quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Historiador João Madeira apresenta o nº 20 da revista ALDRABA






















Conforme previsto, vamos ter, no próximo dia 13 de janeiro de 2017, uma sessão de apresentação pública do nº 20 da nossa revista, que saiu recentemente da tipografia.

Vai dar-nos a honra de apresentar a revista o historiador João Manuel Madeira, que, há longos anos, é nosso amigo nas áreas do associativismo e da cultura popular.


O prof. João Madeira é  licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1982, mestre em História dos Séculos XIX e XX,  pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1995, com a tese “Os Engenheiros de Almas, O Partido Comunista e os Intelectuais (dos anos trinta a inícios de sessenta)”, e finalmente doutorado em História Institucional e Política Contemporânea pela FCSH-UNL, com a tese “O Partido Comunista Português e a Guerra Fria: "sectarismo", "desvio de direita", "Rumo à Vitória" (1949-1965)”.

A sessão de apresentação terá lugar pelas 18.30 h do dia 13.1.2017, 6ª feira. nas instalações do Grupo "Os Cinco Réis", sito na Rua da Graça, 162, em Lisboa (com o contacto telefónico 218204737), que em 2012 já nos acolheu num dos nossos Jantares-Tertúlia.

Tragam convosco amigos que tenham interesse pelas nossas temáticas.

No final da sessão, para quem o desejar, poderemos ter um jantar em conjunto em estabelecimento próximo d'"Os Cinco Réis", com preço módico.

JAF


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Nomes de localidades em azulejos (cont. 34)
















A amiga Graça Regueiras, em mensagem recente, afirma:

“Gosto de conhecer o nosso património e sempre que posso recolho fotos de placas do ACP. Envio-vos três do norte, pois noto que o vosso acervo tem poucas, assim como o meu tem poucas do sul.

Duas são da cidade da Maia, uma encontra-se na EN14 (entrada norte) e outra na Rua Augusto Simões (entrada sul). A outra é de Mondim de Basto, distrito de Vila Real.

Continuação de um bom trabalho para a vossa Associação”.

Estas as três novas placas toponímicas em azulejos do ACP, que a Graça nos envia, e que temos um imenso gosto em aqui as reproduzir.

As duas placas da cidade de Gaia, do concelho do mesmo nome, são as primeiras que até hoje publicamos do distrito do Porto (divulgámos placas de 16 distritos do Continente, só faltam de Aveiro e de Braga!).

A placa de Mondim de Basto, do concelho do mesmo nome e do distrito de Vila Real, vem juntar-se às outras 5 que já havíamos publicitado desse distrito.

Um grande abraço à Graça Regueiras pela sua preciosa colaboração.

Atingimos hoje um total de 165 placas publicitadas.

JAF (fotos de Graça Regueiras)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O n.º 20 da revista ALDRABA em distribuição
















Está finalmente impresso, e começou a ser distribuído pelos associados, o número 20 da nossa revista.
Em janeiro de 2017, em data e local a anunciar, será realizada uma sessão pública de lançamento.

Índice:

EDITORIAL
Falemos de relações públicas
Nuno Roque da Silveira

PATRIMÓNIO IMATERIAL
A linguagem dos sinos
Luís Maçarico, Ana Isabel Carvalho e Maria Eugénia Gomes

LUGARES DO PATRIMÓNIO
Visitando o Museu Etnográfico Louzã Henriques
Zulmira Bento
Poços e noras em S. João de Negrilhos
Luís Ferreira

ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO
Vivam os 110 anos do Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”
José Alberto Franco

ARTES E OFÍCIOS
As eiras comunitárias do meu tempo
José Rodrigues Simão

À CONVERSA COM…
“Apenas Livros”
Margarida Almeida Bastos

SONS COM HISTÓRIA
Património folclórico
Alfredo Flores

SABORES COM HISTÓRIA
O queijo da Serra de Fornos de Algodres
Nuno Roque da Silveira

ALDRABA EM MOVIMENTO
Maio a Outubro de 2016
Maria Eugénia Gomes
Concurso Fotográfico da Aldraba

POEMA
Ouve-me, meu filho
Fernando Chagas Duarte

CONTRACAPA
Cantarinha de segredo


sábado, 17 de dezembro de 2016

O Jantar-Tertúlia na Casa da Comarca da Sertã















Mais um Jantar-Tertúlia da Aldraba, desta vez, na Casa da Comarca da Sertã.
Os maranhos e o bucho foram reis.
Delícias que foram degustadas e, por alguns agora descobertas, num ambiente fraterno e acolhedor.


Círia Brito (texto e fotografia)

sábado, 10 de dezembro de 2016

22º Jantar-tertúlia, na Casa da Comarca da Sertã, próx. 5ª feira, 15.12.2016








A ALDRABA, como o vem fazendo de há 9 anos a esta parte, propõe-se reunir os seus associados e amigos à volta de uma refeição, nesta quadra do ano em que as famílias e os grupos de colegas e companheiros se juntam para confraternizar e reforçar os laços que os unem.

E vamos fazê-lo em mais uma casa regional sediada em Lisboa, depois de, nos anteriores 21 jantares-tertúlia, termos estado em 6 casas de âmbito regional (Alentejo, Beiras, Trás-os-Montes, Galiza, Angola e Cabo Verde), em 8 associações de âmbito subregional (Alvaiázere, Lafões, Castro Daire, Arganil, Sabugal, Covilhã, Arronches e Tondela) e em 7 coletividades locais de Lisboa (Futebol Benfica, Adicense, Ordem e Progresso, Palmense, Sargentos da Armada, Os Combatentes e Os Cinco Réis).

Desta vez, iremos estar na zona do Pinhal Interior, na Casa da Comarca da Sertã, onde vamos ser recebidos pela sua direção, em particular pelo seu presidente, o amigo Pedro Amaro.

O jantar de convívio com esta associação irá ter lugar na próxima 5ª feira, dia 15 de dezembro de 2016, a partir das 19.30h.

A Casa da Comarca da Sertã está situada na baixa de Lisboa, na Rua da Madalena, nº 171/3º andar, e tem o telefone 21 887 21 54. 

A Casa da Comarca da Sertã, fundada a 4 de fevereiro de 1946, representa os concelhos de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei e as freguesias de Amêndoa e Cardigos do concelho de Mação. 

O jantar terá como ementa sopa, prato principal de maranho e bucho da Sertã, bebidas, sobremesas, café e digestivo, tudo pelo preço global de 15 euros.

Os associados e amigos da ALDRABA que queiram participar devem manifestar-se, até 3ª feira, 13 de dezembro, junto do José Alberto Franco (T: 96 370 84 81, e-mail: jaffranco@gmail.com), ou junto de aldraba@gmail.com.

JAF

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

XXXII Encontro da Aldraba – “Por terras de Santiago da Guarda”, Ansião, 26.11.2016















Desta vez, o nosso destino será, no Distrito de Leiria, o Concelho de Ansião, rico pelo seu património monumental e etnográfico.

1.       PROGRAMA DO ENCONTRO
Ponto de encontro – Impreterivelmente às 9h45m, no largo do centro do Alvorge (há um café, vê-se a Escola Primária e a Rua do Centro Etnográfico é a Rua David Miguel Namora).

10h00m – Encontro no Centro Etnográfico do Alvorge
11h00m – Visita à Igreja Matriz de Torre de Vale de Todos
11h45m – Visita aos “Moinhos do Outeiro”, únicos no mundo em termos de funcionamento, são de madeira, muito mais pequenos do que os tradicionais e construídos sobre uma circunferência de pedra
12h15m - Centro histórico da Granja, com visitas guiadas à Casa-Museu dos Fósseis de Sicó e Capela da Granja, em honra de Nª Srª da Orada
13h30m - Almoço no Restaurante “O Serranito”, Santiago da Guarda (detalhes mais abaixo)
15h30m – Visita guiada ao Complexo Monumental de Santiago da Guarda - constituído por uma Torre Medieval e um Paço fortificado dos séculos XVI/XIX, edificados sobre uma villa romana, sendo aquela construção um dos raros edifícios civis que ostenta a vieira, símbolo da sua função de apoio do Caminho Português de Santiago, traçado sobre a antiga estrada romana.

2.       ALMOÇO
O almoço, por um preço estimado entre 10 e 12,5€, inclui entradas, prato de peixe ou carne, sobremesa, bebidas e café. Da ementa constam, à escolha: queixadas de porco no forno, lombo de porco assado, feijoada, bacalhau à Gomes de Sá, picanha ou febras com queijo e peixe grelhado. Na altura da inscrição deverão manifestar a vossa preferência.

3.       INFORMAÇÃO DE ALOJAMENTO
Uma vez que o nosso destino dista de Lisboa 192km, para quem quiser pernoitar na sede do concelho – Ansião, de sábado para domingo ou ir de véspera, é-nos recomendado:
Hotel Solar da Rainha
Rua dos Pinheirais, 339 – Ansião
T.: 236 676 204
GPS 39º 55’ 9,76’’N; 8º 26’ 16,81’’W
Os preços são: 35€ (quarto de casal); 40€ (quarto duplo); 25€ (quarto individual), com pequeno-almoço incluído.
Recomenda-se que a marcação do alojamento seja feita com alguma rapidez, pois trata-se de uma unidade hoteleira não muito grande
Quem ficar na região no domingo e estiver interessado em visitar a zona histórica de Penela, deverá manifestá-lo aquando da sua inscrição, pois poderemos proporcionar uma visita guiada.

4.       INSCRIÇÃO 
Poderá ser feita até dia 23 de Novembro, 4ª feira próxima, junto do Nuno Silveira – tm 962 916 005, da Maria Eugénia – tm 964 445 270, ou para o email da Aldraba - aldraba@gmail.com

A Direcção

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O culto dos mortos no séc.XI






















O nosso grande historiador medieval José Mattoso, ao longo da sua obra Poderes Invisíveis - O Imaginário Medieval (Círculo de Leitores, Lisboa, 2013), avança com reflexões de enorme oportunidade para entendermos o desenvolvimento dos rituais e das crenças em torno da morte, que perduraram nas sociedades ibéricas ao longo de séculos. Aqui fica um pequeno extrato, para estimular o interesse por estas leituras:

... As condições de violência, de guerra constante, externa e interna, que vive a sociedade castelhano-leonesa durante os séculos VIII a X conferem, de facto, à ameaça da morte uma carácter absolutamente concreto e existencial.

Por isso, o que na verdade é preciso nomear e esconjurar é o medo da morte. Ela corresponde à facilidade com que se mata e derrama o sangue nesta sociedade violenta e brutal. Se não é a ameaça da súbita invasão dos ginetes mouros com o consequente risco das casas e searas queimadas, das mulheres violadas ou levadas para o cativeiro, dos homens decapitados ou tornados escravos, é a extorsão dos frutos da terra e dos animais capturados pelos condes, os saiões ou os maiorinos, a tortura infligida aos infratores das normas estabelecidas, as mãos decepadas, os olhos vasados, a cabeça rapada, o enforcamento pelos pequenos delitos. Ou então, se não são os grandes senhores ou os inimigos que irrompem na vida quotidiana para destruir e castigar, são os flagelos da natureza que trazem a fome, a esterilidade, a seca, as chuvas excessivas, a tempestade, a lepra, a peste, a loucura.

Para se defenderem, os camponeses dispõem apenas da proteção divina. Mesmo os outros homens, incluindo os guerreiros, apesar das suas armas e do seu poder, estão também sujeitos à maioria dos flagelos que não deixam escapar ninguém. Também estes recorrem aos meios propiciatórios e à magia para tentarem esconjurar os incompreensíveis arbítrios da boa e da má sorte, e, se possível, ficar do melhor lado na desigual distribuição da morte e da vida.

As bênçãos e as maldições rituais adquirem assim a sua eficácia. Os clérigos, como conhecedores dos ocultos mecanismos do sobrenatural, especializam-se na sua gestão para atraírem a fecundidade sobre os bons ou precipitarem a desolação e a desgraça sobre os ímpios, os perversos ou os que abusam do seu poder.

José Mattoso