quinta-feira, 8 de novembro de 2012

As hortas de Corroios






















Até ao final do século XIX, a freguesia de Corroios foi essencialmente rural, fragmentada por quintas de fidalgos, nobres e Convento do Carmo, possuindo uma indústria ligada às actividades rurais: a indústria do vinho com os seus lagares; a indústria moageira com os moinhos de maré e de vento.

Embora actualmente a paisagem urbana se tenha alterado significativamente, com novas edificações, onde se enquadram edifícios de habitação multifamiliar, ainda conseguimos observar vestígios da antiga paisagem rural, com os quintais das casas utilizados principalmente para o cultivo de hortas e criação de galinhas e patos.

A paisagem que se vislumbra na viagem de comboio entre Lisboa e Corroios distingue-se particularmente pelo contraste entre o rural e o urbano. Grandes espaços de cultivo ao lado de ferrovias, estradas e viadutos, casas térreas ao lado de prédios altos.

Com a facilidade das compras em supermercados, deixou-se de se cultivar hortaliças e temperos dentro de casa. Ter uma horta em casa pode ser uma forma eficaz para ter uma vida mais saudável, pois as hortaliças desempenham um papel importantíssimo para a saúde humana. Elas são alimentos ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e outras substâncias que ajudam a prevenir doenças. Uma dieta rica em hortaliças e frutas tem ação demonstrada na prevenção de doenças do coração, diabetes e outras.

Com espaços de quintais antes destinados a flores ou relva, com um objetivo único de lazer e decorativo, atualmente escolhem-se as hortaliças, como tomates, alface, couves, courgettes, abóboras e muitas outras para cultivar e para ter uma alimentação saudável e sustentável. Ter uma horta caseira é uma opção barata e totalmente orgânica para a produção dos alimentos vegetais. E é a prova de que os alimentos foram plantados da maneira mais natural possível, sem a intervenção de pesticidas ou outros compostos químicos que danificam a saúde e o meio ambiente.

Por outro lado, as hortas, além de constituírem uma excelente ocupação de tempos livres e alívio do stress, têm, com a crise, um papel importante no orçamento familiar, como suporte à subsistência.

A necessidade do homem trabalhar a terra para daí obter alimentos é uma questão não só de sobrevivência, mas procede também do gosto que o homem urbano sente pela atividade agrícola. Este apego explica-se pelo desejo de adotar outros sabores além dos oferecidos pelos supermercados, bem como, pelo interesse pela evasão do ambiente urbano e de retorno à natureza.

Hoje em dia, quando se fala tanto da sustentabilidade do planeta, a opção pelo cultivo de hortas ajuda na preservação da biodiversidade. As hortas e quintais urbanos contribuem de uma forma impar para a sustentabilidade das cidades, fornecendo uma gama diferenciada de legumes frescos, ervas aromáticas e medicinais, frutos vários e a criação de pequenos animais (galinhas, patos, perus e coelhos. Investir no cultivo é uma forma de cuidar do meio ambiente, com uma exploração racional do nosso património natural.

Mesmo em apartamentos exíguos e pequenos é possível ter produtos hortícolas, como as ervas aromáticas. Podemos plantar variadíssimos produtos numa horta embora a escolha varie de acordo com o seu tamanho e estrutura. Ao contrário do que se pode pensar, não é necessário ter um grande espaço de quintal para fazer uma horta, basta ter um pequeno espaço, uma área em que bata sol e disposição para plantar diversos itens.

Assim, de quintais, a varandas, parapeitos, terraços a pátios, qualquer pequeno canteiro pode dar-nos o prazer de criar couves, tomates, courgettes ou ervas aromáticas.

Manuel Pereira
(autor do texto, publicado na "ALDRABA"nº12 , e da fotografia)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Que memória para o futuro?














Preservar e valorizar o património popular em todas as suas vertentes é objectivo da Aldraba. A transmissão dos diversos aspectos desse património torna-se, cada dia, mais premente perante a situação actual.

Quem percorrer as serras do interior de Portugal encontra inúmeras aldeias perdidas pelas encostas e vales, rodeadas de forte vegetação. Quando nos aventuramos a visitá-las, constatamos que, em algumas, apenas vivem uma ou duas famílias; noutras vemo-nos, de repente, no meio de pequenas ruas desertas, ladeadas de casas, umas desabitadas outras já degradadas, num silêncio e isolamento absolutos, que a todos confrange. A desertificação é uma realidade.

Observamos o pequeno património que esses lugares ainda guardam: as portas de mancal, as cravelhas em madeira, as aldrabas, os batentes, os portais biselados, os telhados em lousa e telha meia-cana, os muros em xisto ou granito que teimam em resistir...

Preservar esta memória, impedir a sua degradação ou até a sua perda, é urgente!

Às autarquias compete a implementação de políticas de apoio às famílias, promovendo a sua fixação em zonas mais deficitárias. Cabe-lhes ainda um papel importante na defesa daquele património, com todos os recursos humanos e técnicos de que dispõem.

Também o cidadão comum deve intervir responsavelmente no seu quotidiano, actuando em consonância com o espaço onde se encontra e a identidade do mesmo. O contributo activo da família e da escola na transmissão de formas de expressão, saberes-fazer, costumes, tradições, canto, danças, incentivando os jovens a participarem em celebrações e festas, torna-se fundamental. Importante também é dar-lhes a conhecer as suas raízes, levando-os aos lugares de origem, para que os possam amar, valorizar e preservar, e, porque não, escreverem mesmo essas memórias.

A Aldraba continuará a centrar a sua actividade na defesa e valorização deste património, quer através da realização de actividades diversas, em que promova a divulgação e defesa nas suas várias vertentes, quer através de uma atitude de apoio ou crítica relativamente ao que é feito para a sua preservação ou para o degradar.

Círia Brito

(Texto: Editorial do nº 12 da revista "ALDRABA")
(Foto reproduzida do blogue "Capeia arraiana")

domingo, 4 de novembro de 2012

Publicado o nº 12 da revista ALDRABA


Acaba de sair da tipografia, e começa a ser distribuída aos associados, a nova edição da nossa revista, cujo lançamento público terá lugar em sessão a realizar em 15 de novembro próximo, às 18 horas, na Sociedade Voz do Operário (Lisboa).

Divulga-se desde já o sumário do nº 12 da revista:

EDITORIAL
Que memória para o futuro?
Círia Brito

OPINIÃO
Alves Redol
Luís Filipe Maçarico
A censura no antigamente
Júlio Couto

LUGARES DO PATRIMÓNIO
As hortas de Corroios
Manuel Pereira
A água dá, a água tira
Sónia Tomé

PATRIMÓNIO IMATERIAL
Património ibérico. As semelhanças que nos aproximam
Susana Goméz Martinez

SABORES COM HISTÓRIA
A caneja de infundice na Ericeira
Luís Reis Ágoas

À CONVERSA COM…
Bento Ramos Sargento
Maria Eugénia Gomes e Luís Filipe Maçarico

OS AMIGOS E A MEMÓRIA
Elsa Rodrigues dos Santos
Nuno Roque da Silveira

ASSOCIATIVISMO E PATRIMÓNIO
Margem esquerda do concelho de Mértola
Miguel Bento

CRÓNICAS DO QUOTIDIANO
Lucinda Cruz da Moreanes
Nuno Roque da Silveira

CRITICA DE LIVROS
Os santuários e a religiosidade popular
José Alberto Franco

ALDRABA EM MOVIMENTO
Abril a Setembro de 2012
Maria Eugénia Gomes

ESPAÇO DOS ASSOCIADOS
Fotografias
Mateus Campeã
Francisco da Palma Colaço
Maria do Céu Ramos

No verso da capa é incluído o habitual cartoon do nosso associado Luís Afonso, a contracapa contém a nota “O que esperar da nova Direção-Geral do Património Cultural?”, e no verso da contracapa publica-se o poema “Minha mãe amassa o pão” de António Simões.

sábado, 20 de outubro de 2012

Aldeia da Estrela, Alqueva. Um futuro adiado?













Em  2 de Julho de 2005, a Aldraba foi a Alqueva num dos encontros que mais marcaram a vida da nossa Associação, quer pelo elevado número de participantes e pela sua adesão e entusiasmo, quer pela relação que se estabeleceu com todos os que nos receberam e com quem pudemos confraternizar. (http://www.aldrabaassociacao.blogspot.pt/2005_07_01_archive.html)

Eram grandes, enormes, as expectativas e as esperanças do povo da aldeia da Estrela num futuro melhor. O grande lago, criam, ia ser o motor do desenvolvimento por que todos ansiavam.

Foi com mágoa que, ao passar os olhos pela recente edição do Diário do Alentejo, li a entrevista dada a Noélia Pedrosa pelo Presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de São Miguel, Rui Almeida. Não resisti a transcrevê-la e a deixar aqui o convite para lerem o artigo da mesma jornalista também ali publicado.

"Ser uma das 16 aldeias ribeirinhas tem sido benéfico para a Estrela?
Tem sido benéfico no sentido de dar a conhecer o nome da aldeia. A nível de desenvolvimento não trouxe benefício nenhum.

O Plano de Pormenor da Aldeia da Estrela foi aprovado em agosto último, 10 anos após a inauguração da barragem de Alqueva. No seu entender, o que é que isso representa para o futuro da aldeia?
Sempre afirmei que o Plano de Pormenor da Aldeia da Estrela era a chave para o desenvolvimento da aldeia. No entanto lamentamos que tivesse levado 10 anos a ser aprovado, pois a situação que o País atravessa atualmente é muito diferente da que era há cinco, seis ou sete anos atrás. Hoje praticamente está tudo parado a nível de investimentos.

A Estrela é uma das cinco povoações abrangidas pelo projeto “Aldeias Ribeirinhas do Grande ago Alqueva” que será desenvolvido por recém-licenciados e que visa dinamizar as referidas aldeias. A equipa de estagiários já está a trabalhar? Que projetos vão ser desenvolvidos?
Sim, a Estrela e a Póvoa de São Miguel estão inseridas neste projeto. Os estagiários ainda não estão colocados mas penso que em breve estarão a trabalhar. O projeto é interessante para ambas as partes, pois irá dar emprego a jovens desempregados, ao mesmo tempo que irá beneficiar a freguesia em projetos na área do turismo, agricultura e alguma indústria, como é o caso do fabrico de pão, queijos e enchidos.

Quantos habitantes tem a Estrela de acordo com o Censos 2011 e como se caracterizam em termos demográficos?
A população residente da aldeia da Estrela ronda os 100 habitantes. É uma população muito idosa. Os jovens tiveram de sair para países como a Suíça e a Alemanha.

A que setores de atividade se dedica atualmente a população em idade ativa?
Sem qualquer indústria, com uma agricultura praticamente de subsistência, que apenas emprega algumas pessoas em trabalhos sazonais, com a água da barragem praticamente nos logradouros das suas casas, pouco mais haverá a fazer do que pescar. Infelizmente!"

MEG (Gravura - Plano de Pormenor da aldeia da Estrela)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Novo livro de Luís Maçarico – A transumância das pequenas coisas


















A propósito da apresentação, em Entradas, do novo livro do associado e dirigente da Aldraba Luís Filipe Maçarico, transcrevemos algumas notas e uma pequena entrevista por ele dada a Paulo Barriga, publicadas no Diário do Alentejo.

"O regresso do poeta do silêncio
Luís Filipe Maçarico
60 anos, natural de Évora
Poeta e ensaísta, Luís Filipe Maçarico fez publicar 14 livros de poesia desde 1991, altura em que deu à estampa Da água e do vento. É técnico superior na Câmara de Lisboa e dedica boa parte do seu tempo livre ao associativismo.
É mestre em antropologia e em história.
Publicou sete livros nestas áreas do conhecimento, entre os quais Aldrabas e batentes de porta – Uma reflexão sobre o património impercetível.

Que transumâncias são estas que agora convergiram neste livro?
É o insistente percurso, rumo a horizontes de liberdade. É a vontade de viver, onde haja indícios de harmonia. É a busca da respiração, à escala humana, num território onde seja possível concretizar sonhos. É a tentativa de aperfeiçoamento, nesta curta passagem. Que se faz com ideais, palavras, mas também com afetos e luta, por uma existência equilibrada e feliz. Este verão, não fiquei um único fim de semana em casa. De Monchique a Évora, de Montejunto a Viana do Castelo e de Odeceixe à Gardunha, a poesia seguiu sempre comigo, pastoreando gestos, emoções, e o espírito dos lugares.

O Luís Filipe Maçarico é um poeta da terra e dos sentidos. É correto afirmar que o Alentejo, a cultura telúrica alentejana, espreita sempre por detrás da sua poesia?
O silêncio é um dos meus alicerces. Desde miúdo que estar só não me desestabiliza. Os desmedidos horizontes são mais inspiradores. Por isso, o sol, o pão, o vinho, o cante, o prazer de uma sombra ou de uma amizade, todas as palavras terrosas e a poesia do Manuel da Fonseca me são vitais. O Alentejo faz parte do ADN do meu imaginário. Évora, urbe à qual regresso frequentemente, é rumor de vozes, com refrigérios para a alma; Beja, percorrida vezes sem conta, para ver florir o sorriso dos amigos; Mértola, terra amada, com aquele Festival único, permitindo viver dias poéticos, entre a multidão, foi a última universidade: por lá concluí o melhor curso, frequentado em fruição absoluta, com colegas, professores e população, inesquecíveis; Santana de Cambas, na raia dos contrabandistas, contribuindo para preservar a memória daquelas práticas numa investigação em livro, que proporcionou um Museu; Castro Verde, campo fecundo para a Poesia, graças ao Presidente Francisco Duarte, ao vereador Paulo Nascimento e ao amigo-poeta Miguel Rego, que fizeram com que as asas do sonho não ficassem na gaveta das utopias. Felizmente, são inúmeros os sítios, onde vivi e a poesia irrompeu. Creio que haverá muito pouco terreno, entre a serra de S. Mamede e os confins de Almodôvar e Ourique, onde não fiz um verso.

Para além de poeta, também é ensaísta na área da antropologia e da história. Que futuro, que esperança, consegue descortinar para o homem que habita este território histórico e cultural que é o Alentejo?
Se houver sabedoria, para manter o equilíbrio entre a terra, as gentes e os bichos, se o património identitário marcar uma forte presença no quotidiano, o Alentejo poderá ser um bom lugar para viver. Assim, os alentejanos saibam criar riqueza, unindo esforços para não deixar morrer o sonho.

Conforme revela a autora do prefácio a este livro, a professora Maria Antonieta Garcia, o Luís Maçarico é um poeta que “sonha fraternizar o mundo”. Acha mesmo que ainda sobra espaço para a fraternidade no mundo em que vivemos?
Nunca, como hoje a partilha foi tão premente, entre amigos, nas coletividades, nas autarquias, nas ruas, contrariando os déspotas, que tudo inventam para nos desumanizar, para nos fazer acreditar que o umbigo é quem mais ordena!
Paulo Barriga"

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pelo Bairro da Graça, com o Maria Pia Sport Clube e o Grupo Os Cinco Réis











































                                                                                                                                                         Na passada 6ª feira, 12 de Outubro, fomos conhecer duas colectividades do Bairro da Graça, em Lisboa - o Maria Pia Sport Clube e o Grupo Os Cinco Réis. Pela mão do Augusto Teixeira e do Jorge Baleizão, membros das suas direcções, soubemos como vivem, quais as suas preocupações, que caminhos vão trilhando e que respostas dão hoje à comunidade em que se inserem.

Uma palavra especial para salientar a vivacidade da Lina e a sua massada de peixe! Com alegria e uma enorme sabedoria, esta nazarena lá nos foi mostrando como se dá a volta às voltas que a vida nos dá!

De cariz diferente, a primeira com uma aposta forte no desporto para as camadas juvenis da população e a segunda mais virada para as questões recreativas e culturais, ainda hoje desenvolvem papel importante na vida do Bairro.
“Há muitos anos que os ex-alunos do Asilo Maria Pia vinham idealizando a organização de uma colectividade que, depois da saída do aluno do Asilo, fosse uma casa sua onde, pelo convívio dos seus condiscípulos de ontem, formasse um laço bem apertado da sua união, para na luta pela vida sentir-se acompanhado por alguém que o amparasse e guiasse nos seus primeiros passos.” (Boletim do Asilo Maria Pia Sport Clube, de 1-12-1923, a propósito da comemoração do primeiro ano da sua existência).
Com o passar dos tempos mudaram as pessoas e os contextos, a vida já não é igual no Bairro da Graça. No entanto, o espírito então enunciado manteve-se. Conforme nos afirmou cheio de orgulho o amigo Augusto Teixeira, os que passaram pelo Maria Pia Sport Clube quando meninos voltam sempre, seja para treinar os mais novos – foram grandes os sucessos do clube no basquetebol, seja para lhes proporcionar ensino gratuito quando o insucesso escolar anda por perto.
Criado em 1907, o Grupo dos Cinco Réis escolheu para o seu nome a designação da moeda mais pequena que então existia e que era, ao mesmo tempo, aquilo que cada sócio pagava de quota. Nos seus estatutos pode ler-se “tem por fim promover e desenvolver actividades de carácter recreativo, desportivo e cultural e a formação social e cívica dos seus sócios…de acordo com os direitos dos cidadãos, com vista ao desenvolvimento harmonioso da sua personalidade.” 

Bem hajam amigos pelo calor com que nos receberam, pelo sentido cívico e sacrifício da vida pessoal com que levam este trabalho por diante!

MEG (fotografias de LFM e MEG)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

12º jantar-tertúlia, na coletividade "Grupo dos Cinco Réis", no próximo dia 12 de outubro (6ª feira)

















A Aldraba vai realizar o seu 12º jantar-tertúlia em casas regionais e coletividades sedeadas em Lisboa, no próximo dia 12 de outubro, 6ª feira, pelas 20.00h, na coletividade "Grupo dos Cinco Réis" (Rua da Graça, 162/1º, Lisboa).

Na ocasião teremos a companhia de dirigentes do grupo onde se realiza o jantar, e ainda do amigo Augusto Teixeira, da direção do "Maria Pia Sport Clube". Trata-se de duas antigas coletividades de Lisboa, com sede no bairro da Graça, através das quais contactaremos, mais uma vez, com o mundo do associativismo popular.

O preço do jantar será de 12,5€ por pessoa, e a ementa constará de entradas, massada de peixe, sobremesa (doces e fruta), bebidas (vinhos, águas e sumos) e café.

As inscrições deverão ser feitas, até ao próximo dia 10/10, junto do Nuno Silveira - TM 962916005, da Maria Eugénia Gomes - TM 919647195, ou para o e-mail da Aldraba aldraba@gmail.com

MEG