quinta-feira, 15 de junho de 2017

A procissão do Corpo de Deus em Almada
















O nosso amigo Alexandre Flores publicou hoje na sua página do Facebook um interessante texto histórico, que aqui reproduzimos com todo o gosto:

Hoje, dia 15 de Junho de 2017, é o dia do «Corpo de Deus», uma festividade que se perde na noite dos tempos, outrora relevante nas gentes e lugares de Almada e arredores...

O dia do "Corpo de Deus" (ou "Corpus Christi") é uma festividade muito antiga, na qual a Igreja Católica soleniza a instituição do Sacramento da Eucaristia. Comemora-se sempre a uma quinta feira a seguir ao Domingo de Pentecostes, ou seja, a sessenta dias após a Páscoa. 

O "Corpo de Deus" é uma "festa de guarda" que se perde na noite dos tempos, desde os meados da Idade Média, onde os católicos deviam participar, indo à missa, para celebrar o «mistério da Eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo». 

Em Portugal, em várias localidades, ainda se realizam procissões e festas religiosas. As ruas chegam a ser decoradas com flores, ou colocados tapetes florais no chão para a procissão passar. Neste dia, há o costume da Igreja celebrar as primeiras comunhões e comunhões solenes de crianças.

Na antiga vila de Almada, a procissão do "Corpo de Deus" era a principal festividade, desde o século XVI, senão antes, A edilidade local tinha a obrigação de apoiar, com despesas, três procissões: a do "Corpo de Deus", a da "Visitação de Nossa Senhora" (a 2 de Julho) e a do "Anjo da Guarda" (no 3.º domingo do mesmo mês).

A procissão do "Corpo de Deus", festividade que, então, recebia maior aparato social, era bem acolhida pela Câmara Municipal de Almada e pelos mestres de várias artes e ofícios da terra. O cortejo religioso e cívico, que saia da Igreja de Santiago, ou da Igreja de Santa Maria do Castelo, chegava a incluir algumas figuras pitorescas e sacras, danças e cenas de autos sacramentais. 

A procissão, que demorava horas a caminhar pelas principais ruas da vila, constituía uma manifestação de fé, um importante evento religioso e social na comunidade do concelho. Neste cortejo, rodeado de alguma magnificência,  à solenidade do "Corpus Christi", incorporavam-se os clérigos das igrejas paroquiais e suas filiais do Termo de Almada, (incluindo os frades dos conventos de várias Ordens Religiosas existentes no concelho), os membros da governança municipal e militar, os mesteirais, as confrarias ou as irmandades, (com destaque para a irmandade do "Santíssimo Sacramento", responsável pela manutenção da lâmpada e do sacrário para a devoção permanente; e para a Santa Casa da Misericórdia de Almada), com as suas bandeiras e pendões. 

No final da procissão, vinha, com pompa e circunstância, o pálio, em cujas varas pegavam os membros da Câmara e da Misericórdia. Sob o pálio, deslocava-se, normalmente, o Prior da Igreja de Santiago, ostentando a custódia com Santíssimo Sacramento. Era quase sempre ladeado pelo Presidente da Câmara, pelo Provedor da Misericórdia e outros altos dignitários da terra. Mais atrás, seguia o povo em devoção. 

Nos meados do século XIX, esta festividade religiosa, em relação à procissão, foi perdendo a sua notoriedade, até à implantação da República, embora nas igrejas continuassem a ser celebradas as missas solenes.


Alexandre M. Flores

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

















Faz agora 50 anos que o principal álbum dos Beatles foi publicado.

A cultura popular europeia conheceu um salto significativo, e a juventude portuguesa de então, que tem agora menos que 70 anos de idade, foi marcada de forma indelével pela geração que, na Europa Ocidental e na América do Norte, contestou de forma organizada a sociedade estabelecida e, em particular, o militarismo yankee e o colonialismo em África e na Ásia.

A música, a literatura e a poesia dos anos 1960's foram alavancas da reação popular contra a opressão e o conservantismo.

Celebremos aqui este cinquentenário, com toda a convicção.

JAF

terça-feira, 30 de maio de 2017

“Tradição e sabedoria” : Entrar com o pé direito













Significado: Entrar ou começar bem.

Origem: A expressão surgiu no Império Romano e espalhou-se pelo mundo inteiro. Nas festas realizadas na antiga Roma, os convidados eram avisados de que deveriam entrar nos salões com o pé direito – dextro pede. A medida, segundo os Romanos, evitaria o agouro.


Cafés Chave d’Ouro

domingo, 28 de maio de 2017

Lançamento do nº 21 da revista ALDRABA
















É no belo espaço cultural da Fábrica do Braço de Prata que vai ter lugar, na próxima 5ª feira, 1 de junho de 2017, pelas 18.30h, o lançamento do nº 21 da nossa revista, que está já a ser divulgada pelos associados.

O jornalista e nosso amigo José do Carmo Francisco fará a apresentação da revista. Vai estar também presente na sessão o diretor do espaço, Nuno Nabais, que assina um dos artigos publicados.

O espaço da Fábrica do Braço de Prata fica na Rua da Fábrica de Material de Guerra, 1, 1950-128 Lisboa, muito próximo do Largo do Poço do Bispo. Pode-se chegar até lá nos autocarros da Carris das carreiras 728, 718, 755 ou 781, sendo útil a combinação com o Metro na estação de Santa Apolónia (para quem vier de outras zonas da cidade).

Todos os amigos e associados da Aldraba são convidados a estar presentes, e a trazerem outros amigos!

JAF

Sumário da revista

EDITORIAL
Turismo, mercados e globalização
Maria Eugénia Gomes

OPINIÃO
Lisboa, a cultura e Espinosa
Nuno Nabais
Um museu é um coração que nos faz (re)viver
Fernando Fitas

LUGARES DO PATRIMÓNIO
A constelação chamada Douro chama
Shawn Parkhurst
António Salvado: uma referência de enorme
actualidade na museologia portuguesa
Luís Filipe Maçarico
Poética(s) da água
Sónia Tomé
Lojas com história e memórias
João Coelho

ARTES E OFÍCIOS
O polidor de móveis da Calçada das Necessidades
Nuno Roque da Silveira

SONS COM HISTÓRIA
A dança dos sons na paisagem – sinos e chocalhos
Maria Adelaide Furtado

TEATRO POPULAR
Apontamentos sobre o teatro carnavalesco na ilha Terceira
José Nelson Cordeniz

OS AMIGOS E A MEMÓRIA
Até sempre, Maria do Céu!
Órgãos sociais da Aldraba

ESPAÇO DOS ASSOCIADOS
Cinquenta e cinco anos depois, voltei ao cerro do Guizo Pequeno
José Rodrigues Simão
Caça ao coelho no Sino do Diabo
Mateus Dias Campeã

ALDRABA EM MOVIMENTO
Novembro de 2016 a Abril de 2017
Maria Eugénia Gomes

terça-feira, 16 de maio de 2017

Ecos do Encontro da Aldraba em Loures








Opinião unânime de grande satisfação dos 25 participantes do nosso XXXIII Encontro, realizado ao longo do sábado, dia 6 de maio de 2017, entre a Quinta do Conventinho e Bucelas, com passagem pelas Almoinhas, por Santo Antão do Tojal, pelo Grupo Recreativo da Bemposta e pelo Museu da Vinha e do Vinho.

Com a Aldraba no concelho de Loures, em busca da identidade saloia. Visitando patrimónios, escutando sabedorias... 

No Conventinho, contactando com o Museu Municipal e com as preciosidades aí conservadas. Nas Almoinhas (Mealhada), conhecendo o trabalho notável de alunos do Curso de Turismo do IPTRANS, procurando recuperar a antiga Fonte. Em Santo Antão do Tojal, visitando o magnífico complexo arquitetónico. Na Bemposta, em convívio e interação com o dinâmico Grupo Musical e Recreativo, com cujo presidente Francisco Martins e outros ativistas fizemos um rico encontro de partilha de experiências. Por último, no museu etnográfico da vinha em Bucelas, incluindo um centro de interpretação das engenhosas linhas defensivas contra as invasões napoleónicas.

Durante todo o dia, Joaquim Jorge, antropólogo rigoroso, ser humano de exceção, amigo fraterno, acompanhou os participantes do Encontro.

Em nome da Aldraba, a gratidão da Associação do Espaço e Património Popular pelo companheirismo e partilha do seu saber imenso.

JAF (Fotos de Luís Maçarico e de António Brito)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

XXXIII Encontro da Aldraba – “Em busca da cultura saloia”, Loures, 6.5.2017










No sábado, dia 6 de maio próximo, a Associação ALDRABA desafia os seus associados, familiares e amigos para uma jornada de conhecimento das riquezas patrimoniais do concelho de Loures.

O ponto de encontro, às 9.00 horas da manhã, será na Quinta do Conventinho, à entrada da cidade de Loures, à esquerda para quem vem de Santo António dos Cavaleiros.

Nesse local, faremos um contacto breve com o museu municipal aí instalado, em particular com o acervo da Sala das Alfaias e dos Transportes Agrícolas Saloios.

Deslocamo-nos depois até à Fonte das Almoinhas, perto da Mealhada, onde, pelas 10.30h, se terá contacto com o grupo de alunos da escola profissional IPTRANS que tiveram a iniciativa de promover a reabilitação do local, como projeto integrado no ano letivo em curso.

Viajaremos em seguida até São Julião e Santo Antão do Tojal, com chegada prevista pelas 11 horas. Seremos apoiados pela respetiva União de Freguesias, na pessoa do amigo José Carvalho Morais, que nos acompanhará na visita ao riquíssimo complexo arquitetónico em que entram, designadamente, a Praça e Fonte Monumental, o Palácio dos Arcebispos e o Aqueduto.

Pelas 13 horas, após nova breve deslocação, espera-nos um almoço típico em Bucelas, no restaurante “O Retiro do Raposo”. Pelo preço fixo de 14,50 €, a ementa incluirá entradas (azeitonas, pão, broa de milho e queijo fundido com orégãos), bebidas (água e vinho regional), o prato principal – pote atabafado (perna de porco, corgete, cenoura, grão e batata), sobremesa e café.

À tarde (cerca das 15/15.30h), somos recebidos na sede do Rancho de Folclore e Etnografia “Os Ceifeiros da Bemposta”, com visita ao Núcleo Museológico Luís Serra e uma sessão em sala com permuta de experiências. Nesta notável coletividade popular, vamos ser acompanhados pelo seu presidente da direção, o amigo Francisco Martins.

Finalmente, visitaremos o Museu do Vinho e da Vinha em Bucelas, incluindo uma prova de vinhos. 

Prevê-se o fim do Encontro pelas 18.30/19 horas.

Os associados e amigos que desejem participar neste XXXIII Encontro devem inscrever-se até 5ª feira, 4.5.2017, para os e-mails da Aldraba, do José Alberto Franco ou do Albano Ginja (aldraba@gmail.com, jaffranco@gmail.com ou albanoginja@hotmail.com), ou para os telefones destes últimos (963708481 ou 914773956).


A Direção

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Até sempre, Maria do Céu!























Anteontem, dia 18 de abril de 2017, a Maria do Céu Ramos - grande mulher, grande amiga, grande lutadora - deixou-nos...

Dez meses antes, em junho de 2016, em reunião da direção da Associação Aldraba de que era vice-presidente, a Maria do Céu comunicou, com toda a simplicidade, que lhe tinha sido identificado um tumor no pâncreas, de prognóstico bastante reservado. Disse-nos também que iria começar em breve o tratamento possível, e que contassem com a sua vontade e determinação para o combate à doença.

Foi uma luta dura, muito desigual, em que a nossa companheira suportou estoicamente o sofrimento, não deixando de nos estimular com palavras de ânimo e coragem, para prosseguirmos com o trabalho que também era o dela, mesmo que, temporariamente, não pudesse colaborar!

Um exemplo de fibra, de resistência, de convicção, que está bem presente à nossa frente.

A Maria do Céu, naquela manhã de 19 de novembro de 2011 em que a Aldraba estava a iniciar um dos seus Encontros temáticos, em Cacilhas, onde passava ocasionalmente, foi convidada a aderir e a participar - o que aceitou, por a nossa atividade ir na linha das preocupações patrimoniais e de defesa da identidade popular em que já militava há muitos anos.

Foram desde então alguns anos de convívio, de trabalho conjunto, em que todos nós, Aldraba, aproveitámos amplamente com a sua dedicação, com a sua criatividade, com as suas iniciativas.

Aqui fica uma homenagem muito sentida, e o nosso profundo reconhecimento. Até sempre, querida Maria do Céu!

JAF



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Viva a patanisca de bacalhau!
















Há quase sete anos atrás, mais precisamente em agosto de 2010, publicámos neste blogue um post intitulado "Viva o pastel de bacalhau", que vos convidamos a relembrar:

http://aldrabaassociacao.blogspot.pt/2010/08/viva-o-pastel-de-bacalhau.html

Vimos hoje assinalar a patanisca de bacalhau, outro pitéu português que também utiliza o "fiel amigo" (o bacalhau), mas mais antigo que o pastel, ou bolo, de bacalhau, o qual requer a utilização da batata. Acontece que a batata é um produto vegetal relativamente recente em Portugal, que só se popularizou na segunda metade do séc. XIX... Antes disso, há notícia da primeira receita de como confecionar a patanisca.

Aqui fica uma dessas receitas:

Depois de demolhado, coza o bacalhau. De seguida escorra-o e lasque-o retirando também todas as peles e espinhas. Faça o polme juntando ovos com a farinha até obter um creme. Se achar necessário pode acrescentar um pouco da água onde cozeu o bacalhau. Pique cebola finamente, bem como salsa, e junte no polme acrescentando também o bacalhau. Por fim tempere a seu gosto e frite colheradas do preparado em óleo bem quente. Não se esqueça de deixar escorrer em papel absorvente para evitar o óleo em demasia.

Bom apetite!

JAF




segunda-feira, 13 de março de 2017

"Tradição e sabedoria": Engolir sapos


















Significado: Ter de ouvir calado ou fazer algo contrariado.

Origem: A invasão de milhares de rãs, numa das pragas do Egito. Os animais não apenas invadiam os ambientes – cozinhas, quartos, casas de banho – como também os pratos dos habitantes do reino. Daí a expressão “engolir sapos”, ou seja, suportar situações desagradáveis sem qualquer manifestação.

Cafés Chave d’Ouro

sexta-feira, 3 de março de 2017

Tomada de posse dos novos órgãos sociais da ALDRABA
























































João Coelho, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Aldraba - Associação do Espaço e Património Popular empossou os novos órgãos sociais, eleitos recentemente para novo mandato. 

Na ocasião, José Alberto Franco, Presidente da Direção, afirmou que "a fraternidade que temos experimentado ao longo destes doze anos, é um dos segredos da nossa longevidade".

LFM (texto e fotos)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aprovados relatório e plano de atividades, e eleitos novos órgãos sociais























































A Assembleia Geral da ALDRABA reuniu no passado dia 11-2-2017, na sede do Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”, tendo apreciado e aprovado o Relatório e Contas de 2016 e o Plano de Atividades e Orçamento para 2017.

Foi assinalada a realização, ao longo de 2016, de dois encontros temáticos, em Tomar e em Ansião, as visitas a dois museus na área do espaço e património popular (do Aljube, em jul.2016, e da Farmácia, em jan.2017), a concretização da 6ª Rota da Aldraba – “Por Alfama”, a edição e lançamento dos nºs 19 e 20 da revista “Aldraba”, a realização de 3 jantares-tertúlia (na Associação Caboverdeana, na Casa do Concelho de Tondela e na Casa da Comarca da Sertã, para além do habitual jantar de confraternização, aquando do aniversário da Associação em 25 de abril). Finalmente, foi registada a realização do previsto concurso de fotografia sobre temas de património, e a presença da Aldraba nas duas sessões de lançamento do livro “Cataventos”, da associada Zulmira Bento:

Toda esta atividade diversificada foi desenvolvida com recursos limitados, com uma contabilidade rigorosa e que registou um saldo global de 340 €.

Em 2017, a Associação propõe-se continuar encontros temáticos, jantares-tertúlia, e novas edições das Rotas e das visitas a museus ou exposições, propõe-se efetuar debates sobre questões específicas do património, e publicar os nºs 21 e 22 da revista “Aldraba”, bem como o nº 2 dos Cadernos Temáticos, em torno de uma referência patrimonial da cidade de Lisboa, e, finalmente, manter a ligação a certames de base popular local e regional e a outras iniciativas exteriores nos domínios do associativismo, da memória e da cidadania.

Para concretizar este plano de atividades, foi aprovado um orçamento 2.450 €.

Sendo 2017 o início de um novo biénio para os órgãos sociais, realizou-se em paralelo a Assembleia Eleitoral. Foi eleita para 2017/2018 a lista “CONTINUAR A PROMOVER AS MEMÓRIAS E AS IDENTIDADES”, constituída pelos associados:

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL - João Coelho, Ana Lucília Santiago e Ana Isabel Carvalho. DIREÇÃO - José Alberto Franco, Albano Ginja, Luís Filipe Maçarico, Maria do Céu Ramos, Nuno Silveira, Maria Eugénia Gomes e Leonel Costa. CONSELHO FISCAL - Odete Roque, Manuel Pais e João Gonçalo Freitas.


Regista-se a inclusão nesta lista de 3 novos elementos, e a alteração de lugar de alguns dos elementos dos anteriores órgãos sociais.


JAF (fotos de ABrito)






quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sábado, 11fev2017, Assembleia Geral ordinária e AG eleitoral

















No próximo sábado, dia 11 de fevereiro de 2017, reúnem nas instalações dos "Combatentes" (R. Possolo, 5-9, em Lisboa) a Assembleia Geral ordinária de 2017 e a Assembleia Geral eleitoral para o biénio 2017/2018.

A partir das 18 horas, os associados da ALDRABA discutem e votam o Relatório e Contas de 2016 e o Plano de Atividades e Orçamento para 2017, documentos esses apresentados pela Direção cessante.

Entre as 15 e as 19 horas, está aberta a urna de voto das Eleições para os Órgãos Sociais no mandato de 2017 a 2018, em que será escrutinada a lista apresentada, subordinada ao lema "Continuar a promover as memórias e as identidades".

JAF

sábado, 21 de janeiro de 2017

Grupo de visitantes do Museu da Farmácia














Museu da Farmácia, hoje. Maravilhosa visita!

Jacqueline Aragão

domingo, 15 de janeiro de 2017

Ecos da sessão de apresentação do nº 20 da revista ALDRABA








































Foi lançado o nº 20 da revista da Aldraba na colectividade Cinco Reis, da Graça. 


O Dr. João Madeira apresentou o conteúdo, analisando positivamente o percurso da Associação, saudando a interacção com colectividades e a salvaguarda do património que a publicação espelha. 

Na assistência, estiveram amigos como a Professora Beatriz Rocha-Trindade, Clara Amaro, Maria Fernanda Frazão e, entre outros autores de artigos, Margarida Almeida Bastos e Zulmira Bento (que veio expressamente de Coimbra). 

Foi anfitrião da colectividade - centenária - o amigo Augusto Teixeira.


LFM (texto e fotos)

sábado, 14 de janeiro de 2017

6ª visita a espaços do património popular: Museu da Farmácia, sáb. 21.1.2017, 9h30
















Desde 2014, a ALDRABA passou a incluir nos seus planos de atividades a realização de "visitas a museus e exposições que se insiram no espaço e património popular".

Contando com uma atividade deste teor, realizada anteriormente, em 17.6.2006, à Quinta da Regaleira (Sintra), a ALDRABA promoveu já um total de 5 visitas a espaços museológicos relevantes para o património popular, a saber:

Em 23.3.2014, uma visita ao Museu Nacional de Etnologia; em 28.2.2015, visita à exposição “Jogos tradicionais – 100 % futuro”, promovida pela CPCCRD no Museu do Desporto; em 2.6.2015, no Museu Rafael Bordalo Pinheiro, visita à exposição “Vivinha a saltar”; em 30.7.2016, visita ao Museu do Aljube, acervo de memórias da resistência popular aos 48 anos de ditadura fascista.

Iremos agora concretizar a nossa 6ª visita a este tipo de museus ou exposições do património popular, visitando o interessantíssimo Museu da Farmácia, em Lisboa (perto do Chiado e do miradouro de Santa Catarina).

O Museu da Farmácia é um projeto que, ao longo dos anos, tem vindo a ser uma referência a nível nacional e internacional, como o comprovam os milhares de visitantes recebidos e os diversos prémios com que o Museu foi distinguido (Prémio de Melhor Museu Português, 1997 - Prémio Almofariz, 1999 - Prémio Nacional de Design de Comunicação, 2002 - Nomeado para Melhor Museu Europeu, 2004 - Prémio APOM do Melhor Serviço de Extensão Cultural, 2008 - Menção Honrosa APOM - Intervenção de Conservação e Restauro, 2010).

Inaugurado em junho de 1996 em Lisboa, o Museu da Farmácia é o resultado da vontade do setor das farmácias portuguesas em preservar a história da sua profissão.

Foram recriados espaços e ambientes que permitem ao visitante aperceber-se da evolução da história e tecnologia da farmácia portuguesa, desde o final do século XV até aos nossos dias. Reconstituições de autênticas farmácias portuguesas desde a antiga botica dos séculos XVIII, até à farmácia liberal do início do século XX.

É de salientar, ainda, a reconstituição de uma autêntica farmácia tradicional chinesa, oriunda de Macau do final do século XIX, e de uma área dedicada à farmácia militar.

A temática da farmácia e da saúde são abordadas com peças de extrema qualidade, oriundas de civilizações e culturas tão distantes no tempo e no espaço como a Mesopotâmia, o Egito, a Grécia, Roma, os Incas, os Aztecas, o Islão, o Tibete, a China e o Japão e, finalmente, a farmácia europeia, desde a Idade Média até 1929, com o isolamento da penicilina pelo cientista inglês Fleming.

A exposição termina com a exibição das farmácias portáteis usadas no Spaceshuttle “Endeavour”, na última viagem do milénio (dezembro de 2000), para além de medicamentos da Estação Orbital MIR e da comida dos astronautas russos.

O museu situa-se na rua Marechal Saldanha, 1, 1249-069 Lisboa, tem como acessos em transportes públicos os autocarros 100 e 58 (Praça Luís Camões), o elétrico 28, o elevador da Bica e o metro Chiado, e tem estacionamento próximo pago os parques da Calçada do Combro e do Largo de Camões. Coordenadas GPS: 38°42’36.36” N 9°08’42.26” W.

Negociámos com a direção do museu uma tarifa especial de entrada de 5 €/pessoa, que inclui a remuneração do acompanhamento de um guia muito qualificado, que habitualmente seria pago à parte.

A visita realiza-se no sábado, dia 21 de janeiro de 2017, às 9.30 horas, e tem a duração aproximada de 1 hora e meia.

Apareçam e tragam amigos vossos!


JAF

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Historiador João Madeira apresenta o nº 20 da revista ALDRABA






















Conforme previsto, vamos ter, no próximo dia 13 de janeiro de 2017, uma sessão de apresentação pública do nº 20 da nossa revista, que saiu recentemente da tipografia.

Vai dar-nos a honra de apresentar a revista o historiador João Manuel Madeira, que, há longos anos, é nosso amigo nas áreas do associativismo e da cultura popular.


O prof. João Madeira é  licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1982, mestre em História dos Séculos XIX e XX,  pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1995, com a tese “Os Engenheiros de Almas, O Partido Comunista e os Intelectuais (dos anos trinta a inícios de sessenta)”, e finalmente doutorado em História Institucional e Política Contemporânea pela FCSH-UNL, com a tese “O Partido Comunista Português e a Guerra Fria: "sectarismo", "desvio de direita", "Rumo à Vitória" (1949-1965)”.

A sessão de apresentação terá lugar pelas 18.30 h do dia 13.1.2017, 6ª feira. nas instalações do Grupo "Os Cinco Réis", sito na Rua da Graça, 162, em Lisboa (com o contacto telefónico 218204737), que em 2012 já nos acolheu num dos nossos Jantares-Tertúlia.

Tragam convosco amigos que tenham interesse pelas nossas temáticas.

No final da sessão, para quem o desejar, poderemos ter um jantar em conjunto em estabelecimento próximo d'"Os Cinco Réis", com preço módico.

JAF