terça-feira, 23 de agosto de 2005

Palácio do Picadeiro


Presidentes da República e Primeiros Ministros visitaram o espaço e prometeram mundos e fundos. No início dos anos 80 escrevi no jornal da Liga dos Amigos de Alpedrinha que aquele monumento estava entregue às galinhas, transformado em capoeira, num abandono e incúria gritantes.
Sábado passado, o espanto foi enorme ao ver esta imagem. Decorridos vários decénios, ei-lo repleto de andaimes, coroado por um guindaste, a caminho do futuro.
Esperemos que a recuperação seja harmoniosa e Alpedrinha e o concelho do Fundão ganhem um novo edifício, onde a tradição e a modernidade coexistam, sem reboliço e mágoas...
(fotografia de LFM)

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Postado por oasis dossonhos às 17:27 4 comentários

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J.C.Pereira disse...
AmigoÀs vezes as pequenas alegrias acontecem. Não apagam as outras mágoas mas vão ajudando a caminhada.Um abraço do JCP
23 Agosto, 2005 18:08
Ana Teresa Bonilha disse...
Aqueles que só sabem queixar-se e não comemoram as vitórias, mesmo quando pequenas, são tão nocivos às transformações quanto os que não sabem criticar.Fico feliz que as coisas estejam acontecendo por aí!!!Fiquei com uma dúvida qual o significado de "transformado em capoeira"? Por que para nós ficou uma expressão engraçada... não consegui compreender...
23 Agosto, 2005 23:57
Mendes Ferreira disse...
um beijo. e deves continuar a querer ser árvore. sempre.
24 Agosto, 2005 08:41
oasis dossonhos disse...
Querida Ana Teresa:Em Portugal, a palavra "capoeira" -que no Brasil designa uma técnica de defesa pessoal - utiliza-se para nomear o "galinheiro". Diz-se "animais de capoeira" quando se fala de galos, galinhas, pintos e coelhos...
24 Agosto, 2005 16:44

Termas do Cró-II


A água com cheiro a enxofre ainda sai de uma torneira, mas todo o espaço das Termas do Cró exala uma melancolia decadente que motivou algumas frases escritas nas paredes em ruína, como estas: "Não estraguem mais!" e "Por favor recuperem!"
A quem interessará a degradação deste espaço?
(fotografia de LFM)

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Postado por oasis dossonhos às 16:56 1 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
Essa cruz é o símbolo do colégio alemão em que minha mãe trabalha... pareceu-me tão familiar... quanto as águas que curam ou não curam digo o seguinte, tudo em excesso faz mal, já diriam os afogados, porém avançam inegavelmente os estudos que demonstram a importância de se tomar ao menos 2 litros de água por dia. Essas águas possuem compostos que podem auxiliar em doenças assim como as cápsulas de minerais que tomamos porém não dão dinheiro a industria farmacêutica.
24 Agosto, 2005 00:02

Termas do Cró-I


Sábado passado visitei as Termas do Cró, perto de Valongo do Côa. Contaram-me que por ali chegaram a estar 500 pessoas, entre utentes e pessoal do apoio terapêutico. Disse-me um informante que as freiras que asseguravam o funcionamento das Termas trataram do seu desmantelamento, na sequência do 25 de Abril, acometidas de súbitos receios, que nenhuma água medicinal cura. A minha avó costumava dizer que "a água tudo lava... só não lava é a má-língua..."
(fotografia de LFM)

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Postado por oasis dossonhos às 16:47 0 comentários

Ponte Sequeiros-II


Dentro da ponte de Sequeiros, a bela jóia de Valongo do Côa, que integrava as vias romanas, existe a antiga "portagem", segundo um habitante, que me relatou "Antigamente, de um lado era Espanha e do outro Portugal, e tinha de se pagar a portagem, porque aqui era a fronteira..."
Não pude confirmar o depoimento, mas mesmo que seja lenda, pensei que seria interessante ilustrar a imagem com estas palavras de um popular...
Para mais informações acerca das vias romanas, vale a pena visitar um trabalho de Pedro Soutinho:
http://viasromanas.planetaclix.pt/#portomarco
(fotografia de LFM)

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Postado por oasis dossonhos às 15:46 1 comentários

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Castela disse...
A ponte de Sequeiros é realmente magnífica e quem vier à zona do Ribacôa não a deve perder de vista. Outros locais imperdíveis: castelo do Sabugal, Aldeia Histórica de Sortelha, as termas do Cró e a aldeia de Vilar Maior.
25 Março, 2009 02:01

Ponte Sequeiros


Sexta feira passada fui até à bela aldeia de Valongo do Coa e fiquei maravilhado com este monumento - a ponte Sequeiros, romana. Agradeço ao Mané, à Carla, à D. Mariana e ao sr. António os momentos agradáveis que me proporcionaram. Não podia deixar de partilhar com os meus leitores...
Para quem quiser saber mais acerca desta terra, sugiro que visite http://valongo.free.fr/
(fotografia de LFM)

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Postado por oasis dossonhos às 15:31 1 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
é realmente lindo, enche os olhos!
23 Agosto, 2005 23:59

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

A poesia das pequenas coisas


São pequenas cintilações quotidianas, livros, fotografias, desenhos, postais, velhos brinquedos. A memória respira neles. A infância e os amigos que já partiram perpetuam-se nestes objectos biográficos. A poesia pode nascer, subitamente, no simples acto de olhar para um destes fragmentos da existência.
(foto de LFM)

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Postado por oasis dossonhos às 12:02 5 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
É delicioso pegar esses objectos sentir-lhes o cheiro, a textura e como num passe de mágicas sensações, imagens e lembranças voltarem... coisas que esquecemos que lembrávamos
17 Agosto, 2005 14:00
Mendes Ferreira disse...
as pequenas coisas....AS GRANDES COISAS....bjo.
17 Agosto, 2005 15:05
stillforty disse...
Tenho alguns objectos assim, pequenas coisas, aqui e ali, sinto-lhes o cheiro...respiro. bjo
17 Agosto, 2005 23:32
Fernando B. disse...
Aqui há uns anos conheci, nos arredores do Porto, uma fábrica familiar, que se dedicava à construção de réplicas de brinquedos em folha. Adquiri algumas e eles ainda me dispensaram quatro ou cinco peças realmente antigas.Um abraço,
18 Agosto, 2005 18:08
augustoM disse...
Os brinquedos são o maior veículo da nossa memória da infância. Todos temos grandes e pequenas lembranças relacionadas com eles. Um brinquedo especial lembra-me o meu avô, outro não menos o meu pai e assim por diante.Um abraço. Augusto
22 Agosto, 2005 14:05

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Ponto e Traço: A Sabedoria da Paciência


Hoje volto a falar da pintura Manuel Passinhas, celebrando a arte deste galardoado com o 1º Prémio no Concurso de Pintura sobre Contrabando, realizado pela Junta de Freguesia de Santana de Cambas.
Em Maio deste ano, durante o III Festival Islâmico, esteve patente ao público a exposição "Ponto e Traço".
Na altura escrevinhei umas impressões sobre as obras patentes nessa mostra que agora torno públicas:

"A pintura de Manuel Passinhas consubstancia a sabedoria da paciência, em que o alentejano é Mestre.
O geometrismo, de forte influência árabe, que integrou a sua recente exposição, realizada em Mértola, no bar Alsafir, surpreendeu-nos pelo apuro, pela beleza, pela harmonia.
Manuel Passinhas transcendeu-se em "Ponto e Traço".
O seu percurso, construído discretamente, atingiu nesta fase um expoente que se celebra.
Passinhas é um pintor digno das palavras mais luminosas, luz que as suas telas irradiam, tocando-nos de uma forma envolvente."

Palavras guardadas, que nunca cheguei a enviar para nenhum jornal alentejano, mas que neste momento faz todo o sentido divulgá-las aqui. Como dizia Rita Maria da aldeia da Luz, "a linha nunca se perde...”

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 12:53 1 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
Fiquei encantada com esse quadro! Já estou a procurar na internet para ver o que mais acho desse artista. Será que um dia poderemos ver seu trabalho aqui no Brasil? Sabes de alguma pretensão dele vir para essas bandas?
08 Agosto, 2005 16:18