sexta-feira, 11 de abril de 2014

Na casa do Alentejo, com Abril em fundo
















A Aldraba propôs aos seus associados assinalar por diversas formas, ao longo do mês de Abril de 2014, o 40º aniversário da data luminosa que, em 1974, marcou a conquista da democracia no nosso país, comemorando, em simultâneo, o 9º aniversário da nossa Associação.
Nesta primeira iniciativa, revisitámos a Casa do Alentejo, ponto de encontro obrigatório de todos os alentejanos radicados na Grande Lisboa, e de muitos amigos que nos acompanham neste gosto pelo Alentejo e por tudo o que de lá nos chega. Por parte da sua Direcção, onde contamos com amigos certos (de que destacamos a nossa associada Rosa Honrado Calado), sempre nos sentimos acarinhados pela recepção calorosa que nos dispensam.
Foi um serão inesquecível este, em que apreciámos as iguarias que nos haviam preparado e em que conhecemos, ou lembrámos, detalhes da história e do percurso cívico e cultural da “Casa” e das suas perspectivas de desenvolvimento futuro.
Inesquecível também pelo que cada um de nós partilhou das suas memórias pessoais e de grupo ligadas ao 25 de Abril. Alegrias muitas, algumas tristezas, talvez saudades pelos tempos vividos há 40 anos, mas sempre a convicção de que ainda temos força que baste para cumprir Abril...ou cumprir Portugal!

Jorge de Sena, em Maio de 1974, escreveu um texto a que deu o título de "Com que então libertos, hein!" de que aqui fica um excerto:
...
Porque é belo e é magnífico
o entusiasmo e é sinal esplêndido de estar viva uma nação inteira.
Mas a vida não é só correria e gritos de entusiasmo, é também
o desafio terrível do ter-se de repente nas mãos
os destinos de uma pátria e de um povo, suspensos sobre o abismo
em que se afundam os povos e as nações que deixaram fugir
a hora miraculosa que uma revolução lhes marcou.
...
MEG (com fotografias de LFM)

quarta-feira, 26 de março de 2014

O acervo documental da ALDRABA (13): Vultos
























A Associação ALDRABA começou a germinar em 2004, e constituiu-se formalmente em 2005, pela positiva, em torno de um conjunto de objetivos e preocupações ligados à identidade e ao património das nossas populações.

Surgimos também, numa ótica de contraste, em rutura com práticas e atitudes dos “assassinos de sonhos”, dos “vampiros de ideias”, dos “plagiadores de luz”, dos que “precisam de retratos”, de “artigos a louvaminhá-los” e de “aplausos comprados” (manifesto de 5.4.2005).

Por este caldo inicial, a ALDRABA sempre resistiu a tudo o que pudesse ser entendido como culto desmedido de personalidades individuais, e a nossa matriz é fortemente centrada nos coletivos de onde os indivíduos emergem.

Por conseguinte, os testemunhos pessoais que têm sido evidenciados nas páginas da nossa revista são, precisamente, os daqueles portugueses que, em nosso entender, melhor souberam potenciar os conhecimentos e o sofrimento do povo onde nasceram, contribuindo modestamente para o seu progresso.

Retomando a divulgação das referências aos textos que integram o nosso acervo documental, abordamos hoje o descritor VULTOS, do grupo temático “Referências culturais”.

Reproduzem-se em seguida as indicações dos trabalhos, neste domínio, publicados até ao presente na revista “ALDRABA”:

Vultos

Alexandra Leandro, “João Gonçalves Carrasco”, in “ALDRABA”, nº 4 (Dez.2007), p.6

José Alberto Franco, “Domingos Carvalho e Pedro Ornelas: Dois companheiros e amigos que nos deixaram”, in “ALDRABA”, nº 6 (Dez.2008), p.21

José Alberto Franco, “Evocação de João Honrado”, in “ALDRABA”, nº 13(Abr.2013), contracapa

Luís Filipe Maçarico, “Alves Redol: O escritor-etnógrafo que amava o futuro”, in “ALDRABA”, nº 12 (Out.2012), p.2

Luís Filipe Maçarico e Sónia Frade, “João Honrado: O património da memória num testemunho sobre o tempo em que não havia liberdade”, in “ALDRABA”, nº 3 (Jun.2007), p.9

Luís Filipe Maçarico, “Rocha Peixoto e Leite de Vasconcelos”, in “ALDRABA”, nº 8 (Dez.2009), p.2

Manuela Florêncio, “No centenário de Manuel da Fonseca”, in “ALDRABA”, nº 11 (Abr.2012), p.19

Nuno Roque da Silveira, “Elsa Rodrigues dos Santos”, in “ALDRABA”, nº 12 (Out.2012), p.19

Nuno Roque da Silveira, “Manuel Fernandes Tomás”, in “ALDRABA”, nº 14 (Out.2013), p.19

Olavo Rasquinho e Sónia Frade, “Centenário de Adeodato Barreto”, in “ALDRABA”, nº 1 (Abr.2006), p.14

Órgãos sociais da Aldraba, “Em memória do Manuel Sobral Bastos”, in “ALDRABA”, nº 10 (Jul.2011), p.21


Como anteriormente, os leitores e amigos que pretendam aceder a estes textos, e que se manifestem em comentário ao presente post, ou por e-mail para aldraba@gmail.com, receberão uma cópia digitalizada do ou dos artigos que assinalarem.

JAF

terça-feira, 25 de março de 2014

17º Jantar-tertúlia na Casa do Alentejo, no dia 3 de abril, 5ª feira












A Aldraba propõe-se assinalar por diversas formas, no próximo mês de abril de 2014, o 40º aniversário da data luminosa que, em 1974, marcou a conquista da democracia no nosso país.

Nesses eventos, comemoraremos também o 9º aniversário da nossa Associação, e procederemos ao lançamento do nº 15 da revista “Aldraba”.

Começaremos com o 17º jantar-tertúlia numa casa regional sediada em Lisboa. Desta vez iremos jantar e conviver na Casa do Alentejo, que se situa na Rua das Portas de Santo Antão, 58, em Lisboa, no dia 3 de abril, às 19.30h.

A Casa do Alentejo foi fundada em 1923 e é ponto de encontro obrigatório de todos os naturais daquela província radicados na Grande Lisboa.

Vamos ser acompanhados no jantar por elementos da Direção da Casa do Alentejo, que nos falarão do rico percurso cultural e cívico daquela instituição, e das suas perspetivas de desenvolvimento futuro. Entre os presentes, serão também partilhadas memórias pessoais e de grupo ligadas ao 25 de abril.

O jantar, pelo preço global de 13€, compreende entradas, sopa, prato de peixe ou carne à escolha, vinhos e refrigerantes, sobremesa e café.

Os interessados em participar devem manifestá-lo por e-mail ou telefonema para a Maria Eugénia Gomes (megomes2006@gmail.com / 96 444 52 70 ou 91 964 71 95), até ao próximo dia 1 de abril, 3ª feira.

Aparece e traz outro amigo!

sábado, 15 de março de 2014

Visita às Galerias da Vida Rural (M.N.Etnologia) no próximo domingo, 23.março


A ALDRABA vai começar no domingo, dia 23 de março, de manhã, a dar execução a um novo objetivo do Plano de Atividades para 2014, aprovado pela primeira vez pela Assembleia Geral de 31.1.2014.

Trata-se de promover “visitas a museus ou exposições que se insiram no espaço e património popular”, o que nos propomos desencadear desde agora, com iniciativas da Direção ou propostas pelos associados.

Começaremos pelo Museu Nacional de Etnologia, situado na Avenida Ilha da Madeira, em Lisboa (a cerca de 10 minutos a pé do Estádio do Restelo, ou a 15 minutos do Mosteriro dos Jerónimos), e que dispõe do telefone 21 304 11 60.

O Museu foi criado em 1965, e encontra-se desde 1975 instalado num edifício expressamente construído segundo os mais atualizados critérios museológicos.

É dirigido pelo conceituado antropólogo Prof. Joaquim Pais de Brito, amigo da nossa Associação, que em 2008 já nos deu o privilégio de fazer o lançamento de um dos números da revista “Aldraba”.

O Museu tem hoje um acervo de mais de 26 000 objetos, provenientes de todo o mundo, e entre os quais sobressaem as coleções de alfaias agrícolas portuguesas, de têxteis tradicionais e de objetos de arte africana provenientes dos países lusófonos.

Possui uma das mais completas coleções dedicadas ao mundo rural, merecendo a visita de todos os que por estas matérias têm interesse.

O centro desta visita da ALDRABA vão ser, precisamente, as “Galerias da Vida Rural”, um espaço dedicado às coleções ilustrativas dos temas da agricultura, pastoreio, tecnologias tradicionais e equipamento doméstico na sociedade rural em Portugal.

Testemunhos materiais de modos de vida evanescentes ou, em muitos casos, já desaparecidos no momento da sua recolha, a maior parte dos objetos apresentados nestas Galerias foi reunida sobretudo entre as décadas de 1960 e 1970, por Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, elementos da equipa que está na origem do Museu Nacional de Etnologia e que, com Jorge Dias e Fernando Galhano, havia iniciado em finais da década de 1940 o seu percurso de investigação.

Esta investigação foi conduzida de acordo com um projeto inovador que consistiu em levantamentos e recolhas sistemáticas, extensivos a todo o território continental e ilhas, prestando particular atenção à identificação e estudo das técnicas e tecnologias tradicionais do mundo rural, com profunda consciência das mutações que se anteviam.

Os participantes nesta visita da ALDRABA (associados, familiares e amigos), devem concentrar-se à entrada do Museu às 10 horas da manhã.

As entradas são gratuitas durante o período da nossa visita.

Divulguem! Compareçam! Participem!

A Direção

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Museu da aldeia da Luz: reconstruir um lugar sem pessoas e sem partilha?









"As suas exposições temporárias e de natureza diversa - têm como eixo de abordagem as temáticas de fundo do museu: a identidade, a história, a paisagem deste lugar. Leituras múltiplas e diversas que reativam memórias e significados para a reconstrução do lugar." "O museu foi construído como lugar de memória e criação."

Se consultarmos o site do Museu da Luz (http://www.museudaluz.org.pt) é este tipo de discurso que encontramos. Convencer-nos-ia, decerto, se o interesse e a curiosidade não nos levasse ao espaço físico do Museu.

A visita, do passado dia 2 de Fevereiro, revelou-me um lugar impessoal e vazio deixando a impressão que carece de alguma atenção na organização dos poucos objectos existentes que compõem, de forma desgarrada, uma exposição que, alegadamente, por lá existe! Decerto pretende ser uma demonstração da imensa criatividade que caracteriza os designers ultra supra modernos mas que, certamente, nada dirá à população, ausente há muito.

Entre a “inovadora” e “brilhantíssima” ideia de colocar à disposição meia dúzia de binóculos para, fora do Museu, os visitantes observarem os pássaros, e as projecções de imagens de objectos e utensílios, incessantes e vertiginosas numa espécie de sessões contínuas que, no mínimo, nos deixam estonteados - existem três ou quatro peças (quem saberá onde estarão amontoadas as restantes) oferecidas pelos luzenses, espalhadas pelo espaço do Museu, sem qualquer referência ou classificação.

Dessas peças sobrantes da exposição que existiu e que se pretendia permanente, que contam histórias, vivências e modos de vida e que tanto significam para os habitantes que abdicaram delas para construir um espaço de memória e partilha, nada se diz.

Seria útil que os “iluminados” que dirigem este Museu tivessem em consideração as diferenças que existem entre os conceitos de museu e galeria de arte. Mais do que isso, que se informassem sobre as funções do Museu, designadamente sobre a função social de um Museu. O caso da Luz merece, em particular, esse cuidado e essa preocupação e os seus habitantes merecem o respeito pela sua identidade.

Regressando ao discurso inicial será pertinente questionar: Que história? Que memória? Que reconstrução do lugar se faz sem pessoas e sem partilha?

Ana Isabel Carvalho (associada da ALDRABA)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Vamos ao teatro de revista nos Combatentes


A Aldraba promove uma ida coletiva ao teatro de revista, para assistirmos à exibição que está em curso do "Aguenta-te à bronca!".

No Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", popular coletividade da Rua do Possolo, a Campo de Ourique, com longas e honrosas tradições em prol da arte cénica, e que há anos tem um protocolo de cooperação com a Aldraba, está agora em cartaz a referida revista, encenada por Paulo Vasco (coadjuvado por Júlio Machado).

Trata-se de um divertido conjunto de quadros de crítica social, com muita música, bailado, vistoso guarda-roupa, e uma grande, grande dedicação dos jovens e adultos amadores que integram o elenco, e dos técnicos da coletividade que trabalham atrás dos bastidores.

No próximo sábado, dia 22 de fevereiro, pelas 21.30h, vai ter lugar nova representação do "Aguenta-te à bronca!", na sala de espetáculos do GDEC, na Rua do Possolo, 5/9, em Lisboa, sendo os bilhetes ao preço único de 5 euros.

Apelamos a todos os associados e amigos a aparecerem nos Combatentes neste sábado, para convivermos, para nos divertirmos, e para apoiarmos ativamente esta coletividade nossa parceira.

JAF

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O património alentejano no Alandroal

         










Participámos com todo o gosto e interesse nas 1ªs Jornadas do Património Cultural Imaterial do Alentejo, realizadas no passado sábado 1 de fevereiro, das 10 às 19h, no Fórum Cultural Transfronteiriço do Alandroal, num amplo e repleto auditório.

Para este efeito, rumaram àquela calorosa vila do Alto Alentejo seis associados da Aldraba, vindos da Amadora, de Beja, de Lisboa e de Loures.

O rico programa das jornadas incluíu intervenções sobre o cante alentejano, sobre a viola campaniça e o improviso no Alentejo, sobre os bonecos de Santo Aleixo, sobre o barranquenho, sobre as tabernas e as alcunhas no Alentejo, sobre a arte chocalheira, e sobre a medicina popular no Alentejo, entre outros temas.

De muitas estimulantes intervenções, seja-nos permitido destacar, pela sua vivacidade e pelos elementos de futuro que trouxeram consigo, aquelas que os amigos Miguel Rego e Pedro Mestre nos apresentaram acerca da viola campaniça e os corais populares em Castro Verde.

A Aldraba teve ocasião de manifestar à recem-criada Associação Portuguesa para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial(responsável pelas jornadas), na pessoa do seu dirigente e nosso amigo Fernando Mão de Ferro, felicitações pelo trabalho realizado e disponibilidade para cooperação futura.

JAF