sexta-feira, 12 de julho de 2013

Carta Gastronómica do Alentejo

A gastronomia é um factor reconhecidamente importante, seja na vertente cultural, seja como alavanca para o desenvolvimento de actividades económicas, designadamente como motivo de atracção turística. Assim o pensou o Turismo do Alentejo, ERT que acaba de apresentar, no passado dia 10 de Julho, um trabalho desenvolvido no âmbito do projecto “Alentejo Bom Gosto” - a Carta Gastronómica do Alentejo (clicar para obter o documento).

Elaborado pela Confraria Gastronómica do Alentejo, trata-se de um documento extenso em que nos são apresentados alguns textos teóricos para importante enquadramento cultural e histórico, da autoria de Antónia Conde, Ana Soeiro, Cláudio Torres, Inês de Ornelas e Castro e Fernando Melo, Galopim de Carvalho, João Cotta Dias, José Luís Tirapicos Nunes, Maria Antónia Goes e Paulo Lima, e que reúne mais de 1100 receitas representativas do que se cozinha e do que se come por todo o Alentejo, fruto de um levantamento efectuado em todo o território.

A Carta assume-se como “uma bíblia da gastronomia regional, um trabalho pioneiro e singular no país que vem dar resposta a um desejo antigo de críticos e gastrónomos, para além de contribuir para o trabalho de estruturação do produto turístico gastronomia e vinho”. Outros trabalhos se lhe seguirão, desde a certificação de restaurantes de acordo com requisitos a definir pela Turismo do Alentejo, ERT, no sentido de criar uma restauração de qualidade, até à elaboração de roteiros gastronómicos que proporcionem o contacto de turistas com os ciclos do pão, do vinho, do azeite, etc.

Assinalo com regozijo a elaboração de um documento desta natureza que a todos enriquece culturalmente e que vem contribuir para o fortalecimento da identidade de uma região tão rica em tradições e que, a mim pessoalmente, me é tão cara!

Para obter a Carta Gastronómica do Alentejo clicar em:
Maria Eugénia Gomes




terça-feira, 9 de julho de 2013

O acervo documental da Aldraba (7) - Alentejo

Passemos agora ao descritor ALENTEJO, integrado no grupo temático “Regiões portuguesas e lusófonas”, de que os 13 números da revista “ALDRABA” publicaram uma quantidade significativa de artigos:

ALENTEJO

Alexandra Leandro, “João Gonçalves Carrasco”, in “ALDRABA”, nº 4 (Dez.2007), p.6

Ana Isabel Carvalho, “As saias, expressão de cultura popular do norte alentejano”, in “ALDRABA”, nº 5 (Jul.2008), p.19

Ana Machado, “O cante alentejano na Margem Sul”, in “ALDRABA”, nº 2 (Nov.2006), p.7

Luís Filipe Maçarico e Sónia Frade, “João Honrado (O património da memória num testemunho sobre o tempo em que não havia liberdade)”, in “ALDRABA”, nº 3 (Jun.2007), p.9

Luís Jordão, “Deambulações”, in “ALDRABA”, nº 4 (Dez.2007), p.17

Mª Amélia Sobral Bastos, “Os afectos também são património”, in “ALDRABA”, nº 2 (Nov.2006), p.12

Marco Valente, “A luz da caniceira – Um conto popular alentejano”, in “ALDRABA”, nº13 (Abr.2013), p.16

Marco Valente, “Aldrabas e batentes de Selmes”, in “ALDRABA”, nº 10 (Jul.2011), p.4

Maria Eugénia Gomes e Luís Filipe Maçarico, “Bento Ramos Sargento”, in “ALDRABA”, nº 12 (Out.2012), p.17

Nuno Roque da Silveira, “Lucinda Cruz da Moreanes”, in “ALDRABA”, nº 12 (Out.2012), p.21

Ricardo Colaço, “O tesouro da Basílica Real de Castro Verde”, in “ALDRABA”, nº 10 (Jul.2011), p.18

Rosa Dias, “O cante alentejano no Porto”, in “ALDRABA”, nº 4 (Dez.2007), p.13

Sónia Frade, “Memórias do contrabando em Santana de Cambas”, in “ALDRABA”, nº 1 (Abr.2006), p.13

Tal como se afirmou no último post, os nossos leitores e amigos que pretendam aceder a alguns destes textos e que se manifestem em comentário ao presente post, ou por e-mail para aldraba@gmail.com, receberão uma cópia do que indicarem.

JAF
(foto reproduzida de http://traje-antigo-alentejo.blogspot.pt)

sábado, 6 de julho de 2013

Um inesquecível encontro em Setúbal




Um dia muito forte, de partilha de conhecimentos, de aproximação à realidade histórica e social de Setúbal, e às memórias do seu povo, foi proporcionado em 29 de junho último aos 25 participantes do XXIII Encontro da Aldraba.

Sempre acompanhados pela mestria e pela dedicação do Dr. José Luís Catalão, chefe de divisão de museus e de bibliotecas do Município, estivémos sucessivamente na Fortaleza de São Filipe, no Mercado do Livramento, na Praça de Bocage e restante casco histórico, no Museu do Trabalho, num animado almoço de convívio no restaurante Lagarto, numa manufatura de azulejos em Azeitão e finalmente no Museu Sebastião da Gama.

Uma atividade inesquecível para os que quiseram e puderam comparecer, e que será seguramente complementada em futuro próximo com novas abordagens àquele rico património.

Fotos de LFMaçarico e de MCéuRamos

domingo, 30 de junho de 2013

O acervo documental da Aldraba (6) - Aldrabas, batentes, cataventos e chaminés
























Como anunciámos nos anteriores posts desta série, informámos primeiro sobre quais os 7 grandes grupos temáticos e quais os 125 descritores adotados para classificar toda a documentação disponível, com interesse para o património popular, detida pela associação ALDRABA.

Depois – e é isso que nos propomos fazer a partir de hoje –, iremos divulgar as referências dos textos ou publicações que integram o nosso acervo documental, matéria por matéria.

Começamos pela descrição dos artigos publicados ao longo dos 13 números da revista “ALDRABA”, classificados em 4 dos descritores do grupo “Objetos do património”:

ALDRABAS, BATENTES, CATAVENTOS E CHAMINÉS

Cláudio Torres, “A linguagem das portas”, in “ALDRABA”, nº 7 (Jul.2009), p.3
Ernesto Silva, “A aldraba”, in “ALDRABA”, nº 8 (Dez.2009), p.24
João Coelho, “Aldraba com verdade”, in “ALDRABA”, nº 3 (Jun.2007) e nº 4 (Dez.2007), verso da contracapa
Joge Rua de Carvalho, “Aldraba”, in “ALDRABA”, nº 1 (Abr.2006), verso da contracapa
José Manuel Prista, “Acerca de cataventos”, in “ALDRABA”, nº 2 (Nov.2006), p.8
José Manuel Prista, “Um livro que nos chegou”, in “ALDRABA”, nº 3 (Jun.2007), p.8
Luís Afonso, “Cataventos”, in “ALDRABA”, nº 1 (Abr.2006), verso da capa
Luís Filipe Maçarico, “Aldrabas e batentes”, in “ALDRABA”, nº 1 (Abr.2006), p.6
Luís Filipe Maçarico, “Chaminés”, in “ALDRABA”, nº 4 (Dez.2007), p.2
Luís Filipe Maçarico, “Mão de Fátima em Portugal”, in “ALDRABA”, nº 7 (Jul.2009), p.2
Luís Filipe Maçarico, Editorial, in “ALDRABA”, nº 1 (Abr.2006), p.1
Marco Valente, “Aldrabas e batentes de Selmes”, in “ALDRABA”, nº 10 (Jul.2011), p.4
Margarida Alves, Editorial, in “ALDRABA”, nº 7 (Jul.2009), p.1
Rosa Dias, “Queres saber o que é Aldraba”, in “ALDRABA”, nº 2 (Nov.2006), verso da contracapa
Santiago Macias, “A mão que nos chama”, in “ALDRABA”, nº 1 (Abr.2006), p.5

Aos nossos leitores e amigos que pretendam aceder a alguns destes textos, sugerimos que se manifestem em comentário ao presente post, ou por e-mail para aldraba@gmail.com, e teremos todo o gosto em lhos fazer chegar.

JAF

terça-feira, 18 de junho de 2013

XXIII Encontro da ALDRABA / Setúbal, 29.6.2013 (sábado)

“O pescado, as conservas e os azulejos”
Setúbal, 29.6.2013 (Sábado)

Com a colaboração da Câmara Municipal de Setúbal, a ALDRABA vai realizar o XXIII Encontro na cidade capital do Sado, no próximo dia 29 de junho de 2013 (sábado), em que contactaremos com as memórias da população local ligadas à captura e à transformação do peixe, e também com o rico património da zona ligado ao azulejo e à poesia.

O programa compreende os seguintes momentos e atividades:

10h00 – Concentração na fortaleza de S. Filipe, para uma primeira visão de conjunto da cidade de Setúbal e do seu território físico e humano.
11h00 – Visita ao Mercado do Livramento, em ocasião de pleno funcionamento.
11h30 – Início de visita guiada ao casco histórico da cidade de Setúbal, rico de referências culturais, edificadas e populares.
12h30 – Visita ao Museu do Trabalho Michel Giacometti, construído nas instalações de uma antiga fábrica de conservas, e com um valioso acervo iconográfico e documental.
13h30 – Almoço no Restaurante Lagarto (entradas, choco frito ou pratos alternativos, pão e bebidas, fruta ou doce, e café, pelo preço global de 12€).
16h00 – Partida para visita a uma oficina de produção de azulejos, perto de Azeitão.
17h00 – Visita ao Museu Sebastião da Gama, em Azeitão.
18h00 – Encerramento do Encontro.

As inscrições para a participação neste XXIII Encontro podem ser feitas junto do Nuno Roque Silveira (T: 962916005), ou da Círia Brito (T: 969067494 / ciriabrito@sapo.pt).

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Nomes de localidades em azulejos (cont.16)






Continuando a saga…

Dois amigos acabam de nos disponibilizar mais duas placas toponímicas de azulejos, colocadas pelo ACP à entrada de outras tantas localidades portuguesas nas primeiras décadas do séc. XX.

O amigo José Portela, de Ferreira do Alentejo, fotografou a placa de Vila Fresca de Azeitão, do concelho e distrito de Setúbal.

A amiga Celeste Mesquita, da Cova da Piedade, incluiu a placa de Vilarandelo, do concelho de Valpaço, distrito de Vila Real, numa comovente homenagem ao 100º aniversário do seu pai, natural daquela localidade, e que com ela coabita em Arraiolos.

Aqui reproduzimos as duas placas, com um grande abraço de agradecimento ao Zé Portela e à Celeste.

Com este nosso 17º post, a ALDRABA atinge agora um total divulgado de 117 placas, de 106 diferentes localidades em 12 distritos do país.

JAF

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Revista apresentada em Mértola















A revista nº 13 da Aldraba, duas semanas depois de ter sido lançada em Lisboa, na Associação das Colectividades do Concelho de Lisboa, chegou até ao público do Festival Islâmico de Mértola, interessado pelas questões que são estudadas.

A Aldraba agradece a disponibilidade do Campo Arqueológico de Mértola, por ter apoiado a apresentação da revista da Associação, no seu espaço, além de ter sido um dos elementos da sua direcção, a Professora Doutora Susana Gómez-Martínez a proferir palavras de grande sabedoria acerca do Associativismo, e particularmente do nosso trabalho de recolha e salvaguarda do património popular, do qual a revista é um exemplo importante.

Presentes, vários associados e colaboradores da revista, além de amigos locais que se interessaram pelo evento.

José Alberto Franco pormenorizou alguns dos assuntos tratados ao longo das várias edições, que integram o espólio bibliográfico da Biblioteca do CAM, e saudou a magnífica assistência.

Marco Valente, associado e colaborador assíduo, explicou o interesse que as lendas, os contos populares e a memória oral têm para um historiador ou patrimonializador...

Bem hajam todos os que possibilitaram este belo encontro!

LFM (texto e foto)