terça-feira, 23 de agosto de 2005

Ponte Sequeiros-II


Dentro da ponte de Sequeiros, a bela jóia de Valongo do Côa, que integrava as vias romanas, existe a antiga "portagem", segundo um habitante, que me relatou "Antigamente, de um lado era Espanha e do outro Portugal, e tinha de se pagar a portagem, porque aqui era a fronteira..."
Não pude confirmar o depoimento, mas mesmo que seja lenda, pensei que seria interessante ilustrar a imagem com estas palavras de um popular...
Para mais informações acerca das vias romanas, vale a pena visitar um trabalho de Pedro Soutinho:
http://viasromanas.planetaclix.pt/#portomarco
(fotografia de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 15:46 1 comentários

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Castela disse...
A ponte de Sequeiros é realmente magnífica e quem vier à zona do Ribacôa não a deve perder de vista. Outros locais imperdíveis: castelo do Sabugal, Aldeia Histórica de Sortelha, as termas do Cró e a aldeia de Vilar Maior.
25 Março, 2009 02:01

Ponte Sequeiros


Sexta feira passada fui até à bela aldeia de Valongo do Coa e fiquei maravilhado com este monumento - a ponte Sequeiros, romana. Agradeço ao Mané, à Carla, à D. Mariana e ao sr. António os momentos agradáveis que me proporcionaram. Não podia deixar de partilhar com os meus leitores...
Para quem quiser saber mais acerca desta terra, sugiro que visite http://valongo.free.fr/
(fotografia de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 15:31 1 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
é realmente lindo, enche os olhos!
23 Agosto, 2005 23:59

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

A poesia das pequenas coisas


São pequenas cintilações quotidianas, livros, fotografias, desenhos, postais, velhos brinquedos. A memória respira neles. A infância e os amigos que já partiram perpetuam-se nestes objectos biográficos. A poesia pode nascer, subitamente, no simples acto de olhar para um destes fragmentos da existência.
(foto de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 12:02 5 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
É delicioso pegar esses objectos sentir-lhes o cheiro, a textura e como num passe de mágicas sensações, imagens e lembranças voltarem... coisas que esquecemos que lembrávamos
17 Agosto, 2005 14:00
Mendes Ferreira disse...
as pequenas coisas....AS GRANDES COISAS....bjo.
17 Agosto, 2005 15:05
stillforty disse...
Tenho alguns objectos assim, pequenas coisas, aqui e ali, sinto-lhes o cheiro...respiro. bjo
17 Agosto, 2005 23:32
Fernando B. disse...
Aqui há uns anos conheci, nos arredores do Porto, uma fábrica familiar, que se dedicava à construção de réplicas de brinquedos em folha. Adquiri algumas e eles ainda me dispensaram quatro ou cinco peças realmente antigas.Um abraço,
18 Agosto, 2005 18:08
augustoM disse...
Os brinquedos são o maior veículo da nossa memória da infância. Todos temos grandes e pequenas lembranças relacionadas com eles. Um brinquedo especial lembra-me o meu avô, outro não menos o meu pai e assim por diante.Um abraço. Augusto
22 Agosto, 2005 14:05

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Ponto e Traço: A Sabedoria da Paciência


Hoje volto a falar da pintura Manuel Passinhas, celebrando a arte deste galardoado com o 1º Prémio no Concurso de Pintura sobre Contrabando, realizado pela Junta de Freguesia de Santana de Cambas.
Em Maio deste ano, durante o III Festival Islâmico, esteve patente ao público a exposição "Ponto e Traço".
Na altura escrevinhei umas impressões sobre as obras patentes nessa mostra que agora torno públicas:

"A pintura de Manuel Passinhas consubstancia a sabedoria da paciência, em que o alentejano é Mestre.
O geometrismo, de forte influência árabe, que integrou a sua recente exposição, realizada em Mértola, no bar Alsafir, surpreendeu-nos pelo apuro, pela beleza, pela harmonia.
Manuel Passinhas transcendeu-se em "Ponto e Traço".
O seu percurso, construído discretamente, atingiu nesta fase um expoente que se celebra.
Passinhas é um pintor digno das palavras mais luminosas, luz que as suas telas irradiam, tocando-nos de uma forma envolvente."

Palavras guardadas, que nunca cheguei a enviar para nenhum jornal alentejano, mas que neste momento faz todo o sentido divulgá-las aqui. Como dizia Rita Maria da aldeia da Luz, "a linha nunca se perde...”

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 12:53 1 comentários

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Ana Teresa Bonilha disse...
Fiquei encantada com esse quadro! Já estou a procurar na internet para ver o que mais acho desse artista. Será que um dia poderemos ver seu trabalho aqui no Brasil? Sabes de alguma pretensão dele vir para essas bandas?
08 Agosto, 2005 16:18

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

Manuel Passinhas, Pintor



A tela que hoje se reproduz obteve o 1º Prémio no Concurso de Pintura sobre o Contrabando, organizado pela Junta de Freguesia de Santana de Cambas. Concorreram 8 pintores (o regulamento abrangia todos os naturais e residentes do concelho de Mértola que desejassem participar). Apareceram 18 trabalhos, que um júri, integrado por Santiago Macias, arqueólogo, Guadalupe Godinho, pintora, e José Alberto Franco, em representação da Aldraba, Associação do Espaço e Património Popular, durante 3 horas e meia, classificou com critérios de avaliação e uma transparência dignos de louvor.
Manuel Passinhas, pintor que tem vindo a destacar-se pela evolução do seu trabalho, é o autor da pintura escolhida, que será capa do livro "Memórias do Contrabando em Santana de Cambas-Um Contributo para o seu Estudo".
O artista está de parabéns, tal como a Junta de Freguesia referida, que teve a ideia inovadora de lançar o concurso e de editar o livro. A qualidade dos trabalhos apresentados foi destacada na sessão da inauguração.
As obras estão patentes até ao final do mês no novo edifício da Junta.
(foto de LFM)

De “ÁGUAS DO SUL”
Postado por oasis dossonhos às 17:30 2 comentários

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Guida Alves disse...
Sem conhecer os outros trabalhos, é difícil "opinar". Mas sente-se que prevaleceu a sensibilidade dos jurados. Boa escolha, sim senhor!
05 Agosto, 2005 15:48
augustoM disse...
Luís, o Manuel Passinhas não conheço, mas a iniciativa da Junta de Freguesia de Santana de Cambas é muito louvável. Um abraço. Augusto
07 Agosto, 2005 21:59

segunda-feira, 18 de julho de 2005

J.P.


Um mocinho que fez ontem 7 anos! Uma beijoca de parabéns da "avó Magaída".

De “VEMOS, OUVIMOS E LEMOS”
publicado por Guida Alves às 4:52 PM 7 opiniões

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oasis dossonhos disse...
ganda magaída! Parabéns a ti tb
Seg Jul 18, 05:06:00 PM
Torquato da Luz disse...
Parabéns ao mocinho e à avó babada...
Seg Jul 18, 09:12:00 PM
rajodoas disse...
Parabéns à avô e ao neto pelo seu aniversário e que a Magaída o veja crescer saudável sem vícios e que setransforme num homem com "H" grande sãoos votos do Raul
Seg Jul 18, 10:04:00 PM
Anónimo disse...
Este não é sócio emérito da Aldraba? Aqui a gerir o entendimento da nova Aldeia da Luz? E parabéns é claro. João Tunes
Ter Jul 19, 12:36:00 AM
Guida Alves disse...
Queridos amigos todos: gostaria de esclarecer que o João Pedro é só um "neto" afectivo e não efectivo...;)Muito obrigada pelos vossos parabéns, que transmitirei ao aniversariante, assim como aos seus progenitores.
Ter Jul 19, 01:48:00 AM
Sonia F. disse...
Olha o João Pedro, o nosso companheiro no barco. :) Um beijinho para ele.
Ter Jul 19, 01:50:00 AM
mfc disse...
Parabéns aos dois... eles são a nossa vida eterna, Margarida.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Por acaso e ao acaso em Campo de Ourique











Nos velhos(íssimos!) tempos do IIL era frequente passar por lá, mais que não fosse para estudar em grupo no Canas, no Gigante ou na Tentadora. Outras incursões não eram necessárias nem havia muito tempo para elas.

Bastante mais tarde, e mais pelo prazer da descoberta que por dever de ofício, encontrei-me de novo com o bairro. Muito certinho, muito ortogonal, dir-se-ia pombalino, não fosse saber-se que em tempos do Marquês a cidade acabava muito aquém e que por lá se pastoreava gado entre bucólicos olivais.
A sua urbanização, como prolongamento da cidade que começava a transbordar, inicia-se no último quartel do séc. XIX, por iniciativa de Ressano Garcia, jovem engenheiro-chefe da Repartição Técnica da CML. Assim, o bairro apresenta ruas largas para a época, perspectivando logo a existência de canalizações, e permitindo igualmente, anos mais tarde, a circulação de carros eléctricos, a colocação de postes de electricidade e do telefone. O seu crescimento já no dealbar do séc. XX, trouxe-lhe a mais-valia de alguns edifícos "arte-nova" e "art-deco".

Veio a ser maioritariamente habitado por famílias oriundas da média burguesia, não enjeitando os anteriores habitantes das casinhas velhas e modestas, com os seus quitalinhos de mangericos e limoeiros. Tudo coube e soube conviver no novo subúrbio, criando hábitos, tradições, raizes, identidade.

Que hoje se mantém, quando alguém oriundo do sítio, diz com orgulho: "Sou de Campo d'Órique!"

De “VEMOS, OUVIMOS E LEMOS”
publicado por Guida Alves às 5:57 PM 2 opiniões

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oasis dossonhos disse...
Este post é mais um dos que sublinha a qualidade do blogue.As imagens poderiam ser reproduzidas em "A Aldraba", com um texto adequado ao facto daquele blogue ser de uma associação, reflectindo as preocupações da sua direcção e dos seus associados, por esta ou pela ordem inversa, tanto faz.É que o património mostrado, que o olhar atento revela, é tão belo que merece ser partilhado com quem procura notícias, objectivos, imagens...ao clicar no endereço da "Aldraba". Pode ser?BeijinhoLuís
Sex Jul 15, 09:28:00 PM
Anónimo disse...
Pois, que coincidência, também andei no IIL e também frequentei os mesmos cafés aqui referidos. Foi um acaso por lá não nos termos encontrado (se calhar encontrámos mas como nessa altura não havia blogues nem Aldraba...). Depois continuei a bater Campo de Ourique anos a fio porque a minha irmã (mãe substituta) morava na Rua Coelho da Rocha (pertinho da casa que foi habitada por Fernando Pessoa) até lá morrer, deixando-me uma dor funda associada a esse bairro... Obrigado por me ajudares, em boas imagens, a rever aquele bairro - um bairro que amei e onde sofri a minha maior perda. Beijo amigo. João Tunes
Sex Jul 15, 09:36:00 PM