sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Homenagem a Domingos Carvalho no próximo sábado, 25 de janeiro



A Direção da Casa do Alentejo enviou à ALDRABA um convite para a tarde cultural que leva a efeito no próximo sábado, dia 25 de janeiro de 2014, às 15h30, em homenagem ao grande alentejano Domingos Carvalho.

Associamo-nos com todo o gosto a esta iniciativa, que aqui se divulga.

A homenagem vai ter lugar nas instalações da Casa do Alentejo, na Rua das Portas de Santo Antão, com o seguinte programa:

• Exposição – Mostra biográfica, documental e fotográfica de Domingos de Carvalho;
• Intervenções da família e dos amigos;
• Animação musical, pelos grupos “Os Rurais” de Figueira dos Cavaleiros e “Os Afluentes do Sado” de Alvalade-Sado;
• Recital com poemas de Domingos de Carvalho, pelo grupo “Jograis do Alentejo”;
• Beberete/Convívio


Domingos Carvalho nasceu em Figueira dos Cavaleiros, Ferreira do Alentejo, em 1919, tendo falecido em Lisboa em 2008.

Trabalhou desde muito jovem na área do comércio, tendo começado como caixeiro-viajante, depois como agente comercial.

Aos 20 anos, participando na luta clandestina contra o fascismo, foi preso com outros camaradas e espancado com extrema violência. Voltaria a ser preso em 1959 e desta vez sujeito à tortura do sono e julgado no tribunal plenário, após uma participação muito empenhada nas campanhas eleitorais de Arlindo Vicente e Humberto Delgado.

Como escritor, nunca o Alentejo da juventude deixou de estar presente na sua memória. As gentes, a paisagem, o modo de viver, as falas, a dignidade da luta por melhores condições de vida transparecem nos primeiros livros que escreveu, Joio sem Trigo, 1954, Charneca do Monte Agreste (poemas), 1955, e Sementes do Terço (contos), 1956. A denúncia amarga da exploração e opressão a que os trabalhadores rurais, no Alentejo, eram então sujeitos, levou a polícia política a proibir as obras.

Até perto do final da sua vida exerceu uma cidadania activa e empenhada, com participação no movimento cooperativista e mutualista, designadamente, nos corpos gerentes da Caixa Económica Operária e da Casa do Alentejo.

Fez-se associado da ALDRABA, em 2005, logo após a sua constituição.

JAF (nota biográfica com dados extraídos dos Cadernos Casa do Alentejo)



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

XXIV Encontro "Da necrópole à grande cidade": Amadora, 18.1.2014 (sábado)










No início de 2014, a ALDRABA propõe-se manter vivo e desenvolver o élan com que há 9 anos foi lançado o projecto da nossa Associação.

Assim, vamos levar a efeito o XXIV Encontro da ALDRABA, centrado desta vez na cidade da Amadora e no seu património, no próximo dia 18 de Janeiro, sábado.

O encontro inicia-se às 10 horas, à entrada do Museu Municipal de Arqueologia (núcleo da Falagueira), de onde partiremos para visitar a necrópole de Carenque e a vila romana da quinta da Bolacha, terminando essa parte do programa com uma visita ao próprio espólio do Museu. Durante a manhã, seremos sempre acompanhados pelo técnico municipal Regis Barbosa.

Por volta das 13 horas, almoçaremos no restaurante “Javali”, onde, pelo preço global de 12,50 euros, temos à disposição – além das entradas, bebidas, café e sobremesa – uma escolha entre três pratos de carne ou peixe (bacalhau com natas, carne de porco à alentejana ou lombo de porco assado).

A partir das 15 horas, na Sociedade Filarmónica Recreio Artístico da Amadora, seremos recebidos pelos seus dirigentes Matias Pica e Carlos Heitor, e vamos conhecer a experiência cultural e recreativa das colectividades da zona, bem como ouvir e questionar os amigos Vítor Viegas e António Gonzalez, que se dispõem a transmitir-nos ricos conhecimentos do património popular local (designadamente, sobre ervas e moinhos).

Endereços: Museu Municipal de Arqueologia
Núcleo Museológico do Casal da Falagueira
Parque Aventura - Beco do Poço
(entre os Bombeiros e o Casal de S. Brás)

Restaurante “Javali”
Av. Marquês de Pombal, 57 B

Soc. Filarmónica Recreio Artístico da Amadora
Av. Elias Garcia, 142

Para manifestar o desejo de participação, propomos que sejam contactados – até 5ª feira, 16 de Janeiro - o Nuno Silveira (T: 962916005) ou a Círia Brito (T: 969067494 // ciriabrito@sapo.pt). Para quem se deslocar em transporte público e/ou tenha dificuldade em identificar os locais relevantes, poderemos combinar pontos intermédios de encontro.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Associados da ALDRABA conviveram na Casa do Concelho do Sabugal


Nesta casa regional das Beiras, que nos acolheu de forma cuidadosa, uma vintena de "aldrabistas" reuniram-se com muita amizade em mais um jantar-tertúlia.

O bacalhau assado no forno, as entradas e as sobremesas estavam ótimas, e os ativistas da Casa do Sabugal deram-nos uma boa perspetiva do trabalho ali desenvolvido e dos projetos futuros que têm em mãos.

Dos nossos participantes que usaram da palavra durante o jantar, destacaram-se o associado Augusto Teixeira e o amigo Pedro Franco (presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa), ambos na ótica do progresso da função social do associativismo popular.

JAF (fotografias de ABrito)


domingo, 22 de dezembro de 2013

A dieta mediterrânica é património imaterial da humanidade














No início do corrente mês de dezembro de 2013, durante a sessão do comité intergovernamental da UNESCO que reuniu em Baku, no Azerbaijão, Portugal viu aprovada a sua candidatura (conjunta com a Croácia e com Chipre) da "dieta mediterrânica" a PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE.

Assim, o nosso país e os seus dois parceiros vieram juntar-se à Espanha, à Grécia, à Itália e a Marrocos que, desde 2010, tinham já conseguido idêntico reconhecimento para esta forma particular de gastronomia dos povos da bacia do Mediterrâneo.

Os nossos parabéns para os autarcas e para os técnicos da Câmara Municipal de Tavira que lideraram a candidatura portuguesa ganhadora.

Associando-nos aos documentos apresentados, a ALDRABA também quer sublinhar que "a dieta mediterrânica envolve uma série de competências, conhecimentos, rituais, símbolos e tradições ligadas às colheitas, à safra, à pesca, à pecuária, à conservação, ao processamento, à confecção, e, em particular, à partilha e ao consumo dos alimentos".

"Comer em conjunto é a base da identidade cultural e da sobrevivência das comunidades por toda a bacia do Mediterrâneo. É um momento de convívio social e de comunicação, de afirmação e de renovação da identidade de uma família, grupo ou comunidade"...

Bem hajam os homens e as mulheres de Tavira que trabalharam por este reconhecimento, com os quais a nossa associação está disponível para iniciativas futuras.

JAF  

domingo, 8 de dezembro de 2013

16º jantar-tertúlia da Aldraba em 13.12.2013

Aproxima-se a época das festas de família em que gostamos de estar com a nossa gente, a nossa família e os nossos amigos. Assim é também na Aldraba.

Vamos levar a efeito mais um jantar-tertúlia numa casa regional sediada em Lisboa. Desta vez iremos jantar e conviver na Casa do Concelho do Sabugal, que se situa na Av. Almirante Reis, Nº 256, 2º Esq., em Lisboa, no dia 13 de Dezembro, às 19.30h.

Fruto de desejos e vontades que já vinham de antes do 25 de Abril mas que não havia sido possível concretizar, a Casa do Concelho do Sabugal viria a ser fundada em 1975. Ponto de encontro de muitos naturais da região é ainda local de venda de produtos raianos.

O jantar, pelo preço global de 15€, compreende entradas (queijo e presunto da região, entre outras), prato de bacalhau assado com batatas, vinhos e refrigerantes, sobremesa e café.

Os interessados em participar devem manifestá-lo por e-mail ou telefonema para a Maria Eugénia Gomes (megomes2006@gmail.com / 96 444 52 70 ou 91 964 71 95), até dia 10 de Dezembro próximo.

Vem e traz um amigo também!




quinta-feira, 21 de novembro de 2013

ITINERANTE, projeto inovador na salvaguarda do património












A Itinerante, como a maioria dos projectos ligados à defesa do património, nasceu quase de geração espontânea. Foi o entusiasmo de um pequeno grupo de pessoas que transformou uma ideia inicial, difusa, num projecto que tem, hoje, alguma dimensão e notoriedade.

Tudo começou com umas caminhadas em que participavam os amigos e os amigos dos amigos. Preparava-se não só o trilho, mas também meia dúzia de notas para dar a conhecer a região, referenciando o património existente e algum acontecimento histórico marcante. E muitas vezes, para fechar em beleza um dia bem passado a caminhar, havia opípara refeição num restaurante da zona desfrutando da gastronomia local. Estas caminhadas foram ganhando regularidade e adeptos. Conversa puxa conversa – uma das grandes virtudes das caminhadas é que conversamos… e é tão estimulante conversar! –, começou a fermentar a ideia de passar para o papel o conceito que, casualmente, tinha aparecido, fruto dos interesses de alguns de nós: juntar as três valências – o Caminhar, o Conhecer e o Conviver. E assim nasceu a “Itinerante – Divulgação Histórica e Cultural, Crl”, uma cooperativa sem fins lucrativos cujo objecto principal é a divulgação da História, da Cultura, da Geografia e da Paisagem, para dinamização do Turismo.

Face mais visível do trabalho desenvolvido pela cooperativa é a Revista ITINERANTE, que, no Ponto 1 do seu Estatuto Editorial, define claramente a sua razão de ser: «A revista ITINERANTE defende, através do pedestrianismo, o Turismo Ético. É objectivo da ITINERANTE: (a) promover hábitos de vida saudável; (b) defender e valorizar o património natural, cultural e ambiental; (c) contribuir para o estabelecimento de relações reciprocamente benéficas entre os caminheiros e as comunidades locais.»

E pensamos que, nos números já publicados, temos conseguido dar resposta a este objectivo. Por decisão editorial, a Itinerante é uma revista temática, ou seja, cada número é dedicado a um assunto. Até hoje, foram publicados 8 números – Invasões Francesas, Faróis de Portugal, Caminho Português de Santiago, República, 7 Maravilhas Naturais de Portugal, Contrabando, Santuários de Portugal e Enoturismo – para além de um número especial dedicado às Linhas de Torres Vedras.

Talvez a forma mais simples de dar a conhecer a Itinerante seja referir alguns dados:

(a) Já foram apresentados 61 trilhos, em 53 concelhos do Continente e das Ilhas. Vão desde a Serra d’Arga até à Ria Formosa, passando pela subida ao Pico e pela Lagoa das Sete Cidades. No total, eles percorrem 960km. De acordo com os nossos padrões – todos os trilhos foram testados pela equipa Itinerante, o que garante, a quem os faz, uniformidade nos critérios considerados – quem fizer todos ocupará 269 horas.

(b) Demos a conhecer 31 restaurantes. O Abocanhado, em plena Serra do Gerês, o Lampião, no Turcifal, o Martinho da Arcada, em Lisboa, a D. Isilda, em Palmela, o Eira do Mel, em Vila do Bispo e as Vides, em Câmara de Lobos, foram alguns deles. Mas o “Conviver” não se fica pelos restaurantes; há também a preocupação em divulgar pratos tradicionais da gastronomia local. Por isso já escrevemos sobre, por exemplo, a açorda, os Ovos Moles de Aveiro, a Bôla de Lamego, os enchidos do Alto Minho, as Fatias do Freixo e o Pão e Queijo da Senhora da Lapa, em Sernancelhe. É de ficar com água na boca…

(c) No bloco “Conhecer” já se conta com a colaboração de 60 individualidades. Porque consideramos primordial garantir informação rigorosa e de qualidade, recorremos, na grande maioria dos números, a um Consultor Científico, alguém de reconhecido mérito no tema em causa, que nos auxilia na escolha dos assuntos e dos articulistas. Por exemplo, o Prof. Doutor António Ventura, director do Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa, ajudou-nos no número das Invasões Francesas e tivemos o precioso apoio do Prof. Doutor José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, nos números que dedicámos ao Caminho de Santiago e aos Santuários. Tivemos já a honra e o prazer de entrevistar, por exemplo, Frei Bento Domingues, a propósito do Caminho de Santiago, o Dr. Joaquim Boiça, que foi também o Consultor Científico, sobre os Faróis de Portugal, o Eng. José Bento dos Santos, conceituado gastrónomo, a propósito do Enoturismo e o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, no número dos Santuários. Muitos outros nomes ligados à História, à Cultura e à Defesa do Património têm escrito na Itinerante, mas há duas personalidades que destacamos, pelo simbolismo dos seus contributos: no número dedicado às Linhas de Torres tivemos a participação de Lord Douro, descendente do Duque de Wellington e a de D. Manuel Clemente, na altura Bispo do Porto, actual Patriarca de Lisboa, que deu o seu testemunho enquanto Comissário da Comissão Municipal de Torres Vedras para as Comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas. São estas pequenas “vitórias” que nos dão alento para continuar!

Mas o projecto Itinerante não se esgota na revista. Há o site (www.itinerante.pt) onde é possível ler excertos dos artigos publicados e descarregar os trilhos para GPS – basta introduzir a password que vem na revista do respectivo trilho – e há a página de Facebook; neste momento já ultrapassámos os 1.800 amigos. Ser amigo da Itinerante, no Facebook, permite estar a par das iniciativas desenvolvidas por entidades, algumas delas nossas parceiras. De facto, no âmbito da procura do benefício recíproco, entre quem caminha/visita e quem vive/se preocupa com a região, desde a primeira hora temos procurado, e temos conseguido, criar parcerias com associações de desenvolvimento local e de defesa do património. Neste momento são já mais de 20 as parcerias assinadas. No caso da Aldraba, essa parceria não está (ainda) protocolada, mas não faltará oportunidade. A excelente relação existente entre a Aldraba e a Itinerante ficou bem patente na nossa participação no XXI Encontro da Aldraba “Da Mértola Islâmica à Raia do Contrabando”, onde tivemos o prazer de partilhar convosco o trilho do contrabando “De Santana de Cambas à Mina de São Domingos”.

Uma última palavra quanto ao futuro. Não estamos parados e é nossa intenção aprofundar o projecto. Há ideias… ainda em fase de maturação. Aguardemos pelo início de 2014.

Até lá, saudações caminheiras!

José Constantino Costa

(Reprodução do artigo publicado no nº 14 da revista ALDRABA, em distribuição)



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Feito o lançamento da revista nº14




























O Clube do Sargento da Armada acolheu-nos nesta realização do lançamento da revista Aldraba.

Encontro de amigos em que intervieram Ana Isabel Carvalho, José Constantino Costa, José do Carmo Francisco, Luís Maçarico e José Alberto Franco, autores de alguns dos textos inseridos na publicação.

Vítor Agostinho, director da Voz do Operário, abriu a sessão, sendo o associativismo e os "miúdos" da Voz o tema de que naturalmente falou com todo o entusiasmo e muita ternura

Mª Céu Ramos (texto e fotos)