sábado, 19 de dezembro de 2015

Imagens do jantar-tertúlia na Casa de Arronches




A Aldraba realizou o seu jantar-tertúlia de Dezembro de 2015, quinta feira dia 17, na Casa de Arronches, em Lisboa. 
As duas dezenas de associados apreciaram uma boa gastronomia, saborosa e genuína, em ambiente acolhedor, onde os dirigentes da Casa de Arronches nos contaram a história da casa regional, desde a sua fundação, em 1953, com primeira sede nos Anjos. 
Gratos a João Luís Feiteira e à equipa que coordena, numa sintonia visível de dedicação à terra amada, que os anima nesta "riqueza que é estarem juntos, com Arronches no coração." 
Parabéns e boa continuação, pois aquilo que semearam é digno de ser visitado, fruído e divulgado.
LFM (texto e fotos)

sábado, 12 de dezembro de 2015

19º Jantar-tertúlia, Casa do Concelho de Arronches, 5ª feira dia 17 de Dezembro.


















Como já vem sendo hábito todos os anos, faremos um jantar-tertúlia que será em simultâneo o jantar de Natal e Fim de Ano da “família” Aldraba.

Desta vez juntamo-nos na Casa do Concelho de Arronches, sita na Avenida Rainha D. Leonor nº 1, r/c Dtº (transversal da Alameda das Linhas de Torres, ao Lumiar), em Lisboa, no dia 17 de Dezembro, 5ª feira, pelas 19h30m.

Da ementa, ao preço único de 15€, constam entradas variadas, sopa de tomate c/ovo, migas de batata com presinhas do alguidar, empada de aves, fruta, gelado e doces, café e digestivos, águas , sumos , vinho e sangria .

Seremos acompanhados pelo amigo João Luís Feiteira, Presidente da Direcção da Casa de Arronches e outros membros da mesma, que nos apresentarão a colectividade e o trabalho que desenvolvem.

Aguardamos que nos comuniquem as vossas inscrições até ao próximo dia 15 de Dezembro para Mª Céu Ramos (ceuazevedo@hotmail.com), para Ana Isabel Carvalho (anaisa1640@gmail.com) ou para o email da Aldraba (aldraba@gmail.com).

A Direcção




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Como foi o lançamento do nº 18 da nossa revista












No fim da tarde da quarta~feira, dia 9, o Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes" recebeu a Professora Doutora Fátima Sá, que apresentou a revista número 18 da Aldraba. 

O presidente da colectividade, Carlos Oliveira, saudou a Associação do Espaço e Património Popular e a assistência, de forma calorosa, e o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Aldraba, João Coelho, fez uma intervenção breve, introduzindo a convidada.
A abordagem da Profª Fátima Sá incidiu sobre os diversos equívocos entre popular e rural, entre central e local, entre cultura popular e tradição, que a revista 18 da Aldraba não comete, em qualquer dos artigos. 
"O primeiro equívoco possível é a abrangência do adjectivo popular e do substantivo povo. Neste número não se cai nesse equívoco. A revista aborda temáticas do mundo rural e urbano. Inicia-se com um artigo sobre a prática antiga do pastoreio do Alto Minho, seguido de um ensaio sobre a Rua dos Sapateiros, em Lisboa. As duas coisas conjugam-se. A revista contorna os equívocos de maneira muito clara." 
Citando a obra "A Invenção da Tradição", lembrou que as tradições são muito recentes e quantas vezes reinventadas.
"Nem exclusivamente tradicional, local, rural - a cultura popular faz parte do nosso património comum." 
Elogiando o percurso da Aldraba, a Professora Fátima Sá destacou o facto do Associativismo ser "uma parte importantíssima da cultura popular, da modernidade, entendendo-se esta a partir do período, que se inaugura com a revolução liberal, através da qual vão florescer associações de cultura popular e cidadania, que são a ossatura do património civil".
LFM (texto e fotos)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

10 anos, 30 encontros temáticos













É esta a contracapa do nº 18 da revista "ALDRABA", que amanhã, 9.12.2015, pelas 18h30, tem o seu lançamento n' "Os Combatentes", em Lisboa:

Ao longo dos dez anos de existência da Associação ALDRABA, tentámos dar corpo ao nosso objetivo estatutário de sermos “um ponto de encontro e de comunicação para a preservação e divulgação do património popular nos espaços onde ele se encontra, através da pesquisa, recolha e tratamento das memórias dos sítios, das pessoas, dos grupos e das coletividades”, através da “abordagem integrada de objetos, práticas, factos e vivências”.


Para isso, deambulámos pelo país, interagindo com coletividades locais, associações populares e autarquias, e promovendo encontros centrados em temas patrimoniais das realidades dessas populações.

Desde o arranque da Aldraba até ao corrente ano de 2015, realizámos 30 encontros temáticos. Para tal, deslocámo-nos a 28 concelhos do país, havendo alguns em que foram feitos mais do que um encontro, embora em localidades distintas.

Aqui fica o registo desses municípios, situados em 9 distritos do continente português:

Alcoutim
Aljezur
Aljustrel
Almada
Alter do Chão
Amadora
Arruda dos Vinhos
Azambuja
Barreiro
Castro Verde
Coruche
Fundão
Lisboa
Loulé
Lourinhã
Mafra
Mértola
Montemor-o-Novo
Moura
Mourão
Odivelas
Oeiras
Pedrógão Grande
Serpa
Setúbal
Torres Vedras
Viana do Alentejo
Vila Franca de Xira

Fica também a nossa expressão de vontade de continuar a fazer pontes com as populações destes concelhos e do resto do país…

JAF

sábado, 5 de dezembro de 2015

Lançamento do nº 18 da "ALDRABA" no próximo dia 9.12.2015, 4ªf, às 18.30h

O nº 18 da revista "Aldraba", já editado e presentemente a ser distribuído pelos associados, terá uma sessão pública de lançamento na próxima 4ª feira, 9 de dezembro, às 18.30h, no salão da coletividade popular "Os Combatentes", sita na Rua do Possolo, 5 a 9, em Lisboa (junto a Campo de Ourique).
Teremos a honra de contar, para a apresentação da revista, com a historiadora Profª Fátima Sá, docente do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, onde leciona História e Humanidades, e que é doutorada em história social pela Sorbonne. É ainda diretora da revista "Ler História".

Convidamos a comparecerem todos os muitos amigos da nossa Associação, e aqueles que seguem com interesse as atividades que desenvolvemos. E que tragam outros amigos também...

Como aperitivo, aqui fica o sumário do nº 18 da revista:


EDITORIAL
Conhecer, para quê?
Luís Ferreira

LUGARES DO PATRIMÓNIO
Sistelo: entre o vale e a montanha
Fernando Cerqueira Barros
Rua dos Sapateiros em Lisboa
Nuno Roque da Silveira

ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO
Congresso Nacional das Coletividades, Associações e Clubes
Albano Ginja

RITUAIS, TRADIÇÃO E REALIDADE
“Jordões”: uma tradição singular
Luís Filipe Maçarico
Festa dos Tabuleiros em Tomar
Maria do Céu Ramos e Luís Ferreira
Santas Cruzes: memória e crença em Vila Nova de S. Bento
Ana Isabel Carvalho

ARTES E OFÍCIOS
Uma arte da cultura popular portuguesa: a filigrana
Maria João Marques

SONS COM HISTÓRIA
Fomos a Alcáçovas - concerto de estreia do chocalhofone em 21.6.2015
Maria do Céu Ramos

CRÍTICA DE LIVROS
"Sr. Doutor, dói-me tudo"
João Coelho

ALDRABA EM MOVIMENTO
Abril a outubro de 2015
Maria Eugénia Gomes

POEMA
Do cimo da minha rua
Flávio Gil

CONTRACAPA
10 anos, 30 encontros temáticos    


A Direção da Aldraba

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Concerto de chocalhofone em Alcáçovas










Condensação de artigo incluído no nº 18 da revista "ALDRABA", a ser lançado dentro de poucos dias:

Alcacevas, Alcassovas ou Alcáçovas. A sua origem perde-se no tempo, mas sabe-se que, no tempo dos romanos, foi famosa cidade de nome Castraleucos, que significa Castelos Brancos, a qual os mouros tomaram e mudaram-lhe o nome para Alcáçovas.

Não é de estranhar, segundo a tradição, terá existido um castelo para o lado norte que dominava uma vasta distância ao norte e nascente, que segundo refere o padre Joaquim Pedro de Alcântara “existiam por lá vestígios de antigas edificações”.

Em 1259, D. Martinho I, Bispo de Évora, e o seu cabido, dão foral à limitada aldeia de Alcáçovas, cuja jurisdição lhes pertenceria. D. Afonso III, senhor das Alcáçovas, elevou-a à categoria de Vila, melhorando-a e acrescentando-a consideravelmente.

D. Dinis dispensou à vila as maiores regalias e privilégios, ordenou que nunca mais saísse da coroa nem se desse a pessoa alguma. Terá transformado em paço real o antigo castelo. Passava largas temporadas naquela vila e dizia que ali tinha juntas, num só lugar, a sua Sintra e Almeirim, porque, sendo Sintra deliciosa no verão e fria no Inverno, Almeirim amena no Inverno e insuportável no verão, Alcáçovas era agradável nas duas estações.

D. Dinis ainda mandou arrancar pedra para cercar a vila, que não se efectuou por via de sua morte.

É em Alcáçovas que, em 1479, se assina o tratado de Alcáçovas/Toledo que deu um fim à guerra de sucessão de Castela.

Dito isto, a nossa ida a Alcáçovas prende-se com o facto de, no âmbito da candidatura da Arte Chocalheira a Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente, assistirmos ao Concerto de Estreia do Chocalhofone Alentejano, em 21 de Junho de 2015.

Este instrumento é concebido com a utilização de chocalhos, escolhidos nos seus diversos tamanhos, que produzem naturalmente sons completamente diferentes uns de outros e com os quais é possível transmitir música erudita.

O chocalho tem sido utilizado na música erudita há bastante tempo, mas sempre como instrumento não afinado e sempre individualmente.

Segundo o maestro e compositor Christopher Bochmann, a ideia não é nova, dado que já haviam sido construídos instrumentos deste tipo. Eram essencialmente feitos de chocalhos alpinos e terão sido utilizados por um compositor francês, nalgumas peças musicais.

Este ano, e dada a candidatura do chocalho a património, pensou-se construir um instrumento com os chocalhos artesanais das Alcáçovas, fazer a ligação entre o som do campo e a natureza, por um lado e o som da sala de concerto e o raciocino humano (palavras do maestro), que acrescenta:

“A peça Pastorale que escrevi para a estreia do instrumento pretende reflectir precisamente a ligação entre estes dois mundos sonoros”.

Estas as palavras do Maestro que tão bem nos soube explicar, cativar e ensinar que para além do título sugestivo a música faz ainda referência a outras obras de Beethoven e Arthur Honegger.

Dizer que na Igreja Matriz de Alcáçovas se ouviu música de Elgar, Bruckner, Meyerbeer, Brahms e Bochmann, excelentemente interpretada pela Orquestra Sinfónica Juvenil, sendo o Chocalhofone tocado pelo jovem Rui Pinto, sob a direcção de Christopher Bochmann. Fechou com a Marcha de Pompa e Circunstância, op. 39, nº1, que deliciou o público que enchia completamente a Igreja.

Além de ouvir muito boa música excelentemente interpretada, ver de perto o novo instrumento tendo como origem os chocalhos de Alcáçovas, foi um momento mágico.

Maria do Céu Ramos

domingo, 15 de novembro de 2015

Povo que canta não morrerá!
















































































Realizou-se ontem, tal com estava previsto, o XXX Encontro da Aldraba: “O cante e a memória rural, vozes e olhares cruzados”, em Serpa e Pias.

Em Serpa, na Casa do Cante, decorreu a primeira parte do encontro. O José Alberto Franco referiu o 10º aniversário da Associação e o percurso que aqui nos fez chegar, desde as expectativas do começo até às muitas realizações conseguidas até agora. O Paulo Lima falou-nos das candidaturas  para a obtenção do reconhecimento do Património Imaterial da Humanidade da UNESCO a que esteve e está ligado, das contingências da globalização em áreas tão sensíveis como são as do património imaterial e para a necessidade imperiosa da sua salvaguarda.

O painel que tratou do cante foi diverso e com riquíssimas intervenções. O Paulo Nascimento (Vereador da Cultura da C.M. de Castro Verde) deixou-nos o testemunho do empenho e do forte apoio e estímulo que a Câmara tem vindo a dar aos grupos existentes no concelho e, sobretudo, na sua introdução como disciplina curricular nas suas escolas. Do António Lebre (Camponeses de Pias) retivemos a sua grande experiência de uma vida como cantador e como ensaiador, enquanto que os jovens Filipe Pratas (Ganhões de Castro Verde) e Hilário Serra (Mainantes de Pias) nos trouxeram o futuro e a certeza que pela sua mão se vai continuar a tradição.

Difícil, muito difícil mesmo, foi a moderação a cargo do Luís Maçarico e da Ana Isabel Carvalho pois foi escasso o tempo para tantos e tão interessantes testemunhos e questões trazidas para a discussão.

 

Em Pias, sentimo-nos em casa, tal a afectuosidade dos amigos que nos receberam no Núcleo Museológico. Aí tivemos flores e cante, numa surpresa que nos emocionou, e os mestres Romão Mariano, António e Domingos Borralho que nos falaram das suas antigas ocupações como ferreiro e poeta popular, adegueiro e alfaiate, respectivamente.

Mais uma vez a Madalena Borralho se desdobrou em atenções e, com o seu grande entusiasmo e generosidade, mostrou a obra que muito ajudou a construir – o Núcleo Museológico de Pias - e que, fazendo já parte da Rede de Museus do Alentejo, guarda as memórias do povo da sua terra.

 

Terminámos o dia na Bética, uma acolhedora casa de turismo rural, onde o Marco Valente nos mostrou um conjunto de peças arqueológicas coleccionadas pelo antigo dono, já falecido, explicando com saber e detalhe a sua proveniência e significado.


MEG