terça-feira, 4 de outubro de 2016

Livro "Cataventos" da associada Zulmira Bento












No próximo dia 7 de outubro de 2016, 6.ª feira, pelas 18h30, terá lugar na Biblioteca da Casa do Alentejo, em Lisboa, a apresentação do livro "Cataventos", da associada da ALDRABA Zulmira Bento.

O prefácio da obra é do vice-presidente da ALDRABA Luís Maçarico.

Apareçam e tragam um amigo também.

JAF

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Acerca do Círio da NªSenhora da Nazaré na região saloia
















A imagem de Nossa Senhora da Nazaré chegou neste mês de setembro de 2016 à vila da Ericeira, 17 anos depois da anterior estadia no mesmo local.

Trata-se de uma festa religiosa muito arreigada nos concelhos de Mafra, Sintra e Torres Vedras, de que aqui faremos uma breve evocação.

Tudo terá começado com um voto de um João Manuel, do lugar do Penedo da Arrifana - Igreja Nova, entre 1658 e 1662.

Um dia que descansava à sombra de uma árvore, assistiu ao regresso de uma caravana de romeiros do Sítio da Nazaré. Estes contaram-lhe os imensos milagres obrados por intermédio da Senhora de Nazaré, entre os quais o do cavaleiro D. Fuas Roupinho, a quem tinha salvado da morte.

Lembrando-se que a sua mulher era muito doente havia já muitos anos, pediu-lhes que o deixassem ir com eles, pois não sabia o caminho. Os peregrinos anuíram a tal pedido, e logo combinaram o encontro no ano seguinte.

Na ocasião combinada rumou ao Sítio, prometendo então que, se a Virgem intercedesse pela saúde de sua esposa, se deslocaria nos anos seguintes ao seu templo, para pagar a mercê. Tendo obtido a graça solicitada, caminhou para o santuário com o seu burrinho quatro anos a fio, levando uma bandeira que de volta depositava na sua igreja até ao ano seguinte.

Nestas andanças de fé, começou a juntar-se-lhe o povo da freguesia da Igreja Nova e a seguir o de Mafra, ao redor de 1722, tendo esta vila abandonado para tal o giro da Virgem do Cabo Espichel, o qual circulava já havia 263 anos.

A estas seguiram-se as restantes freguesias que hoje compõem o Círio: Santo Isidoro, Montelavar, Cheleiros, Encarnação, S. Pedro da Cadeira, Ericeira, Carvoeira, Alcainça, Terrugem, S. João das Lampas, Sobral da Abelheira, Santo Estêvão das Galés, Gradil, Azueira e Enxara do Bispo.

É a estas freguesias que se refere a Provisão do Cardeal Patriarca Dom Tomaz de Almeida, de 1732, instituindo a base canónica e sancionando o compromisso tomado entre elas.

Assim, cada freguesia que recebe a imagem da Senhora, é responsável pela peregrinação anual à Nazaré antes de a entregar à freguesia seguinte. Esta peregrinação recebe o nome de Círio, devido ao facto de se deixar no Santuário da Nazaré uma vela - círio - que fica a arder até ao próximo ano.

As festas das freguesias dividem-se em duas: a festa dos velhos ou dos casados e a festa dos novos ou dos solteiros. A comissão desta última deve assegurar a organização da próxima receção à imagem da Virgem, passados os 17 anos do giro.

A título de curiosidade, seja referido que, tradicionalmente, a Comissão de Honra da Vila de Mafra era presidida pelo Chefe de Estado, como Juiz honorário. Sabe-se que El-Rei D. Luís II, El-Rei D. Manuel II e o Infante D. Augusto foram juízes, bem como o Presidente da República, Almirante Américo Tomaz, entre outros.

JAF

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Nomes de localidades em azulejos (cont. 32)














Mais uma placa que o "repórter da Aldraba" localizou e fotografou.


Foi agora a vez da localidade do Teixoso, no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco.

Com esta, completamos o bonito número de 160 placas de azulejos do ACP já publicadas no nosso blogue.

JAF (foto MEG)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

“Tradição e sabedoria” : Em lua-de-mel











Significado: Período de tempo de relações entre duas pessoas ou instituições que decorre de modo feliz.

Origem: Terá surgido nos países nórdicos. Durante os primeiros trinta dias (uma lua), os noivos apenas bebiam hidromel, bebida doce que se obtém pela fermentação do mel adicionado de água, considerada com propriedades afrodisíacas.

Cafés Chave d’Ouro

sábado, 20 de agosto de 2016

Regulamento para o centro histórico de Lisboa?


Excertos de um artigo muito oportuno de Fernando Silva Grade, publicado no "Público" de 15.8.2016:

(...) A arquitectura foi, desde sempre, um dos principais baluartes da identidade colectiva em todas as partes do mundo. Reflectindo as circunstâncias ecológicas, geológicas, sociais e artísticas do local a arquitectura contribui decisivamente para a construção do espírito do lugar – a essência emocional e espiritual do sítio.

O espírito do lugar é uma componente de genuinidade e autenticidade de grande intensidade, mas também de grande fragilidade, estilhaçando-se ao menor sopro de erros e falsificações. Ora, o que se passa é que esse elan corre perigo na cidade de Lisboa, na medida da descaracterização e desvirtuamento dos edifícios, principais elementos que estruturam o centro histórico da cidade.

Parece que, hoje em dia, os cidadãos têm os sentidos embotados. Ou então desabituaram-se de observar e de contemplar o espaço que os rodeia, aprisionados a um ritmo de vida frenético em que a única disponibilidade se canaliza para um ecrã. Se olhassem em volta, com olhos de ver, verificariam o estado desastroso em que as fachadas das casas antigas se encontram, as degradadas e as reabilitadas. Quer umas quer outras estão muito diferentes daquilo que eram originariamente.

(...) as fachadas também têm sido alvo de um total desvirtuamento, salvando-se aquelas que estão cobertas de azulejos. A utilização, quase sem excepção, de tintas industriais plásticas tem consequências estéticas lastimáveis (para além da sua incompatibilidade física e funcional com a alvenaria estrutural). As cores das ditas tintas ora apresentam uma expressão inerte e baça nas tonalidades cinzentas e castanhas, ora se tornam rutilantes e pirosas nas cores amarela, vermelho e azul. Lembro que as cores originárias eram obtidas por pigmentos naturais integrados na alvenaria de cal e areia (barramentos e escaiolas), sendo utilizadas principalmente as suaves mas luminosas tonalidades ocre, rosa, siena e verde-terra, para lá do branco e cinzento (em Sintra ainda se podem observar estas cores).

A regra fundamental na reabilitação de edifícios históricos é a utilização dos materiais apropriados e compatíveis. As reabilitações que estão a ocorrer em Lisboa são concretizadas, em mais de 90% dos casos, de forma totalmente incorrecta, desvirtuando os edifícios históricos e criando, em seu lugar, ridículos pastiches, falsificações intoleráveis no contexto de um centro histórico de um valor excepcional.

Não quero deixar ainda de referir uma alteração que já se manifesta há muitos anos, e que tem penalizado bastante a imagem geral do casario, principalmente quando observada de cima, o que em Lisboa é uma constante devido às colinas: a progressiva substituição da originária telha de canudo pela industrial e inestética telha lusa (em muitos centros históricos do país o regulamento não permite o uso desta telha). A visão geral da cidade perdeu unidade e espectacularidade devido a este facto. Aliás, relativamente a esta questão, podemos referir a cidade do Porto que mantém essa unidade e harmonia extraordinária devido à manutenção da mesma telha que é neste caso a telha marselhesa.

Resta pois perguntar se existe um regulamento para o centro histórico de Lisboa. Se existe, ou é totalmente omisso relativamente a regras básicas de intervenção em edifícios históricos, ou então assistimos à transgressão da lei, uma realidade bem comum na construção civil em Portugal.

A manutenção da autenticidade arquitectónica num centro histórico é um factor básico e estrutural para que a expressão da beleza, harmonia e identidade se afirme em todo o seu esplendor e, deste modo, constituir uma atracção irresistível para todos os que a habitam e visitam.

Fernando Silva Grade


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Imagens da 6ª Rota da Aldraba (Por Alfama)





Só agora se reproduzem imagens, recolhidas pelo António Brito (por esse motivo, não figura nelas...), de um pouco do que foi a atividade da ALDRABA realizada em 23 de julho último, desde o miradouro de Santa Luzia até ao Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama.

Fomos calorosamente recebidos na Associação do Património e População de Alfama, pela sua Presidente, a amiga Lurdes Pinheiro, e pelo também membro da Direção, o jovem historiador Daniel Nunes, que nos guiou durante a manhã através das ruas, ruelas, largos e escadinhas do bairro.

Graças ao conhecimento e afeto do Daniel, e ao interesse dos participantes, pudemos contactar com as memórias dos tempos romanos, visigóticos, árabes e cristãos de Alfama, numa interação muito rica do presente com o passado.

Muito obrigado à APPA, a quem manifestamos o desejo de futuras atividades conjuntas.

JAF 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Estimulante visita ao Museu do Aljube






































































































































No sábado, 30 de julho de 2016, 15 participantes da Aldraba tiveram o privilégio de visitar o Museu do Aljube, acompanhados pelos conhecimentos e pelo empenho profissional da Drª Judite Álvares, responsável pelo serviço educativo do Museu.

Foi uma excelente oportunidade de contacto com o acervo de memórias, materializadas em documentos e objetos, da resistência heróica do nosso povo aos 48 anos de ditadura fascista.

O "Estado Novo" e os "brandos costumes" com que, por vezes, se quer fazer passar aquele período, foram outrossim uma época de grande sofrimento do nosso povo, em que milhares de personagens anónimos resistiram com enorme coragem, ousadia e criatividade.

É essa gesta de luta e resistência que o Museu do Aljube evoca, de forma bem conseguida, que pode e deve ser melhorada - com os contributos que, tais como os nossos, vão sendo transmitidos pelos visitantes.

Visitem o Museu os que ainda que o não conhecem, e voltem lá e aprofundem o conhecimento os que já conseguiram visitá-lo!

JAF (fotos LFM)