quarta-feira, 26 de março de 2025
Como correu a apresentação do Caderno Temático n.º 2 na cidade de Moura
segunda-feira, 24 de março de 2025
Viva o Dia do Estudante!
sexta-feira, 21 de março de 2025
A "Árvore Portuguesa de 2025" é a Figueira dos Amores de Coimbra
No início de cada ano, uma votação online escolhe a "Árvore Portuguesa" desse mesmo ano, de entre as muitas que tenham sido candidatadas para o efeito.
Disso demos aqui notícia em janeiro de 2023, ao publicitarmos o eucalipto de Contige (Viseu), e em janeiro de 2024, com a camélia-japoneira de Guimarães.
Em 2025, apesar de nos termos atrasado nesta singela homenagem ao nosso património natural, ainda vimos fazê-lo hoje.
Assim, aqui fica o devido destaque à chamada Figueira dos Amores, que mereceu a distinção de "Árvore Portuguesa de 2025".
A árvore pode ser encontrada no Jardim, junto à Fonte dos Amores, espaço da história de amor de Pedro e Inês.
Plantada no jardim no século XIX, por um aristocrata colecionador de árvores, na sequência de trocas de sementes com o Jardim Botânico de Sidney, a peça chama a atenção pela dimensão dos seus ramos, tronco e raízes.
De nome científico Ficus macrophylla, esta árvore é também conhecida como figueira-estranguladora. Nativa das florestas chuvosas da costa leste da Austrália, no seu habitat natural cresce mais frequentemente sob a forma de estranguladora do que de árvore, na copa de uma árvore hospedeira. A nova planta emite raízes que após tocarem o solo permitem que se torne autónoma e acabe por estrangular o hospedeiro.
Mas esta figueira é amplamente utilizada como uma árvore ornamental em parques públicos e jardins em climas mais quentes, como na Califórnia, Portugal, Itália e Austrália.
JAF
sexta-feira, 7 de março de 2025
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Posse dos novos órgãos sociais da Aldraba e lançamento das "Memórias da Guerra Colonial"
domingo, 23 de fevereiro de 2025
"Memórias da guerra colonial" - Lançamento, 25fev2025, 3.ªfeira, 18h
A associação Aldraba junta-se aos promotores deste lançamento, e desafia todos os seus amigos a virem até à Casa do Alentejo na próxima 3.ª feira, dia 25.2.2025, assistir a este importante evento literário e social.
O autor da obra é o nosso companheiro Nuno Roque da Silveira, vice-presidente da Direção da Aldraba, que vivenciou diretamente a guerra colonial em Angola, ao longo de alguns anos.
JAF
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
Debaixo destas avelaneiras floridas
Aproximando-se timidamente a primavera, cumpre-nos hoje evocar uma "cantiga de amigo" do séc. XIII, atribuída a Aires Nunes de Santiago, e que José Afonso recuperou num álbum de 1969.
Esta "Bailia" tem um poema muito belo, em que se nota o cruzamento de elementos temáticos que António José Saraiva comentava sabiamente:
"Em toda a Cristandade medieval, viu-se a Igreja obrigada a reprimir a prática de ritos e festas pagãs, cuja persistência mais ou menos ingénua sob a liturgia cristã apresentava como um dos aspetos mais pertinazes os cânticos eróticos de mulheres dentro dos próprios templos, por ocasião de romarias ou das festas pascais que cristianizaram as festas gentílicas das Maias sob a forma de júbilo da Ressurreição."
Bailia
Bailemos agora por Deus ai velidas
So aquestas avelaneiras frolidas
E quem for velida, como nós, velidas
Se amigo amar,
So aquestas avelaneiras frolidas
Verrá bailar.
Bailemos agora por Deus ai loadas
So aquestas avelaneiras granadas
E quem for loada, como nós, loadas
Se amigo amar,
So aquestas avelaneiras granadas
Verrá bailar.
Bailemos nós já, todas três, ai amigas
So aquestas avelaneiras frolidas
E quem for velida, como nós, velidas
Se amigo amar,
So aquestas avelaneiras frolidas
Verrá bailar.
Bailemos nós já, todas três, ai irmanas
So aqueste ramo destas avelanas
E quem for louçana, como nós, louçanas
Se amigo amar,
So aqueste ramo destas avelanas
Verrá bailar.
Por Deus, ai amigas, mentre al non fazemos
So aqueste ramo frolido bailemos
E quem bem parecer, como nós parecemos,
Se amigo amar,
So aqueste ramo so que nós bailemos
Verrá bailar.