segunda-feira, 8 de outubro de 2012

12º jantar-tertúlia, na coletividade "Grupo dos Cinco Réis", no próximo dia 12 de outubro (6ª feira)

















A Aldraba vai realizar o seu 12º jantar-tertúlia em casas regionais e coletividades sedeadas em Lisboa, no próximo dia 12 de outubro, 6ª feira, pelas 20.00h, na coletividade "Grupo dos Cinco Réis" (Rua da Graça, 162/1º, Lisboa).

Na ocasião teremos a companhia de dirigentes do grupo onde se realiza o jantar, e ainda do amigo Augusto Teixeira, da direção do "Maria Pia Sport Clube". Trata-se de duas antigas coletividades de Lisboa, com sede no bairro da Graça, através das quais contactaremos, mais uma vez, com o mundo do associativismo popular.

O preço do jantar será de 12,5€ por pessoa, e a ementa constará de entradas, massada de peixe, sobremesa (doces e fruta), bebidas (vinhos, águas e sumos) e café.

As inscrições deverão ser feitas, até ao próximo dia 10/10, junto do Nuno Silveira - TM 962916005, da Maria Eugénia Gomes - TM 919647195, ou para o e-mail da Aldraba aldraba@gmail.com

MEG

domingo, 30 de setembro de 2012

GDE "Os Combatentes" faz 106 anos



























O Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”, coletividade popular da Rua do Possolo, em Lisboa, comemorou hoje 106 anos de existência.

A ALDRABA, que desde 2007 tem um protocolo de cooperação com o GDEC, e que aí realiza muitas das suas atividades, associa-se à efeméride e saúda calorosamente os associados e dirigentes dos Combatentes, na pessoa dos presidentes da Assembleia Geral, Orlando Rebelo, do Conselho Fiscal, Margarida Passinhas, e da Direção, Júlio Machado.

No almoço de confraternização, que juntou em animado convívio mais de 80 participantes, foi assinalado o longo e meritório trabalho do GDEC em prol da educação, do teatro amador e do desporto popular.

Foi igualmente evocado o difícil momento que atravessa o associativismo, refletindo os problemas sociais e económicos que afligem a nossa gente, mas em que, precisamente, mais falta faz o reforço destes laços de amizade e entreajuda que as coletividades populares proporcionam.

3 associados que completaram 50 anos de filiação nos Combatentes foram devidamente homenageados, bem como um outro que já é sócio há 79 (!) anos.

Uma lição de combate cívico para todos nós.

JAF (texto e fotos)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Morreu Elsa Rodrigues dos Santos, Presidente da Sociedade da Língua Portuguesa

















Foi com surpresa e consternação que tomámos conhecimento da morte inesperada da Elsa e nos associamos a todos os seus familiares, companheiros e amigos nestes momentos de pesar.

Pela mão da sua Presidente da Direcção, a Sociedade de Língua Portuguesa acolheu em Fevereiro de 2010, integrada nos seus “Ciclos de Palestras”, a apresentação dos nossos Cadernos Temáticos, n.º 1 - «Aldrabas e Batentes de Porta: uma reflexão sobre o património imperceptível».

Desde então, as relações entre a SLP e a Aldraba foram-se cimentando e foram muitas as realizações e comemorações da SLP em que estiveram presentes membros da nossa Associação.

Como se refere em comunicado da Direcção da SLP acabado de sair, a morte da Elsa Rodrigues dos Santos constitui uma “perda irreparável no, infelizmente, restrito mundo dos que, na Academia e no espaço público, insistem em estudar e divulgar as obras e os autores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe”.

Na SLP, a Elsa Rodrigues dos Santos “travou um combate entusiasta, difícil e informado, na defesa e divulgação da nossa Língua, atenta às variantes africana e brasileira que tanto a enriquecem”.

Como especialista das Literaturas Africanas, Elsa Rodrigues dos Santos publicou “As Máscaras Poéticas de Jorge Barbosa e a Mundividência Cabo-Verdiana” e “Jorge Barbosa – Poesia Inédita e Dispersa” (prefácio, organização e notas), tendo ainda sido autora de numerosos ensaios e textos de divulgação, com destaque para os estudos sobre os 50 anos da revista Claridade (Cabo Verde) e sobre os poetas Corsino Fortes e Arménio Vieira, e tendo colaborado na obra “Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa”, organizada por Pires Laranjeira.

Elsa Rodrigues dos Santos era natural de Lourenço Marques, actual Maputo, e tinha 73 anos. Licenciada em Filologia Românica e com o Mestrado em Literaturas Brasileira e Africanas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa, foi Professora do Ensino Secundário e Professora convidada da Universidade Lusófona e do Instituto Superior de Ciências Educativas.

A Aldraba renova aos amigos da Sociedade da Língua Portuguesa a expressão da nossa tristeza, e deseja que eles consigam superar este momento difícil com novos caminhos de desenvolvimento para a aposta cultural a que a Elsa deu tantos anos da sua vida.

A Direcção da ALDRABA

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Nomes de localidades em azulejos (cont.13)







Publicamos hoje mais 8 novas placas de azulejos, de 7 localidades ainda não identificadas anteriormente e uma segunda placa de localidade já assinalada.

Ou seja, adicionando a todas as publicações que a ALDRABA aqui fez desde abril de 2010, atingimos um total divulgado de 108 placas, de 98 localidades distintas.

Em 14 de agosto último, deambulando pelo concelho de Mafra (distrito de Lisboa), os “repórteres da Aldraba” encontraram e fotografaram uma placa, aliás em muito mau estado de conservação, num muro à entrada da povoação da Murgeira – que hoje se publica –, e outra, em excelente estado, numa parede da localidade do Carrascal.

Poucos dias depois, e por uma singular coincidência, a nossa associada Maria do Céu Ramos também encontrou a mesma placa do Carrascal, e é essa fotografia que ela nos facultou que aqui gostosamente publicamos. Obrigado, Mª do Céu, pela atenção e pelo carinho com que tens vindo a colaborar com a Aldraba.

Mais recentemente, a nossa amiga Margarida Luís – que acompanha o blogue com interesse, mas ainda não tinha tido ocasião de colaborar nesta recolha – fotografou e enviou-nos uma bela placa de Vale do Peso, no concelho do Crato (distrito de Portalegre). Aqui a reproduzimos, com a nossa satisfação por mais uma amiga a engrossar a corrente…

Pesquisando na blogosfera, encontrámos no blogue “Tumblr.com”, há poucas semanas, fotografias de duas placas de azulejos de localidades do distrito de Lisboa, que hoje reproduzimos: A-dos-Cunhados (concelho de Torres Vedras) e Cercal (concelho do Cadaval).

Por último, do blogue “Diário do Bordo”, de Teresa Oliveira, reproduzimos e agradecemos mais três registos fotográficos: Assumar e Veiros, ambos do distrito de Portalegre, e Estremoz, do distrito de Évora. A placa de Estremoz é distinta de uma outra já publicada em 11.4.2010, também reproduzida a partir do mesmo blogue.

“Post-scriptum”: As nossas desculpas ao Manuel Campos Vilhena, que foi quem efetivamente recolheu a fotografia de Castro Verde que publicámos em 20 de julho último, e cuja autoria atribuímos por lapso à Susana Rodrigues.

JAF

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Batentes de porta em Cabo Verde














Raja Litwinoff, amiga do Luís Maçarico, regressou há pouco tempo de Cabo Verde, e transmite-nos umas fotografias que aí recolheu de batentes de portas.

Os amigos dos membros da ALDRABA, amigos da ALDRABA são…

Assim, aqui ficam essas interessantes imagens, que a Raja diz terem sido colhidas “na porta da casa paroquial de Porto Novo/Santo Antão, onde moram 2 padres da congregação dos Capuchinhos”.

domingo, 19 de agosto de 2012

"Fazendo" a tradição


A festa anual da Senhora da Boa Viagem, na vila da Ericeira, é um evento popular mais que centenário, realizado todos os meses de agosto, que inclui habitualmente cerimónias religiosas (procissão até à praia dos pescadores, com deslocação da imagem em embarcação até ao largo e volta, procissão pela vila com bênção do mar, etc.) e festejos vários (espetáculos, fogo de artifício, comes e bebes…).

Desde 2011, foi introduzida uma inovação de cariz artístico, que este ano teve pois a sua segunda edição, e que consiste na confeção de um tapete em areia e sal colorido, com motivos ligados à pesca e à devoção dos pescadores pela imagem considerada sua padroeira.

O autor dos desenhos e dos moldes – preparados laboriosamente ao longo de muitas semanas – é um jovem de pouco mais de 20 anos, António Brites, nado e criado na Ericeira, a quem aqui saudamos pela sua criatividade.

A colocação e enchimento dos moldes, na rua fronteira à capela da Srª da Boa Viagem, é feita com muito carinho por um numeroso grupo de mulheres e homens da vila, durante toda a noite que antecede a procissão principal.

Um expressivo exemplo de como a “tradição” não é um conjunto estático de práticas e de objetos repetidos mecanicamente, mas sim um campo aberto em que as populações se dispõem a exprimir de forma sempre rica os seus sentimentos, aspirações e experiências.

JAF (texto e fotos)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Aldraba para Jorge Rua Carvalho



















Faz um mês que um grande senhor nos deixou. Associado fundador da ALDRABA, dedicou a este grupo um dos mais belos poemas de sabor popular que nos têm sido dirigidos, dos vários que de norte a sul foram sendo compostos. Aqui fica o poema, já publicado no nº 1 da nossa revista periódica.



ALDRABA


A “Aldraba” é uma tranqueta
Com que se fechavam as portas,
é de ferro, é vedeta.


É uma peça metálica
Que serve para nas portas bater.
Produz dores na encefálica
Mas também dá prazer.


"Aldraba” não é de aldrabão.
Aldrabar é mentir, intrujar.
Aldrabão é impostor, trapalhão.
“Aldraba” é digna de respeitar.


Aldrabar é dizer mal, enganar.
Aldrabada são mentiras, aldrabices.
Aldrabação é efeito de aldrabar.
Aldrabão, indivíduo que diz tolices.


Mas “Aldraba”, muita atenção!
É objecto distinto, com finalidade,
Onde a mão pousa com Distinção,
Amor, Deferência e Saudade.


Jorge Rua de Carvalho
Lisboa, Janeiro de 2006