sexta-feira, 31 de julho de 2015

Nomes de localidades em azulejos (cont. 25)



A nossa batalha de recuperação fotográfica das placas toponímicas em azulejos que, há pouco menos de 100 anos, o Automóvel Clube de Portugal instalou à entrada de muitas localidades, prossegue!

Às vezes, circunstâncias propícias têm feito com que associados e ativistas da ALDRABA tenham encontrado diversas novas placas, que aqui divulgámos com todo o gosto. Assim aconteceu com os posts "cont. 23" e "cont. 24", em que publicitámos mais 5 placas, de vários pontos do país.

Entretanto, como fizémos no passado, também vamos reproduzindo - citando sempre, obviamente, a respetiva fonte - placas publicadas noutros blogues ou sites, em particular no "Diário de Bordo", de Maria Teresa Oliveira.

Foram aí divulgadas recentemente outras 6 novas placas, fotografadas por Pedro Figueira, que hoje republicamos, com a devida vénia.

É o caso das placas de azulejos de Amora e Monte Estoril, no concelho de Cascais e distrito de Lisboa, de Aveiras de Cima, no concelho da Azambuja e distrito de Lisboa, de Bencatel, no concelho de Vila Viçosa e distrito de Évora, de Chaves, no concelho do mesmo nome e distrito de Vila Real, de Santa Clara, no concelho e distrito de Coimbra, e de Vila Velha de Ródão, no concelho do mesmo nome, distrito de Castelo Branco.    

Com o post de hoje, atingimos um total de 148 placas diferentes publicadas, de 132 localidades em 15 distritos do país.

JAF

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Imagem da Nª Srª dos Avieiros e do Tejo chega a Oeiras



“A divulgação da religiosidade das comunidades ribeirinhas do Tejo, a promoção cultural e a dinamização turística são os principais objetivos de uma descida do Tejo, ao longo de 200 quilómetros, que está a decorrer em antigos barcos avieiros.

Na sua terceira edição, e dividido por sete etapas, o Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo é organizado por associações locais, com os tradicionais barcos a transportarem a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, em peregrinação fluvial às comunidades ribeirinhas e às aldeias avieiras, em cruzeiro que principiou no sábado, em Vila Velha de Ródão, e que vai terminar em Oeiras, na foz do rio.

“O cruzeiro tem a função de partilhar o rio, viver o rio, e conviver ao longo de 15 dias e sete etapas com as comunidades ribeirinhas. Ao longo de cerca de 200 quilómetros, vamos estar em 20 concelhos, 30 freguesias e 37 paróquias, numa iniciativa que assenta na componente religiosa, cultural e de dinamização turística”, disse à agência Lusa José Gaspar, da Associação para a Promoção da Cultura Avieira (APCA).

Durante as sete etapas vão suceder-se diversas paragens e pernoitas dos peregrinos em comunidades ribeirinhas, com cerimónias religiosas e eventos culturais, informou, frisando que estas são iniciativas organizadas pelas associações locais em parceria com as autarquias, agrupamentos de escolas e entidades privadas.

“O que queremos é unir as comunidades ribeirinhas para a defesa ambiental do Tejo, para a sua preservação e divulgação da sua história, património, cultura, turismo e demais potencialidades”, vincou o dirigente associativo.

Descer o rio até à foz, hoje em dia, com os baixos caudais, só é possível com o apoio da EDP, que, em ação concertada, liberta água das barragens de modo a permitir criar um lençol de água suficiente para a passagem dos barcos de madeira, alguns com mais de uma tonelada, observou Rui Rodrigues, dirigente da ENVOLVE – Associação para o Desenvolvimento Local, de Rossio ao Sul do Tejo.

“Sem o apoio deles seria extraordinariamente difícil vencer determinados pontos do curso do Tejo e ultrapassarmos, incólumes, as zonas mais rochosas”, frisou.

Descendente de avieiros, residente na Chamusca, Jaime Fernandes segue dentro de uma das cinco antigas bateiras que descem o Tejo escoltadas pelos botes da Marinha.

“Quero fazer todo o percurso, de Vila Velha de Rodão até Lisboa, e o que me motiva a participar são as minhas raízes, que muito me orgulham, e contribuir para esta ligação que importa fazer entre as comunidades ribeirinhas e o Tejo, de modo a que cuidem dele e tenham uma maior preocupação em relação à defesa dos problemas ambientais com que se vem deparando”, destacou.

“Viver o rio, e viver do rio, é uma arte e, de certa forma, um privilégio”, vincou Jaime, que, ao segundo dia do percurso, já sentia ter “valido a pena”.

A visibilidade que este cruzeiro está a conferir “fez com que as águas do rio estejam mais limpas desde há oito dias para cá, ao contrário do que se passa no resto do ano. Só por isso já valeu a pena”, afirmou.”

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fechos de portas no concelho de Vinhais











Fotos recolhidas recentemente na aldeia de Dine, freguesia de Fresulfe, concelho de Vinhais, por onde o nosso novo associado Fernando Silva andou em busca dos "seus" fornos de cal, objeto de estudo das suas pesquisas profissionais.

Trata-se de 3 interessantes fechos de portas, uma de porta de igreja e duas de portas de casas de habitação.

Os nossos agradecimentos ao Fernando, e o nosso estímulo para que continue as suas inspiradas recolhas.

JAF (fotos de Fernando Silva)


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Nomes de localidades em azulejos (cont.24)
























Voltamos à publicação de registos fotográficos das placas de azulejos que o ACP colocou à entrada das localidades a partir dos anos 1920's.

Dois repórteres da ALDRABA fotografaram e enviaram-nos mais três placas que hoje aqui reproduzimos.

Lajeosa do Mondego é uma localidade do concelho de Celorico da Beira, no distrito da Guarda.

Penedono é sede de concelho, no distrito de Viseu.

Santo Amador é uma localidade do concelho de Moura, no distrito de Beja.

Bem hajam o Luís Maçarico e a Mª Céu Ramos, por mais estas peças patrimoniais.

Com o post de hoje, perfazemos a publicação de um total de 142 placas diferentes publicadas, de 126 localidades em 15 distritos do país.

JAF (LFM-Lajeosa e Penedono; MCR-Santo Amador) 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Visita ao Museu Bordalo Pinheiro, no próximo sábado, 6 de junho, pelas 10h30























A ALDRABA vai levar a efeito, na manhã do próximo sábado, dia 6 de junho, uma visita guiada ao Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa (Campo Grande).

Seremos recebidos pela técnica municipal Drª Celeste Reis, que nos apresentará e acompanhará na visita à exposição temporária "Vivinha a saltar", que ilustra a relação do artista Bordalo Pinheiro com as varinas de Ovar.

A exposição divide-se em dois temas:
- As varinas de Bordalo, e
- As novas sardinhas de Bordalo.

Concentrar-nos-emos à porta do Museu, no Campo Grande, 382, às 10.15 horas. A entrada é gratuita.

Apareçam, e tragam amigos e familiares.

A Direção

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Celebrando a memória, construindo o futuro

































A nossa Associação completou 10 anos no passado dia 25 de abril de 2015, e comemorou essa efeméride num caloroso jantar no Restaurante Bonjardim, em Lisboa, precisamente no mesmo local em que nos reunimos no final da Assembleia Geral Constituinte de 25.4.2005.

Os que se quiseram associar ao jantar do Bonjardim recordaram, com emoção, este percurso de 10 anos, e lembraram os companheiros de caminhada. Nas fotografias que aqui deixamos constam, designadamente, os atuais presidentes da Assembleia Geral, da Direção e do Conselho Fiscal (João Coelho, José Alberto Franco e Albano Ginja, respetivamente), e uma das destacadas fundadoras da ALDRABA, a nossa querida Mª Amélia Sobral Bastos.

Um mês depois - no período de 21 a 24.5.2015 - decorreu o Festival Islâmico de Mértola, onde a ALDRABA participou pela 5ª vez consecutiva, de forma direta ou indireta. Desta vez, assistimos ao lançamento do livro de poesia Pastores do Sol", do nosso associado Luís Maçarico, e ao lançamento da "Cerâmica Islâmica de Mértola", da nossa amiga Susana Gomez.

Também no Festival de Mértola, participámos no animado debate sobre o juíz Muhammed Ibnen Bashir, com Ahjj Jalid Nieto, da Comunidade Islâmica de Sevilha, e nos interessantíssimos concertos sobre a interação Fado/Flamengo/Música Árabe, que usufruímos nas noites do programa no cais do Guadiana, bem como nas oficinas de Cante Alentejano e de instrumentos árabes.

Ao longo desses três dias, os associados da ALDRABA Isabel Carvalho, José Alberto, José Rodrigues, José Viegas, Luís Maçarico, Marco Valente, Maria Eugénia, Maria João e  Santiago Macias, e os amigos e familiares que os acompanhavam, assinalaram de forma marcante a presença da nossa associação neste evento.

JAF

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Quinta-feira de Ascensão ou Quinta-feira de Espiga












Cerca de quarenta dias depois da Páscoa, sempre a uma quinta-feira do mês de Maio, a Igreja Católica celebra a ascensão de Jesus ao céu, depois de ter sido crucificado e de ter ressuscitado. Dada a sua estreita ligação à Natureza, pensa-se que esta celebração pode vir talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e que se mantêm ligadas à tradição dos Maios e das Maias.

Tradicionalmente, de manhã cedo, rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga. Regiões há, ou havia, em que as famílias se juntam e passam o dia no campo, não esquecendo o farnel para o almoço.

 A “espiga” é um ramo com espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas, em que cada elemento simboliza um desejo:
As espigas significam que haja pão isto é, que nunca falte comida, que haja abundância em cada lar; O ramo de folhas de oliveira, que haja paz, pois a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira e também que nunca falte a luz (divina); As flores, malmequeres, papoilas, etc., significam que haja alegria, simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda traz ouro e prata, a papoila traz amor e vida e o alecrim saúde e força.

O ramo é guardado ao longo de um ano, pendurado algures dentro de casa, até ser substituído pelo do ano seguinte. 

MEG (Fotografia: Hernâni Matos - Blogue Do tempo da outra senhora)