quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O Ateneu Comercial de Lisboa













Há dez anos, precisamente no dia 25 de Abril de 2005, através da sua primeira Assembleia Geral, a Aldraba nasceu numa das salas do Ateneu que a direcção da altura nos cedeu para o efeito.
Regressámos lá por diversas vezes. Era notória a degradação e o abandono dos espaços outrora quase sumptuosos que constituíam o Palácio dos Condes de Povolide.
Em artigo publicado no Observador intitulado “Ateneu de Lisboa – Morrer lentamente aos 135 anos”, Maria Catarina Nunes traça o percurso de uma instituição nascida pela mão de um grupo de trabalhadores do comércio e com que se pretendia estender o acesso ao ensino e à cultura, garantindo “uma instrução especializada aos da sua classe (das mais numerosas do país), encontrar um espaço onde pudessem encontrar-se e, a longo prazo, incentivar a prática desportiva. “Mente sã em corpo são” era o lema. Tudo por fases, claro, que não seria fácil instituir todas as categorias de uma vez só. Agarraram no nome de Camões – soldado e homem de letras – e fizeram-no seu patrono. O busto do poeta ainda sobrevive no átrio do Ateneu Comercial de Lisboa. Mas é dos poucos, porque nos últimos anos tudo se foi perdendo. Mesmo os livros (a biblioteca foi das primeiras conquistas da associação, que recebeu donativos e ofertas de obras das mais variadas pessoas), estão abandonados e esquecidos numa sala fechada”.
Refere que “Os primeiros estatutos do Ateneu eram claros e motivadores: organização de uma biblioteca, aulas diurnas de instrução primária para os filhos dos sócios e para as crianças pobres, aulas noturnas de gramática portuguesa, francesa e inglesa, de geografia e de escrituração comercial para os sócios”.
Nos anos 70 do século passado foi escola – a Secção do Ateneu da Escola Comercial Veiga Beirão, também ela já fechada, “recebeu tertúlias, formou desportistas, animou culturalmente Lisboa. Agora é um palácio degradado, as atividades morreram e quem resiste diz-se alvo de intimidações. Afinal, o que se passa no Ateneu?”, pergunta que a jornalista coloca e a que dá algumas respostas.
Deixo a ligação de acesso ao artigo não só pelas memórias que recupera, mas também pela ligação que o Ateneu tem com a criação da nossa associação.
Texto MEG
Fotografia A. Videira Santos (net)



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