domingo, 11 de setembro de 2005

Há festa na "aldeia"












A festa popular com todos os ingredientes para atrair visitantes e obrigar a levantar os rabos dos assentos diante da televisão. Música, bailarico, foguetes, procissão e fanfarra dos bombeiros. Artesanato, farturas, balões, brinquedos. Iluminação a preceito, mais música, petiscos, vinhos e cerveja. Em calhando, a GNR dá um pezinho de dança e tiros para o ar, a fim de refrescar conversas mais acaloradas. E tudo aqui mesmo ao pé da porta, logo ao virar da esquina.
Ritual de todos os anos, tradição que ninguém se lembra de onde vem, nem a santa se importa. Pretexto para folia sem despesas de monta, o pão e o circo cá da terra. Onde também vou de bom grado, nem que seja para comer uma fartura ainda quentinha!

De “VEMOS, OUVIMOS E LEMOS”
publicado por Guida Alves às 5:49 PM 2 opiniões
COMENTÁRIOS
oasis dossonhos disse...
desde a rua do sam, aqui na sobreda (casa da ana) aplaudo as imagens de uma feira que conheci contigo e com o Fernando.Está muito bonito este post!Sente-se a respiração da vida, no que ela tem de mágico e encantatório...BeijosLFM
Dom Set 11, 09:59:00 PM
CP disse...
Adoro festas populares.E os que dizem que não gostam, mas vão, nunca deixam de abanar o pezinho e comer a fartura da praxe...
Dom Set 11, 10:49:00 PM

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Alpedrinha em festa


Estão todos convidados a visitar Alpedrinha no terceiro fim de semana de Setembro (16,17 e 18) para vivenciarem uma festa única. Precisamos todos do convívio, do petisco, do docinho, do sorriso, de alegria. De tambores e palavras fraternas para exorcizar um tempo que não é de veludo. Vai ser o quarto ano consecutivo de uma iniciativa, que uniu como nunca a população, em torno da salvaguarda do seu património e da sua identidade. Do folclore às exposições, dos concertos de música clássica na Capela do Leão à poesia, das tasquinhas à venda de produtos da terra, da animação das ruas que para lá dos cheiros e do colorido, contempla a passagem dos chocalheiros e do rebanho, esta iniciativa é imperdível. Por isso, com quinze dias de antecedência resolvi partilhar a notícia. É que a esta hora, alojamento provavelmente só se encontra fora da vila monumental. O que não deve obstar ao prazer de ir lá.
(Foto de Paula Cristina Lucas da Silva, onde se vê ao centro o actual presidente da direcção da Liga dos Amigos de Alpedrinha, professor Carlos Ventura e o grupo dos Zabumbas, que se estreou na última festa.)

De “AGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 12:14 4 comentários

COMENTÁRIOS
emilia disse...
Obrigada por seduzires os curiosos a saborearem este evento:)) É de facto um momento único na vila, onde se sente a união e alegria de pessoas que ainda transmitem "rusticidade" (na sua acepção mais bela:). Este ano encontrei o site da festa! Aqui o deixo:
http://www.transumancia.com
Parece que vai haver um sítio para acampar, para quem quiser comungar com a natureza... Mas estou certa que ainda haverá quartos! A Liga dos Amigos poderá ajudar a encontrar sítio, ou então o Luís pode sempre contactar os alpetrinienses que conhece para ver se se encontra um cantinho na vila...1 beijinho e até à festa!
31 Agosto, 2005 16:19
Ana Teresa Bonilha disse...
Até eu?! Olha que um dia aceitarei seu convite de ser meu guia em Portugal e vou parar aí!
02 Setembro, 2005 04:52
Elvira Bill disse...
Eu quero ir!
07 Setembro, 2005 00:24
Agosto disse...
Quando ouço em Alpedrinha e a sua sedução, é a mais pura das verdades é que este lugar seduz qualquer pessoa que por lá passe.Também eu fui seduzido por este lugar tão acolhedor e pelas pessoas que nele habitam não é a toa que digo isto foi a minha convivência durante um ano neste lugar mágico, desde então tenho vindo a visitar este lugar e os muitos amigos que tenho nesse lugar que nunca me esqueço deles porque sinto aquela amizade pura e verdadeira que já não sentia á muito.Desde já digo que penso em voltar a Alpedrinha novamente para assistir á união do povo neste evento que é os chocalhos 2005.Aqui deixo o meu BEM HAJA para todos vós. meu email (agostinhojsr@netcabo.pt)
07 Setembro, 2005 17:06

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Lenda das marafonas


Maria Ressurreição Rolão costuma oferecer aos apreciadores das suas marafonas (bonecas de trapos feitas à mão) uma lembrança singular - a lenda das marafonas.
Ligadas a Maia*, deusa da fecundidade dos pagãos, as marafonas não têm olhos. De cores garridas, o vestuário forra uma cruz de madeira, que os monsantinos supõem ter o poder de afastar as trovoadas...

*Na mitologia grega, MAIA, mãe do deus Hermes e a mais importante das "irmãs" (representadas pela constelação das Pléiades) deu origem ao nome deste mês. Maia, também chamada de MAIUS pelos romanos, era a deusa do calor vital, da sexualidade e do crescimento. Neste mês, em homenagem a deusa Maia (deusa do fogo que regia o calor vital e a sexualidade), era permitida uma certa liberdade sexual. Posteriormente, na igreja católica esta data foi dedicada à Maria, a rainha do céu e, em lugar dos rituais sexuais da fertilidade, declarou-se maio o mês dos casamentos.
Recolhido em: http://www.usinadeletras.com.br/

(fotografia de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 11:45 0 comentários

A fazedora de marafonas


Maria da Ressurreição Rolão tem oitenta anos e mora na Rua da Azinheira, em Monsanto. Criadora de Marafonas, esta senhora também canta e toca adufe. De uma e outra arte sei que é exímia. Em tempos, foi com o grupo das Adufeiras de Monsanto à Jugoslávia. Tinha um burrinho branco. Vendeu-o há meia dúzia de meses, na sequência da morte do marido. As palavras e o olhar são menos alegres. Mas é ainda uma velhota meiga e bonita...
(fotografia de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 11:29 1 comentários

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emilia disse...
Ainda tenho uma cassete velhinha com música das adufeiras de Monsanto! A música é única, e nunca mais ouvi aqueles timbres em gravações novas. Para a próxima é de lembrar levar um gravador para além da máquina fotográfica! Continuação de Boas Férias
29 Agosto, 2005 15:55

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Palácio do Picadeiro


Presidentes da República e Primeiros Ministros visitaram o espaço e prometeram mundos e fundos. No início dos anos 80 escrevi no jornal da Liga dos Amigos de Alpedrinha que aquele monumento estava entregue às galinhas, transformado em capoeira, num abandono e incúria gritantes.
Sábado passado, o espanto foi enorme ao ver esta imagem. Decorridos vários decénios, ei-lo repleto de andaimes, coroado por um guindaste, a caminho do futuro.
Esperemos que a recuperação seja harmoniosa e Alpedrinha e o concelho do Fundão ganhem um novo edifício, onde a tradição e a modernidade coexistam, sem reboliço e mágoas...
(fotografia de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 17:27 4 comentários

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J.C.Pereira disse...
AmigoÀs vezes as pequenas alegrias acontecem. Não apagam as outras mágoas mas vão ajudando a caminhada.Um abraço do JCP
23 Agosto, 2005 18:08
Ana Teresa Bonilha disse...
Aqueles que só sabem queixar-se e não comemoram as vitórias, mesmo quando pequenas, são tão nocivos às transformações quanto os que não sabem criticar.Fico feliz que as coisas estejam acontecendo por aí!!!Fiquei com uma dúvida qual o significado de "transformado em capoeira"? Por que para nós ficou uma expressão engraçada... não consegui compreender...
23 Agosto, 2005 23:57
Mendes Ferreira disse...
um beijo. e deves continuar a querer ser árvore. sempre.
24 Agosto, 2005 08:41
oasis dossonhos disse...
Querida Ana Teresa:Em Portugal, a palavra "capoeira" -que no Brasil designa uma técnica de defesa pessoal - utiliza-se para nomear o "galinheiro". Diz-se "animais de capoeira" quando se fala de galos, galinhas, pintos e coelhos...
24 Agosto, 2005 16:44

Termas do Cró-II


A água com cheiro a enxofre ainda sai de uma torneira, mas todo o espaço das Termas do Cró exala uma melancolia decadente que motivou algumas frases escritas nas paredes em ruína, como estas: "Não estraguem mais!" e "Por favor recuperem!"
A quem interessará a degradação deste espaço?
(fotografia de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 16:56 1 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
Essa cruz é o símbolo do colégio alemão em que minha mãe trabalha... pareceu-me tão familiar... quanto as águas que curam ou não curam digo o seguinte, tudo em excesso faz mal, já diriam os afogados, porém avançam inegavelmente os estudos que demonstram a importância de se tomar ao menos 2 litros de água por dia. Essas águas possuem compostos que podem auxiliar em doenças assim como as cápsulas de minerais que tomamos porém não dão dinheiro a industria farmacêutica.
24 Agosto, 2005 00:02

Termas do Cró-I


Sábado passado visitei as Termas do Cró, perto de Valongo do Côa. Contaram-me que por ali chegaram a estar 500 pessoas, entre utentes e pessoal do apoio terapêutico. Disse-me um informante que as freiras que asseguravam o funcionamento das Termas trataram do seu desmantelamento, na sequência do 25 de Abril, acometidas de súbitos receios, que nenhuma água medicinal cura. A minha avó costumava dizer que "a água tudo lava... só não lava é a má-língua..."
(fotografia de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 16:47 0 comentários