sábado, 31 de dezembro de 2011

Portugal é a sua gente


Na edição comemorativa do seu 147º centenário, o “Diário de Notícias” publicou anteontem os testemunhos sobre o nosso país de 7 estudantes estrangeiros que frequentam cursos universitários em Portugal.
De entre esses textos, destaco o do espanhol Pablo Gonzalez, de 23 anos:

“Portugal é ruas de pedra, é pontes de ferro, é tectos altos, é prédios senhoris, é manuelino, é igrejas velhas, é Sé, é Álvaro Siza Vieira, é pastéis de Belém, é bacalhau à Brás, é castanha assada, é vinho verde, é Licor Beirão, é arroz com frutos do mar, é queijo de Évora. É José Saramago, Luís de Camões e Fernando Pessoa. Portugal é Lisboa, Porto, Braga e Coimbra, sendo também Fátima, Sintra ou Aveiro, sem deixar de ser Lagos, Beja ou Santa Comba Dão. E, óbvio, é Guimarães. É os cidadãos do Brasil, de Angola ou de Timor-Leste que há nas ruas, é Açores e Madeira, é o oceano imenso que dá a volta ao mundo, é a língua portuguesa, é a História, é Alexandre Herculano, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães. Portugal é o fado, é o 25 de Abril, é República, mas é Dom Sebastião, é o galo de Barcelos, é o Tejo e o Douro, é a Universidade de Coimbra, é o eléctrico de Lisboa, é Amália Rodrigues, Carlos do Carmo e Deolinda. Portugal não é perfeito, mas é incrível”.

Belo tributo às riquezas da nossa terra, e às grandezas da nossa cultura e da nossa história, que aqui deixamos neste final de ano cheio de perplexidades e preocupações…
Mas, direi eu, é um tributo a que falta alguma coisa!
Falta a referência expressa às gentes de Portugal, a esse povo que - tantas vezes silencioso e conformado, outras vezes indignado e insubmisso, mas sempre corajoso e firme – está por detrás de tudo aquilo que os estrangeiros apreciam no nosso país.
Essa gente é que é o centro de tudo o que temos, PORTUGAL, afinal, É A SUA GENTE.

JAF

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Memórias, sonhos e amigos







A noite de 21 de Dezembro de 2011 assinalou, na breve história da Aldraba, o enriquecimento de todos os participantes, em mais um jantar-tertúlia, desta vez na Casa da Comarca de Arganil, que nos acolheu de forma muito envolvente, com uma gastronomia marcante e uma hospitalidade, que merece destaque.
Foi mais uma ocasião para estar com amigos e mais um belo pretexto para partilhar memórias e sonhos.
Citando o associativista António Monteiro, que escreveu num comentário "Apesar da crise, nós acreditamos num futuro mais próximo dos nossos sonhos!" Temos de sair de dentro do espelho e semear esperança, entre os homens de boa vontade.


Adaptado de LFM (fotos de ABrito, LFMaçarico e MSousa)

domingo, 11 de dezembro de 2011

11º Jantar-tertúlia na Casa da Comarca de Arganil



Na quarta-feira da próxima semana, dia 21 de Dezembro, pelas 20 horas, a Aldraba terá um jantar-tertúlia na Casa da Comarca de Arganil, em que contamos com a companhia de membros da sua direcção, que nos falarão das actividades que desenvolvem em prol da identidade dos residentes na região de Lisboa provenientes daquela zona do distrito de Coimbra.
A Casa da Comarca de Arganil, colectividade regionalista com mais de 80 anos de existência, fica localizada não muito longe da Av. da Liberdade (a rua da Fé é uma transversal da rua de São José).
A realização deste jantar visa, como nos anos anteriores, proporcionar uma ocasião de confraternização aos associados e amigos da Aldraba, na altura do ano em que as famílias e os grupos de amigos têm um particular gosto no convívio à volta de uma mesa.
O preço do jantar, por pessoa, será 13€, e a ementa constará de entradas (enchidos, queijo, pataniscas, etc.), chanfana ou lombo assado com puré de maçã, sobremesa (doces ou fruta), vinhos, águas e sumos, e café.
As inscrições deverão ser feitas, até ao próximo dia 19/12, junto de Margarida Alves - tlm 966474189; e-mail: margarida.alves@gmail.com, ou de Nuno Silveira – tlm 962916005.


MEG

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nomes das localidades em azulejos (cont.9)










Com este 10º post da série das placas toponímicas do ACP, atingimos a fasquia das 80 gravuras reproduzidas, de 77 localidades diferentes em 12 distritos do país.

Tivemos agora a ajuda dos amigos Rafael Carvalho, por ocasião do nosso anterior post, que nos conduziu até à gravura da placa de Ouguela (distrito de Portalegre), e da sempre presente Susana Rodrigues, que nos enviou cinco belas fotografias que captou no distrito de Lisboa.

Destas últimas, que muito agradecemos, há duas que correspondem a gravuras que a ALDRABA captou e já publicou. Inéditas, que aqui se reproduzem, são as do Gradil, de Loures e do Sanatório de Santana (Parede).

JAF

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado, património imaterial da humanidade



O Fado de Lisboa acaba de ser distinguido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.


A candidatura oficial tinha sido apresentada pela Câmara Municipal de Lisboa, em Junho de 2010, tendo sido acompanhada por significativo movimento de opinião pública, dos artistas ligados ao Fado e de muitos apreciadores desta expressão musical, com grandes raízes populares na cidade.


A Aldraba congratula-se com este reconhecimento internacional da genuinidade do Fado.


MEG (reprodução da obra "O Fado", 1910, José Malhoa)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pelo cais do Ginjal … até à Incrível Almadense













Com os olhos postos nas nuvens, receosos que o temporal da véspera viesse a repetir-se, as quase três dezenas de participantes neste XIX Encontro da Aldraba foram-se reunindo no vulgarmente chamado Largo de Cacilhas, na manhã do passado dia 19 de Novembro. Na realidade, como foi recordado com emoção, a sua designação actual é Largo Alfredo Dinis – Alex, em memória do operário traçador da Parry & Son, comunista, assassinado pela PIDE em 1945, com apenas 28 anos.
Ali mesmo fomos recebidos pelo Alberto Ramos, associativista, grande conhecedor de Almada e de Romeu Correia, com quem privou e de quem foi amigo, pelos dirigentes de “O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas” Henrique Mota e Luís Filipe Bayó, e pelo Luís Barros, arqueólogo da Câmara Municipal de Almada.
Pela mão destes amigos, e graças ao seu profundo conhecimento da Cacilhas de agora e da de outros tempos, onde ressalta a vivacidade e o empenho do Luís Filipe Bayó, percorremos durante duas horas todo o cais do Ginjal, e soubemos da história e das histórias de casas e armazéns, becos e túneis, praias e ancoradouros, toda uma azáfama costeira e fabril, de que agora apenas resta a saudade dos que foram ficando.
No Núcleo Naval do Museu Municipal, que visitámos a seguir, estão patentes achados arqueológicos que nos remetem para fenícios, romanos e árabes que por aqui passaram e que aqui deixaram as suas marcas culturais, tal como nos referiu o Luís Barros, lamentando a escassez de recursos alocada a estas matérias. O Núcleo integra igualmente a história da faina ribeirinha, mostrando desde barcos a aparelhos de pesca e navegação.
Depois da subida para a zona velha de Almada no elevador panorâmico da Boca do Vento e de animado convívio à volta do almoço no Restaurante Horácio, a tarde seria dedicada ao cidadão, escritor e desportista almadense Romeu Correia.
Já na Incrível Almadense, onde decorreria a sessão da tarde, fomos recebidos pelo Luís Milheiro, da Direcção, e pela Clara e pelo Manuel, dirigentes da Associação Almada Velha que está encarregue da dinamização dos seus espaços. Quer pela intervenção de fundo, a cargo do Alberto Ramos, quer a partir dos múltiplos depoimentos por parte dos diversos amigos que com ele tiveram o privilégio de conviver, foi desenhado o perfil do homem notável e do cidadão empenhado que, de forma tão singela, ali homenageávamos.
À memória de Romeu Correia voltaremos em breve.
MEG (fotografias JAF e MEG)

domingo, 13 de novembro de 2011

XIX Encontro "Do Ginjal à Casa da Cerca, percursos do vagabundo das mãos de oiro"





A Aldraba vai agora realizar o seu XIX Encontro na cidade de Almada, no próximo sábado, dia 19 de Novembro, com um conjunto de actividades ligadas às riquíssimas memórias locais da cultura e do associativismo e às antigas lides marítimas.

Os participantes que pretendam partir de Lisboa poderão utilizar o “cacilheiro” que parte da estação fluvial do Cais do Sodré às 9.20h. Encontrar-nos-emos no átrio dessa estação a partir das 9.10h.

Programa do Encontro:
9.30h – Concentração dos participantes, no cais fluvial de Cacilhas
9.45h – Início de um percurso pedestre pelo Cais do Ginjal, acompanhados pelo dirigente municipal Dr. Alexandre Flores e pelo associativista Henrique Mota, da Associação O Farol, seguindo-se uma visita ao Museu Naval, acompanhados pelo Dr. Luís Barros.
11.30h - Subida no elevador da Boca do Vento e visita à zona antiga de Almada (Casa da Cerca, Casa Pargana, etc.)
13.30h - Almoço no Restaurante Horácio, na Rua D. José de Mascarenhas
15h - Debate/conversa com Alexandre Flores, Luís Barros e Alberto Pereira Ramos, nas instalações da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (criada em 1848), sobre a história de Almada, tradições, associativismo, Romeu Correia e a sua memória.
17.30h, após o fim do debate – Regresso ao ponto de partida, com passeio por Almada, se o estado do tempo o permitir, ou utilizando o Metro do Sul do Tejo.

O almoço, com ementa à escolha de cada um, terá o preço global de 12 euros.

As inscrições deverão ser feitas, até à próxima 6ªfeira, dia 18/11, junto de:
Margarida Alves – 966474189, margarida.alves@gmail.com
Círia Brito – 969067494, ciriabrito@sapo.pt
ou Nuno Silveira - 962916005