Prazeres (como todas as outras) e a Câmara Municipal de Lisboa (como todos os municípios do país) pudessem fazer qualquer coisa.

Nem que fosse a edição de livros e postais sobre estes utensílios...

Parafraseando o jornalista Augusto Baptista, de Oliveira de Azeméis: "Por favor, salvem os batentes!"

Texto e fotos de Luís Filipe Maçarico

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 23:17 1 comentários

COMENTÁRIOS
Fernando Pinto disse...
Gosto da quatro (por lembrar tempos idos) e da última (por lembrar uma pintura). Abraço
21 Setembro, 2007 12:07

domingo, 16 de setembro de 2007

A Aldraba na EncontrArtes de Estremoz









Decorreu no Parque das Feiras de Estremoz a 1ª EncontrArtes, onde a Aldraba conduziu um debate sobre o Património Imaterial.
A iniciativa teve o patrocínio da Câmara Municipal de Estremoz, a coordenação de Hugo Guerreiro, do Museu Joaquim Vermelho e a participação de associações ligadas à salvaguarda do património local como a Lincemoz e a Fica.
Além da intervenção de Luís Maçarico, que apresentou as 7 Maravilhas do Património Imaterial Estremocense, intervieram os poetas Francisco Cunha e António Simões.
O debate foi moderado por José Prista e houve intervenções de Domingos Xarepe, Maria Eugénia Gomes e de outros espectadores.
Na assistência, a poetisa São Baleizão seguiu com interesse as intervenções.

De "ÁGUAS DO SUL"
Postado por oasis dossonhos às 02:04 0 comentários

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Tradição, património



Tradição
Para além da etimologia (do latim traditio, do verbo trans-dare, dar completamente, de um lado ao outro) e embora ela seja importante para se encontrar o ponto de partida para qualquer discussão, pode definir-se tradição como doação, entrega, transmissão completa, tanto do saber do mestre aos seus discípulos como de uma pessoa ou de um sentimento, dizem os entendidos.

As tradições, autores há que lhes chamam modalidades tradicionais da experiência, conferem legitimidade aos discursos e às acções espontâneas da vida quotidiana e do senso comum. Dão sentido à experiência do homem inserido na sua comunidade de pertença.

Não sendo boas ou más, progressistas ou reaccionárias, elas existem como emanação natural de um grupo, em determinado momento e face a contextos específicos. São imprescindíveis à coesão e identidade desse mesmo grupo de referência, daí que em alturas críticas devam ser preservadas sob pena do contrário poder conduzir à sua descaracterização e/ou destruição.

Tradição e modernidade coexistem no seio de uma mesma sociedade e numa mesma época, numa relação sincrónica, embora conflitual uma vez que a modernidade se assume como ruptura face aos modelos tradicionais. Ambas contribuem para o progresso das sociedades pois podem ser encaradas como o ponto e o contraponto uma da outra.

Jorge Sampaio, que gosta de touradas e de touros de morte e em cuja Presidência se assistiu às quase intermináveis discussões sobre os touros de morte em Barrancos, afirmou no calor desses debates, cito de cor: “deve-se encontrar um justo equilíbrio entre tradição e modernidade”. Provavelmente pensaria na importância de preservar ou proteger os dois grupos em confronto: “barranquenses” e “defensores dos direitos dos animais”.

As tradições são, no meu entender, património a preservar enquanto tal e não como forma de vida ou garante de valores imutáveis. Como mulher não poderia pensar de outra forma!

Atitude profundamente reaccionária será ignorá-las. Conhecê-las, encontrar-lhes origens e sentido e reflectir sobre elas conduz-nos ao conhecimento das nossas raízes, à clarificação do que fomos e de como evoluímos até aqui e fornecem-nos o sentido de orientação da modernidade, uma vez que esta e elas se contrapõe.

Património
Ao falar em património estamos a considerar um conjunto de entidades de natureza cultural que se devem conhecer, valorizar e preservar pelo significado que encerram para um determinado grupo ou para a própria Humanidade na sua totalidade.

A patrimonialização de uma qualquer dessas entidades implica limitações de propriedade, uso e eventual destruição, uma vez que há que garantir a sua preservação, justificada pelo significado simbólico que a condição de património lhe confere, passando o seu controlo e conservação para os domínios do colectivo.

Popular? Imaterial? Invisível?

Popular em contraponto a erudito – por que não?
O Mosteiro dos Jerónimos ou as bandas dos bonecos minhotos estão no mesmo patamar?
A 9ª sinfonia de Beethoven ou a Trigueirinha Alentejana podem ser enquadradas no mesmo tipo de entidades culturais?
Julgo que não, embora reconheça que a fronteira pode ser ténue em determinadas situações ou contextos. Julgo também que, enquanto as primeiras que refiro já não precisam de defensores, as segundas pertencem a um tipo de património que, pela sua fragilidade, existência localizada ou ignorância necessitam, na actualidade, de mais e melhores vozes para que possam ser preservadas e continuadas.

Se o termo imaterial não encerra grandes dúvidas – será sempre constituído pelo conjunto das tais entidades de natureza cultural que não têm expressão física ou material, de que podem ser exemplo as lendas, as crenças ou os contos, já o mesmo não acontece com o conceito de invisível.

Invisível poderá confundir-se com imaterial? Penso que sim, apenas porque um e o outro não são visíveis. Não foi esse o entendimento que, em minha opinião, sempre foi dado a este termo no seio da Aldraba. O conceito de invisível significa que uma qualquer entidade cultural estaria a montante da patrimonialização para a generalidade da sociedade. A Aldraba propunha-se chamar a si a tarefa de contribuir para que tal viesse a acontecer.

Ao ser invisível enquanto património, logo não referenciada ou tratada como tal, necessário se torna desenvolver todas as acções que estejam ao nosso alcance para congregar vontades e forças que conduzam à sua patrimonialização.

Também em relação ao património tenho alguma dificuldade em analisar a questão na perspectiva do reaccionário versus progressista. São rótulos, esses e outros, que prefiro guardar para as atitudes e os comportamentos das pessoas que se colocam na posição quer do “no meu tempo é que era bom”, quer do “tudo o que é velho é para deitar abaixo”.

As questões ambientais, da ecologia, do desenvolvimento sustentado e da preservação de ecossistemas e espécies em vias de extinção pode – penso eu – dar novo sentido às discussões e acções que vierem a ser desenvolvidas em torno destas matérias. Poderão, pelo menos, nortear o sentido da modernidade.

1910, 1926, 1974
Penso que não se deve centrar um qualquer debate sobre património ou tradição em torno destas datas. São, com certeza, de grande importância e relevo para outro tipo de análises de âmbito sociológico noutras vertentes da vida da sociedade portuguesa. Ao assumirem contornos de épocas para-revolucionárias, o calor dos tempos que se lhe seguiram conduziu a rupturas totalizantes em que a sociedade, ou uma pequena e nem sempre significativa parte dela – daí o risco, procura rejeitar o anteriormente estabelecido de uma forma pouco racional não muito consentânea com aquilo que eu penso que deverá ser a distância e o passar do tempo requerido pelos processos de patrimonialização.

Deixo um exemplo: Pedro Homem de Mello afirmava na década de 60, nos ecrãs de televisão, que o Alentejo não tinha folclore. Veja-se a entronização a que se assistiu a seguir ao 25 de Abril a tudo o que era (ou não era) manifestação cultural de cariz alentejano. Eu que, com esta matéria sempre tive uma relação próxima, fiquei chocada não só com as afirmações do primeiro mas também com o abastardamento a que assistiu a seguir a 1974.

O outro
Por muito vasta que seja a nossa cultura e abrangente a nossa esfera de acção individual ou colectiva, não me restam dúvidas que em muitas áreas ou matérias seremos sempre exteriores e teremos uma visão de fora.

Qual é o mal que daí vem ao mundo? Basta que fixemos o nosso papel não no de actores ou líderes da acção, mas talvez caixa de ressonância de outros.

Já imaginaram o melhor dos violinistas a tocar a mais bela peça de música num violino sem caixa de ressonância? Devia ser lindo … só que ninguém ouvia!

Se a Aldraba souber fazer eco de outros, estabelecendo mais e mais activas parcerias com associações e universidades e constituir-se como plataforma de discussão e divulgação de ideias e actuações que lhe mereçam crédito, e souber ser tudo isto de forma construtiva e dinâmica estará a caminhar no sentido do cumprimento dos seus objectivos e da sua razão de ser.

M.ª Eugénia Gomes

______________________________________________

"A ALDRABA"

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Lisboa, Rua do Alecrim










No final da artéria há prédios que não acordam da ruína. Esta Rua do Alecrim tem sido alvo de vários abandonos. Aldrabas surripiadas, esperas que já não podem ouvir a sonoridade daquele belo artefacto das forjas de antanho, portas vandalizadas com inscrições que espelham o vazio do nosso tempo e a agressividade, este mal estar que as cidades mostram nas entrelinhas e na pele das paredes, nos rostos sem sonho.
Todavia, o olhar descobre algumas pérolas para partilhar...
Texto e fotos de LFM
__________________________________________________
De "ÁGUAS DO SUL"
Postado por oasis dossonhos às 23:28 3 comentários
COMENTÁRIOS
Bichodeconta disse...
Lindas as fotos, na terça feira fiz imensas da cidade, também por estes lados. Depois mostro. Esta cidade é uma fonte inesgotável de lugares de encanto.
23 Agosto, 2007 21:45
Fernando Pinto disse...
Fico triste quando vejo alguém a destruir o nosso belo património...Abraço do FMOP
P. S. Amigo Luís, criei um fotoblogue, a P&B, e o título foste tu que o deste "sem querer"... Obrigado, amigo poeta!Passa, quando puderes, por
http://frutosdoolhar.blogspot.com
23 Agosto, 2007 22:27
Ana disse...
Lisboa é de facto linda, mas ainda tem muitos e muitos tesourinhos deprimentes, prédios na maior das decadências, abandonados... a cair aos poucos... É inadmissível, quando existe tanta gente a precisar de uma casa para morar... mas é assim, Lisboa não tem culpa,quem toma conta dela é que se devia aperceber destas misérias e intervir. Porém, a especulação imobiliária é mais rentável!!!
24 Agosto, 2007 15:25

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O meu contributo para o debate

Acerca do texto do José Alberto Franco
Se o Património Popular é depreciado e não brilha, então será também por aí que devemos actuar! Os debates, as intervenções nesta área, para esclarecimento de populações, autarcas, escolas, são vitais. Podem contribuir para outra forma de estar, para uma tomada de consciência, em termos da salvaguarda, revitalização, valorização, promoção e desenvolvimento em torno do Património e do Espaço Popular!
Nesse sentido, julgo que está na hora da Aldraba conceber e organizar mais exposições acerca de temas pouco abordados, como as fontes (tantas vezes abandonadas, mas já revalorizadas em alguns lugares do País) e os morábitos, assuntos que estudei e sobre os quais posso ajudar...
É um grande desafio, bem pertinente questionar tudo o que abarca o Património. E por que não fazer uma espécie de manual de intervenção para os associados da Aldraba?
Todos os contributos são preciosos e gostava de ver todos os dirigentes envolvidos neste debate!
Tradição versus progresso: certas tradições identitárias de um povo, emblemáticas, enquanto motores do turismo local, pela sua especificidade, produzem desenvolvimento. Sendo ancestrais são dinâmicas, porque interagem com épocas, gerações, e com os próprios conceitos de marketing do produto que é objecto de divulgação.
Veja-se a título de exemplo, a Festa dos tabuleiros, as festas do Povo em Campo Maior, o Senhor Santo Cristo nos Açores, a feira da Transumância/Festa dos Chocalhos (re/inventada) em Alpedrinha.
Discordo da ideia que, para os intervenientes das revoluções do 5 de Outubro e do 25 de Abril, a tradição e o património popular representavam o que há de menos estimulante, para o desenvolvimento do país.
Em primeiro lugar, porque ninguém nasce do nada e é sempre importante conhecer, estudar, aprofundar as raízes.
Depois, porque houve muitos contributos de gente comprometida com o espírito revolucionário, no sentido do conhecimento da realidade popular.
Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, Fialho de Almeida, Rocha Peixoto são autores que aprofundaram essa investigação. Abel Viana, Leite de Vasconcellos, Jorge Dias, Veiga de Oliveira foram estudiosos atentos, que fizeram o levantamento exaustivo de muitas tradições, e de um amplo repositório do património, da cultura do povo.
Note-se que em certas romarias os padres eram hostilizados e a vontade popular se sobrepunha a atitudes, essas sim tendenciosas e obscurantistas.
O pensamento único provoca retrocesso, atraso, ruína. As expressões da identidade de um lugar, de uma região contribuem para o fortalecimento da sua importante diferença. Aquela gastronomia, aquele festejo, aquele ritual, aquele monumento, aqueles artefactos evidenciam uma cultura, um saber fazer, uma atitude perante a vida, o clima e os outros homens que distinguem aquela sabedoria. E isso é uma riqueza que potencia capacidades de atrair visitantes e com eles os benefícios que produzem desenvolvimento. Abandonar, ignorar, esquecer, destruir esse património é um crime por omissão, ignorância e desprezo que devia ser punido, pois mata a memória de um lugar e de um povo.

Acerca do texto do José Manuel Prista
Apenas umas breves notas, pois estou em grande parte de acordo com o articulado, bem estruturado, que não me oferece reparos.
O povo manterá as suas práticas, festas, tradições, indiferente às análises dos eruditos?
E as monografias sobre esta e aquela região, prática, festa e tradição à venda nos locais onde as coisas estudadas se desenrolam?
Não motivarão nenhuma reflexão? Até sobre a evolução dos tempos que provoca mudanças nas festas e tradições...que não ficam imutáveis!
Quantas transformações constatamos se verificarmos como era determinada festa em 1930, 1940 e em 1993!?
Quanto à Tapada das necessidades, registo com agrado a tua opinião. Acrescento que a tapada foi apropriada nos anos 90 pela Junta de freguesia dos Prazeres, com o apoio dos moradores (até aí aquele espaço só podia ser frequentado mediante a apresentação de um cartão que o Ministério da Agricultura emitia)...
Juntemo-nos então aos bons movimentos, aos bons esforços, aos ideiais que ajudam a melhorar a qualidade de vida dos nossos conterrâneos.
Quando Joaquim Palminha da Silva escreveu no Diário do Sul que as portas de Évora são um valor patrimonial em risco, ameaçado pela ignorância e pela formatação, que arrasa a identidade, ou quando a Câmara Municipal de Loulé e a Faculdade de Arquitectura da Univ. Técnica de Lisboa produziram o belíssimo "Guia de Reabilitação e Construção da Cidade de Loulé", ou ainda quando um grupo de cidadãos (Grupo de Amigos) se movimentou em torno da recuperação arquitectónica e ambiental da Tapada das Necessidades, essas e outras iniciativas são merecedoras da atenção deste associativismo e de uma intervenção permanente. Seja no site, no blogue, no boletim, como na necessidade de participação em fóruns e até da promoção de encontros em que esta preocupação seja prioritária.

Lisboa, 16 de Agosto de 2007
Luís Filipe Maçarico
________________________________________________
" A ALDRABA"