sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O n.º 20 da revista ALDRABA em distribuição
















Está finalmente impresso, e começou a ser distribuído pelos associados, o número 20 da nossa revista.
Em janeiro de 2017, em data e local a anunciar, será realizada uma sessão pública de lançamento.

Índice:

EDITORIAL
Falemos de relações públicas
Nuno Roque da Silveira

PATRIMÓNIO IMATERIAL
A linguagem dos sinos
Luís Maçarico, Ana Isabel Carvalho e Maria Eugénia Gomes

LUGARES DO PATRIMÓNIO
Visitando o Museu Etnográfico Louzã Henriques
Zulmira Bento
Poços e noras em S. João de Negrilhos
Luís Ferreira

ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO
Vivam os 110 anos do Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”
José Alberto Franco

ARTES E OFÍCIOS
As eiras comunitárias do meu tempo
José Rodrigues Simão

À CONVERSA COM…
“Apenas Livros”
Margarida Almeida Bastos

SONS COM HISTÓRIA
Património folclórico
Alfredo Flores

SABORES COM HISTÓRIA
O queijo da Serra de Fornos de Algodres
Nuno Roque da Silveira

ALDRABA EM MOVIMENTO
Maio a Outubro de 2016
Maria Eugénia Gomes
Concurso Fotográfico da Aldraba

POEMA
Ouve-me, meu filho
Fernando Chagas Duarte

CONTRACAPA
Cantarinha de segredo


sábado, 17 de dezembro de 2016

O Jantar-Tertúlia na Casa da Comarca da Sertã















Mais um Jantar-Tertúlia da Aldraba, desta vez, na Casa da Comarca da Sertã.
Os maranhos e o bucho foram reis.
Delícias que foram degustadas e, por alguns agora descobertas, num ambiente fraterno e acolhedor.


Círia Brito (texto e fotografia)

sábado, 10 de dezembro de 2016

22º Jantar-tertúlia, na Casa da Comarca da Sertã, próx. 5ª feira, 15.12.2016








A ALDRABA, como o vem fazendo de há 9 anos a esta parte, propõe-se reunir os seus associados e amigos à volta de uma refeição, nesta quadra do ano em que as famílias e os grupos de colegas e companheiros se juntam para confraternizar e reforçar os laços que os unem.

E vamos fazê-lo em mais uma casa regional sediada em Lisboa, depois de, nos anteriores 21 jantares-tertúlia, termos estado em 6 casas de âmbito regional (Alentejo, Beiras, Trás-os-Montes, Galiza, Angola e Cabo Verde), em 8 associações de âmbito subregional (Alvaiázere, Lafões, Castro Daire, Arganil, Sabugal, Covilhã, Arronches e Tondela) e em 7 coletividades locais de Lisboa (Futebol Benfica, Adicense, Ordem e Progresso, Palmense, Sargentos da Armada, Os Combatentes e Os Cinco Réis).

Desta vez, iremos estar na zona do Pinhal Interior, na Casa da Comarca da Sertã, onde vamos ser recebidos pela sua direção, em particular pelo seu presidente, o amigo Pedro Amaro.

O jantar de convívio com esta associação irá ter lugar na próxima 5ª feira, dia 15 de dezembro de 2016, a partir das 19.30h.

A Casa da Comarca da Sertã está situada na baixa de Lisboa, na Rua da Madalena, nº 171/3º andar, e tem o telefone 21 887 21 54. 

A Casa da Comarca da Sertã, fundada a 4 de fevereiro de 1946, representa os concelhos de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei e as freguesias de Amêndoa e Cardigos do concelho de Mação. 

O jantar terá como ementa sopa, prato principal de maranho e bucho da Sertã, bebidas, sobremesas, café e digestivo, tudo pelo preço global de 15 euros.

Os associados e amigos da ALDRABA que queiram participar devem manifestar-se, até 3ª feira, 13 de dezembro, junto do José Alberto Franco (T: 96 370 84 81, e-mail: jaffranco@gmail.com), ou junto de aldraba@gmail.com.

JAF

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

XXXII Encontro da Aldraba – “Por terras de Santiago da Guarda”, Ansião, 26.11.2016















Desta vez, o nosso destino será, no Distrito de Leiria, o Concelho de Ansião, rico pelo seu património monumental e etnográfico.

1.       PROGRAMA DO ENCONTRO
Ponto de encontro – Impreterivelmente às 9h45m, no largo do centro do Alvorge (há um café, vê-se a Escola Primária e a Rua do Centro Etnográfico é a Rua David Miguel Namora).

10h00m – Encontro no Centro Etnográfico do Alvorge
11h00m – Visita à Igreja Matriz de Torre de Vale de Todos
11h45m – Visita aos “Moinhos do Outeiro”, únicos no mundo em termos de funcionamento, são de madeira, muito mais pequenos do que os tradicionais e construídos sobre uma circunferência de pedra
12h15m - Centro histórico da Granja, com visitas guiadas à Casa-Museu dos Fósseis de Sicó e Capela da Granja, em honra de Nª Srª da Orada
13h30m - Almoço no Restaurante “O Serranito”, Santiago da Guarda (detalhes mais abaixo)
15h30m – Visita guiada ao Complexo Monumental de Santiago da Guarda - constituído por uma Torre Medieval e um Paço fortificado dos séculos XVI/XIX, edificados sobre uma villa romana, sendo aquela construção um dos raros edifícios civis que ostenta a vieira, símbolo da sua função de apoio do Caminho Português de Santiago, traçado sobre a antiga estrada romana.

2.       ALMOÇO
O almoço, por um preço estimado entre 10 e 12,5€, inclui entradas, prato de peixe ou carne, sobremesa, bebidas e café. Da ementa constam, à escolha: queixadas de porco no forno, lombo de porco assado, feijoada, bacalhau à Gomes de Sá, picanha ou febras com queijo e peixe grelhado. Na altura da inscrição deverão manifestar a vossa preferência.

3.       INFORMAÇÃO DE ALOJAMENTO
Uma vez que o nosso destino dista de Lisboa 192km, para quem quiser pernoitar na sede do concelho – Ansião, de sábado para domingo ou ir de véspera, é-nos recomendado:
Hotel Solar da Rainha
Rua dos Pinheirais, 339 – Ansião
T.: 236 676 204
GPS 39º 55’ 9,76’’N; 8º 26’ 16,81’’W
Os preços são: 35€ (quarto de casal); 40€ (quarto duplo); 25€ (quarto individual), com pequeno-almoço incluído.
Recomenda-se que a marcação do alojamento seja feita com alguma rapidez, pois trata-se de uma unidade hoteleira não muito grande
Quem ficar na região no domingo e estiver interessado em visitar a zona histórica de Penela, deverá manifestá-lo aquando da sua inscrição, pois poderemos proporcionar uma visita guiada.

4.       INSCRIÇÃO 
Poderá ser feita até dia 23 de Novembro, 4ª feira próxima, junto do Nuno Silveira – tm 962 916 005, da Maria Eugénia – tm 964 445 270, ou para o email da Aldraba - aldraba@gmail.com

A Direcção

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O culto dos mortos no séc.XI






















O nosso grande historiador medieval José Mattoso, ao longo da sua obra Poderes Invisíveis - O Imaginário Medieval (Círculo de Leitores, Lisboa, 2013), avança com reflexões de enorme oportunidade para entendermos o desenvolvimento dos rituais e das crenças em torno da morte, que perduraram nas sociedades ibéricas ao longo de séculos. Aqui fica um pequeno extrato, para estimular o interesse por estas leituras:

... As condições de violência, de guerra constante, externa e interna, que vive a sociedade castelhano-leonesa durante os séculos VIII a X conferem, de facto, à ameaça da morte uma carácter absolutamente concreto e existencial.

Por isso, o que na verdade é preciso nomear e esconjurar é o medo da morte. Ela corresponde à facilidade com que se mata e derrama o sangue nesta sociedade violenta e brutal. Se não é a ameaça da súbita invasão dos ginetes mouros com o consequente risco das casas e searas queimadas, das mulheres violadas ou levadas para o cativeiro, dos homens decapitados ou tornados escravos, é a extorsão dos frutos da terra e dos animais capturados pelos condes, os saiões ou os maiorinos, a tortura infligida aos infratores das normas estabelecidas, as mãos decepadas, os olhos vasados, a cabeça rapada, o enforcamento pelos pequenos delitos. Ou então, se não são os grandes senhores ou os inimigos que irrompem na vida quotidiana para destruir e castigar, são os flagelos da natureza que trazem a fome, a esterilidade, a seca, as chuvas excessivas, a tempestade, a lepra, a peste, a loucura.

Para se defenderem, os camponeses dispõem apenas da proteção divina. Mesmo os outros homens, incluindo os guerreiros, apesar das suas armas e do seu poder, estão também sujeitos à maioria dos flagelos que não deixam escapar ninguém. Também estes recorrem aos meios propiciatórios e à magia para tentarem esconjurar os incompreensíveis arbítrios da boa e da má sorte, e, se possível, ficar do melhor lado na desigual distribuição da morte e da vida.

As bênçãos e as maldições rituais adquirem assim a sua eficácia. Os clérigos, como conhecedores dos ocultos mecanismos do sobrenatural, especializam-se na sua gestão para atraírem a fecundidade sobre os bons ou precipitarem a desolação e a desgraça sobre os ímpios, os perversos ou os que abusam do seu poder.

José Mattoso  

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

As eiras comunitárias do meu tempo














Pré-publicação de artigo que vai sair no nº 20 da revista ALDRABA, atualmente no prelo:

Na década de 50 ainda não se fazia sentir em grande força a nova tecnologia agrícola e os pequenos agricultores da minha região socorriam-se, ainda, dos costumes tradicionais.

As eiras comunitárias eram espaços utilizados por quase todas as populações, que viviam de dois ou três hectares de sementeira do trigo, sendo este o cereal que melhor correspondia aos anseios de casas de família, porque mais tarde era trocado por farinha.

As eiras erguiam-se em locais normalmente altos e ventosos, numa superfície com 8 a 12 metros de diâmetro, normalmente em pedra xistosa ou em ladrilho, e em certos casos, em terrenos baldios, noutros até privados, mas que naquele tempo, tanto umas como outras serviam uma pequena comunidade.

Era necessário combinar entre os seus utilizadores, o seu uso, e isso fazia-se normalmente nas tabernas e colectividades. Por vezes se o tempo ajudasse até poderia a parte da manhã ser para uma pessoa e a da tarde para outra, isso tinha muito a ver com o tempo, principalmente o vento que era necessário soprar quando se mandava o cereal ao ar, através de uma pá de madeira para que a semente caísse e o vento levasse a palha miúda, porque a mais grossa essa, era antes retirada com uma forquilha de 4 bicos.

Um pormenor curioso era quando um pequeno seareiro tinha apenas uma “besta” ou duas, ele pedia outra emprestada a um vizinho ou familiar para que quanto mais depressa o cereal fosse pisado mais depressa o trabalho era feito. Lembro-me perfeitamente de 2, 3 animais andarem à volta, duas e mais horas, para que o grão fosse separado da palha.

No tempo das eiras, as debulhas começavam logo no mês de Julho, quando se fazia sentir o maior calor, e os moços novos dessa altura estavam desejosos de haver palha nas eiras, para lá ir dormir a noite. Viam-se pequenos grupos de noite, ao luar, com a manta as costas que iam dormir à eira.

Pouco mais tarde e ainda no meu tempo de adolescente, começaram a aparecer as debulhadoras fixas, onde ainda tive oportunidade de fazer dois anos numa dessas máquinas.

Eram cerca de 15 homens que acompanhavam esse equipamento e que se ia deslocando de monte em monte, conforme os pedidos dos lavradores, e onde chegavam a estar de entre 2 a 4 dias num local.


Hoje, ao falar em eiras tradicionais, já ninguém conhece nem se lembra, mas que elas foram um espaço importante, num tempo que proporcionou um convívio salutar e uma entre ajuda entre vizinhos, disso não há dúvidas.

José Rodrigues Simão

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Nomes de localidades em azulejos (cont. 33)











O nosso amigo Jorge Torres captou e enviou-nos duas novas placas toponímicas em azulejos do ACP, que a ALDRABA aqui reproduz e que muito agradece.

Trata-se da placa da localidade de Ceira, do concelho e distrito de Coimbra, e da placa da Guarda, na cidade e distrito do mesmo nome.

Um grande abraço a estes amigos que não cessam, com a sua colaboração, de nos incentivar a prosseguir a coleção.

Atingimos hoje um total de 162 placas publicitadas.

JAF (fotos de Jorge Torres)