quarta-feira, 23 de março de 2011

XVIII Encontro "Os falares alentejanos, a vida e a luta"





Dando continuidade ao objectivo de conhecer, promover e valorizar o património popular do nosso país, a Aldraba vai realizar o seu XVIII Encontro, nos próximos dias 2 e 3 de Abril, desta vez no concelho de Castro Verde, com um conjunto de actividades ligadas às memórias locais e ao tratamento do tema dos falares alentejanos, repartidas pela sede do concelho e pela localidade de São Marcos da Atabueira.

Do programa fazem parte os seguintes momentos:
2/4 (sáb.) – 11.30h – Concentração em frente à Basílica Real de Castro Verde, seguida de visita a esta preciosidade arquitectónica do séc. XVI
13h – Almoço (cozido de grão) no restaurante Planície
14.30h – Visita ao Museu da Lucerna (colecção única de lucernas, utensílios de iluminação decorados da época romana séc. I-III d.C., descobertos em 1994 na localidade de Santa Bárbara dos Padrões)
16h – Encontro na Cooperativa de Informação e Cultura Cortiçol, para contacto com os seus responsáveis e conhecimento das diversificadas actividades sócio-culturais aí desenvolvidas
17h – Mesa-redonda no Fórum Municipal sobre os falares alentejanos, com a participação da professora do ensino secundário Dr.ª Manuela Florêncio, da investigadora Dr.ª Manuela Barros e da professora da Universidade do Algarve Dr.ª Alice Fernandes, com a moderação do Dr. Miguel Rego, e incluindo debate com a assistência
20h – Jantar (guisado de borrego) no restaurante O Bombeiro
3/4 (dom.) – 10h – Partida, em autocarro cedido pela C. M. Castro Verde, para um passeio por pontos de interesse no concelho, designadamente a ermida de Nª Srª de Aracelis
11.30h – Sessão evocativa, no Centro Cultural de S. Marcos da Atabueira, da figura do grande anarquista António Gonçalves Correia, natural da localidade, com uma intervenção do seu biógrafo Alberto Cardoso Franco, seguida de animação musical com o Grupo Coral Feminino “As Atabuas”
13h – Almoço (Grelhada mista) no restaurante Café Regina (em S. Marcos)
15h – Regresso a Castro Verde
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O alojamento na noite de sábado, em Castro Verde, deve ser marcado por cada interessado, sugerindo-se como hipóteses o Aparthotel (telef: 286320250), o hotel Esteva (telef: 286320110) ou o hotel Vila Verde (telef: 286320090).
Os custos de cada refeição, em qualquer um dos locais indicados, serão de 10 € por pessoa (incluindo o prato principal, entradas, bebidas, sobremesa e café). A pedido, poderão ser previstos pratos alternativos.
As inscrições deverão ser feitas, até ao próximo dia 31/3, junto de:
J.A.Franco – 963708481, jaffranco@gmail.com,
Margarida Alves - 966474189, margarida.alves@gmail.com,
Círia Brito - 969067494, ciriabrito@sapo.pt.

quarta-feira, 16 de março de 2011

9º Jantar-tertúlia na Sociedade Ordem e Progresso, Lisboa, dia 26Mar2011


No próximo dia 26 de Março, sábado, pelas 20 horas, realizaremos mais um jantar-tertúlia, desta vez na Sociedade Musical Ordem e Progresso, na Rua do Conde, 77, 1º andar, em Lisboa (junto ao Museu Nacional de Arte Antiga e ao Jardim da Rocha do Conde Óbidos).

O preço do jantar, por pessoa, será de 10€, e a ementa constará de feijoada à transmontana (alternativas possíveis mais leves, a pedido), sobremesa, vinhos, águas, sangria e café.

Contaremos com a presença de alguns associados e dirigentes da SMOP, que nos falarão do rico percurso cultural, recreativo e desportivo da colectividade, do seu presente, e do futuro que estão a preparar. Entre os participantes, estará o jovem Gonçalo Freitas, recentemente eleito presidente da Direcção da “Ordem e Progresso”, e que é também associado da ALDRABA.

Esta colectividade nasceu em 1 de Junho de 1898, reinava em Portugal D. Carlos I, criada por operários da construção naval e por estudantes (havia uma "Estudantina" no bairro).

Os fundadores “procuraram, através do nome, mostrar as suas convicções republicanas, indo buscar ao lema da República Brasileira a sua motivação, para construírem um futuro melhor, onde o recreio e a cultura fossem estimulantes”.

As inscrições para o jantar deverão ser feitas, até ao próximo dia 24 de Março, 5ªfeira, para Margarida Alves - tlm 966474189; e-mail margarida.alves@gmail.com, M.Eugénia Gomes - tlm 919647195; e-mail megomes2006@gmail.com, ou Círia Brito - tlm 969067494; e-mail ciriabrito@sapo.pt
JAF

domingo, 6 de março de 2011

Património imaterial, uma causa nobre “servida” por pessoas indignas


A comunicação social acaba de dar notícia da extinção, pelos Ministros da Cultura e das Finanças, do grupo de trabalho oficial criado há um ano atrás “para fazer o levantamento dos bens culturais imateriais, mas que apenas se reuniu uma vez e não desenvolveu qualquer actividade de campo” (Público, 6.3.2011).

Um grupo de trabalho fantasma, que tinha uma missão importante, e que nada fez ao fim de muito tempo, é mais que justo que acabem com ele e que peçam contas aos responsáveis.

Infelizmente, não é essa a atitude saudável que sobressai das notícias saídas na imprensa. Bem pelo contrário, o que ressaltam são as evasivas, as “desculpas de mau pagador”, as recriminações recíprocas entre alguns dos membros do grupo, o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e o Secretário de Estado da Cultura.

Entretanto, 209 mil euros dispendidos em salários aos cinco membros do grupo de trabalho, três dos quais eram directores regionais de Cultura até 2009, substituídos pela nova Ministra quando assumiu funções…

Era missão do grupo preparar a criação da Comissão para o Património Cultural Imaterial, prevista no Decreto-Lei nº 139/2009, de 15 de Junho. Ou seja, na legislação nacional de implementação da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Imaterial, por cuja ratificação por Portugal tantos pugnaram – entre os quais a Associação ALDRABA.

Um mau começo…

Diz o IMC que a Comissão está agora constituída. Que caminho irá ela seguir?

Nós, e todos os que genuinamente querem a salvaguarda das ”práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões que as comunidades, os grupos e os indivíduos reconhecem como seu património cultural” (artº 2º da Convenção), continuaremos a defender métodos de trabalho limpos e escorreitos, sem concessões ao desnorte, ao arranjismo e aos interesses particulares de quem quer que seja.

JAF