domingo, 23 de junho de 2024

Programa do XLIII Encontro da Aldraba: "Alenquer - Vila presépio"


 









Estamos agora em condições de concretizar o programa desenvolvido do nosso XLIII Encontro temático, que irá realizar-se no próximo sábado, dia 29 de junho de 2024, na vila de Alenquer: 

10.30h – Visita ao Museu do Presépio

11.45h – Convento de S. Francisco - Visita aberta ao jardim e claustros

13.00h – Almoço - Restaurante Biju

15.00h – Visita ao Museu do Vinho

16.15h – Visita ao Museu Damião de Góis

18.00h – Contacto com a Sociedade União Musical Alenquerense

Vamos ser recebidos e acompanhados, nestes vários locais, pela Dr.ªAna Reis (Museu do Presépio), pela Dr.ª Rita Raimundo (Museu do Vinho), pelo Dr. Luís Figueiredo (Museu Damião de Góis) e por João Carlos David , Vice Presidente da SUMA – Sociedade União Musical Alenquerense.

O almoço no Restaurante Biju será constituído por entradas; águas, refrigerantes ou vinhos; um prato à escolha entre grelhados, arroz de pato ou carne de porco à alentejana; sobremesa; café; tudo pelo preço único de 18 euros. 

Os amigos e associados da Aldraba que queiram participar neste Encontro devem inscrever-se por mensagem para aldraba@gmail.com, ou por telefonema para a Ana Isabel Veiga (T: 93 226 03 34) ou para o Nuno Silveira (T: 96 291 60 05), o mais tardar, até à próxima 5.ª feira, 27 de junho de 2024. 

JAF

domingo, 16 de junho de 2024

Alenquer "Vila-presépio": XLIII Encontro temático da ALDRABA, 29 de junho de 2024









No próximo dia 29 de junho de 2024, sábado, entre as 10h e as 19h, a ALDRABA propõe-se levar a efeito o seu 43.º Encontro Temático, centrado desta vez na vila de ALENQUER.

Alenquer tem perto de 9 000 habitantes, sendo sede de um Município com 304,22 km² de área e 44 445 habitantes, limitado a norte pelo município do Cadaval, a leste pela Azambuja, a sudeste por Vila Franca de Xira, a sul pela Arruda dos Vinhos, a sudoeste pelo Sobral de Monte Agraço e a oeste por Torres Vedras.

Mercê da sua disposição em encosta, partindo do topo de um outeiro em direção ao vale, há muito que Alenquer conquistou o epíteto de "Presépio de Portugal".

Berço de Damião de Góis e predileta de Luís de Camões, desempenhou papel preponderante em cada época da história. Testemunho disso mesmo é o seu riquíssimo património: sítios pré-históricos, castelos, conventos, igrejas, ermidas, quintas e casas senhoriais.

Cabeça, há oito séculos, de um vasto município – terceiro em área no Distrito de Lisboa – limitado a norte pelas faldas do Montejunto e a sul pela campina do Ribatejo, apresenta uma paisagem característica, transição entre o campo outeirado da Estremadura e a planície, onde a vinha é predominante e base ancestral da sua economia.

Entre o seu rico património edificado, contam-se o Portal manuelino do Convento de São Francisco, o Túmulo de Damião de Góis, a Fábrica Nova da Romeira, a Capela de Santa Catarina, a Capela da Igreja de São Pedro e o Castelo de Alenquer.

De entre os espaços culturais de Alenquer, podem ser citados a Biblioteca Municipal de Alenquer, o Museu João Mário, o Museu do Vinho, o Museu Municipal Hipólito Cabaço, o Museu Damião de Góis e das vítimas da Inquisição, o Museu Palmira Bastos e o Teatro Ana Pereira.

O programa completo das visitas que irão integrar o nosso XLII Encontro está a ser preparado no detalhe, e será divulgado em breve.

Desse programa constará também um almoço de convívio no Restaurante Valério, e uma visita associativa ao fim da tarde à SUMA - Sociedade União Musical Alenquerense.

Pedimos a todos os associados e amigos da Aldraba que reservem a data de 29 de junho nas vossas agendas, para uma possível participação no Encontro de Alenquer, e que se mantenham atentos a novas divulgações que faremos em breve acerca desta atividade.

JAF 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Bela sessão cultural e de convívio no lançamento da ALDRABA n.º 35











No passado dia 24 de maio de 2024, entre a tarde e a noite, estiveram na sede de "Os Combatentes", em Lisboa, um animado grupo de associados e amigos da associação ALDRABA para assistir à apresentação do novo número da nossa revista, visitando primeiro a exposição sobre o 25 de abril ali em exibição, e terminando depois com um jantar de convívio com todos os que puderam ficar até mais tarde.

Apresentaram a revista, de uma forma articulada e refletida, que a todos encantou, os nossos amigos João Coelho e Rosário Batista.

O jantar de convívio, que se seguiu, proporcionou uma rica interação entre todos os presentes, a que até não faltaram canções populares das regiões de naturalidade (Minho, Beiras e Alentejo) dos convivas...

JAF (fotos AIVeiga e MBarata)

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Apresentação do n.º 35 da ALDRABA no dia 24mai2024, pelas 18h, no GDE "Os Combatentes"







Na próxima 6.ª feira, dia 24.5.2024, a partir das 18 horas, iremos ter a apresentação pública do n.º 35 da nossa revista semestral "ALDRABA".

O local do evento irá ser a sede do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", na R. do Possolo, 9, em Lisboa (Campo de Ourique), coletividade popular com a qual a Aldraba tem uma longa e profícua relação de cooperação.

A revista será apresentada pela nossa amiga Rosário Baptista, antiga técnica superior das Freguesias dos Prazeres e da Estrela, que também foi a autora da exposição "50 anos do 25 de abril - memórias vivas, presente e futuro", que está patente no mesmo local e que visitaremos antes da sessão propriamente dita.

Na apresentação, a Rosário Baptista será coadjuvada pelo nosso presidente da Assembleia Geral, João Coelho.

JAF

 


terça-feira, 30 de abril de 2024

O número 35 da revista "Aldraba" está no prelo

 

Encontra-se na gráfica para impressão o n.º 35 da nossa revista, que contamos esteja concluído e disponível para distribuição dentro de dias.

Também muito em breve anunciaremos a sessão pública de lançamento.

Sumário do n.º 35 da "Aldraba":

EDITORIAL


Mulheres bem-comportadas raramente fazem história


Marta Barata

 

OPINIÃO


Um “ex-voto” singular


J. Fernando Reis Oliveira

A minha vivência no 25 de Abril de 1974

Carlos Fernandes Maria

LUGARES DO PATRIMÓNIO

A mulher rural e o 25 de Abril

Carlos Vicente

Higiene ou sua ausência nas aldeias, nos anos 60 do séc. XX

Jorge Branco

ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO

As colectividades de Alcântara

Luís Filipe Maçarico

Associações, grupos e outras coletividades com que a associação Aldraba interagiu


José Alberto Franco

 

SONS COM HISTÓRIA


“Orfeu é o Deus da música e da poesia” – Arnaldo Trindade


Ana Isabel Veiga

 

VULTOS A ADMIRAR

Alexandre O´Neill – poeta da ironia e do riso

João Coelho

CRÓNICAS DO QUOTIDIANO

A Studywing faz 10 anos

Patrícia Melro

A experiência da Mariana

Susana Andrade

Lisboa das muitas e variegadas gentes

Nuno Roque da Silveira

ALDRABA EM MOVIMENTO


Novembro de 2023 a Abril de 2024


José Alberto Franco









terça-feira, 23 de abril de 2024

Mulheres bem-comportadas raramente fazem história












Pré-publicação do editorial do n.º 35 da revista ALDRABA, que se encontra no prelo:

A Aldraba nasceu há 19 anos, no dia 25 de Abril, no regaço da Revolução de 1974 que agora comemora os seus 50 anos!

Quero hoje lembrar as sábias palavras da nossa querida e saudosa dirigente Maria do Céu Ramos que, em abril de 2014, neste mesmo espaço, escreveu sobre o papel da Aldraba: “Só preservamos o que conhecemos e amamos. O nosso contributo para o desenvolvimento é este”. Sendo a nossa matriz a preservação da memória, registe-se então um breve apontamento sobre Mulheres.

Como alguém disse: “Mulheres bem-comportadas raramente fazem história”.

Em 1975, decorria o Ano Internacional da Mulher, um pequeno grupo de mulheres organizou uma intervenção pública feminista. Pretendiam as autoras, simbolicamente, demonstrar o que sentiam ser o lugar atribuído às mulheres na sociedade portuguesa ainda nessa data. Uma sociedade vista como profundamente redutora, de um conservadorismo há muito ultrapassado em quase todo o ocidente e até mesmo nas capitais das ex-colónias.

Viviam-se tempos de grande fervor revolucionário. Tudo era questionado: a paz, a educação, a saúde, a habitação, a economia. Tudo. Tudo, menos a condição da mulher portuguesa e qual o seu lugar na nova sociedade saída da Revolução.

Como se veio a provar, a sociedade portuguesa não parecia estar ainda preparada para este embate e, por muito tempo, permaneceu machista, ultraconservadora e profundamente opressora no que às mulheres diz respeito.

Esta intervenção pública, que decorreu a 13 de janeiro (quase um ano após o 25 de Abril e do extraordinário julgamento das 3 Marias), marcará tristemente o percurso da Revolução dos Cravos. Um desfecho humilhante e traumático para tão corajosa ação.

Resumidamente, um restrito grupo de mulheres, algumas com os filhos pequenos pela mão, dirigiu-se ao Parque Eduardo VII no intuito de realizar uma simbólica ação performativa.

Algumas, munidas de cartazes, outras caracterizadas com visuais estereotipados: vamp, enfermeira, professora, doméstica, noiva... queriam, no espaço público, denunciar o papel que lhes cabia na sociedade: ser filhas obedientes, castas noivas, esposas dedicadas, trabalhadoras abnegadas ou mulheres fatais, em suma, cuidadoras atentas, pacientes, dóceis e, sempre, submissas ao homem. 

O final da performance, que não chegou a acontecer, culminaria na destruição da coisificação que as agrilhoava, símbolos simples, mas comuns e entendíveis por todos, como por exemplo, aventais, revistas pornográficas e até o próprio Código Civil. Mas acabou por ser “um desastre”. No local encontravam-se mais de dois mil homens à espera.
 Todas foram aviltadas, ofendidas verbal e fisicamente. Todas não... a noiva ficou incólume!

Lembro bem este acontecimento, apesar dos meus cinco anos. Um pai de três meninas pequenas chegou a casa no final desse dia, cheio de soberba (teria participado também?), a relatar o sucedido. Não precisamos exatamente quais as palavras, mas ficou a pairar a ameaça: “tiveram o que pediram”. Era este homem de esquerda e profundamente empenhado na ação revolucionária. “Tinha acontecido o 25 de Abril, mas a mentalidade não tinha mudado”.

Muito foi conquistado desde então. As mulheres têm sabido exigir o seu lugar na sociedade e na vida, a distância na paridade de géneros é vertiginosamente menor e, contudo, ainda significativamente acentuada.

Os atuais números sobre a violência exercida sobre as meninas e mulheres são reveladores de que ainda há muito caminho a percorrer. Prova disso é o mito que teima em prevalecer sobre este triste episódio e que ainda hoje é lembrado como o dia em que as mulheres foram para o Parque Eduardo VII “queimar sutiãs”!

Escrevo este texto e não me sai da cabeça que uma “Mulher na Democracia não é biombo de sala”, o refrão do cantautor que, entre tantos que me acompanham, soube tão bem expressar o amor à liberdade.

Saímos há poucos dias de umas eleições legislativas em que o escrutínio do povo foi expressivo de mudança para um retrocesso que já parece evidente. Após a revisão em 2019 da Lei da Paridade, que fixou em 40% a percentagem mínima na Assembleia da República para cada um dos sexos nas listas eleitorais, em 2024 apenas 76 mulheres, 33,0%, ocupam os 230 mandatos atribuídos (em 2022 tinham sido eleitas 85 deputadas, representando 36,9% do Parlamento).

Hoje, tal como antes, existem avanços e recuos aos direitos conquistados. Nunca como agora a nossa Constituição de 1976 deve ser protegida, defendida e cumprida.

Viva o 25 de Abril... Sempre!

Marta Barata



terça-feira, 26 de março de 2024

Comemorámos o Dia Mundial da Poesia na Casa de Tondela

No passado dia 22 de março de 2024, a associação ALDRABA comemorou o Dia da Poesia na Casa do Concelho de Tondela.

Um fim de tarde e noite muito animados e calorosos, em que se reuniram cerca de 20 participantes, primeiro numa sessão de declamação de poesia e depois num ótimo jantar-tertúlia (o 37.º).

Leram poemas de sua autoria os nossos associados Miguel Coelho, Luís Ferreira, Jorge Almeida, João Coelho e Luís Maçarico, e o amigo Fernando Duarte, a que se juntaram, lendo poemas de autores da sua escolha, os associados Nuno Silveira, Margarida Vicente e José Alberto Franco. Uma partilha muito afetiva e muito bela!

O jantar delicioso, composto por entradas típicas, sopa de peixe, lombo de porco assado com arroz e salada, e pudim, foi servido à mesa pelo incansável presidente da Casa de Tondela (e nosso associado também) Elísio Chaves, e por outros voluntários.

Um convívio inesquecível e um elevado exercício cultural, que deixou a todos grande vontade de reedições idênticas.

JAF (fotos de Marta Barata)