quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Mamíferos selvagens em Portugal (2) - Lobos


 








Continuemos a viajar pelo património natural português, ou seja, debruçando-nos sobre os animais e plantas que povoam o território do continente português, e que partilham a nossa realidade física, tendo para com eles, tanto quanto possível, o respeito que merecem enquanto seres vivos, e dos quais tanto dependemos.

Em 17 de setembro do ano findo, iniciámos uma incursão pelos “mamíferos selvagens em Portugal”, ou seja, as espécies zoológicas que surgem no nosso território em espaço aberto, sem serem animais domésticos ou de criação pecuária, sem contar com peixes, crustáceos, aves, répteis e insetos, e deixando de fora as espécies animais que vivem em liberdade, que são mais comuns (como ratos, toupeiras, coelhos ou lebres) e que a generalidade dos portugueses não pressente como selvagens.

Selecionámos então castores, coatis, corços, doninhas, esquilos, fuinhas, ginetos, javalis, leirões, linces, lobos, musaranhos, ouriços, raposas, sacarrabos, texugos, ursos, veados e visões, espécies selvagens avistadas em Portugal nos últimos anos, em espaço aberto.

No primeiro post desta nova série, registámos e assinalámos fotograficamente os javalis, cientificamente os sus scrofa, também conhecidos como javardos ou porcos bravos, que se têm desenvolvido muito no nosso país nos últimos tempos.

Debruçamo-nos hoje sobre os lobos, da família dos canídeos, sendo a espécie mais conhecida em Portugal o lobo cinzento (canis lupus).

O lobo é conhecido muitas vezes através de contos, fábulas, mitos e lendas, que se difundiram na Europa e na Ásia por as populações sedentárias temerem as investidas dos lobos contra os animais de criação pecuária.

O “lobo mau” aparece em inúmeras fábulas folclóricas de muitos países, designadamente em histórias clássicas como o Capuchinho Vermelho e os 3 Porquinhos.

O “lobisomem” é um ser lendário que é descrito como um humano capaz de se transformar em lobo em noites de lua cheia. Tais lendas são muito antigas e encontram a sua raiz na  mitologia grega, tendo-se espalhado também no novo mundo com o colonialismo, em paralelo à crença nas bruxas.

JAF