quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

AG da Aldraba aprova relatório e contas de 2017 e plano e orçamento para 2018























A Assembleia Geral da Associação ALDRABA acaba de reunir, hoje, 15.2.2018, à tarde, a sua sessão ordinária anual, para os fins estatutariamente previstos.

Correspondendo à convocatória oportunamente enviada, os associados participantes discutiram e votaram os relatórios apresentados pela Direção, e o parecer do Conselho Fiscal.

Assim, em relação a 2017, a AG aprovou o relatório que dá conta da realização bem sucedida de três encontros temáticos (“Em busca da cultura saloia”, Loures, 6-5-2017;“De Tondela ao Caramulo – as gentes, os ofícios e as memórias”, Tondela, 29/30-7-2017;  e “Por terras da Beira raiana”, Idanha-a-Nova, 28/29-11-2017), que foram fins-de-semana riquíssimos, de conhecimento e envolvimento com os patrimónios dessas regiões, em que interagimos com as coletividades Rancho de Folclore e Etnografia “Os Ceifeiros da Bemposta”, a ACERT - Associação Cultural e Recreativa de Tondela, a AFERT - Associação Folclórica e Recreativa do Tourigo, e a Associação Raia Gerações, de Idanha-a-Nova. Demos conta igualmente davisita do tipo "exposições e museus com interesse para o património popular", em 20-1-2018, à exposição “Um homem chamado Romeu Correia”, no Museu da Cidade de Almada (Cova da Piedade). Os nºs 21 e 22 da revista foram editados ao longo do ano de 2017, tendo-se realizado, na Fábrica do Braço de Prata, em 1-6-2017, e na Cooperativa A Padaria do Povo, em 12-12-2017, as respetivas sessões de lançamento, tendo a apresentação desses dois números estado a cargo, respetivamente, do jornalista José do Carmo Francisco e da Profª Maria Beatriz Rocha-Trindade. Realizámos, com assinalável satisfação dos participantes, o 23º Jantar-tertúlia, na Caixa Económica Operária, em 18-12-2017.

Para 2018, ficou planeada a realização de dois ou três Encontros temáticos, de dois Jantares-tertúlia em casas regionais ou coletividades populares, de novas edições das Rotas da Aldraba, e de visitas a museus ou exposições que se insiram no espaço e património popular. Igualmente planeada a publicação dos nºs 23 e 24 da revista “Aldraba”, com sessões de lançamento/apresentação com convidados de prestígio, e a realização de debates sobre questões específicas do património, a incluir nos Encontros temáticos ou em outro tipo de iniciativas, e ainda que se continue a organizar e publicitar o acervo documental da Aldraba. Decidida finalmente a promoção e o reforço da adesão de novos associados, bem como o aumento da efetividade da cobrança das quotizações.

JAF






domingo, 4 de fevereiro de 2018

7ª Rota da Aldraba – Pela Estrela com o poeta João de Deus, 17-2-2018, sábado, às 9h30m















Nesta 7ª Rota propomo-nos conhecer o poeta e pedagogo João de Deus e a sua obra, através de uma visita ao Museu e à Casa onde habitou e conhecer o Jardim da Estrela com a sua história e as suas muitas histórias.

João de Deus de Nogueira Ramos (São Bartolomeu de Messines, 8 de Março de 1830 — Lisboa, 11 de Janeiro de 1896), mais conhecido por João de Deus, foi um eminente poeta lírico e pedagogo, considerado à época o primeiro do seu tempo, e o proponente de um método de ensino da leitura, assente numa Cartilha Maternal por ele escrita, que teve grande aceitação popular, sendo ainda utilizado. Gozou de extraordinária popularidade, foi quase um culto, sendo ainda em vida objecto das mais variadas homenagens. Foi considerado o poeta do amor e encontra-se sepultado no Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa.

O Museu João de Deus tem cariz bibliográfico, pedagógico e artístico. Foi solenemente inaugurado em 12 de Janeiro de 1917. Após a Implantação da República, um grupo de Republicanos abordou o filho do poeta João de Deus - João de Deus Ramos - para concretizar um projecto para a expansão dos seus ideais. Contaram com a ajuda de Afonso Lopes Vieira, que levou à imprensa a ideia de construção do Museu João de Deus, com dois objectivos: o de ser um monumento ao poeta e também uma biblioteca de apoio à cultura portuguesa. Da autoria do arquitecto Raul Lino, conta com pinturas de Leal da Câmara. Os edifícios do Jardim-Escola e Museu João de Deus estão classificados desde 2012 como Monumentos de Interesse Público.

Em complemento destas visitas, iremos percorrer o Jardim da Estrela para conhecer a sua história e as suas muitas histórias.
O Jardim da Estrela, mais tarde renomeado Jardim Guerra Junqueiro, foi criado em meados do século XIX, em frente à Basílica da Estrela, em Lisboa, nuns terrenos de António José Rodrigues, sendo a iniciativa da sua construção devido a António Bernardo da Costa Cabral, com o apoio de D. Maria II, Manuel José de Oliveira e a um donativo de quatro contos de um português do Brasil, Joaquim Manuel Monteiro. Na segunda metade do século XIX, o Passeio da Estrela esteve na moda e na altura possuía elementos que já não existem, como estufas, quiosques e um pavilhão chinês. Nos anos 70 do século XIX, existia um leão na sua jaula que havia sido doado por Paiva Raposo, vulgarmente conhecido por Leão da Estrela, que estava instalada num pavilhão próximo da entrada da Avenida Pedro Álvares Cabral.

Dado que os motivos de interesse são muitos, o início desta actividade será às 9h30m no Museu (Av. Pedro Álvares Cabral, 69, em Lisboa, frente ao Liceu Pedro Nunes).

Para mais informação consultar:

MEG 






quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

“Tradição e sabedoria” : Levar um puxão de orelhas













Significado: Repreender.

Origem: As Ordenações Afonsinas prescreviam que os ladrões tivessem as orelhas cortadas. Vasco da Gama relatou o corte de 800 orelhas e Gomes Freire de Andrade recebeu 7800 delas. Mais tarde, as orelhas deixaram de ser cortadas e passaram apenas a ser puxadas.


Cafés Chave d’Ouro

sábado, 27 de janeiro de 2018

A ALDRABA revisitou Romeu Correia



















No passado sábado, 20 de janeiro de 2018, durante uma manhã fria e luminosa, 21 participantes corresponderam ao desafio da ALDRABA para a visita à exposição "Um homem chamado Romeu Correia".

Perante a impossibilidade da organização do Museu da Cidade de Almada em nos assegurar o guia que estava previsto, o associado Luís Maçarico - que já conhecia a exposição e havia estudado a personalidade do homenageado - orientou a visita, de forma muito profícua e sugestiva.

Ficámos todos a conhecer melhor e a apreciar o percurso notável do grande escritor, dramaturgo, desportista, associativista e cidadão que foi Romeu Correia, um verdadeiro exemplo para as gerações mais novas.

A exposição está construída de forma muito imaginativa, e com recurso a variadas técnicas audiovisuais, que recomendam a fruição de todos os que ainda não tenham podido visitá-la (estará aberta até finais de fevereiro próximo).

Após a visita, a maioria dos participantes pôde conviver de forma fraterna, ao almoço, no Restaurante Jardim da Cova da Piedade.

Nas fotos finais do grupo, falta o António Brito, que as registou, e o Nuno Silveira e 4 pessoas que o acompanhavam, que não estavam presentes nesse momento.

JAF (fotos ABrito)





quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O Vagabundo das Mãos de Ouro, de Romeu Correia























Em apoio à visita que a associação ALDRABA vai fazer no próximo sábado, 20.1.2018, à exposição "Um homem chamado Romeu Correia", no Museu da Cidade de Almada (Cova da Piedade), recuperámos um texto escolar elaborado em 2009 por uma aluna do ensino secundário de Lamego, que resume uma das peças emblemáticas de Romeu Correia, antecedido desta explicação: "Eu escolhi este livro por causa do título, sobretudo por causa da palavra "vagabundo". Antes de o ler, fiz uma pequena pesquisa e constatei que a peça apresenta a história de um homem que anda, de feira em feira, a mostrar as suas peças de teatro. As mãos de ouro são as suas, pois é ele que faz os seus próprios fantoches. Por esta razão, achei a peça interessante para a apresentar à turma. Contudo, não foi só por causa do título, mas também porque não conhecia este autor, Romeu Correia, e fiquei interessada em conhecer a sua forma de escrever e poder compará-la com outros autores que já li".

Albino andava de aldeia em aldeia, nas feiras e romarias, a fazer as suas peças de teatro, uma vez que é ele que as faz com a ajuda do Zé. Albino tinha um grande problema: a bebida, às vezes, até chegava a ficar maluco.

Ele fazia as peças de teatro com o Zé e deixavam-se levar pelos sentimentos, pois tudo o que eles representavam estava ligado à sua vida real. Embora Albino tentasse esquecer, não conseguia, então, transmitia os seus sentimentos para o público através das marionetas.

A história começa com Cláudia que queria mudar de vida, pois já estava farta da vida que levava, de sofrer e de esperar por Albino já que este a tinha abandonado quando estava grávida de Hortense.

Ela decide casar-se novamente, ter outra vida, viver outra aventura, pois tinha esse direito. Contudo ela ainda amava Albino. Cláudia ia casar-se com Aleixo, mas ainda ninguém sabia; andava o rumor pela aldeia, mas ninguém tinha a certeza de nada. Mónica vai a casa de Cláudia para ver se já estava tudo preparado e Cláudia manda sair Hortense. Hortense vai à fonte e, ao vir para casa, começa a ser gozada pelas pessoas da aldeia. Começam a olhá-la de outra maneira e a fazer perguntas: Quando chega o teu padrasto? Essa água é para ele? etc..

Hortense, sem perceber o que se estava a passar, começa a correr e, quando chega a casa, começa a contar a sua mãe. Cláudia, então, conta-lhe a verdade e esta não aceita, pois vai ser mal vista na aldeia, uma vez que as pessoas tinham uma mentalidade antiquada. Tudo o que fosse novo não era aceite e se uma mulher arranjasse outro homem era mal vista e considerada uma mulher da vida.

A mãe de Cláudia também lhe dizia que aquilo que ela ia fazer também não estava certo e se o homem que ela teve não lhe chegava… Cláudia revolta-se e diz que ninguém tem o direito de a julgar e que ela tem o direito de fazer a sua vida, pois Albino abandonou-a.

De repente, aparece Aleixo mais Ernesto em casa de Cláudia para marcarem as coisas. Hortense não se sentou à mesa porque não aceitava e a avó, que tanto criticou, sentou-se à mesa…
Depoi de almoçarem, Cláudia, Mónica, Ernesto e Aleixo saíram e a avó ficou em casa. Hortense critica a avó e começa a chorar. A avó conta-lhe que o seu pai está vivo e que tem mãos de ouro. Hortense fica muito contente e decide ir à procura do seu pai.

Neste momento, Albino emociona-se e Hortense ganha vida. Ela começa a falar com ela e diz-lhe que o seu pai está vivo e que ia à procura dele, pois ele tinha umas mãos de ouro. Ela diz que sim, que sabe disso tudo e começa a gritar com o Zé para que ele começasse a vestir as marionetas… Queria mudar, queria fazer outra peça, visto que estava a sentir-se mal, porque estava a lembrar-se da sua vida passada…

Hortense foge e ele começa a fazer outra peça.

No segundo acto entram as mesmas personagens, mas com outros nomes e em outras vidas. Hortense volta e começa a participar na peça. Ela aparece em casa de uma família burguesa, numa discussão e ela aparece muito engraçada, calma, meiga e a brincar. D. Elisa estava confusa: como foi ela parar ali?, e perguntava-lhe quem era ela e ela dizia que era a Hortense.

Ela não estava a gostar da brincadeira e chama a criada, pensando que era uma amiga dela, mas esta enganou-se. Leonardo dizia à mãe para ficarem com ela, que era muito engraçada e que queria fazer um retrato dela. A mãe começa a discutir com ele e Honorato, Clara e Leonardo começam-se a rir dela. Honorato estava farto de Elisa, pois esta não lhe dava amor, só o criticava. Ela só pensava em ter dinheiro, luxo e o trabalho do marido era uma trabalho sujo e Honorato não gostava, pois era graças ao seu trabalho que ela comprava as suas coisas e sustentava a casa.

Eles vão-se embora e Honorato começa a abraçar Hortense, a dizer que ela era muito bonita, e que iam fugir os dois para longe, sem ninguém saber.

Hortense começa a gritar e a pedir ajuda à sua mãe e à sua tia Mónica. Ela consegue soltar-se e foge para os braços de Leonardo.

No terceiro acto, Hortense entra em estado de loucura, pois começa a confundir as pessoas, visto que começa a chamar a Leonardo Leandro, chama a Honorato Aleixo etc... D. Elisa pensa que ela é doente e acalma-a adormecendo-a. 

Quando ela adormeceu, começou a sonhar e chamava pela sua família, até que vomitou sangue para almofada e eles pensaram que era serradura, fugindo dela, porque pensavam que era uma doença contagiosa. Leonardo foi o único que não fugiu, porque gostava dela e não ia abandoná-la. De repente, entra pelo palco Albino, dizendo que lhe querem roubar Hortense. Zé continua a representar…

Dagoberto dá uma novidade à família, dizendo que Albino foi internado no manicómio porque ficou doido.

Assim acaba a peça de teatro e o mestre Albino chora e embala os farrapos da boneca, que era Hortense, e começa a relembrar a sua infância.


Telma Coelho, n.º 23 da turma 11.ºE da Escola Secundária de Latino Coelho – Lamego 
(in blogue auladeliteraturafim.blogspot.com)

sábado, 13 de janeiro de 2018

Visita à exposição “Um homem chamado Romeu Correia”, no Museu da Cidade de Almada, próximo sábado, 20.1.2018, pelas 10h30















Enquanto 7ª iniciativa na sua série “Visitas a Espaços de Interesse para o Património Popular”, a ALDRABA vai levar a efeito na manhã do sábado 20 de janeiro próximo, a partir das 10 horas e 30 minutos, uma visita guiada à interessantíssima exposição sobre Romeu Correia, no Museu da Cidade de Almada, na Cova da Piedade.

Todos os associados e amigos são convidados a comparecerem, e a “trazerem outros amigos também…”

Completaram-se, em 2017, 100 anos sobre o nascimento de Romeu Correia.

Para assinalar o centenário do seu nascimento, a Câmara Municipal de Almada organizou a exposição “Um homem chamado Romeu Correia”, celebrando e divulgando a sua obra como escritor, desportista, cidadão, cinéfilo e dramaturgo.

Na exposição, objetos quotidianos, livros, excertos da obra, heróis e personagens, documentos, testemunhos apresentam, num registo poético e intimista, o homem que cresceu, viveu, trabalhou e sonhou em Almada, contando as suas “histórias” que, evocando outras, constroem a memória da cidade, das suas gentes, do Tejo, do país ao longo de quase todo o século XX.

A encenação de objetos, documentos, imagens e citações presentes nesta exposição evocam paisagens, quotidianos, espaços de trabalho, o movimento associativo, a prática desportiva, a festa, a resistência e o ativismo cívico.

O design da exposição é da autoria do cenógrafo José Manuel Castanheira, sublinhando a importância da experiência do teatro na obra de Romeu Correia e da cenografia como contexto narrativo.

Com cerca de 41 títulos publicados – contos, novelas, romance, teatro, biografias e divulgação da história local –, a obra de Romeu Correia é indissociável do imaginário de gerações de almadenses, reconstruindo e fixando paisagens, lugares, personagens e histórias quotidianas que marcam a identidade da cidade, afirmam valores e causas comuns.

Os seus textos para teatro tiveram pelo menos uma centena de encenações de norte a sul do país, por grupos amadores e profissionais. Grande entusiasta e divulgador do desporto, nas décadas de 1930/40, foi atleta nas modalidades de estafeta, peso, disco e dardo. Praticou também pugilismo, participou na fundação do Almada Atlético Clube e criou, com a sua mulher Almerinda Correia, um núcleo de raparigas praticantes de atletismo.

Desenvolveu uma atividade cívica constante, participou e colaborou regularmente com bibliotecas e comissões culturais das coletividades no concelho e em todo o país. Participou no Movimento de Unidade Democrática. Após o 25 de abril, no âmbito da FEPU, foi eleito e integrou a Assembleia Municipal de Almada.

Romeu Correia foi ainda divulgador da história local e dos seus protagonistas, guiando percursos pela cidade, participando em sessões em escolas dos vários níveis de ensino, e colaborando com a Biblioteca Municipal.

A associação ALDRABA evocou já a personalidade de Romeu Correia aquando do nosso XIX Encontro temático, em Cacilhas, no dia 19 de novembro de 2011: “Do Ginjal à Incrível, percursos do vagabundo das mãos de ouro”. Por outro lado, no nº 19 da nossa revista (abr.2016), publicámos o artigo “Romeu Correia: o escritor de teatro que espelhava a vida em páginas inspiradas pelo povo de Almada”, de Luís Maçarico.

No próximo sábado 20.1.2018, todos os interessados em participar na visita são estimulados a aparecer às 10h30 no Museu da Cidade, na Praça João Raimundo – Cova da Piedade (Tel. 21 273 40 30). Depois da visita, para os que puderem, teremos um almoço de convívio em local agradável próximo do Museu.


JAF 

sábado, 30 de dezembro de 2017

Profissões e ofícios tradicionais























Quando fixámos em 2013 os descritores temáticos em que se organiza o acervo documental da ALDRABA, fomos explicando em sucessivos post's os critérios de estabelecimento e os conteúdos dos grupos de descritores adotados.

No post "O acervo documental da Aldraba (5) - Os ofícios, as ciências e o território", explicou-se o alcance do grupo "Profissões e ofícios", onde se diz, designadamente: "Este grupo – necessariamente em aberto – considera como descritores, apenas, as profissões e os ofícios tradicionais de que haja informação disponível para classificar".

Em 2017, estão compreendidos no grupo "Profissões e ofícios" 9 descritores (aguadeiros, alfaiates, amoladores, barbeiros, costureiras, ferreiros, moleiros, polidores de móveis e sapateiros), dos quais temos informação tratada, em especial artigos publicados na nossa revista semestral.

Estes 9 ofícios tradicionais não estão todos eles extintos ou em vias de extinção. Mas, sem exceção, foram todos atingidos pelas transformações sociais e económicas dos últimos séculos, e as funções que eles desempenhavam ou desempenham são agora asseguradas de outras formas. O engenho e a criatividade humanas vão encontrando tecnologias que podem libertar as pessoas para outras ocupações e para o lazer, e importa valorizar essa evolução.

Mas, jamais, poderemos deixar esquecer ou depreciar o esforço, a arte e a dedicação das gerações de trabalhadores que nos antecederam, e a ALDRABA continuará esse combate pelo conhecimento e pela recuperação das memórias!

Neste dealbar do ano de 2017 para 2018, um artigo da jornalista Cátia Mateus, na edição de hoje do caderno Economia do semanário "Expresso", enumera outros novos ofícios (por sinal, também 9) que, no seu entender, estarão "em risco" num futuro próximo:

- Carteiros (substituídos pelas comunicações eletrónicas);
- Portageiros (sistemas de pagamento automático nas autoestradas);
- Trabalhadores de armazém (inteligência artificial na logística das cargas);
- Empregados bancários (operações bancárias pela internet);
- Operadores de caixa (sistemas de pagamento self-service);
- Operadores de call-center (equipamentos de reconhecimento de fala);
- Recrutadores (software de entrevista a candidatos a emprego);
- Agentes de viagem (marcação de viagens online);
- Maquinistas e motoristas (comboios e veículos sem condutores).

Muita matéria para reflexão...

Um bom ano de 2018.

JAF